quinta-feira, 22 de outubro de 2015

O novo romance de Isabel Allende: «O Amante Japonês»

Depois de ter publicado O Jogo de Ripper (2014), um romance policial que desiludiu alguns dos seus fiéis seguidores, Isabel Allende regressa agora com O Amante Japonês, ao estilo que tantos leitores tem conquistado e relata de forma soberba uma história de amor que sobrevive às rugas do tempo e atravessa gerações e continentes. 
A obra que é publicada a 29 de Outubro, tem 336 páginas e foi traduzida por Ângela Barroqueiro. Com este romance, passam a ser 14 as obras da escritora chilena no catálogo da Porto Editora.

Sinopse
Em 1939, quando a Polónia capitula sob o jugo dos nazis, os pais da jovem Alma Belasco enviam-na para casa dos tios, uma opulenta mansão em São Francisco. Aí, Alma conhece Ichimei Fukuda, o filho do jardineiro japonês da casa. Entre os dois brota um romance ingénuo, mas os jovens amantes são forçados a separar-se quando, na sequência do ataque a Pearl Harbor, Ichimei e a família – como milhares de outros nipo-americanos – são declarados inimigos e enviados para campos de internamento. Alma e Ichimei voltarão a encontrar-se ao longo dos anos, mas o seu amor permanece condenado aos olhos do mundo.
Décadas mais tarde, Alma prepara-se para se despedir de uma vida emocionante. Instala-se na Lark House, um excêntrico lar de idosos, onde conhece Irina Bazili, uma jovem funcionária com um passado igualmente turbulento. Irina torna-se amiga do neto de Alma, Seth, e juntos irão descobrir a verdade sobre uma paixão extraordinária que perdurou por quase setenta anos.

As primeiras páginas de O Amante Japonês encontram-se disponíveis para leitura imediata, aqui.


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Lançamento Elsinore | «O Primeiro Muçulmano: A História de Maomé»

A Elsinore disponibiliza os primeiros capítulos para leitura imediata de  
O Primeiro Muçulmano: A História de Maomé, de Lesley Hazleton, aqui.


Artigo no DN-Madeira

http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/545421/5-sentidos/545431-%E2%80%98silencios-que-falam%E2%80%99-em-nome-madeirense

Isabel Stilwell apresenta no Funchal o seu novo romance histórico

A jornalista e escritora Isabel Stilwell vai estar no Funchal no dia 30 deste mês para uma sessão de autógrafos do seu mais recente romance, D. Teresa - Uma Mulher que Não Abriu Mão do Poder, uma obra composta por 512 páginas, que tem o selo da Manuscrito Editora, uma das mais recentes chancelas do Grupo Editorial Presença. A sessão inicia-se às 18h00 na Bertrand do Dolce Vita.

«D. Teresa - Uma Mulher que Não Abriu Mão do Poder é um romance emocionante sobre esta personagem fundamental da nossa história - mãe de D.Afonso Henriques, amante de Fernão Trava e Rainha de Portugal», pode ser lido no texto de apresentação do livro.
Isabel Stilwell, a autora de romances históricos mais lida em Portugal, no dia anterior, fará também a apresentação da edição inglesa do seu romance histórico Philippa of Lancaster – English Princess, Quenn of Portugal (Livros Horizonte), pelas 18 horas, no Hotel Porto Mare. O evento tem como público-alvo a comunidade inglesa a residir na ilha e por isso a apresentação será em inglês. Contará com uma introdução feita pela cônsul britânica Joy Menezes.
O próximo livro da autora intitula-se Diário de uma Avó Galinha, é publicado pela Verso de Kapa e chega às livrarias a partir no início de Novembro.

Novidades de Outubro da Manuscrito Editora


12 passos para encontrar o equilíbrio e a felicidade
de Vera Luz

O livro
É tempo de reconhecermos que as fórmulas tradicionais que nos ensinaram para encontrarmos a felicidade não funcionam!
Sentimos uma enorme insatisfação na vida que vivemos, assim como um desconfortável vazio. Uma dolorosa sensação de solidão e desorientação no dia-a-dia. Nada parece preencher verdadeiramente a nossa alma e o nosso coração.
Mais cedo ou mais tarde, as questões existenciais batem à nossa porta e confrontam-nos, pondo tudo em causa, fazendo-nos questionar sobre quem somos e o que andamos a fazer neste mundo. Muitos de nós não temos respostas.

