sexta-feira, 13 de novembro de 2015

«Pequenas Células Cinzentas - Citações de Poirot», de Agatha Christie

Editora: Edições ASA
Data de Publicação: 05/11/2015
N.º de Páginas: 160
Tem a cabeça do formato de um ovo, um espesso bigode hirsuto e sempre impecavelmente aparado, não é nada modesto, antipático quando o confundem com um francês, e está sempre se gabando da forma como usa as suas células cinzentas. O seu nome é Hercule Poirot e é provavelmente o melhor detective do mundo. Como surgiu este personagem? A resposta é revelada pela criadora do próprio e pode ser descoberta na introdução de Pequenas Células Cinzentas - Citações de Poirot, obra publicada pela HarperCollins sob o título Little Grey Cells, no passado mês de Setembro e que chegou no início deste mês às livrarias nacionais.
Nas primeiras páginas deste livro que compila várias falas de Poirot, retiradas de vários romances que ele protagonizou, Agatha Christie (1890-1976) descreve a relação amor-ódio que sempre existiu entre a criadora e a criação, refere a admiração que sente pelas características de personalidade com que vestiu, em 1914, o detective belga, «a sua paixão pela verdade, a sua compreensão sobre a fragilidade humana e a sua bondade.»
Ao longo de 12 capítulos (‘Natureza Humana’, ‘Simetria e Ordem’, ‘A Mente Criminosa’, etc.), encontramos citações célebres, e outras menos, de Poirot; umas divertidas, outras de grande profundidade, mas todas reveladoras da perspicácia e conhecimento que o detective possui para desvendar traços ocultos da psique humana. A ordem, o método e a psicologia era o seu mote pessoal, que o distingue dos outros detectives.
Depois da leitura de mais de 120 citações, é-nos apresentado um texto, em posfácio, da Rainha do Crime, datado de 1938, onde podemos ler: «Somos amigos e parceiros. Devo-lhe muito financeiramente. Por outro lado ele deve-me a sua existência.» Quem quiser conhecer os mistérios e crimes que Poirot desvendou terá que ler todos os policiais em que ele participou, desde O Misterioso Caso de Style (1920) até Cai o Pano (1975).
Pequenas Células Cinzentas - Citações de Poirot é um livro-presente para o leitor que simpatiza com este personagem que em 1989 ganhou vida nos ecrãs através do actor David Suchet (na foto), na série britânica que se prolongou até 2013. A escolha das citações esteve a cargo de David Brown, editor da autora na HarperCollins, e como todas as compilações elas têm sempre um cunho muito pessoal. Não são, de todo, as melhores citações de Poirot, e basta termos lido uma vintena de romances protagonizados por ele para chegarmos a esta conclusão; muitas das frases de Poirot que tenhamos sublinhado, não estão coligidas nesta obra.
Dotado de uma parte gráfica interior e exterior muito aliciante, em capa dura, este livro é tanto recomendado para os fãs de Agatha e Poirot como para os leitores que nunca leram nenhum livro da Duquesa da Morte. Pequenas Células Cinzentas - Citações de Poirot irá, com certeza, despoletar o interesse nos leitores de romances policiais que ainda não se tenham estreado a ler Agatha Christie, autora cujos livros protagonizados precisamente por Hercule Poirot foram considerados como a Melhor Série Policial do século XX. De referir que este livro é publicado no ano em que se assinala o 125.º aniversário do nascimento de Agatha Christie.
«A imaginação é uma boa criada e uma má patroa. A explicação mais simples é sempre a mais provável.» Do livro O Misterioso Caso de Style

«São as pessoas mais caladas e submissas que são frequentemente capazes da violência mais súbita e inesperada... quando perdem o controlo, perdem-no completamente!»
Do livro O Natal de Poirot

«Para interessar, para interessar verdadeiramente, uma mulher tem de ter bondade e inteligência.» Do livro Morte na Praia

«No meio da morte, estamos na vida… Verifiquei frequentemente que o assassínio é bom casamenteiro.» Do livro Os Crimes do ABC

«Pretendo chegar à verdade. A verdade, por mais feia que seja, é sempre curiosa e bela para quem a procura.» Do livro O Assassinato de Roger Ackroyd

Passatempo | «Eu Existo», um livro para quem gosta de pesquisar os mistérios da mente

