quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Novidades BIZÂNCIO (Divulgação)

Título: O Cabalista de Praga
Autor: Marek Halter
Colecção: Ilhas Encantadas, n.º 39
ISBN: 978-972-53-0488-4 Código de Barras: 9 789 725 304 884
Págs.: 240
Preço: Euros 11,79 / 12,50
Romance Histórico
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A Cabala afirma que um homem puro pode, à semelhança de Deus, engendrar a vida só pela graça do Verbo...

Em finais do século XVI, no gueto de Praga, o rabi MaHaRaL, o maior cabalista de todos os tempos, modela um ser de lama com uma força ilimitada que deve garantir a segurança do seu povo... o Golem.

Com O Cabalista de Praga, Marek Halter arrasta-nos para o mundo misterioso da Cabala e para o Renascimento, com as suas descobertas siderais, as suas revoluções científicas e as suas guerras religiosas. Misturando ficção e realidade, assombrado pelas questões mais contemporâneas, O Cabalista de Praga é um romance cativante, repleto de erudição e de emoção. Desde O Messias até A Rainha de Sabá, Marek Halter confere uma dimensão nova, por vezes provocadora, mas sempre comovente, às narrativas e lendas transmitidas pelo povo judaico.




Título: O Sentido na Vida
Subtítulo: E por que razão é importante
Autor: Susan Wolf
Colecção: Filosoficamente, n.º 8
ISBN: 978-972-53-0486-0 Código de Barras: 9 789 725 304 860
Págs.: 192
Preço: Euros 11,79/12,50
Filosofia
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A maioria das pessoas, incluindo os filósofos, costuma classificar as motivações humanas em duas categorias: as egoístas ou altruístas, as interesseiras ou morais. Para Susan Wolf, porém, muitas das nossas motivações não se enquadram nestas categorias. Muitas vezes agimos por razões que não têm que ver com o nosso bem, com a noção de dever ou com o bem comum. Pelo contrário, agimos por amor para com objectos ou coisas que entendemos serem dignos do nosso amor e são estas acções que dão sentido à nossa vida. Susan Wolf defende que a par da felicidade e da moralidade este tipo de sentido constitui uma dimensão que caracteriza uma boa vida. Num estilo vivo e cativante, repleto de exemplos provocadores, O Sentido na Vida é uma reflexão profunda e original acerca de um tema que constitui uma preocupação constante da humanidade.



Título: Dustin: O Com-Abrigo
Autor: Steve Kelley e Jeff Parker
Colecção: Banda Desenhada, n.º 53
ISBN: 978-972-53-0485-3 Código de Barras: 9 789 725 304 853
Págs.: 132
Preço: Euros 11,90 / 12,61
Banda Desenhada
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Numa idade em que muitos jovens se preparam para dar início à sua carreira, Dustin Kudlick vive ainda com os pais e a irmã mais nova. Aos 23 anos, é solteiro, desempregado, e… qual é o problema? Dustin aguarda que um dos seus múltiplos talentos naturais se revele lucrativo. Será a stand-up comedy? Leva-lo-á a sua destreza ainda-não-concretizada no golfe até ao circuito profissional? Ou, quem sabe, bastar-lhe-á patentear uma das suas invenções e esperar que os direitos comecem a pingar? Entretanto, Dustin é encaminhado para trabalhos temporários na Turbo Temps, uma agência de emprego dirigida por Simone Fontenot, uma empresária que gosta de ter Dustin por perto, fundamentalmente, para o usar como saco de boxe para o seu humor ácido. Talvez um dia Dustin cresça. Até que esse dia chegue, porém, Dustin é uma excelente razão para continuarmos a rir com as suas aventuras!

Novidades ESFERA DO CAOS (Divulgação)

DEIXEMOS FALAR O LIVRO…Tens-me na tua mão, totalmente desprotegido, à mercê dos teus olhos que me vão con­sumindo as letras. À medida que me vais lendo, vou ocupando sem pedir um lugar no teu peito, para lá das portas do teu coração. Bem sei que não passo de um livro, mas tenho escondido entre a minha capa um grande segredo. Tenho fragmentos da tua vida que, quando colados aos meus, dão uma história que já foi vivida em unís­sono.