Qual o propósito espiritual da sua vida?

Em Acorda o teu Poder Interior, Vera Luz, terapeuta de orientação espiritual, propõe-lhe uma fórmula para acordar o seu poder interior e despertar para o que a vida tem para lhe oferecer.
Através de 12 passos, com exercício práticos, meditações e análise cármica das leis universais, a autora abre-nos a porta para uma nova maneira de olhar e lidar com o mundo.

Com nós próprios, com os outros, com as nossas emoções e energias – com os olhos da alma. Do medo para a coragem, da ignorância para o conhecimento, da insegurança para o amor, da dependência para a autonomia. Embarque nesta viagem de transformação interior que irá alinhá-lo com as leis universais, resgatar o seu brilho interior e o poder de cocriar a sua felicidade!
Excertos
Os budistas vêem a ignorância como um dos venenos do mundo, e por isso este trabalho é a minha oferta para ti. Uma pequena contribuição para que tomes maior consciência sobre ti mesmo e possas, assim, viver uma vida mais consciente e feliz. (p. 21)

Os nossos olhos, pele, ossos, órgãos, etc., são então energia que vibra mais lenta e densamente, ao ponto de serem visíveis e palpáveis, enquanto o nosso espírito, as emoções, as ideias e os pensamentos ficam em campos energéticos que não chegam a materializar-se e não são visíveis aos nossos olhos. O que não quer dizer que não existam! (p. 75)

A triste realidade emocional que estamos a viver é a consciência do abandono do nosso interior. 
Fomos nós que escolhemos viver de fora para dentro, e não de dentro para fora. Fomos nós que passámos a dar prioridade ao outro em vez de a nós próprios.
Teremos de ser nós a reverter o processo. (p. 165)
A autora
Vera Luz é terapeuta de regressão e orientação espiritual, e autora de quatro livros sobre espiritualidade e regressão a vidas passadas. Lançou ainda, em 2014, Tarot da Alma, cartas de afirmação positivas para o dia a dia.
Vera Luz escreve com a intenção de proporcionar a cada leitor informação que o leve a sair de padrões doentios e a dar início à transformação essencial para ser livre e feliz. 


Álbum de recordações dos primeiros anos de vida do seu bebé
de Mário Cordeiro

O livro
Depois de longos meses de espera, o seu bebé nasceu! E este é um momento único que merece ser guardado para sempre. Com muito amor e carinho!

Nas páginas deste álbum, vai poder registar as principais etapas e facetas do seu bebé. Colar bonitas fotografias e outras lembranças que testemunham o seu crescimento e ainda reunir memórias destes momentos irrepetíveis que perdurem para sempre.

Este livro conta com textos do pediatra Mário Cordeiro, que explica aos pais o que esperar de cada uma das fases e partilha conselhos e dicas práticas. Conta ainda com ilustrações em aguarela de Inês Pestana, da Wishªcolor,
Este álbum é um tesouro de memórias felizes, para ser guardado e revisitado ao longo de toda a vida.
O autor
Mário Cordeiro é um dos mais prestigiados pediatras nacionais, professor auxiliar de Saúde Pública na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e membro da Sociedade Portuguesa de Pediatria e de múltiplas sociedades científicas e associações de pais e profissionais em Portugal e na Europa.
É membro e consultor de diversas organizações e foi membro destacado e relator de diversas Comissões Nacionais para a promoção da Saúde e dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes.
Dirigiu o Observatório Nacional de Saúde e fundou a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI).
Intervém regularmente nos meios de comunicação social, em defesa dos direitos das crianças, enquanto pessoas e cidadãos. Associa à sua vasta formação pediátrica conhecimentos nas áreas da Psicologia, Sociologia e Antropologia. É pai de cinco filhos. 
Publicou em 2013 o livro Vou Ser Pai, sob a chancela da Marcador Editora.

É também novidade deste mês da Manuscrito o novo livro de Fátima Lopes, Viver a Vida a Amar.

