sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Filme: A Árvore da Vida (The Tree of Life) 2011

Trailer

Sinopse: 
A Árvore da Vida acompanha o crescimento do filho mais velho de uma família americana, Jack, da inocência da infância até à desilusão da vida adulta, na tentativa de se conciliar na relação complicada com o seu pai. Jack vê-se como uma alma perdida no mundo moderno, procurando respostas para as origens e sentido da vida, enquanto questiona a existência da fé. Através da imagem de marca deste realizador, vemos o quanto, tanto a natureza em bruto, como a graça espiritual, dão forma, não só às nossas vidas como seres individuais e como famílias, mas a toda a vida.


Opinião: 
“A árvore da vida” é um daqueles filmes que, ou adora-se, fica-se indiferente ou odeia-se. Não obstante não é um filme acessível a todo o espectador. O ponto forte, na minha vista deste filme, é as imagens, ou melhor todo o conjunto de imagens, que dão um toque poético, de extrema beleza visual. Há cenas da natureza, sobre a criação do universo ou da Terra, da genética humana, da existência biológica e fecundação. É um filme imbuído de filosofia, diria que metafísico. O ponto fraco foi uma banda sonora que passa despercebida e não acompanha as imagens HD de puro semblante e beleza. O mais irónico é que não adorei, não detestei, nem indiferente fiquei após o término do filme!

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tomas Tranströmer, o Nobel, pelos vistos visitou o Funchal

Funchal

O restaurante do peixe na praia, uma simples barraca, construída por náufragos.
Muitos, chegados à porta, voltam para trás, mas não assim as rajadas de vento do mar. 
Uma sombra encontra-se num cubículo fumarento e assa dois peixes, segundo uma antiga receita da Atlântida, pequenas explosões de alho.
O óleo flui sobre as rodelas do tomate. Cada dentada diz que o oceano nos quer bem, um zunido das profundezas. 

Ela e eu: olhamos um para o outro. Assim como se trepássemos as agrestes colinas floridas, sem qualquer cansaço. Encontramo-nos do lado dos animais, bem-vindos, não envelhecemos. Mas já suportámos tantas coisas juntos, lembramo-nos disso, horas em que também de pouco ou nada servíamos ( por exemplo, quando esperávamos na bicha para doar o sangue saudável – ele tinha prescrito uma transfusão). Acontecimentos, que nos podiam ter separado, se não nos tivéssemos unido, e acontecimentos que, lado a lado, esquecemos – mas eles não nos esqueceram! 

Eles tornaram-se pedras, pedras claras e escuras, pedras de um mosaico desordenado.
E agora aconteceu: os cacos voam todos na mesma direcção, o mosaico nasce.
Ele espera por nós. Do cimo da parede, ele ilumina o quarto de hotel, um design, violento e doce, talvez um rosto, não nos é possível compreender tudo, mesmo quando tiramos as roupas. 

Ao entardecer, saímos. A poderosa pata, azul escura, da meia ilha jaz, expelida sobre o mar. Embrenhamo-nos na multidão, somos empurrados amigavelmente, suaves controlos, todos falam, fervorosos, na língua estranha. “ um homem não é uma ilha.“ Por meio deles fortalecemo-nos, mas também por meio de nós mesmos. Por meio daquilo que existe em nós e que os outros não conseguem ver. Aquela coisa que só se consegue encontrar a ela própria. O paradoxo interior, a flor da garagem, a válvula contra a boa escuridão. 

Uma bebida que borbulha nos copos vazios. Um altifalante que propaga o silêncio.
Um atalho que, por detrás de cada passo, cresce e cresce. Um livro que só no escuro se consegue ler.
 