...
E TAMBÉM O AUTORÉ entre suspiros que vou pregando as letras neste quadro que nada mais é que um espe­lho de uma vida. Vou navegando em mares de sentimentos e, quando menos se espera, atraco no porto da realidade só para deixar a minha marca mais interventiva, mas, logo, logo, estou de volta ao teu (meu) mar de amor.

NAS LIVRARIAS: A PARTIR DE 19 DE SETEMBRO


Presente na fase derradeira do Concílio de Trento, como teólogo do rei D. Sebastião, a participação de Diogo de Paiva de Andrade foi determinante, não só pelas opiniões que verbalmente emitiu em várias sessões, mas também pela redacção e publicação (em Veneza, em 1564) de Orthodoxarum explicationum libri decem, obra que poderemos qualificar como o primeiro breviário ou manual da doutrina contra-reformista.Manejando a língua do Lácio com inegável elegância e eficácia persuasivas, Diogo de Paiva de Andrade deixou-nos também, em vernáculo, um legado literário que nos autoriza a qualificá-lo como o paradigma da parenética portuguesa do século XVI e um clássico da nossa língua, hoje total e injustamente esquecido.
Com a organização desta ampla Antologia pretendeu-se contribuir para colocar no lugar cimeiro que lhe cabe no quadro da Cultura Portuguesa uma figura cuja fama foi bem notória entre os teólogos e oradores sagrados seus contemporâneos e que prestigiou o nome de Portugal na Europa culta dos séculos XVI e XVII — bastará lembrar que Leibniz não poupou elogios ao seu vasto saber e à sua argúcia intelectual.

NAS LIVRARIAS: A PARTIR DE 19 DE SETEMBRO 


  Muito provavelmente, uma das revelações do ano no domínio da literatura em língua portuguesa. Literatura, entenda-se, naquele sentido clássico e robusto que nos remete para a arte de bem escrever…
Sónia Cravo surge agora com uma narrativa surpreendente a todos os títulos: original quer a nível do tema central e dos motivos que lhe dão consistência e com­plexidade, quer a nível da sua riqueza vocabular, tão inusual que deixa quem lê suspenso entre o arcaísmo e o neo­lo­gismo, entre o achado escritural e o acaso tipográfico (tão joyceano), fazendo a frase explo­dir perante os nossos olhos suspensos. E isto acontece quase continuamente, num ritmo que não deixa sossegar o mais prevenido dos leitores. (…) Mateus, o narrador de toda esta estória de que é personagem nuclear, começa por nos surgir como alguém que não vê senão sexo em cada mulher que o rodeia, e disso faz obsessão central do seu dia-a-dia; mas que, por um acaso que a seu tempo o leitor des­cobrirá, vê-se obrigado, entre dois assassinatos que bali­zam os acontecimentos, a enve­redar por caminhos e a viver situações de todo inusitadas, num terror constante em que «o silêncio multiplica ideias» que o vão dilacerando. (…) Eis um texto que, a todos os níveis, surpreenderá o leitor. E como uma boa estória (um bom romance aberto) é aquela que, no fim, nos confronta com múltiplos possíveis horizontes, assim acon­tece aqui: «E no silêncio ouço-me, há uma voz que sussurra: espera, espera só mais um pouco.» Espera: paciência e esperança. Que futuro estará reservado a Mateus? | José Ferraz Diogo | Excerto das Palavras de abertura

NAS LIVRARIAS: A PARTIR DE 19 DE SETEMBRO

Novidades ASA (Divulgação)

AS DUAS IRMÃS
De Mary Westmacott

Sinopse
Laura Franklin fica muito afectada pelo nascimento da irmã. Como seria de esperar, a encantadora bebé Shirley concentra as atenções da família. Os ciúmes de Laura são tão intensos que ela chega a desejar a morte de Shirley. Mas estes sentimentos negativos mudam drasticamente certa noite, quando, após um incêndio, jura protegê-la com toda a sua força e amor. Anos depois, quando Shirley começa a ansiar por liberdade e aventura, Laura terá de questionar os limites de uma relação que se tornou desigual. Terá o fardo do seu amor pela irmã tido um efeito dramático e irreversível sobre as suas vidas?