«Astérix - O Papiro de César», o tão esperado 36.º álbum das aventuras de Astérix

Astérix - O Papiro de César
de Didier Conrad, Jean-Yves Ferri

Data de publicação. 22/10/2015 | N.º de páginas: 48 | Editora: Edições Asa
Novo álbum das aventuras de Astérix (o nº 36), assinado pela nova dupla de autores que já foi responsável pelo álbum anterior (Astérix entre os Pictos).
Os pormenores sobre este novo álbum estiveram (e em grande parte continuam) envoltos no mais rigoroso sigilo.

Vídeo de apresentação do livro:

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Novas publicações da Chiado Editora


Plátanos, Crônicas e Poesias
de Sérgio Paulo Braga

Género: Poesia

Sinopse
Em Plátanos, crônicas e poesias, Sérgio Paulo Braga compartilha lembranças bem-humoradas de sua infância na Penha Circular, subúrbio do Rio de Janeiro — “o centro do Universo” —, bem como de sua adolescência na zona sul da cidade. A paixão pelo futebol tornou-se o principal vínculo entre esses dois mundos tão parecidos e, ao mesmo tempo, tão diferentes!
O autor relembra uma infância em que ele e os irmãos faziam os próprios brinquedos e em que a bola de futebol era o presente mais cobiçado. Os “filhos do pastor” deixavam marcas de bola na porta de entrada do templo, então usada como gol, subiam em telhados atrás de pipas (papagaios) e temiam ser levados pelo “velho do saco”, que diariamente verificava se havia algo para ser aproveitado do lixo. As punições típicas da época — ficar de castigo no escuro; levar chineladas, puxões de orelha, beliscões e cascudos, entre outras — não os impediam de desobedecer a seus pais com certa frequência e irresponsabilidade.
Em Plátanos, crônicas e poesias, o autor também propõe reflexões sobre o sentido da vida (“que não tem sentido”), bem como expressa sua insatisfação com situações cotidianas em um mundo injusto, controverso e caótico. As poesias remetem-nos a um romantismo em que o ser humano é capaz de transcender e, ao transcender, entender sua existência ao mesmo tempo finita e infinita.
Plátanos, crônicas e poesias traz textos que sensibilizam, descontraem, fazem-nos rir e refletir sobre a vida, o mundo, o amor e, sobretudo, sobre o que somos (ou pensamos ser). É um daqueles livros que a gente não consegue parar de ler!

Outro título do autor publicado anteriormente pela Chiado: Aê! (2014)


Política e Corrupção
Branqueamento e Enriquecimento
de Paulo Saragoça da Matta

Género: Ensaio

Sinopse
Estamos perante um conjunto de seis textos que se organizam em torno de três temáticas. Quatro desses textos, conferências proferidas em 2013 e 2015, debruçam-se sobre temas como o enriquecimento ilegítimo, o branqueamento de capitais e o financiamento ao terrorismo, a disciplina legal e regulatória do mercado financeiro, e, por fim, a corrupção na função política e administrativa.
Uma última conferência, também de 2015, analisa a jurisprudência constitucional na área do processo penal, aqui se analisando questões tão importantes e candentes como os prazos de recurso nos mega processos e nos processos de excepcional complexidade, os meios de prova e o papel do consentimento do arguido na utilização de provas através do seu próprio corpo, o dever de exame de toda a prova relevante para a condenação em sede de julgamento, o interrogatório do arguido ‘às cegas’, a recorribilidade para o Supremo Tribunal de Justiça e, por último, a delimitação do núcleo essencial dos direitos processuais das partes.
Por outro lado, temos uma Reflexão de cariz político-filosófico sobre a (in)salubridade do regime político, analisando-se a disciplina de voto nas câmaras parlamentares, a contaminação dos interesses públicos pelos interesses dos Partidos políticos e o financiamento destes, a manipulação da máquina do Estado, a perpetuação das estruturas partidárias e a imutabilidade da lei eleitoral. Em suma, pergunta-se nesta Reflexão se os Partidos Políticos vivem isentos de verdadeiro escrutínio, seja de mérito seja de legalidade de procedimentos, por parte do Povo Soberano.