Tomas Tranströmer
( Traducão do sueco para alemão por Hans Grössel )
Traducão do alemão para português por Luís Costa 

Tirado daqui

Novidades ASA (Divulgação)


Sinopse
Algo dentro de mim recorda e não esquecerá…
Alice e Joe têm em comum a paixão pela arte - ela é pintora e ele é músico – e, em tempos, estiveram também unidos pelo amor que sentiam um pelo outro. As suas vidas seguiram diferentes rumos, mas o reencontro é inevitável. Joe tem agora uma nova namorada, Ginny, que provoca em Alice uma intensa perturbação. A beleza etérea e singular de Ginny repele-a, e o seu sinistro grupo de amigos atemoriza-a.
Os hábitos estranhos da jovem deixam Alice suficientemente inquieta para levar a cabo uma investigação por conta própria. E o que descobre vai mudar tudo. Ginny tem em seu poder um velho diário que conta a trágica história de amor de Daniel Holmes e Rosemary Virginia Ashley, cujo poder de sedução não conhece limites. Só que Rosemary morreu há meio século… mas o seu magnetismo não está certamente extinto.
À medida que as histórias se entrelaçam, passado e presente fundem-se; Alice apercebe-se de que o seu ódio instintivo em relação à nova namorada de Joe pode não se dever apenas ao ciúme, já que algo em Ginny a arrasta irremediavelmente para um universo de insondável obsessão, vingança, sedução e sangue…

Joanne Harris nasceu no Yorkshire, em 1964, de mãe francesa e pai inglês. Com Chocolate, Vinho Mágico, Cinco Quartos de Laranja, A Praia Roubada, Na Corda Bamba, Danças & Contradanças, Valete de Copas e Dama de Espadas, Xeque ao Rei, Sapatos de Rebuçado e O Rapaz de Olhos Azuis (todos publicados pela ASA), conheceu um retumbante sucesso internacional, que a adaptação ao cinema de Chocolate (com Juliette Binoche e Johnny Depp) veio intensificar. Com Fran Warde, é co-autora dos livros A Cozinha Francesa e Do Mercado para a sua Mesa – Novas Receitas da Cozinha Francesa. Maligna foi o seu primeiro romance, agora publicado numa edição revista pela própria autora.

Preço: 16,90€


Sinopse
Durga tem apenas catorze anos e está demasiado assustada para falar. Ela foi encontrada na mansão onde vivia, rodeada pelos cadáveres dos seus familiares. É a única sobrevivente. A única herdeira de uma imensa fortuna. É também a única suspeita. Simran é assistente social, bebedora inveterada e fumadora compulsiva. Esta mulher pouco convencional é a única esperança de Durga, já que apenas ela acredita que a menina pode ser mais uma das vítimas e não a assassina.
Durga e Simran têm em comum origens privilegiadas num país onde as desigualdades sociais são profundas e a realidade é brutal. À medida que tenta desvendar o mistério daquela noite trágica, a destemida Simran conhece o círculo restrito em que se movimentava a família. De Harpreet, o enigmático tutor de Durga, e a sua mulher desfigurada, à bela Amrinder, a personificação perfeita da alta sociedade, os preconceitos são implacáveis e os segredos são inúmeros. E Simran sabe que não pode descansar enquanto não desvendar toda a verdade…
Um galardoado primeiro romance que penetra no âmago da Índia e da sua luta entre modernidade e tradição.

Kishwar Desai tem já uma longa carreira nos media como jornalista, pivot, produtora e directora de um canal televisivo indiano. A Testemunha da Noite venceu o Costa Award 2010 para o Melhor Primeiro Romance, tendo sido finalista do Author’s Club Award 2011 para o Melhor Primeiro Romance e nomeado para o Waverton Good Read 2011 e para o Man Asian Literary Prize 2009. Casada com Lord Meghnad Desai, vive entre Londres, Deli e Goa.
Para mais informações sobre a autora e a obra pode visitar o blogue Chocolate para a Alma
chocolateparaalma.blogs.sapo.pt