Agatha Christie (1890-1976) é entusiasticamente celebrada em todo o mundo como a Rainha do Crime. Quando decidiu escrever sob o pseudónimo Mary Westmacott, a autora pretendia provar a si mesma que os seus livros eram apreciados pelo seu próprio mérito e não apenas devido à sua fama. Ela colocou então o seu lendário poder de observação ao serviço do romance e criou intrincadas histórias de amor, tão envolventes e memoráveis como os seus melhores mistérios. 
Para mais informações, pode consultar o site oficial da autora em www.agathachristie.com

Editora: ASA
N.º Páginas: 272

Preço: 13.90€

AS RAPARIGAS DA VILLA
De Nicky Pellegrino
Sinopse
Rosie, Addolorata, Toni e Lou: onde quer que estejam, estas quatro amigas cumprem sempre o pacto que fizeram quando eram ainda colegas de escola. Apesar de terem seguido rumos muito diferentes, todos os anos se reúnem para passar férias num destino paradisíaco. Entre confissões, romances e pura evasão, os lânguidos dias passados ao sol em encantadoras villas são-lhes imprescindíveis.
Lou é insegura e debate-se permanentemente com os seus sonhos e expectativas.  A inconveniente Toni encontrou no jornalismo uma carreira à sua medida mas as suas escolhas pessoais parecem ser uma eterna fonte de problemas. Como boa filha de italianos, a extrovertida Addoloratta, gosta de partilhar o seu amor pela vida. Será ela a salvar Rosie da solidão em que vivia desde a morte dos pais e a incluí-la neste grupo de amigas. Inesperadamente, será a tímida Rosie quem vai ver o seu futuro mudar mais radicalmente graças ao pacto… e a um sensual italiano chamado Enzo.   

O pai de Nicky Pellegrino partiu de Itália para Inglaterra, onde se apaixonou por uma jovem de Liverpool. Com ele, levou também a paixão pela gastronomia, que partilhou com a sua nova família. A sua máxima de que se deve viver para comer e não comer para viver é uma das inspirações por detrás dos saborosos romances de Nicky Pellegrino. A viver atualmente na Nova Zelândia, onde trabalha como editora da New Zealand Woman’s Weekly, Nicky Pellegrino planeia as suas férias de forma a viajar anualmente com o marido para Itália, para visitar a família, comer a melhor mozzarella e buscar inspiração para os seus livros.
Na ASA foram já publicados com grande sucesso os seus romances Caffè Amore, A Filha do Pescador, A Noiva Italiana e Os Ingredientes do Amor.
 Para mais informações sobre a autora pode consultar o site www.nickypellegrino.com
Pode também visitar o blogue Chocolate para a Alma chocolateparaalma.blogs.sapo.pt

Editora: ASA
N.º Páginas: 352

Preço: 15.90€


 DIÁRIO DO ANJO DA GUARDA
De Carolyn Jess-Cooke

Sinopse
O amor é mais forte do que a morte.
Ela pensou que a sua vida tinha acabado, mas estava apenas a começar…
Esta é a história de uma mulher a quem é dada a oportunidade de voltar a nascer.
Para fazer o que antes não teve coragem de fazer.
Para dizer o que ficou por dizer.
Para realizar os seus sonhos e cumprir o seu destino.
Margot Delacroix é encontrada assassinada num quarto do hotel Ritz.
Inesperadamente, o universo dá-lhe uma segunda oportunidade. De regresso à Terra, ela passa a ser o anjo da guarda… de si própria. Vê-se nascer, observa e revive alegrias e momentos de ternura, mas também os seus maiores erros e arrependimentos. Agora, que pode mudar tudo, será ela capaz de contrariar os seus sentimentos?
Uma história de amor e espiritualidade, Diário do Anjo da Guarda é um romance intemporal. A prova de que, até nos momentos em que nos sentimos sós, na verdade, não estamos sozinhos.