Simplesmente Sofia
de Arlete Castro

Género: Ficção

Sinopse
Este livro aborda com honestidade e sabedoria questões essenciais, como ética espiritual, integridade sexual, heranças culturais, sem discursos nem chavões. Pelo contrário, somos conduzidos pelo caminho do coração, pelos meandros da alma que anseia por Deus e se abre para uma relação íntima e transparente. 
Através de Sofia, vamos descortinando novos horizontes no processo de aprofundamento desta relação...
Assim este livro despretencioso cumpre a missão essencial: a de nos encorajar a acolher a vida de peito aberto, sem temer as perdas e agressões deste mundo, porque há há uma luz que ninguém pode apagar e que nos guia em direção ao Senhor da História...
Isabelle Ludovico da Silva


Deste Mar e do Outro
de Delfina Vernuccio

Género: Ficção

Sinopse
Cheguei a casa, guiado não sei por que forças, já que todo o percurso me pareceu uma caminhada inconsciente por terrenos que eu sabia de cor e, talvez por isso, os meus olhos já não alcançassem. Acendi um cigarro, inalei o fumo como quem busca respostas para a vida, dirigi-me ao quarto e tentei dormir.
Cerrei os olhos, mas as palavras continuavam a martelar-me o cérebro, numa dança desconexa e surreal. Queria calá-las em mim, mas aquela voz apoderou-se do silêncio do meu quarto e sussurrava-me, infinitamente, interminavelmente: “...sem o companheiro das viagens para lá do mundo... com o sangue acorrentado pelos olhos desligados...”


Segundo a Lei da Arma
de José Casado Alberto

Género: Ficção

Sinopse
O Corvo sobrevoava o deserto do Novo México. Atraído pelo chamamento do sangue, chegou a uma solitária montanha pintada em tons alaranjados. Abaixo, três figuras: um fora da lei, um ranger e um caçador de recompensas— três representantes do melhor e do pior que a espécie humana tem para oferecer— dançavam uma dança tão antiga como a própria existência: a dança da morte.
Texas Red. Filho perdido do povo Navajo e criminoso sanguinário, produto das tragédias que assolaram o seu povo.
Olhos-Azuis. Personificação estóica do velho oeste e da ideia de que as leis apenas existem porque homens poderosos asseguram a sua existência.
Forasteiro de Negro. Sádico e desprovido de quaisquer escrúpulos. Ele cospe na face das leis da sociedade e obedece apenas ao seu depravado e rígido código moral.
No final do dia, estes três homens demonstrarão que quando o homem despe as ilusões efémeras da sociedade apenas uma lei sobrevive — A Lei da Arma.

PAULUS Editora lança os primeiros dois títulos de uma nova coleção de clássicos da literatura portuguesa

Há livros que, apesar da passagem dos anos e da mudança de sensibilidade literária e espiritual, continuam a ter algo significativo a dizer-nos. É este o motivo para a PAULUS Editora repropor os livros Fátima, de Antero de Figueiredo (192 pp.), e Francisco de Assis, de Guedes de Amorim (480 pp.).

Com o lançamento destes dois títulos, a editora inicia uma nova coleção de clássicos da literatura portuguesa, coordenada pelo escritor Jorge Reis-Sá.
A apresentação ao público destas obras acontecerá no dia 29 de Outubro. Mais informações aqui.
Fátima
Graças-Segredos-Mistérios
de Antero de Figueiredo

Prefácio de padre Carlos Cabecinhas, reitor do Santuário de Fátima.

Sinopse
Fátima apresenta a história das aparições de Fátima num estilo romanceado. Um livro clássico, que teve inúmeras edições e que é agora reeditado por ocasião do centenário das aparições.
Antero de Figueiredo classifica este seu livro como obra literária: «Um livro de arte, sem propósitos apologéticos, teológicos ou filosófica.» Não se trata, pois, de uma história das aparições, embora elas sejam referidas e a mensagem explicitada. Não é uma biografia da irmã Lúcia, embora o seu testemunho seja a mais importante fonte do autor para a redação da obra. Não é uma história da difusão da mensagem de Fátima ou da devoção a Nossa Senhora, embora as referências sejam constantes. É uma obra literária, nutrida de profunda espiritualidade, que pretende dar a conhecer Fátima e a sua importância religiosa.


Francisco de Assis
Renovador da humanidade
de Guedes de Amorim

Prefácio de Vítor Melícias, OFM.

Sinopse
Este livro apresenta a história de Francisco de Assis num estilo romanceado. Um livro clássico, que é uma homenagem ao Papa Francisco, que na vida daquele santo se inspira.