N.º Páginas: 208
Preço: 14,90€


Sinopse
Edie, Ruby e Janet são amigas e dedicam-se a fazer chocolates na famosa fábrica Cadbury, em Inglaterra. As suas vidas poderiam ser de sonho, não fossem as atribulações familiares e a eclosão da Segunda Guerra Mundial.
Edie casa muito jovem. A sua fé no futuro é ilimitada mas o destino tem outros planos para ela. Com apenas dezanove anos, Edie enfrenta a guerra sozinha e tomada pela dor após a perda do marido e do filho. Até que uma noite, durante um bombardeamento, uma criança abandonada é deixada ao seu cuidado…
Entretanto, a sua jovial amiga Ruby, apesar do medo de ficar solteirona, acaba por se casar com Frank, desconhecendo o seu carácter temperamental. E há também Janet – inteligente, bondosa e atraída pelos homens errados. Profundamente magoada pela sua última relação amorosa, Janet está convencida de que nunca mais se apaixonará. Mas David, a criança que Edie acolhe, conquista o coração de todos. E quando tem idade suficiente para questionar a sua verdadeira identidade, David vai novamente transformar as suas vidas e proporcionar-lhes algo com que nunca sonharam …
Três mulheres cujas vidas são marcadas pela amizade, a guerra e o amor por uma criança.

Annie Murray nasceu no Berkshire, em Inglaterra, e estudou Inglês no St. John’s College, em Oxford. Em 1991, ganhou o She/Granada TV Short Story Competition e, em 1995, o seu primeiro romance, Birmingham Rose, entrou directamente para as listas de bestsellers. Tem quatro filhos e vive actualmente em Reading.
Para mais informações sobre a autora pode consultar o site www.anniemurray.co.uk
Pode também visitar o blogue Chocolate para a Alma
chocolateparaalma.blogs.sapo.pt

N.º Páginas: 496 
Preço: 17,50€


Sinopse
Dez desconhecidos que aparentemente nada têm em comum são atraídos pelo enigmático U. N. Owen a uma mansão situada numa ilha da costa de Devon. Durante o jantar, a voz do anfitrião invisível acusa cada um dos convidados de esconder um segredo. Nessa mesma noite um deles é assassinado. A tensão aumenta à medida que os sobreviventes se apercebem de que não só o assassino se encontra entre eles como se prepara para atacar uma e outra vez…

Em Fevereiro de 1972, Agatha Christie escreveu uma carta ao seu editor. Nessa missiva, incluída nesta edição especial, a Rainha do Crime elegeu os dez livros de sua autoria de que mais gostava. As Dez Figuras Negras foi considerado pela autora como um “desafio que lhe trouxe muita satisfação”. Publicado na Grã-Bretanha, em 1939, e nos Estados Unidos, em 1940, seria também adaptado para teatro e cinema.

N.º Páginas: 192
Preço: 12,90€


Sinopse
Roger Ackroyd sabia de mais. Sabia que a mulher que amava envenenara o primeiro marido, um homem extremamente violento, e suspeitava que ela era vítima de chantagem. Quando ela é encontrada morta, ele não se conforma com o relatório médico que aponta para suicídio por overdose. Ackroyd desconfia de algo bem mais sinistro e quer encontrar respostas para as inúmeras perguntas que pairam ameaçadoramente no ar. Mas alguém está disposto a impedi-lo. Nem que, para tal, tenha de o matar.
Em Fevereiro de 1972, Agatha Christie escreveu uma carta ao seu editor. Nessa missiva, incluída nesta edição especial, a Rainha do Crime elegeu os dez livros de sua autoria de que mais gostava. O Assassinato de Roger Ackroyd, considerado um «favorito de sempre» pela autora, foi originalmente publicado em 1926 na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Foi adaptado para o teatro em 1928, tendo também sido transposto para o cinema em 1931 e para a televisão em 1999.

Agatha Christie nasceu Agatha May Clarissa Miller, em Torquay, na Grã-Bretanha, em 1890.
Em 2000, a 31st Bouchercon World Mystery Convention galardoou Agatha Christie com dois prémios: ela foi considerada a Melhor Escritora de Livros Policiais do século XX e os livros protagonizados por Hercule Poirot a Melhor Série Policial do mesmo século.

N.º Páginas: 240
Preço: 12,90€

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

«O Eremita Galego», de Pedro Miguel Rocha


Será o Ser Humano o mestre e arquitecto da sua vida? O isolamento misturado com o silêncio será uma fórmula de auto-ajuda? Quem constrói o destino, o caminho percorrido e o a percorrer? 

