sexta-feira, 22 de março de 2013

Um poema de Jaime Rocha

 















 



[…]

13.

De novo o corpo dela sobressai
no meio das rochas e, mais tarde,
ao fundo da praia, o seu vulto
assemelha-se a uma árvore nua.

Sou eu que caminho para ti,
diz a mulher.

E a sua sombra parece agora uma
outra figura, um pedaço de barro
caído ao chão, nessa fotografia
comida pelo tempo__________

um tempo colado à árvore onde
o cão se enrosca como se ali estivesse
estado sempre um barco à espera
das ondas pequenas.

[…]

in Mulher Inclinada Com Cântaro, de Jaime Rocha, volta d' mar, 2012 
post scriptum: Uma recensão a Mulher Inclinada Com Cântaro pode ser lida aqui.

Novo livro de José Saramago em Abril

A Fundação José Saramago vai publicar um novo livro do escritor, A Estátua e a Pedra, com lançamento mundial na segunda quinzena de Abril, na Feira do Livro de Bogotá. A obra, em edição bilingue, em português e espanhol, estará disponível no mercado português no início de Abril.

A Estátua e a Pedra é uma reflexão de José Saramago sobre os seus livros e sobre a importância decisiva que o facto de viver numa ilha de pedra e vulcões como Lanzarote teve para entender o seu estilo literário e de vida. Na verdade, este é um livro que não existiria sem Lanzarote.

O texto de José Saramago é acompanhado, neste pequeno volume, de dois textos introdutórios dos professores italianos Luciana Stegagno Picchio e Giancarlo Depretis, e de um epílogo do escritor espanhol Fernando Gómez Aguilera.
 Informação colhida aqui

«Ventos De Guerra E De Amor», de Jodi Ravaud é apresentado hoje no El Corte Inglés


Ventos De Guerra E De Amor
Uma grande história de amor na II guerra mundial
de Jodi Ravaud
 
Edição: 2013
Páginas: 363
Editor: Plenty Books
ISBN: 9789899819207
Sinopse
O herói deste romance de ficção histórica, Helmut, apaixona-se por uma judia durante a Segunda Guerra Mundial, Gisella. Sendo sobrinho de Himmler, deixa-se envolver na guerra contra sua vontade e parte à procura do paradeiro da sua be-amada. Essa busca leva-o a Portugal, onde vai viver inúmeras aventuras com espiões de várias nacionalidades em Lisboa. Esta grande história de amor passada durante este grande conflito bélico vem recordar que é muito ténue a linha que separa a Humanidade da barbárie. 
 
Filha de mãe francesa e de pai português, Jodi Ravaud nasceu em Lisboa e muito cedo, logo aos nove anos, se deixou encantar pelas letras e pelas palavras, bem como pela arte de as agrupar de uma forma original. Licenciada em Psicologia e mestre em História Contemporânea, investigou igualmente outros domínios
do saber, desde a Arte e a Gestão até à Astrologia e às Ciências Alternativas. Esta multiplicidade de interesses acabou por se refletir no seu percurso profissional, cujas experiências como professora, psicóloga ou consultora financeira sempre encontraram eco na sua prosa. Autora do livro O Regresso de D. Sebastião e da obra para a infância A Lenda do Gato Voltaire, Jodi Ravaud não esconde a sua predileção pelo romance histórico. Atualmente vive em Lisboa com o marido e os filhos, depois de ter passado vários anos na vizinha Espanha.
  

quinta-feira, 21 de março de 2013

Obra poética de Sophia de Mello Breyner será publicada pela Assírio & Alvim

O Grupo Porto Editora anuncia que a Assírio & Alvim vai publicar a obra poética de Sophia de Mello Breyner Andresen.

Esta é uma das melhores notícias que podiam ser dadas no Dia Mundial da Poesia. Vasco Teixeira, Diretor Editorial do Grupo Porto Editora, afirma que a possibilidade de se publicar a obra poética de Sophia de Mello Breyner Andresen na Assírio & Alvim estava a ser analisada há algum tempo e que este anúncio não podia acontecer em melhor data. “Estamos particularmente satisfeitos com a concretização deste nosso desejo. A Assírio & Alvim é a casa ideal para dar a visibilidade que a obra poética da Sophia de Mello Breyner Andresen merece”, sublinha Vasco Teixeira.
Será ainda no decorrer de 2013 que serão publicadas pela Assírio & Alvim as primeiras obras de Sophia: Poesia (originalmente publicado em 1944); Coral (de 1950); No Tempo Dividido (de 1954); e Mar Novo (de 1958).

De lembrar que, em outubro de 2012, a Porto Editora já tinha assegurado os direitos de edição da obra em prosa de Sophia de Mello Breyner Andresen.