Guedes de Amorim, falecido em março de 1979, foi jornalista e escritor. Convertido ao catolicismo por influência de São Francisco, teve a intuição de destacar do contexto de literatura romântica e trovadorescamente poética, então em voga, a dimensão humanista e capacidade renovadora da mensagem daquele que “pelos pobres se fez pobre”. Com esse espírito e intenção, idealizou e escreveu esta que ele mesmo chamou «biografia-mensagem» numa ótica de «apóstolo do pão e da salvação» em prol dos «pobres, minori de pão e de justiça».

Livroholics, por Ruth Manus


Livroholics

Para quem não é livroholic, pode parecer bobagem, papo de gente metida a cult, conversinha de pseudo-intelectual. Mas não. O caso é mesmo grave.
O livroholic nem sempre é um tipo que lê muitíssimo ou que lê tudo. O leituraholic, sim, é um cult. Mas  livroholic é um tipo diferente, porque o fetiche está no objeto, não só no ato.
A casa dos livroholics, obviamente, são facilmente confundidas com livrarias, bibliotecas ou sebos. Mas a característica principal reside no fato de que eles nunca leram tudo o que está lá. Porque é humanamente impossível ter lido tudo aquilo.
Os livroholics sempre têm em casa dezenas de livros que estão “na fila” para ler. E frequentemente há alguns que eles nem pretendem ler, mas que têm capas ma-ra-vi-lho-sas ou estavam em promoções ir-re-sis-tí-veis.
Não tem jeito, eles não conseguem parar com compras alucinadas. Livroholics procuram não entrar em livrarias porque sabem que vai dar problema. Mas sempre acabam entrando. E vão ao delírio quando enxergam mesinhas nas quais se vendem livros usados. As mãos até suam.
E o racicínio é mais ou menos assim:
“Só vou dar uma olhadinha, porque tenho vários livros para ler em casa. Não posso comprar nada. Mas olha que baratinho esse! Não tem como não levar, seria uma imbecilidade perder essa chance. Vou levar. Nossa, olha esse aqui, que coisa incrível. É meio caro, mas realmente, com essa edição vale muito a pena. É uma ótima compra, vou levar. Gente. Sempre quis esse livro e ele está com 10% de desconto. Vou ter que levar também. “
Pronto. Lá vai o livroholic de novo pra casa com a sua sacolinha, radiante como criança com brinquedo novo. Chega em casa, espalha os livros na cama e fica olhando, pegando, cheirando. Cheirar livros, não vamos falar sobre esse assunto.
E frequentemente livroholics se flagram invejando as pessoas que trabalham em livrarias e bibliotecas. Quase sempre concluem que essas profissões são muito mais legais do que as suas. Até porque livroholics simplesmente adoram organizar os próprios livros. Por tema, por autor, por nacionalidade, por editora.
O livroholic também tem um hábito muito peculiar que é o de dar de presente para as pessoas mais próximas- namorado, cônjuge, pais, irmãos, filhos, amigos chegados- livros incríveis. Mas, com um detalhe: quem quer ler esse livro é o livroholic. Ele compra um tipo de falso presente para pessoas de quem ele poderá pegar o livro de volta. É uma solução muito prática (e muito cara de pau): “já resolvo o presente de aniversário e dou um jeito de comprar o livro que eu queria, mas que ju-ro-por-deus, que minha mãe também vai amar. “Ahan.
E livroholics têm um outro grave problema. Ciúmes. Livroholics não são nada bons na arte de emprestar livros. Às vezes, muito às vezes, eles emprestam. Mas só para pessoas que eles têm quase certeza de que devolvem (ou pelo menos para pessoas cujas casas eles possam invadir para resgatar o livro). Mas sofrem muito mesmo assim. Livroholics não são nada generosos nesse assunto.
Livroholics sempre têm um livro na bolsa, mochila, pasta, banco do carro. Ou dois. Ou cinco. Ou nove. Os livros dos livroholics conhecem o mundo, passeiam, andam de metrô, conhecem salas de espera. Os livroholics escolhem carinhosamente o livro que vão levar antes de sair de casa. E ficam vaidosos quando percebem que alguém está olhando para o seu livro.
É quase patológico.
Mas vamos combinar que não poderia haver vício melhor. Ok, Nutella pode ser melhor, mas livros são mais saudáveis. E, cá entre nós, também são mais cheirosos.
Livroholics querem controlar melhor suas compras impulsivas. Querem ser menos egoístas com sua biblioteca particular. Querem programar melhor suas leituras. Querem ler mais. Mas livroholics nunca querem deixar de ser livroholics. Há um certo charme no vício. Bom ou ruim, há um certo orgulho de ser livroholic. 