A vida deste professor de Filosofia parece ser, á priori, um mar de rosas. Tendo uma profissão e uma família exemplar, este homem um dia depara-se com mentiras recalcadas e omitidas, tanto da sua cônjuge, como da sua filha Ana.
Ao ver que a sua vida não passou de uma construção mal alicerçada, Jorge inicia um longo caminho de reflexão, afastando-se do seu lar, de tudo e de todos, refugiando-se e tendo o mar como seu único vizinho. 
O momento de transformação de Jorge, quando passa de ajudado a ajudante foi muito bom de ler, em especial, na conversa que este tem com uma velhinha pedinte.
Neste romance do escritor Pedro Miguel Rocha, as solicitudes da vida dos personagens são apresentadas de modo a que reflictamos sobre a essência e teias que escondem-se atrás das aparências humanas.
A natureza do Homem é vista como inata, parte integrante do seu modo de agir, e por vezes, parte intrínseca do seu apelo à mentira, para não ferir constrangimentos.
O aborto, o suicídio, a traição, a mentira, a ganância, o sofrimento, o altruísmo, o isolamento e o silêncio são temas/sentimentos delicados, mas tão bem alinhavados, numa estrutura narrativa exímia, pelo punho e mestria de Pedro Miguel.
Um livro de história breve, intenso filosoficamente, desvendando uma escrita subtil, crítica e poética.

“..todos temos os nossos pátios secretos, onde poucos entram.”
“Ficámos os dois, durante alguns minutos, a beijar o silêncio e a lamber as feridas do passado.”

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Passatempo: Terraços de Teerão

O blogue SILÊNCIOS QUE FALAM em parceria com a Editorial Presença, tem para oferecer  1 exemplar do livro “Terraços de Teerão” de Mahbod Seraji.

O passatempo decorrerá até às 23h59 de 9 de Outubro.

UM PAÍS EM VÉSPERAS DE UMA REVOLUÇÃO
UM ROMANCE POÉTICO SOBRE A CULTURA IRANIANA
 
Este romance de estreia passa-se em Teerão, entre os anos 1973 e 1974, antes da revolução islâmica, ainda sob o opressivo regime do Xá Reza Pahlevi. 
Nesta obra de inspiração autobiográfica, as figuras principais são dois adolescentes em férias escolares que passam grande parte do verão a deambular pelos terraços das casas da vizinhança... 
Ali trocam confidências, sonham com o futuro, mas também ganham consciência das realidades mais duras da vida.

Intenso, dramático e colorido, Terraços de Teerão dá-nos a conhecer a cultura iraniana, através das vidas de personagens em que nos reconhecemos no mais essencial da experiência humana.


Mahbod Seraji veio para os EUA em maio de 1976, com o objetivo de obter o grau de bacharel em Engenharia Civil. Mas não muito depois da sua chegada, a reviravolta e a agitação tomaram conta do seu país – o Xá foi derrubado em 1979, ao que se seguiu a chegada dos aiatolas ao poder sob o comando de Komeini e a invasão da zona ocidental do Irão pelo Iraque, dando início a uma guerra que durou mais de oito anos e ceifou um milhão de vidas. Mahbod foi forçado a mudar de planos, ficando na Universidade do Iowa até 1989, onde completou o doutoramento.

Mais informações em http://redroom.com/node/167729.
Este romance foi já traduzido em Chinês, Russo, Sérvio, Coreano, Turco, Espanhol, Português, Islandês, Italiano, Hebraico e Croata.

Data de Publicação: 4 Outubro 2011

 

Para seres o feliz contemplado, só tens de responder acertadamente ao questionário seguinte, e esperares seres o feliz contemplado.



Boa sorte a todos!


Regras do Passatempo:
1) O passatempo decorrerá do dia 3 até às 23h59 de 9 de Outubro, sendo exclusivo a participantes residentes em Portugal (Continental e Ilhas);
2) Será validado exclusivamente as participações com as respostas acertadas e será aceite apenas uma participação por pessoa ou email;
3) O vencedor será sorteado aleatoriamente através do Random.org e o seu nome publicado aqui no blogue, além de ser comunicado ao mesmo via e-mail.

domingo, 2 de outubro de 2011

Projecto artE de pORtas abErtas - Porta Nº36

Projecto artE de pORtas abErtas
Rua Portão de S. Tiago Nº36
Tenho o prazer de vos apresentar a porta a que fui convidado a dar uma nova vida, na Rua Portão de S. Tiago, na Zona Velha da minha cidade, o Funchal.
Esta porta encontra-se mesmo em frente ao portão do Forte de S. Tiago, onde está instalado o Museu de Arte Contemporânea.
Foi com muito gosto que participei e deixei o meu testemunho pessoal e artístico nesta rua tão antiga da cidade.