Carolyn Jess-Cooke nasceu em 1978, em Belfast, na Irlanda do Norte, e é uma escritora galardoada, autora de romances, poemas e diversos livros de não-ficção sobre Shakespeare e cinema. Inroads, a sua primeira colectânea de poemas, venceu o Tyrone Guthrie Prize, o Eric Gregory Award da Society of Authors e o Northern Promise Award da New Writing North. Diário do Anjo da Guarda é o seu primeiro romance e está publicado em vinte e três países.
Para mais informações sobre a autora pode consultar o site www.carolynjesscooke.co.uk
Pode também visitar o blogue Chocolate para a Alma chocolateparaalma.blogs.sapo.pt

Editora: ASA
N.º Páginas: 320

Preço: 15.95€

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A ponte para a eternidade - Richard Bach



“De vez em quando é saboroso fechar os olhos e, nas trevas, dizermos a nós próprios: <<Sou feiticeiro, e quando abrir os olhos verei um mundo que criei e pelo qual eu e só eu sou em absoluto responsável>>. Então, lentamente, as pálpebras abrem-se como o pano de um palco. E lá está o nosso mundo, tal e qual o construímos.”

“Uma alma gémea é alguém em cujas fechaduras as nossas chaves servem e que possui chaves para as nossas fechaduras. A alma gémea é alguém que partilha os nossos mais profundos anseios e o nosso sentido de direcção.”

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Uma música que lembra-me um filme



Filme: Minha vida em outra vida (Yesterday's Children) - 2000
Música: A Dream That Only I Can Know - Jenn Mahoney

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Um pai de filme - Antonio Skármeta


Sinopse:
Numa aldeia decadente e remota do Chile, onde uma simples ida ao cinema ou ao bordel implica uma viagem num velho comboio, também ele em vias de extinção, vive, com a sua mãe, um jovem professor primário cheio de sonhos literários e o natural desejo de encontrar o amor e descobrir o sexo. 

Nesse microcosmos, personagens magistralmente retratadas pelo autor vivem as suas vidas modestas, mas nem por isso desprovidas de sentimentos e ambições.


Opinião:
Fiquei fã de Antonio Skármeta desde que li no início deste ano “O carteiro de Pablo Neruda”. Neste livro o personagem central não é carteiro, mas sim professor. Jacques dá aulas numa pequena aldeia no Chile.
O professor sente o desejo de encontrar um amor para a sua vida, mas enquanto isso não acontece, ele decide ir descobrir o sexo. E então conhece uma prostituta que gosta de Geografia..
Houve uma parte no livro, quando Jacques reencontra o pai, que fez-me lembrar de “Cinema Paraíso", o filme.
Skármeta escreveu este livro, conciso em palavras mas extenso em profundidade, numa escrita ritmada com poesia e acentuação das emoções humanas. 

Este livro foi publicado em 2010, ano em que Antonio Skármeta fez 70 anos. O autor fez um hiato de sete anos na sua produção literária e então ofertou os seus leitores com este pequeno livro. Engraçado como há autores que cada livro que publicam são calhamaços, a nível de quantidade de páginas, e que essas páginas tão poucos nos dizem. Depois há autores que em meia dúzia de folhas exprimem tanto… tanto.

Ei de me deparar com mais obras deste autor chileno, com certeza!

Prós: A prosa radiante, metaforicamente nostálgica e que remete o leitor ao mundo da simplicidade, inocência e encantamento; A acção breve, mas intensa.

Contras: Nada, absolutamente nada a salientar.

sábado, 17 de setembro de 2011

Sangue na piscina - Agatha Christie

Sinopse:
Lady Angkatell, intrigada pela mente criminosa, convida Hercule Poirot para uma festa de fim-de-semana na sua propriedade. Ao chegar a The Hollow, o detective belga depara-se com uma elaborada cena preparada para o seu divertimento – um médico encontra-se deitado numa poça de tinta vermelha, a sua tímida mulher encontra-se junto do corpo com uma arma enquanto os outros convidados parecem convenientemente chocados. 

Mas isto não é nenhuma charada. A tinta é sangue e o cadáver é real, transformando um agradável fim-de-semana num dos mais desconcertantes casos de Poirot. 