Texto da autoria de Ruth Manus, retirado daqui.

Passatempo: «Menino da Mamã: Diário Secreto da mãe do melhor jogador do mundo»

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Um exemplar do livro Menino da Mamã: Diário Secreto da mãe do melhor jogador do mundo, escrito por Álvaro Magalhães e com ilustrações de Carlos J. Campos, é oferecido pela Verso da História Editora (www.versodahistoria.pt).

Este livro humorístico, encadernado em capa dura, é um diário fictício de Dolores Aveiro, a mãe do melhor jogador do mundo.

Para mais informações sobre o livro, clica aqui ou aqui.

Para te habilitares a ganhar:
☑ Faz Gosto na página de Facebook da Verso da História Editora;
☑ Sê seguidor do blogue (Na barra lateral direita do blogue clica em "aderir a este site");
☑ Partilha como 'público' o passatempo no teu mural de Facebook ou/e Google+;
☑ Preenche acertadamente o formulário abaixo.



O Passatempo decorre até ao dia 27 de Outubro.
Boa sorte!

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Regras do Passatempo:
1) O passatempo decorrerá entre os dias mencionados, sendo exclusivo a participantes residentes em Portugal;
2) Será validado exclusivamente as participações com as respostas acertadas e será aceite apenas uma participação por pessoa ou email (salvo mencionado o contrário);
3) O vencedor será sorteado aleatoriamente através do Random.org e o seu nome publicado aqui neste post, além de ser comunicado ao mesmo via e-mail. Se ao fim de 15 dias, após ser contactado pelo administrador deste blogue, o vencedor não reclamar o prémio, será escolhido outro vencedor;
4) O administrador deste blogue e/ou empresa que patrocina o passatempo não se responsabiliza por eventuais extravios dos prémios, aquando da expedição dos mesmos ao vencedor. 

terça-feira, 20 de outubro de 2015

José Tolentino Mendonça foi galardoado em Itália com o Prémio Literário Res Magnae 2015, pelo livro «A Mística do Instante»

José Tolentino Mendonça acaba de ser galardoado com o Prémio Literário Res Magnae 2015, um importante prémio italiano atribuído no campo ensaístico. A obra distinguida do autor nascido em Machico é A Mística do Instante, título publicado há um ano pela Paulinas Editora, e que vendeu cerca de 17.000 exemplares. Recentemente, o livro foi traduzido para italiano pela prestigiada editora Vita e Pensiero.

Os direitos internacionais da obra estão, além da Itália, vendidos para os Estados Unidos e Canadá, Brasil, Filipinas, República Checa, Espanha e França. A cerimónia de entrega do Prémio ocorrerá no dia 19 de Novembro, na cidade de Roma.

Eis algumas das impressões que por cá A Mística do Instante recebeu:
«Voltarei ao livro ‘A Mística do Instante’, de José Tolentino Mendonça (Paulinas), mas fica o registo: uma linguagem que procura a beleza e que, através dela, nos reconcilia com o sentido da busca de um Deus sem severidade.»
Francisco José Viegas, in Correio da Manhã

«[em A Mística do Instante] Tolentino Mendonça, padre, poeta, ensaísta, especialista em estudos bíblicos, tradutor e conselheiro no Vaticano, lançou uma nova Teologia dos Sentidos. A gramática espiritual e sensorial do corpo.»
Laurinda Alves, in Observador

«O espantoso em Tolentino: a sua capacidade de ligar mundos distantes, aparentemente impossíveis de serem ligados. De captar os caminhos internos do mundo e da palavra.»
Anabela Mota Ribeiro, in Jornal de Negócios

«A Mística do Instante é um ensaio filosófico. Tolentino, que é um homem que não só gosta de contrastes, mas também de estabelecer pontes com os outros - pensem estes como ele ou não -, escolheu para apresentar o seu livro o jornalista Carlos Vaz Marques, um declarado agnóstico. O qual fez uma polémica apresentação de que eu gostei muito, mas que deve ter soado a música dodecafónica a alguns ouvidos menos preparados.
A tarefa não podia ser fácil, como se depreende. Tolentino falou de mística e serviu-se dos nossos cinco sentidos para abordar a nossa relação com Deus e Carlos Vaz Marques serviu-se desses mesmos cinco sentidos para falar de paixão, erotismo e temporalidade.
E todos ficámos com a impressão - pelo menos, eu fiquei - de que, apesar das diferenças, ambos falavam do mesmo, desse ser humano cuja grande aventura é, afinal, viver!»
Helena Sacadura Cabral