Sobre o Projecto artE de pORtas abertas:
É um projecto para abrir as portas da cidade do Funchal à Arte e à Cultura.
Não são "portas Virtuais" mas antigas e esquecidas.
Portas de casas, lojas e espaços agora abandonados e deteriorados que ganham nova vida, através da criatividade de vários artistas madeirenses.

Vê mais portas deste projecto aqui, aqui e aqui.

De salientar que este projecto tem o patrocínio da Câmara Municipal do Funchal.

sábado, 1 de outubro de 2011

Filme: Amor estúpido e louco (Crazy, Stupid, Love) 2011

Trailer
Opinião:  
Cal Weaver (Steve Carell) e a esposa Emily (Juliane Moore) são um casal de meia idade em que após vários anos de casamento, este encontra-se um pouco fatigado, monótono. É por isso que Emily pede o divórcio a Cal, num restaurante a meio da sobremesa. 
O problema é que o marido não estava à espera do pedido e então para enterrar as suas mágoas, começa a frequentar bares  e então constata ele próprio que está "desactualizado" dos jogos de sedução, pois sempre só teve olhos para a sua cônjuge.
É num desses bares nocturnos que encontra e faz amizade com Jacob (Ryan Gosling), um Don Juan e é este que propõe a Carl uma transformação..


Comédia romântica muito divertida, com diálogos coerentes e inteligentes.
Algumas cenas são hilárias, principalmente as proporcionadas pelo duo de actores Steve Carell e Ryan Gosling. A Julianne Moore brilha como sempre, aliais, é raro ela desiludir.

Embora “Crazy, Stupid, Love” não tenha nenhum auge a nível cómico na narrativa, o humor é sempre apresentado q.b., nunca destoando para o banal, o previsível.

A reviravolta final nos factos e meandros da teia narrativa foi a surpresa deste filme. Achei simplesmente criativo e muito bem elaborado.

Filme visto e recomendado.

Resultado do Passatempo: Nelson Mandela - Uma Lição de Vida

E eis que chegou ao fim o 1º passatempo do blogue!

Quero agradecer à Bizâncio Editora pelo apoio e a todos os 79 participantes do passatempo
Nelson Mandela - Uma Lição de Vida” de Jack Lang.

O vencedor, escolhido aleatoriamente através do randon.org, é:

Participante nº19 -
Marco José Gonçalves Almeida (Viseu)

Parabéns e boas leituras!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Uma música que lembra-me um filme



Filme: O Guarda-Costas (The Bodyguard) - 1992
Música: I run to you - Whitney Houston

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Papisa Joana - Lawrence Durrell

Sinopse: «Nesta magnífica adaptação do romance de Emmanuel Royidis, Lawrence Durrell narra a marcante e insólita história de uma jovem mulher que viaja por toda a Europa do século IX disfarçada de monge, ela acaba a comandar os destinos da cristandade durante dois anos como Papa João VIII, antes de morrer de forma repentina e surpreendente. Quando Papisa Joana foi publicado pela primeira vez em Atenas, em 1886, criou enorme polémica: o livro foi proibido e o autor excomungado. Apesar disso, e também por isso, a obra e o autor ficaram famosos, e Papisa Joana tornou-se um marco na história da literatura grega moderna. Posteriormente, Durrell, um dos mais importantes escritores britânicos do século XX, traduziu e adaptou o texto, criando uma obra de arte com cunho próprio.»