PASSATEMPO a DECORRER ali >http://bit.ly/1iRaM8OUma obra com a chancela da Pactor Editora
Publicado por SILÊNCIOS QUE FALAM em Quinta-feira, 12 de Novembro de 2015

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Excertos de «A Felicidade dos Tristes», de Luc Dietrich

de Luc Dietrich

Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes

Número de páginas: 224 | Publicação: 2015 | Editora: Sistema Solar
Excertos
«Porque as melhores pessoas são tristes. A minha mãe é pálida, muito pálida, e mesmo quando se ri treme-lhe uma tristeza no riso como gotas de água num ramo ao sol. Nunca vemos Jesus dar cotoveladas aos seus discípulos e torcerem-se a rir. Judas, esse, queria armar-se em esperto e afastava-se deles para se rir sozinho. Nunca se viu ninguém pensar numa coisa difícil, nos rebentos de uma árvore, no sol, como é que ele sobe e desce na água do céu, e desatar a rir-se. Aliás, só há felicidade nos tristes.» (p. 55)

«Nós, nós somos infelizes por não andarmos nada contentes com o que somos, e também por não sabermos o que gostaríamos de ser.» (p. 56)

«os verdadeiros homens são aqueles que parecem aos outros o mesmo que parecem a si próprios.» (p. 108)

«o fogo é, para a alma, mais digna companhia do que um amigo. Porque o amigo é um ser de carne que há-de apodrecer. A erva apodrece, a árvore apodrece, os animais apodrecem, os frutos apodrecem, os homens apodrecem. O fogo é o único ser vivo que não apodrece e na sua morte nada há mais horrível do que o simples nada.» (p. 182)
O autor
Luc Dietrich nasceu a 17 de Março de 1913 em Dijon e morreu a 12 de Agosto de 1944. A Felicidade dos Tristes, com que esteve à beira de ganhar o Prémio Goncourt em 1935, é a sua obra mais conhecida.

A obra «Pedra Rara» reune a prosa dispersa e inédita de Rosa Lobato Faria

Pedra Rara
Dispersos e Inéditos
de Rosa Lobato de Faria

Páginas: 358 | Editora: Parténon
«Rosa Lobato de Faria reuniu em Os Linhos da Avó (2004) contos e crónicas que havia escrito e publicado durante alguns anos de intensa atividade literária, mas depois disso e até Fevereiro de 2010 muitos outros trabalhos ficariam avulsos e sem editor, tendo sido dado prelo póstumo apenas a um romance incompleto (Vento Suão) e ao inédito Alma Minha Gentil, com desenhos de Pedro Sousa Pereira, uma iniciativa de Cristina Ovídio, da editora Clube do Autor. A oportunidade de organizar o seu espólio já nos havia permitido juntar um livro inédito e poemas avulsos à edição da sua obra poética no volume A Noite Inteira Já não Chega. Poesia 1983-2010 (Guimarães, 2012). Chegou a vez de antologiar a prosa dispersa e inédita, renovando a presença literária e editorial de Rosa Lobato Faria e sublinhando a sua capacidade de escrever em diferentes registos e géneros literários, o teatro incluído.» Vasco Rosa

Nova publicação Arte & Terapia: «Mandalas - Ilusões de Ótica»

Mandalas - Ilusões de Ótica

N.º de páginas: 64
Colecção: Arte & Terapia
Edição: Edições Texto & Grafia
Género: Terapia pelo Desenho & Pintura; Artes Manuais
Sinopse
Mais de 60 ilusões de ótica para recriar com a ajuda de canetas de feltro, lápis de cor ou de cera, pastéis.
Basta escolher a melhor técnica e deixar fluir a sua criatividade.
Escolha as suas cores, preencha as hipnotizadoras imagens e ficará com mandalas únicos e totalmente originais!

Para adultos de qualquer idade e crianças – resta saber qual deles pintará com maior entusiasmo! Para descontrair em casa, numa ida ao jardim ou à esplanada. Muito prático: leve e fácil de transportar, convida-nos a pôr de lado o smartphone ou tablet e, num gesto de regresso à infância, simplesmente pintar e sentir os efeitos relaxantes da Mandala!