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Lançamento Opera Omnia: «Maria Moisés», uma das mais conhecidas novelas de Camilo Castelo Branco

Maria Moisés, de Camilo Castelo Branco
Sinopse
Maria Moisés é uma das mais conhecidas novelas de Camilo Castelo Branco.
Esta novela, de marcadas características camilianas, divide-se em duas partes: na primeira conta-se a paixão trágica de Josefa da Lage e António de Queirós; e na segunda a vida da sua filha, Maria Moisés, fruto destes amores proibidos.
O começo da história é camilianamente dramático: na mesma noite em que Josefa da Lage morre junto ao rio, é encontrada uma recém-nascida abandonada num berço de vime. A criança será recebida por um fidalgo e pelas suas irmãs, que decidem chamar-lhe Maria Moisés, dada a analogia com a história bíblica. Maria Moisés acabará por herdar uma quinta desta família, e resolve receber e cuidar de outros enjeitados como ela. No seu esforço, afunda-se em dívidas e é forçada a vender a propriedade. Um comprador misterioso acabará por aparecer e, para além de solucionar os problemas financeiros de Maria Moisés, proporcionará um final feliz a uma história que começou por ser trágica.
Outros títulos do autor, já publicados pela Opera Omnia:

O carteiro bateu à porta

O carteiro trouxe estes dois belíssimos livros.(Gracias Paulinas Editora Portugal e Elsinore)

domingo, 18 de outubro de 2015

«O Estrangeiro - segundo a obra de Albert Camus», de Jacques Ferrandez

Editora: Arcádia
Data de Publicação: Novembro de 2014
N.º de Páginas: 140

Em 2013, sob a égide do centenário de nascimento de Albert Camus (1913-1960), foi publicado em França, pelas Éditions Gallimard, uma adaptação a BD de O Estrangeiro (1942), considerada uma das obras-primas da literatura do século XX. O autor e ilustrador franco-argelino Jacques Ferrandez (n. 1955) foi quem ajustou o texto original e criou todo o aspecto gráfico do romance de Camus.
«A minha mãe morreu hoje.» Após saber do falecimento da sua mãe, Meursault viaja de Argel para estar presente no funeral. Sem demonstrar qualquer sinal de afectividade pela progenitora no enterro, chorar, por exemplo, ele é de logo olhado de lado pelos familiares que vieram prestar a última homenagem à idosa que vivia num asilo. No dia seguinte, Meursault reencontra Marie, uma antiga conhecida, e com ela vai a banhos, numa praia e de noite assistem a um filme cómico. Com ela inicia, sem ter consciência, uma relacção amorosa. Por esses dias faz amizade com Raymond Sintès, um homem que tem quezílias com árabes. Será com o intuito de proteger Raymond que este homem pouco ambicioso e de carácter taciturno e fechado, para quem tudo é-lhe indiferente, cometerá um assassinato assombroso.
No julgamento, o leitor vai testemunhando os contornos absurdos do desenrolar do processo de acusação, da construção do perfil psicológico de Meursault, para que os magistrados possam fundamentar a sentença final, que se vai adivinha dura. Nessa sociedade o não demonstrar que se sente é tido como ofensivo, mais grave do que cometer um assassínio tenebroso. Será constatado que o crime maior do protagonista, um estrangeiro a si próprio, um «estrangeiro para a sociedade em que vive», palavras de Camus, não terá sido assassinar um homem, mas ter-se mostrado indiferente e insensível durante o funeral da mãe, dias antes de cometer o brutal crime: «Assiste ao funeral com uma insensibilidade que chocou os presentes. Nem sequer sabe a idade certa da mãe».
Transpor a BD um romance tão significativo como este podia ter corrido mal. Quando lemos um texto somos levados a usar a imaginação, obrigatoriamente; já as ilustrações quando apensas a um texto revelam imediatamente a imagem/interpretação singular do autor que recria visualmente esse mesmo texto. Aliais, igualmente arriscado são as cada vez mais recorrentes adaptações de livros, muitos deles clássicos da literatura, para o cinema. Mas o desenhador franco-argelino Jacques Ferrandez (que viveu durante vários anos na mesma rua que Albert Camus), foi leal com a história. Deu veste e vida a um personagem tão marcante da literatura francesa, traçando um homem aflito com o absurdo da sua realidade, um estrangeiro injustiçado e ao mesmo tempo culpado. Gotas de suor são recorrentes na caraterização do narrador-protagonista e conseguem transmitir o sufoco daquele Verão desesperante onde a acção decorre. No trabalho gráfico do ilustrador é predominante a cor amarela acastanhada e o azul, que saídas da paleta de aguarelas de Ferrandez pintam os sentimentos e emoções dos personagens e embelezam a maioria das paisagens e que retratam a Argélia, a sua maioria em pano de fundo aberto, sem vinhetas.
O Estrangeiro - segundo a obra de Albert Camus (formato: 210 x 288 mm; tradução: Paula Caetano) demonstra assim que Jacques Ferrandez é um profundo conhecedor desse romance. De referir que já em 2009 ele tinha transposto para banda desenhada a novela O Hóspede (L’Hôte), também retirado da obra do Nobel de literatura de 1957.