Opinião:
A história da Papisa Joana foi publicada pela primeira vez em Atenas, em 1886, ou seja, dez séculos depois do ocorrido. Esse relato criou estrondosa polémica na altura e tem-se estendido até aos dias de hoje. Claro que para os lados do Vaticano essa não passa de uma história inverosímil. É claro! E é por isso que no documento oficial de registo dos papados, desde o papa Pedro, no século I, até aos nossos dias, não esteja lá o nome de João VIII (Joana).
No século IX as mulheres eram tratadas como indigentes e por isso ver uma mulher num cargo religioso, nem em sonhos emanava na cabeça do povo.

Agora estamos no século XXI, e a mim parece-me que a mulher, no que respeita à Igreja, seja tratada com a mesma rispidez.
Porque é que a mulher não ascende na hierarquia na igreja?

Nesta obra, Lawrence Durell, o autor deste romance dá-nos a conhecer a demanda de Joana desde os primórdios da sua adolescência até à sua soberania papal, numa sua versão dos factos.

Desde o início e pela leitura fora, o narrador/ autor cria um elo de empatia com o leitor:

“Já lhe aconteceu, caro leitor, após ter passado um dia inteiro a ler um romance, o livro escorregar das mãos enquanto a sua mente divaga em comparações entre o passado e o presente, desejando poder reviver aqueles tempos…?”

“Mas nem você, caro leitor, nem eu, temos tempo a perder.”

“Aprecia um bom vinho, caro leitor?”

Neste romance temos uma visão da civilização, modos e costumes, pensamentos dos filósofos da altura e de um modo geral, o vislumbre de uma Europa do século IX. E a isso se deve devido à caminhada de Joana da sua terra natal até Roma. Claro que neste hiato passam-se anos e anos e a jovem Joana veste-se e age como um João.

Joana é uma personagem culta, inteligente, apaixonada, ávida de sabedoria e uma estudiosa exímia das questões eclesiásticas, teológicas e filosóficas. Com uma avidez tão segura e ambiciosa, logo torna-se uma pessoa de erudita, com conhecimentos profundos e nas mais vastas áreas. Joana foi alvo de inveja e inimizade por parte dos monges e bispos de Atenas e/a Roma.
Foi também devido à sua intelectualidade e eloquência que foi apresentada, claro, como Joao, ao papa Leão IV, tendo depois sido seu fiel camareiro.

“Aos poucos e poucos os eremitas das montanhas começaram a descer à cidade.”

“Joana muitas vezes derramou lágrimas sobre páginas dos livros que lia ao pensar que toda a sua sabedoria e inteligência pudessem permanecer desconhecidas.”

O livro é composto por quatro partes. As três primeiras são fruto da imaginação do autor, como salienta :

“Os materiais desta história, até aqui, se devem à minha imaginação, passam agora a ser seleccionados entre as obras de eminentes cronistas! E se, por acaso, achar esta parte do livro mais aborrecida do que as anteriores, desde já, reconhecido, agradeço, caro leitor, pela sua preferência.”

A quarta parte foi muito boa de ler, nada aborrecida. No meu ver o autor, nas primeiras partes, aborda demasiado o mundo pagão, os deuses, os filósofos, os santos, os escritores de então, as cidades, os costumes e tradições, esquecendo muitas vezes da heroína. Claro que sempre, sempre é bom o leitor ficar com mais informação, mas é por isso que há livros e livros.

Fazendo uma comparação, inevitavelmente entre este romance e o da escritora Donna Woolfolk Cross, (ao qual podem ver aqui o meu comentário), é indiscutível que este último seja de maior precisão sobre a Joana, a mulher, a apaixonada e a heroína, que luta pelo seu amor à igreja, à sapiência e que camufla a sua própria identidade, em prol da sua convicção.

Prós: Relacção narrador/autor e leitor muito cooperativa, o que torna a narrativa menos pesada, visto ser um romance histórico, da era medieval.

Contras: Deambulação excessiva do autor, acerca de aspectos exteriores à demanda de Joana até ser papisa. Se o livro fosse menos escasso em páginas e conteúdo, talvez não fosse tão saliente este ponto.