O romance mais aguardado de Francisco José Viegas


«Destruir a Prova» e «Mao – A História Desconhecida» são novidades da Quetzal


Destruir a Prova
de Dana Spiotta

Género: Romance
Tradução: Lucília Filipe
N.º de páginas: 320
Data de lançamento: 15 de março

«Esplêndido. Tem a ferocidade “staccato” de Joan Didion, a ressonância histórica e a diversão de Don DeLillo.»
Michiko Kakutani, The New York Times

Prémio da Rosenthal Foundation
Academia Americana das Artes e Letras

Mao – A História Desconhecida
de Jung Chang e Jon Halliday


Género: Biografia
Tradução: Inês Castro
N.º de páginas: 856
Data de lançamento: 5 de abril


Esta é a grande biografia de Mao Tsé-Tung, o livro que resultou de mais de uma década de pesquisa e de inúmeras entrevistas com muitos dos que privaram com Mao dentro da China, e com todos os que com ele tiveram contactos relevantes no estrangeiro.
Mao, a História Desconhecida, de Jung Chang – autora do romance Cisnes Selvagens – em colaboração com o marido, o historiador britânico Jon Halliday, considerado livro maldito e totalmente banido da China, é um documento fascinante quer para o leitor especializado, quer para o leitor comum.
Jung Chang nasceu na China, na província de Sichuan, em 1952. Aos catorze anos pertenceu, durante um curto período, ao Exército Vermelho. Foi camponesa, depois operária, até se ter tornado estudante de inglês e, mais tarde, assistente na Universidade de Sichuan. A partir de 1978 passou a viver em Inglaterra. Jung Chang doutorou-se em Linguística pela Universidade de York em 1982. Foi a primeira pessoa da República Popular da China a fazer o doutoramento numa universidade britânica. Jon Halliday é membro do King’s College, Universidade de Londres.

«Nota-se a clareza da escrita de Jung Chang e a facilidade com que junta à história mais política os pequenos episódios do quotidiano.»
Leonídio Paulo Ferreira, Diário de Notícias

 
«Mao – a História Desconhecida se não vem revelar aos concidadãos do citado líder as suas tenebrosas facetas ocultas, vem pelo menos repor a verdade junto dos que não foram seus súbditos diretos.»
Luís Almeida Martins, Visão


«Há horrores que são quase inimagináveis e daí a importância de os tornar públicos, como faz esta biografia. Não é garantia de que não voltam a acontecer, mas, pelo menos, não estão revestidos de um manto de credibilidade.»
Raquel Vaz Pinto, Nova Cidadania

Amanhã, nas livrarias «Alto Desempenho», de Zig Ziglar

COMO DESENVOLVER A EXCELÊNCIA EM SI E NOS OUTROS

Alto Desempenho. Espera‐o de si mesmo. Espera‐o daqueles que o rodeiam. Então como é que torna isso uma realidade?

Maximize as suas capacidades de liderança e gestão com Alto Desempenho. Dentro de si, encontrará as ideias vencedoras para:

- direccionar as energias das pessoas e estimular o desejo de se superarem;
- gerir eficazmente pessoas – e fazer com que os outros queiram a sua liderança;
- ultrapassar e corrigir más práticas de gestão;
- desenvolver uma auto‐imagem saudável;
- estabelecer padrões de avaliação de desempenho;
- melhorar as relações e a comunicação.

Estes princípios dinâmicos desenvolvidos por um mestre de vendas são aplicá veis no escritório, em casa, no desporto, na igreja, ou outras organizações. Contagiados pela inteligência e ilustrações úteis de Ziglar, estes princípios irão impulsioná‐lo a si – e aos que o rodeiam – a atingir um Alto Desempenho.

Livros a preços reduzidos na LeYa online

Grandes livros a preços reduzidos podem ser comprados no Outlet da LeYa online. Take a look:

«A Vidente», de Lars Kepler

Editora: Porto Editora
Ano de Publicação: 2013
Nº de Páginas: 536
Depois de O Hipnotista (cuja adaptação ao cinema esteve a cargo de Lasse Hallstrom, realizador de Chocolate, As Regras da Casa, Um Refúgio para a Vida, etc.) e O Executor, a Porto Editora publica A Vidente, o terceiro livro do casal sueco de escritores de suspense que tem conquistado os topos de vendas em inúmeros países. Neste novo trilher protagonizado por Joona Linna, a ação principal se desenrola num centro de acolhimento de menores com problemas familiares, sociais e mentais. Nessa instituição Elisabeth e Daniel, enfermeira e psicólogo, estão sempre em vigília, pois as desavenças entre as adolescentes são constantes e podem resultar em ferimentos graves, devido à sua inconstância psicológica. Numa noite são cometidos vários homicídios; Vicky, uma menor e das mais recentes internas, desaparece misteriosamente; uma criança é raptada; Flora, uma mulher com visões premonitórias contacta a polícia, ora dizendo mentiras, ora verdades. O alerta é disparado e é perante este rol de acontecimentos e cenários, e depois de algumas investigações, que o detective Joona afirma: «[Flora] ela sabe mais sobre os crimes do que qualquer outra pessoa.» (p. 439) Joona conheceu um bom número de assassinatos no decorrer da sua vida profissional, mas a extrema violência dos homicídios do presente caso, leva-o a perguntar a si próprio se este não terá sido o pior caso deles todos.
O que acompanhou-me ao longo das 536 páginas desta obra? Momentos de expectativa e de tensão
relativamente ao que iria acontecer nas próximas páginas que folhearia. A que pedalada li? A velocidade de leitura tornou-se do mais célere possível. Sobre o epílogo? É grandioso e não desanima, é o que posso somente afirmar.
Sobre Lars Kepler? Têm uma capacidade excepcional em moldar a história revelando de xis em xis páginas dados novos, algumas «rasteiras».
O senão deste policial? As últimas trinta páginas. Não, o epílogo está definido antes. A partir da página 502 os autores abordam um assunto que em nada tem a ver com A Vidente, mas com o próximo livro deles. Ou seja, é publicidade grátis, forçada. Para quê? O 4º livro da dupla já foi lançado na Suécia e ao ler a sinopse, confirmei o que induzi sobre o intuito das últimas páginas de A Vidente.

quarta-feira, 20 de março de 2013

«O Primeiro Amor é Sempre o Último», de Tahar Ben Jelloun

Editora: Quidnovi
Ano de Publicação: 2012
Nº de Páginas: 168
«Todo o escritor é uma testemunha do seu tempo e da sua sociedade, necessariamente.» Esta afirmação é de Tahar Ben Jelloun, numa entrevista que concedeu ao jornalista Carlos Vaz Marques, em 2005. Quando terminei de ler as vinte e uma curtas novelas que formam O Primeiro Amor é Sempre o Último e de ter pesquisado a sua bi(bli)ografia, foi essa a sensação com que fiquei. Sendo um escritor marroquino de expressão francesa, que vive uma parte do ano em Marrocos e o resto do tempo em França, entre duas culturas antípodas – uma oriental, a outra ocidental –, nas narrativas breves, tanto o autor aborda a realidade marroquina como a francesa, e intercala-as, criando uma manta de histórias e cenários contraditórios. Este livro conta com inúmeras personagens, que falam do seu amor fracassado, da sua solidão não-opcional, da sua sexualidade e recordações recalcadas nas suas memórias, e que corroem o presente, fazendo com que se distanciem da sociedade, quais misantropos. São mulheres e homens manipulados, mulheres e homens manipuladores.
Com um forte sentido metafórico e paradoxal, esta antologia de ficções inclue também as memórias, imagens e cheiros da cidade e gentes de Marrocos, que são evocadas pelo escritor e psicólogo marroquino, autor de O Escrivão Público (Cavalo de Ferro, 2005) e Uma Ofuscante Ausência de Luz (Asa, 2003), O Islão Explicado às Crianças (Livros do Brasil, 2002).
O amor louco é a primeira e a magnum opus desta obra. A história tem como protagonista Sakina, uma jovem cantora árabe, que recusa uma oferta de noivado de um xeique milionário, Fawaz. A jovem não dá ouvidos às palavras sábias da sua mãe, quando esta aconselha-a a desconfiar sempre dos homens, sejam orientais ou ocidentais. Sakina, sem saber, cai numa armadilha.
A víbora azul é a história nº 2 e é absolutamente surpreendente. Brahim é um encantador de serpentes, mas para atrair mais turistas na praça onde trabalha, compra um animal mais «venenoso», uma víbora. A sua ganância provocará uma morte súbita, nos seus sonhos. Na parte II desta história, o autor apresenta-nos um homem mulherengo e a sua mulher, que visita uma vidente. Quando menos se espera, somos apanhados de surpresa com o epílogo desta história empolgante.
Um fait-divers amoroso é a história de Slimane e constitui um paradoxo genial, construído por Tahar Ben Jelloun, e tem apenas quatro páginas. Slimane é um taxista pai de três filhos, estéril – mas ele não o sabe –, bondoso, mas quando dá guarida a uma grávida não imagina os problemas que surgirá na sua pacata vida.
O primeiro amor é sempre o último intitula-se a história em que a prosa, poesia, o lirismo, o misticismo, o erotismo, se misturam. Um exemplo: «A voz que me chega com um riso, um suspiro ou um murmúrio permite-me adivinhar as ancas e os seios. Aprendi a estar atento ao percurso da voz. Foi um cego que me disse um dia tudo o que a voz pode dar como informação. Assim, é através desta voz que toco este corpo ao fechar os olhos, descubro pouco a pouco os momentos e os gestos da sua vida.» (p. 63)
Em suma, em Le premier amour est toujours le dernier (o título original publicado em 1995) perfazem histórias escritas com simplicidade e subtileza, plenas de originalidade e um q.b. de malícia e erotismo, que dão o «toque» final.