sábado, 17 de outubro de 2015

«Em Teu Ventre» é o título do novo livro de José Luis Peixoto, uma novela que debruça-se sobre as aparições de Fátima

Um ano após a publicação de Galveias, a Quetzal Editores faz chegar às livrarias no próximo dia 23, o novo livro de José Luís Peixoto. Em Teu Ventre (168 pp.) terá uma primeira apresentação ao público no dia 23 de Outubro, em Fátima, no Auditório da Escola de Hotelaria local, pelas 20h30. A apresentação na obra estará a cargo de Miguel Real. Lisboa, Matosinhos e Porto são as cidades onde até ao final do mês haverá outras sessões de apresentação da novela do autor nascido em 1974.

Sinopse
Numa perspetiva inteiramente nova, Em Teu Ventre apresenta o retrato de um dos episódios mais marcantes do século XX português: as aparições de Nossa Senhora a três crianças, entre maio e outubro de 1917.
Através de uma narrativa que cruza a rigorosa dimensão histórica com a riqueza de personagens surpreendentes, esta é também uma reflexão acerca de Portugal e de alguns dos seus traços mais subtis e profundos.
A partir das mães presentes nesta história, a questão da maternidade é apresentada em múltiplas dimensões, nomeadamente na constatação da importância única que estas ocupam na vida dos filhos.
O sereno prodígio destas páginas, atravessado por inúmeros instantes de assombro e de milagre, confere a Em Teu Ventre um lugar que permanecerá na memória dos leitores por muito tempo.

«Mãe, atravessas a vida e a morte como a verdade atravessa o tempo, como os nomes atravessam aquilo que nomeiam.»

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O primeiro livro assinado por José Mourinho

Mourinho será publicado em Outubro no Reino Unido e no mês seguinte em Portugal. A Porto Editora disponibiliza para leitura imediata o prefácio do livro (pdf).

Sinopse
No seu primeiro livro, José Mourinho cartografa os altos e baixos da sua ascensão ao topo do futebol mundial. Com mais de 100 imagens escolhidas cuidadosamente pelo Special One, esta é uma celebração visualmente sumptuosa da sua excepcional carreira de treinador e, mais do que isso, um vislumbre empolgante sobre a sua filosofia e sobre a sua enorme sabedoria futebolística.

Nas palavras de Mourinho, «Tem havido tantos livros escritos por pessoas que nem me conhecem, tantos livros cheios de comentários falsos, tantos livros tão distantes daquilo que penso, daquilo que sinto, do que sou.» Este é o seu livro!

«Momentos, sentimentos, memórias, emoções — esta é a minha carreira, aquilo que quero partilhar, e a melhor maneira de o fazer é através de grandes imagens.» José Mourinho

Títulos dos capítulos
SL BENFICA; UNIÃO DE LEIRIA; FC PORTO; CHELSEA FC; INTER DE MILÃO; REAL MADRID CF; CHELSEA FC.
Alguns livros sobre Mourinho publicados em Portugal