Outro lançamento de Novembro:

Publicações de Novembro com o selo da Editora Goody

Alma Portuguesa
Um País Para Colorir
Sinopse
Neste livro de colorir para adultos, com mais de 70 imagens, damos vida a criações inspiradas na nossa história, cultura, lendas e tradições. Pretendemos, com orgulho e criatividade, divulgar o que é português, oferecendo a um povo de sonhadores e apaixonados a possibilidade de pintar, colorir e reinventar os nossos símbolos e o que de mais emblemático existe no nosso país.
Neste livro de colorir é possível encontrar desenhos/imagens de, por exemplo: Galo de Barcelos, Coração de Viana, Guitarra Portuguesa, Bordado da Madeira, Sardinha, Bacalhau, Infante D. Henrique, Fernando Pessoa, Eça de Queirós, Amália, Zé Povinho, etc. Ao todo são 79 imagens para colorir!
Embarque nesta verdadeira viagem pela portugalidade num apelo à imaginação e descoberta. Portugal será sempre o que fizer dele, uma festa de mil cores onde cada página aguarda ansiosa pelo seu lápis de bico colorido. Esta será uma ocasião única para colher da história a inspiração para um programa relaxante e divertido para realizar sozinho, com os amigos ou em família.
Desafiamos os nossos leitores a "descontrair mas com estilo" através das páginas de Alma Portuguesa - Um País Para Colorir (25x25 cm).

A Vida é a Cores
Sinopse
Neste livro de colorir para adultos, as imagens estão organizadas em seis capítulos: Amor, Alegria, Força, Energia, Equilíbrio e Paz num trabalho com a participação de Teresa Guilherme que partilha com o leitor a sua visão deste universo de harmonia e serenidade.
«A vida é feita de momentos que nascem e morrem quase sem darmos por eles, sempre a remoer no passado e a antecipar um futuro. Tudo o que vale a pena é sentir o agora. Agarre no seu livro e aperte-o contra o peito. Ele é seu. Só seu. Vai lá deixar um pouco da sua alma, do pulsar do seu coração, do segredo do seu pensamento. Deixe que nestas páginas fique o reflexo da sua beleza para toda a gente ver ou para simplesmente guardar.» Teresa Guilherme (texto retirado daqui)
Facebook | ImaginARTE: Livros para colorir e relaxar
Site | www.assineagora.pt/imaginarte
e-mail | imaginarte@goody.pt


Vida de Cão
O que os cães nos ensinam sobre a vida e o amor
Sinopse
Este livro de sabedoria canina traz lições de vida e de amor que os cães nos transmitem diariamente. Juntando fotografias e lições hilariantes e com a participação de Manuel Luís Goucha e os seus cães, promete não só divertir e enternecer os leitores mas também ensinar os humanos a olharem para a vida de forma mais positiva.
«Vida de cão nem sempre significa sofrimento e amargor. Que o digam os meus, ladrando e abanando a cauda, que, fora as fábulas, esse é o seu jeito de expressar o que sentem, desejados que foram, estimados que são. E vão sete a juntar a outros que ao longo da minha vida fui tendo (ou terão sido eles a terem-me?) e dos quais conservo as melhores lembranças. É nelas que renasço, sempre que nas perdas vou morrendo. Não me entendo sem eles, desde catraio, por tanto me darem, incondicionalmente, em fidelidade e afagos. Estão ali do meu lado ou, literalmente, em cima de mim, felizes e confiantes. Sabem que me preocupo com eles, que os alimento e lhes presto outros cuidados, que os quero na minha vida para com eles ser melhor.» Manuel Luís Goucha (texto retirado daqui)

«Bimby - Na Rota das Descobertas», 65 receitas para descobrir novos mundos


Bimby
Na Rota das Descobertas

Sinopse
A rota dos descobrimentos portugueses acompanha os principais rumos da nossa cozinha em busca dos melhores sabores do mundo. 
Uma aventura onde se fundem paladares e aromas e onde identificamos não só as nossas raízes gastronómicas, mas também os contributos que os sucessivos achamentos permitiram aportar. 
É uma viagem que se faz a bordo da Bimby permitindo aos leitores um leque de receitas rico e variado e que possibilita a identificação da raiz histórica e geográfica das receitas, articulando-as sempre com os Descobrimentos portugueses.