Opinião:
Ler Agatha Christie é para mim ideal para desanuviar. Mas não pensem que é ler só por ler. Muito ao contrário, esta autora em todos os policiais dela que leio põe as minhas <<células cinzentas>> a trabalhar.
Ela é perita em despistar-me e é por isso que adoro os livros dela.

O enredo não é muito elaborado neste livro, conscientemente pela autora, deduzo eu. Interessante é as personagens, densas na personalidade, calculistas no agir, que Agatha Christie criou. Há sempre uma verdade das personagens que está escondida, nos livros da escritora, mas neste em especial, está evidente este pormenor.

Suspeitei de várias personagens e fui variando entre elas ao longo do livro, sobre o assassino. Aliais já é comum nos livros da Agatha, pois ela tem o dom de manipular e confundir o leitor com falsas suspeitas sobre os possíveis criminosos.

Gostei em especial da personagem Lady Angkatell, que faz o papel de ligação entre os convivas que foram passar o fim de semana na moradia dela. E claro Poirot, com o seu vasto conhecimento sobre as relacções humanas, toma conta deste assassinato. Um dos mais desconcertantes casos de Poirot, sem dúvida.
Muito bom!

Mais um volume para a minha colecção da Agatha Christie.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Troca de identidades

Sinopse:
Laura Van Ryn e Whitney Cerak, duas jovens universitárias, foram vítimas de um trágico acidente de viação. Uma foi sepultada sob o nome errado, a outra ficou em estado de coma e a ser tratada por uma família que não era a sua. Troca de Identidades é uma história sem precedentes de duas famílias traumatizadas , que, ao descreverem a bizarra provação a que foram sujeitas, descobrem o laço que as une enquanto enfrentam a reviravolta de uma vida perdida e de uma vida redescoberta. Enquanto as famílias tentam lidar da melhor forma com a chocante revelação, Whitney Cerak, a única sobrevivente, luta por um novo começo. Troca de Identidades tece uma envolvente narrativa de perda, esperança, fé e amor perante uma das mais estranhas ironias do destino."

Opinião:
Este texto tem spoilers, mas como podem ler na sinopse, até lá tem!

Sou apreciador de livros que relatam acontecimentos verídicos. Quando leio um destes livros a sensação é diferente, pois sabendo que aconteceu mesmo o que relatam, torna-se mais empolgante a leitura.

Já vi que leram a sinopse, então eu não vou deambular muito pelo sucedido.

As famílias Van Ryn e Cerak têm em comum uma extrema fé em Deus. Esta devoção mútua está muito assente no relato de “Troca de identidades”.
Praticamente em todos os capítulos vem uma citação da bíblia, e quase todos os membros das famílias recorrerem constantemente a estas citações. Acho que sim, que já que é um livro sobre um facto real, deve ser exposto realmente o ocorrido. Desagradou-me um pouco estar sempre a ler excertos da bíblia, não que tenha algo contra, aliais tenho por objectivo ler esse Grande Livro um dia.

O blogue de que fala no livro, criado inicialmente pela família de Laura Van Ryn, com o intuito de postarem as últimas notícias sobre o estado de saúde de Laura, pois como citado no livro, diziam que era às centenas as pessoas que queriam saber como estava Laura. O blogue funcionou durante algumas semanas como veículo de informação para familiares, amigos e pessoas comuns. Depois a família Cerak, deixou de dar uso a ele, aquando da vinda para casa de Whitney. 
Se quiserem dar uma espreitadela, é este o blogue: http://whitneycerak.blogspot.com/

Esta troca de identidades de Whitney por Laura e vice-versa, achei quase surreal, ironicamente! Não vou proferir que as duas raparigas não eram parecidas, mas um pai e uma mãe que não nota diferença entre a filha e outra rapariga, é descomunal. Pelo que me apercebi pelo relato das duas famílias, o acidente ocorrido não deixou Whitney assim tão desfigurada, principalmente na face, de modo a que a família Van Ryn e amigos não desconfiassem de nada, de que essa rapariga não a Laura.
Vi as duas fotos das jovens, que aliais vem estampadas na capa do livro, e por salvação, não são assim tão gémeas!
Se calhar estou a exagerar. Aliais, estou mesmo, mas este facto é que fez com que este livro não me tivesse cativado assim por aí além. Tirando esta minha observação o livro está bem relatado. Gostei em particular de como as duas famílias reagiram perante a descoberta dos factos finais.