Ganhei este livro num passatempo do blogue do Marco Caetano http://conspiracaodasletras.blogspot.com/. Um obrigado!

domingo, 25 de setembro de 2011

O Contrabaixo - Patrick Süskind


Opinião:
Quando fala-se de Patrick Süskind aparece logo no nosso motor de pesquisa que é o nosso cérebro, o romance “O perfume”. Mas tal como na obra de Leonardo Da Vinci não consta apenas a “Monalisa”, também este escritor alemão não escreveu unicamente “ O perfume”.
Neste “O Contrabaixo” o tema central é a música e especificamente um instrumento, o contrabaixo.
O contrabaixista é um homem de 35 anos, solitário e um amante não correspondido. É em tom de monólogo dramático e quanto baste cómico e irónico que Patrick Suskind dá a conhecer este personagem, bastante sui generis.

Este solilóquio apenas tem como espectador o leitor. O cenário é uma sala imune ao som, e é neste inaudível compartimento que o contrabaixista de uma Orquestra Nacional Alemã, nos relata a sua relação com o seu instrumento, inicialmente falando apenas das vantagens:

 “..aonde quero chegar é à constatação de que o contrabaixo é, sem dúvida, o instrumento orquestral mais importante”.

“..qualquer músico vos poderá assegura, de boa vontade, que uma orquestra dispensa sempre o maestro, mas nunca o contrabaixo.”

e posteriormente das inúmeras desvantagens e de que modo o contrabaixo afectou-lhe a sua vida:

“..instrumento arcaico, que melhor se ouve quanto mais nos afastarmos dele, de aparência hermafrodita, desajeitado e incómodo”

“..parece uma velha gorda. As ancas muito descaídas, a cintura perfeitamente fora do sítio, moldada muito acima e muito estreita; e para além disso estes ombros estreitos, raquíticos e pendentes..”

Mas não pensem que este homem passa o tempo todo dando voz aos seus devaneios e desânimos, e até para controlar as suas emoções ele de vez em quando brinda-nos com música, de som extraído do seu tão amado/odiado instrumento.

Comecei a ler, a ler..e quando ia lá na primeira dezena de páginas dei por mim a estranhar o modo de escrita. Primeiro estranhei, mas depois entranhei-me! O narrador foi conquistando-me através da sua eloquente e erudita sapiência acerca da música, da orquestra, de compositores famosos como Wagner, Mozart, Beethoven, Schubert, Brahms e no fim da “peça” senti-me um leigo autêntico na matéria.

Patrick Suskind é um escritor com uma temática muito própria, e que parece ser abordada em todos os seus livros. Em “O Perfume” com o personagem Jean-Baptiste Grenouille, em “A Pomba” com o personagem Jonathan Noel, e neste “O contrabaixo”. Notei que existe um elo de ligação entre os 3 personagens: a solidão, a frustração e o descontentamento.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Passatempo: Nelson Mandela - Uma Lição de Vida

O blogue SILÊNCIOS QUE FALAM em parceria com a Editora BIZÂNCIO, tem para oferecer  1 exemplar do livro “Nelson Mandela - Uma Lição de Vida” de Jack Lang.

O passatempo decorrerá até às 23h59 de 30 de Setembro.

 
"Mandela tornou-se um herói. É um mito cuja génese, força e exemplo quis aqui narrar. Tive a oportunidade e o privilégio de conhecer Mandela há mais de dez anos, depois de, com muitos outros militantes, ter contribuído para o boicote à antiga África do Sul e militando a favor da sua libertação.
Foi meu propósito ser um modesto transmissor deste destino aos leitores de hoje, nomeadamente aos jovens."

Jack Lang



Para seres o feliz contemplado, só tens de responder acertadamente ao questionário seguinte:




Para consultar as respostas do questionário clica aqui.

Boa sorte a todos!


Regras do Passatempo:
1)  O passatempo decorrerá até às 23h59 de 30 de Setembro, sendo exclusivo a participantes residentes em Portugal (Continental e Ilhas);
2)  Será validado exclusivamente as participações com as respostas acertadas e será aceite apenas uma participação por pessoa ou email;
3)  O vencedor será sorteado aleatoriamente através do Random.org e o seu nome publicado aqui no blogue, além de ser comunicado ao mesmo via e-mail.