Um livro que nos faz viajar, no tempo e no espaço, com forte impacto visual (imagens não só de receitas mas também de elementos que nos transportam para os ambientes de cada região), inspirador e criativo e com referências históricas que remetem para os lugares e para os produtos associados às nossas Descobertas.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Novo livro de Pedro Almeida Vieira revela como um rato (Portugal) pariu uma montanha (o Brasil)

Assim se Pariu o Brasil, de Pedro Almeida Vieira

 Quem disse que não podemos sorrir com a História?
Sinopse
Três séculos de invasões, guerras, rebeliões e outras calamidades do Brasil colonial.

Há mais de 500 anos houve um pequeno povo, oriundo de um minúsculo pedaço da Europa, que descobriu um pedaço da costa sul-americana. E depois mandou para lá mais naus. E mais gentes. Por lá atacou índios e foi atacado por eles, procriou com índias, trouxe negros de África, procriou com negras, mandou jesuítas pregarem terra adentro, meteu-se em cultivos e garimpos, explorou o sertão, navegou por rios parecidos com o mar. Ainda lidou com a cobiça de outros países europeus sedentos em filar o seu quinhão. Tudo isso só poderia resultar em sangue e crueldade, porém bem misturado com coragem e sagacidade.

Numa prosa culta mas cheia de humor, Pedro Almeida Vieira mostra como um rato (Portugal), pariu uma montanha (o Brasil). Com ilustrações de Enio Squeff, a obra relata 25 episódios fundamentais da História do Brasil quando este era a mais rica colónia portuguesa.

«A Contadora de Histórias», de Jodi Picoult

Edição: Bertrand Editora
Data de Publicação: 16/10/2015
N.º de Páginas: 520

The Storyteller, o penúltimo romance da escritora Jodi Picoult (n. 1966), atingiu o 1.º lugar na lista do New York Times, em 2013, quando foi publicado nos E.U.A. A obra tem como pano de fundo o Holocausto, um dos mais horríveis crimes perpetuados contra a humanidade. Numa entrevista, Jodi afirma que a pesquisa que fez para este livro está entre «as mais emocionalmente esgotantes que eu já fiz. Eu me encontrei com vários sobreviventes do Holocausto (…)».
A autora decidiu contar a história em três partes e elegeu quatro narradores para entrecruzá-la e dá-la a conhecer aos leitores. O tempo narrativo da primeira e da terceira partes é o da actualidade (ano 2013), passa-se em Westerbrook, New Hampshire, e tem como narradores Sage, Josef e Leo; a parte intermédia, que ocupa cerca de 200 páginas, é exclusivamente dedicada a Minka, uma sobrevivente do Holocausto, que relata detalhadamente os dias de horror que na Polónia viveu.
Sage, a personagem central da estória, é uma mulher solitária de 25 anos, desfigurada, descendente de uma família de judeus, cujos pais faleceram há pouco tempo. Por se sentir culpada pela morte da progenitora ela frequenta um grupo de terapia para enlutados, e é nesse círculo que conhece Josef, um professor reformado de 95 anos, reconhecido por toda a cidade por ser um homem bom e generoso. Uma amizade improvável inicia-se, assim, entre ambos. Mas o nonagenário, «um homem que, a certa altura da sua vida, pôde fazer o que quis sem temer o justo castigo», oculta um terrível passado como oficial das SS. Quando Josef conta a Sage esse seu segredo tenebroso, ele nem sequer imagina que a cicatriz que Sage tem na face oculta uma outra, bem mais complexa, que lhe corrói as entranhas e alimenta o seu ódio e desejo de vingança. «Ele esteve em Auschwitz, tal como a minha avó. Será que ela o conhecia? Os seus caminhos cruzaram-se?»
Os 15 romances de Jodi Picoult que em Portugal já foram publicados (14 pela Civilização e 1 pela Editorial Presença), são a prova de que a autora é uma magnífica contadora de histórias. Em A Contadora de Histórias algum do seu estilo habitual é notado, como a história ser contada pelo ângulo de vários personagens, ou a investigação aprimorada sobre o tema central, mas neste livro há registos que destoam e que não são, de todo, apanágio de Picoult: passagens densas, difíceis de seguir; personagens por lapidar; a inserção de capítulos, ao longo do romance, com excertos de uma história do género gótico (que uma das personagens, Minka, escrevera) que acrescenta pouquíssimo à história; e uma segunda parte do livro (pp. 219-404) ineficaz, muito abrupta, maçante até, talvez por narrada numa só voz.
A Contadora de Histórias ganha pontos pelo seu bem conseguido desfecho, surpreendente, e por passagens também meritórias, que merecem sublinhar, como as seguintes:

«Dentro de cada um de nós existe um monstro; dentro de cada um de nós existe um santo. A verdadeira questão é qual deles alimentamos melhor, qual deles destruirá o outro.» (p. 132)

«Não sei o que tem a morte que a torna tão dura. Suponho que é a comunicação num só sentido, nunca termos a possibilidade de perguntar à pessoa amada se sofreu, se está feliz onde quer que esteja agora… se é que está algures. É o ponto de interrogação que vem com a morte que não podemos enfrentar, não o parágrafo.» (p. 153)

«Toda a gente tem uma história; toda a gente esconde o seu passado como meio de autopreservação. Simplesmente, alguns conseguem fazê-lo melhor e mais solidamente do que outros.» (p. 415)

«A história não é um relato sobre datas, lugares e guerras. É sobre as pessoas que preenchem os espaços entre eles.» (p. 420)

terça-feira, 10 de novembro de 2015

As Edições Parsifal lançam livro que reune a biografia de 15 grandes Divas do Espectáculo em Portugal

As Grandes Divas do Século XX
de Luciano Reis
O livro
Nomes como Amália Rodrigues, Laura Alves, Milú, Beatriz Costa, Maria Matos ou Amélia Rey Colaço, entre muitas outras, marcaram definitivamente o mundo do espectáculo português ao longo do século XX.

Os rostos destas divas são-nos familiares desde sempre, algumas das suas míticas interpretações em filmes ou peças de teatro são ainda recordadas, as suas canções pertencem já ao património colectivo. Talentosas, bonitas, bem-sucedidas, pisaram com êxito os palcos e foram fonte de inspiração para gerações de mulheres. Rainhas do espectáculo que conquistaram multidões e corações, estas divas têm, no entanto, um lado menos conhecido: como qualquer mulher, tiveram sonhos e ambições, conheceram a ascensão e a queda, o reconhecimento e a solidão, acreditaram e viveram momentos de desânimo, sentiram invejas nos camarins, disputaram o estrelato, conheceram o amor e a traição. Contendo inúmeras imagens, algumas delas inéditas, As Grandes Divas do Século XX é um livro que nos permite conhecer a vida e a obra de algumas mulheres que marcaram o espectáculo e a sociedade nas últimas décadas.
O autor
Nasceu em 1954, no concelho de Pampilhosa da Serra. É licenciado em Gestão das Artes e frequentou o mestrado em Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É também diplomado em Formação de Actores pela Escola Superior de Teatro e Cinema.
É formador de um alargado leque de disciplinas, principalmente nas áreas do Turismo, Património Cultural, Animação Cultural, Teatro, Produção ou Realização. Ligado há mais de quatro décadas a variadas artes do espectáculo, trabalha regularmente em projectos culturais, educativos e artísticos. É autor de cerca de 80 livros, distribuídos por áreas como a biografia, o teatro, o romance, ou a investigação histórica, entre outras.

Novo romance de Nicholas Sparks, «No Teu Olhar» («See Me»), é lançado hoje

No teu Olhar, de Nicholas Sparks
 
O essencial está escrito no coração.
Sinopse
Colin Hancock é jovem mas já viveu mais violência e abandono do que a maioria das pessoas. Foi perante o abismo que tomou a corajosa decisão de começar de novo. Agora, o emprego num restaurante da moda pode não o satisfazer, mas o sonho de se tornar professor parece cada vez mais perto de se concretizar. Dar às crianças o carinho e a atenção que ele próprio não teve é o seu grande e único objetivo… mesmo que o preço a pagar seja a solidão.

Maria Sanchez também deseja, acima de tudo, uma vida calma. Filha de imigrantes mexicanos, aprendeu desde cedo o valor do trabalho árduo, da ética e da lealdade. Para ela, bastam-lhe o emprego num prestigiado escritório de advogados e uma noite tranquila em casa para repôr as energias. Nem a insistência da sua irmã surte efeito. Com uma profissão tão arriscada, Maria aprecia a segurança que o isolamento lhe dá.