É um exemplo este livro de que existem pessoas que, mesmo no meio de tanto sofrimento, conseguem agarrar-se à sua fé, tanto na perda como na esperança. Não foram famílias que desmoronaram emocionalmente perante os acontecimentos trágicos.

Prós: A incredubilidade da troca de identidades e forças-motrizes altruístas que se sucederam após o acidente.

Contras: Uso excessivo no relato de citações bíblicas. 


terça-feira, 13 de setembro de 2011

1º ano de SILÊNCIOS QUE FALAM

“Fazer um blogue deve ser mesmo complicado, mas cada vez mais este meio de comunicação está em voga. Gostava de ter um, mas também que vou eu postar?
Vou mas é deixar-me de coisas e apenas espreitar o que dizem e comentam nos blogues que gosto de seguir..

..mas se ao menos soubesse como dar início a um blogue!..
Espera, mas já alguma vez tentei ir ao sítio do bloguer e espreitar se é assim tão complicado iniciar um? Não! Então não passa de agora!”

E lá fui e em menos de 10 minutos já tinha criado um blogue, com o nome de SILÊNCIOS QUE FALAM.

Foi assim que há um ano atrás deixei o meu silêncio falar. Em relacção ao título do blogue apareceu-me assim do nada, qual epifania, como se já o tivesse escolhido entre tantas outras opções. Só pensei que ia começar a comunicar com as pessoas, mas elas não iam poder me ouvir. O silêncio fala mais que tudo, no meu ver. As palavras não suportam a carga sentimental que o silêncio é capaz de fazê-lo.
Gosto de observar o ser humano, não tanto através da sua comunicação verbal, mas mais pela expressão corporal, gestual, e raras vezes engano-me acerca da minha avaliação de x pessoa. Além de ser um observador (i)nato, sei que a complexidade da psique humana é extremamente enorme.

SILENCIOS QUE FALAM tem sido extremamente positivo para mim, para o meu ego e auto-estima. Antes a minha opinião em relação aos livros que lia ficava acumulada apenas em mim, pois não tinha praticamente ninguém no meu círculo próximo de pessoas que tenha o gosto pela leitura. Isto fazia com que não cruzasse opiniões, divergências e assentimentos em relação a x's livros. Agora com a vasta rede de blogues a que sou seguidor que falam sobre livros e não só, inclusive o teu, (sim, porque maioritariamente são vocês que partilham opiniões comigo, através dos meus e vossos posts) tenho trocado opiniões acerca de livros, filmes, músicas, etc.
Esta troca de ideias é peremptoriamente importante e só enriquece-me, pois acumulo informação sobre os mais diversificados temas.

Estes SILÊNCIOS não falam só de livros, aliais, quando dei vida ao blogue não quis enaltecer apenas um tema em especial, pois por mais que os livros sejam um dos meus prazeres maiores, a música, o cinema, a arquitectura, a pintura, a poesia, e outros assuntos fazem parte dos meus gostos pessoais também. Por estas razões não podia me restringir aos livros apenas.

Há um ano atrás algumas pessoas do meu círculo mais próximo disseram que eu iria me fartar do blogue, que era apenas uma coisa passageira, e pior, quando não recebe-se um feed-back das pessoas que mais nos são próximas, sobre um nosso qualquer projecto novo, neste caso de um blogue, é a prova de que sentem apatia para connosco e para com os nossos interesses. Nestes casos o silêncio fala também..
Já agora a ti que estás a ler este (longo) texto e que és (ou não) um assíduo seguidor deste blogue, gostaria que dissesses o que gostas mais neste blogue, seja o conteúdo, a imagem, se as minhas opiniões são construtivas ou não, se dou atenção exageradamente a algum tema em especial, se o meu feed-back em relação ao teu blogue é recíproco ou fraco, étecétera.
Aceito todas as críticas possíveis e imagináveis. Se as abnegasse estaria a passar uma borracha em cima de muitas frases de páginas de livros que li e apre(e)ndi neste meu tão curto percurso (tenho vinte e sete anos, para quem não sabe ;)).