Colin e Maria não foram feitos um para o outro. Ele representa tudo aquilo que ela despreza, é o típico meliante que ela está habituada a ver atrás das grades. E quando se cruzam numa noite de tempestade, o fosso que os separa é profundo e evidente. Mas, a partir desse momento fortuito, as suas vidas não voltarão a ser as mesmas.

Conseguirão eles ver para além das aparências? Ler nos olhos do outro o que de mais profundo lhe vai na alma? Ceder à persistente memória daquela noite?



«A Viagem do Salmão», de Henrique Sá Pessoa e José Luís Peixoto, já à venda

 
A viagem, sob a forma de livro, pelas rotas do salmão.

Uma obra que é livro de cozinha mas também uma reportagem de viagem e uma colecção de receitas, onde Henrique Sá Pessoa, um dos chefs portugueses de renome, e José Luís Peixoto, uma das vozes consagradas da nova literatura portuguesa, guiam o leitor pela rota o salmão, da captura ao consumo.

Uma viagem de 22 mil quilómetros, que começou e terminou no Mercado da Ribeira, foi até à Noruega e ao Japão e nos leva a conhecer histórias e pessoas e apresenta quarenta receitas de Henrique Sá Pessoa e de cinco chefs convidados, entre os quais Miguel Laffan, Rui Paula e Daniel Rente.

Um desafio da Norge – Conselho Norueguês das Pescas, registado pela lente de Nicolas Lemonier, fotógrafo de alimentação e lifestyle, lançado pela Casa das Letras, editora do Grupo LeYa.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Passatempo: «Eu Existo», de Diogo Telles Correia

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Foi apresentado ao público no passado dia 5 de Novembro uma nova obra com o selo da Pactor Editora, uma chancela do Grupo Lidel que publica livros nas áreas das Ciências Sociais e Política Contemporânea. Eu Existo é um livro para quem gosta de pesquisar os mistérios da mente e para todos os que têm curiosidade sobre o funcionamento da mente humana.

Segundo o autor, Diogo Telles Correia, Psiquiatra e Psicoterapeuta, Eu Existo «vem mostrar como é possível e fácil desvendar as histórias de vida dos pacientes, vidas tão ou mais ricas do que as de outras pessoas. Vidas que podem inspirar outros e que mostram uma grande força.»

Um exemplar do livro será oferecido pela editora ao vencedor deste passatempo.

Para participar:
Faz Gosto nas páginas de Facebook da editora e do autor: esta e esta;
☑ Sê seguidor do blogue (Na barra lateral direita do blogue clica em "aderir a este site");
☑ Partilha como 'público' o passatempo no teu mural de Facebook ou/e Google+;
☑ Preenche acertadamente o formulário abaixo.

 
 
O Passatempo decorre até ao dia 17 de Novembro.
Boa sorte!

Segue o blogue no Google+
www.facebook.com/silenciosquefalam
Sê seguidor deste blogue: na barra lateral direita da página clica em "aderir a este site"

Regras do Passatempo:
1) O passatempo decorrerá entre os dias mencionados, sendo exclusivo a participantes residentes em Portugal;
2) Será validado exclusivamente as participações com as respostas acertadas e será aceite apenas uma participação por pessoa ou email (salvo mencionado o contrário);
3) O vencedor será sorteado aleatoriamente através do Random.org e o seu nome publicado aqui neste post, além de ser comunicado ao mesmo via e-mail. Se ao fim de 15 dias, após ser contactado pelo administrador deste blogue, o vencedor não reclamar o prémio, será escolhido outro vencedor;
4) O administrador deste blogue e/ou empresa que patrocina o passatempo não se responsabiliza por eventuais extravios dos prémios, aquando da expedição dos mesmos ao vencedor. 

«O Amante Japonês», de Isabel Allende

Edição: Porto Editora
Data de Publicação: 29/10/2015
N.º de Páginas: 336

No 14.º livro da escritora chilena Isabel Allende a entrar no catálogo da Porto Editora são duas as histórias de amor que são contadas; uma entre uma polaca e um japonês, e outra, mais recente, entre uma moldava e um americano. Depois de uma incursão no género policial, com O Jogo de Ripper (Porto Editora, 2014), que dividiu os seus fiéis leitores, em O Amante Japonês Allende prova mais uma vez a sua exímia habilidade como contadora de histórias.
2013. A jovem e misteriosa Irina Bazili há três anos trabalha em Lark House, um lar de repouso para idosos, situado na costa leste da baía de São Francisco, no estado norte-americano da Califórnia. O seu passado é um assunto que lhe causa tortura emocional e é por essa razão que o oculta a uma utente do lar geriátrico, Alma Belasco, uma octogenária de índole pragmática e aparentemente insensível, que simpatiza com Irina e lhe contrata para lhe apoiar no seu apartamento, onde vive sozinha com um gato. Uma amizade improvável entre estas mulheres, uma de 26 e outra de 81 anos, acontece. Com a ajuda de Seth, o neto de Alma, Irina tenta descobrir a identidade do remetente misterioso que todas as semanas envia cartas à patroa. Ambos fazem uma viagem no tempo até 1939, ano em que Alma se apaixonou por um jardineiro japonês; ambos tinham apenas 8 anos. O ataque a Pearl Harbor, dois anos depois, podia ter separado para sempre a paixão que os unia. Mas ambos selaram a promessa de permanecerem unidos. É esta a história de amor e de amizade que Irina, uma jovem sofrida que não acredita no amor, irá desvendar. Ela chegará à conclusão que os traumas não desaparecem por o ignorarmos, «o que mais ajuda na desgraça (…)? Falar. Ninguém pode andar pelo mundo sozinho (...) a dor partilhada é mais suportável» (p. 208) e que o amor acontece mesmo para aqueles que ainda têm cicatrizes por sarar.
Através da narração de duas histórias paralelas e das suas surpreendentes reviravoltas, Isabel Allende tece um comovedor romance sobre a invencibilidade do amor e o poder da resiliência, de superar qualquer trauma recorrendo ao único sentimento capaz de o curar. Ao juntar na obra duas culturas tão diferentes como a Ocidental e Oriental, a autora de Paula (Porto Editora, 2013) refuta o estereótipo de que o amor não pode acontecer entre pessoas de raça, classe social, cultura e de religiões diferentes. Abordando temas complexos que não deixam ninguém indiferente, como o Holocausto, os campos de concentração nos Estados Unidos para japoneses, a Sida, a Síndroma de Down, o incesto ou a pedofilia, a escritora que já vendeu mais de 65 milhões de livros em todo o mundo deixa o leitor agarrado às 336 páginas que compõem o livro.
O Amante Japonês revela, e é apanágio da autora, uma cuidadosa atenção e sensibilidade no uso de vocabulário requintado e sintaxes bem delineadas (algumas frases merecem serem sublinhadas para leituras posteriores, como as que se encontram no final desta resenha). Em resumo: uma obra que está muito perto dos primeiros trabalhos de Isabell Allende e que recomenda-se.


Excertos
«a idade por si só não faz ninguém melhor nem mais sábio, simplesmente evidencia aquilo que as pessoas sempre foram.» (p. 22)

«Em todas as idades é necessário um propósito na vida. É a melhor cura para muitos males.» (p. 77)

«Há muita gente boa (…), mas é discreta. Os maus, pelo contrário, fazem muito barulho, por isso dão mais nas vistas.» (p. 116)

«Todos temos demónios nos recantos mais escuros da alma, mas se os trazemos à luz, os demónios mirram, enfraquecem, calam-se e por fim deixam-nos em paz.» (p. 208)

Primeiras páginas do livro disponíveis para leitura imediata, aqui.
Esta é a página oficial de Isabel Allende no Facebook.


Literatura, romance policial e gestão e empreendedorismo são os géneros de 3 novas publicações a cargo da 20|20


Desmobilizados
de Phil Klay

Vencedor do National Book Award

Páginas: 304 | Editora: Elsinore

Sinopse
Premiado com diversos prémios e considerado um dos melhores livros editados em 2014, Desmobilizados dá-nos um retrato implacável da experiência de quem viveu a guerra — de quem por ela morreu e de quem por ela matou.

Um soldado, habituado a alvejar cães vadios por comerem restos humanos, regressa a casa e reaprende a vida doméstica com o próprio cão. Outro passou o tempo no Iraque a recolher cadáveres, mas deixou na América o corpo de quem ama. Outro ainda procura expiar a morte de alguém sem que tenha sido responsável por ela.