Só falta agradecer a todos vocês por passarem por cá de vez em quando, e pela vossa atenção, e acreditem que aprendo mais com vocês do que o oposto. São vocês com os vossos comentários que me fazem continuar a postar assiduamente, pois é tão bom ouvir uma voz (mesmo que não a ouçamos e em forma de palavra escrita) a dizer bem (ou mal (,a indiferença é que é o pior!)) daquilo que pensamos e dizemos, sim, porque as pessoas são o retrato daquilo que pensam.
Vocês podem não me conhecer pessoalmente, mas tenho a certeza que alguns de vós conhecem os meus gostos literários, cinéfilos e musicais melhor do que grande maioria das pessoas que lido diariamente. E até do meu ponto de vista em relação a diversos assuntos.

Obrigado a todos por contribuírem para que o mutismo perdure.
Em um ano o SILÊNCIO recebeu quase 30000 visitas e 65 estão a segui-lo. Claro que não deixa de ser números, mas por detrás de cada número está uma pessoa!  

Fica aqui o meu aval de que o Silêncio não deixará de Falar!

domingo, 11 de setembro de 2011

God Bless America



"A não-violência absoluta é a ausência absoluta de danos provocados a todo o ser vivo.
A não-violência, na sua forma activa, é uma boa disposição para tudo o que vive.
É o amor na sua perfeição."

Mahatma Gandhi

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Exposição de Pintura


Um dos meus objectivos pessoais mais desejados hoje realizou-se..

Para quem não sabe, eu também tenho uma veia artística! Nos meus tempos livres, em especial quando estou de férias, costumo juntar alguns tubos com cor, uma paleta, alguns pincéis, uma tela e claro, inspiração!

Os meus quadros já estiveram para serem expostos em dois lugares diferentes aqui no Funchal, mas por motivos alheios á minha pessoa e vontade, estas exposições nunca realizaram-se.

Mas eu nunca desisti deste meu sonho. E insisti.

Finalmente consegui um lugar para expor os meus trabalhos. A minha primeira Exposição de Pintura estará em exibição no Dolce Vita Funchal, no espaço Vit'Arte, de 5 a 30 de Setembro. Acho que não poderia escolher um lugar com mais visibilidade do que este.
Desde já quero agradecer a Drª Marina pela confiança e destaque que depositou em mim e nos meus trabalhos.

Como sei que a extrema maioria dos visitantes deste blogue, não vivem no Funchal, deixo-vos aqui as telas que estão em exibição.




As obras estão todas à venda, e portanto se estiverem interessados em adquirir alguma, é só me contactar.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A fábula do vento e do sol

O vento e o sol começaram a discutir quem era mais forte. O vento disse: "vou provar que sou o mais forte. Vês aquele velhinho lá em baixo? Aposto que consigo tirar o casaco dele mais depressa do que tu". Assim o sol se escondeu detrás de uma nuvem e deixou o vento soprar até quase se transformar em num tornado. Porém quanto mais forte soprava, tanto mais o velhinho se apertava no casaco. Finalmente o vento se acalmou e desistiu. Quando o sol saiu detrás da nuvem, apenas sorriu gentilmente para o velhinho, e este secando o suor da testa com a mão, tirou o casaco.
Foi então que o sol disse ao vento: " A bondade e a amabilidade são sempre mais fortes que a fúria e a força.”

Autor desconhecido
NAOTO HATTORI - O vento do norte e o sol
O sol pode fazer com que a gente tire o casaco mais rapidamente que o vento, o que metaforiza que a gentileza e a simpatia podem fazer com que as pessoas alterem a sua forma de pensar mais celeremente do que todas as ameaças e violências do mundo.
Infelizmente as pessoas não agem assim e maioritariamente utilizam o modo mais grosseiro para exporem as suas discórdias e exigências para com os outros.  Acho que muita gente deveria ler esta fábula.