Numa das mais aclamadas estreias ficcionais dos últimos anos, Phil Klay desmultiplica a sua própria experiência militar em doze contos, numa imensa panorâmica do combate que se trava na última década no Iraque e no Afeganistão. Desmobilizados transporta-nos para a linha da frente da guerra armada, mas igualmente para a luta diária das vidas de todos os que se ofereceram em serviço pela pátria. O que testemunharam, afinal, estes homens nos desertos do Médio Oriente?

Entre bombistas suicidas e a monótona burocracia da máquina de guerra, Desmobilizados desmonta a mitologia da guerra heroica e dá-nos um retrato implacável da experiência de quem viveu a guerra - de quem por ela morreu e de quem por ela matou.


A Casa de Bonecas
de M. J. Arlidge

O novo lar destas mulheres é agora o seu maior pesadelo.

Páginas: 320 | Editora: TopSeller

Sinopse
O corpo de uma jovem é desenterrado numa praia remota, mas o seu desaparecimento nunca tinha sido denunciado. Alguém a mantivera «viva» ao longo do tempo, enviando à família, regularmente, mensagens em seu nome.

Para a detetive Helen Grace, todas as provas apontam para um assassino em série, um monstro distorcido mas engenhoso e hábil — um predador que já matou antes.

À medida que Helen se esforça por destrinçar as motivações do assassino, ela compreende que se trata de uma verdadeira corrida contra o tempo. Uma única falha pode significar a perda de mais uma vida.


A Arte da Startup
Como Transformar uma Boa Ideia numa Empresa de Sucesso no Século XXI
de Guy Kawasaki

Ouse vencer desde o arranque

Páginas: 336 | Editora: Vogais

Sinopse
Este é o guia bestseller de gestão e empreendedorismo de Guy Kawasaki, o conhecido guru da Apple e conselheiro de Steve Jobs. Um manual completo para lançar um novo produto ou serviço, transformando boas ideias em negócios vencedores. Aspirantes a empresários, proprietários e gestores de pequenas empresas, empreendedores e líderes de organizações sem fins lucrativos: este livro é para vocês!

Os conselhos sobre inovação, recrutamento, branding e captação de investimento chegam de todos os lados. Há tantos livros, artigos, sites, blogues e conferências com dicas desligadas da realidade, que muitas startups acabam por concentrar-se nas prioridades erradas, encaminhando-se para becos sem saída antes de terem qualquer hipótese de sucesso. A Arte da Startup resolve este e tantos outros problemas. Neste livro estão reunidas décadas de experiência de Guy Kawasaki, transformadas em conselhos práticos e incisivos, adaptados às exigências e desafios do século xxi, provando por que motivos é considerado o mais empenhado dos estrategistas e o mais irreverente ícone do mundo dos negócios. 

Com este livro, saiba como:
• Lançar e desenvolver uma ideia, tornando-a uma marca forte e produtiva.
• Reunir uma equipa vencedora e atrair investidores motivados.
• Implementar eficazmente as novas ferramentas do século XXI, como as redes sociais, o crowdfunding ou o alojamento de dados e aplicações na nuvem.
• Garantir que a sua empresa resiste e perdura no tempo, assumindo novos desafios e visando sempre o crescimento.

Novos livros de colorir para pequenos e graúdos!




Mundos Gigantes para Colorir; Paisagens Gigantes para Colorir; 
Arte-terapia: Caderno de Notas Inspiracional; Sorrir com Todas as Cores; 
Relaxar com Todas as Cores.


É novo nas livrarias: 32.º título da tira de humor «Baby Blues»

Baby Blues 32
+Molhados +Barulhentos +Pegajosos
No dia-a-dia dos MacPhersons não há monotonia!
Nesta família de 2+3, como em todas as famílias com crianças cada dia é uma nova aventura.
A série de tiras que foi iniciada 1990 continua actual e hilariante.
Neste 32.º volume pode contar com mais peripécias do dia-a-dia comuns a tantas famílias.

Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência!

Outras novidades de Novembro:
Atenas Antiga por cinco dracmas por dia, As Claras Madrugadas e Empreendedores por Natureza. Para leres as sinopses destes livros visita www.editorial-bizancio.pt.