«A Vida Inútil de José Homem» é o primeiro romance de Marlene Ferraz, e foi a obra vencedora do Prémio Agustina Bessa-Luís 2012

O Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís é um prémio literário instituído pela Estoril Sol em 2008, e atribuído anualmente a romances inéditos de escritores portugueses estreantes.
O nome do prémio é uma homenagem à escritora Agustina Bessa-Luís. Podem concorrer autores de até 35 anos, sem romances publicadas. O vencedor recebe 25 mil euros, além da publicação da obra pela editora Gradiva.

Eis os títulos e autores vencedores até à data:

2012 - A vida inútil de José Homem, de Marlene Ferraz
2011 - Trás-os-Montes, de Tiago Patrício
2010 - A cabeça de Séneca, de Paulo Bugalho
2009 - A casa-comboio, de Raquel Ochoa
2008 - Não houve premiação

O juri da última edição, a 5ª, do Prémio escolheu o romance A vida inútil de José Homem, de Marlene Ferraz. O livro chega agora às livrarias. Eis a sua ficha técnica:

 
A Vida Inútil de José Homem 
de Marlene Ferraz

Colecção: Gradiva
Páginas: 176
Ano de edição: 2013
ISBN: 978-989-616-518-5
Capa: Brochado (capa mole)

Sinopse
As idas à grande cidade para se libertar da herança dum pai coronel verticalmente duro e duma mãe extravagante e desligada fazem com que José Homem se sinta no bom caminho para uma morte sem memórias nem saudade.
Descrente no governo de deus e, sim, das circunstâncias, é por mão do padre que se vê obrigado a relacionar-se com um dos rapazes estrangeiros recebidos no orfanato, Antonino, mutilado na guerra civil de Angola, o que vem despertar em si um sopro inesperado de amor e vontade.
Marlene Ferraz, de 1979, tem os pés pousados em terras a norte. Com o ofício da psicologia, assume um enamoramento imprudente pela escrita.
Tem vindo a dedicar-se particularmente ao conto: «Na Terra dos Homens» (Prémio Miguel Torga 2008), «O Amargo das Laranjas» (Prémio Florêncio Terra 2008), «O Tempo do Senhor Blum e outros contos» (Prémio Afonso Duarte 2012), entre outros. A Vida Inútil de José Homem é o primeiro romance (Prémio Agustina Bessa-Luís 2012).

Presença relança «Um Refúgio para a Vida». O filme baseado no romance de Nicholas Sparks estreia a 28 de Março



Um Refúgio para a Vida
de Nicholas Sparks

Título Original: Safe Haven
Tradução: Alice Rocha
Páginas: 356
Preço com IVA: 11,99€
ISBN: 978-972-23-4447-0

Data de Publicação: 15 de Novembro 2010
Data de Relançamento: 21 de Março 2013

O Livro: Katie, uma jovem reservada e bonita, vai viver para a cidade de Southport, na Carolina do Norte, onde todos se interrogam sobre o seu passado. Que mistérios esconderá aquela mulher que parece determinada a encobrir os seus encantos e evitar novos laços afetivos? No entanto, apesar de todas as suas reservas, Katie começa a criar raízes naquela pequena comunidade, à medida que uma nova amizade e um novo amor lhe vão fazendo baixar as defesas. Nicholas Sparks traz-nos uma protagonista fragilizada e que tem de aprender a lidar com os seus mais fundos receios se quiser voltar a amar.

O Filme: Um Refúgio para a Vida (Safe Haven no original) é um filme realizado por Lasse Hallstrom. Da filmografia deste cineasta constam os filmes também adaptados de romances como: Chocolate (de Joannes Harris), O Hipnotista (de Lars Kepler), Juntos ao Luar (de Nicholas Sparks), A Pesca do Salmão no Iémen (de Paul Torday) e As Regras da Casa (de John Irving).

No elenco de Um Refúgio para a Vida constam os actores Julianne Hough, Josh Duhamel e Cobie Smulders, entre outros. 

Quem não leu o filme ainda, tem a oportunidade de fazê-lo antes de assistir ao filme, que estreia em Portugal a 28 de Março de 2013.
Clica na imagem para assistires ao trailer

Dois poemas de Rosa Lobato de Faria

O teu amor absoluto
é como a hera que envolve as paredes da casa.
Quero ser a casa
e que arranhes a cal da minha pele
e te aninhes nos meus ouvidos fendas
e perturbes a porta minha boca.

E por fim
procures o perigo das janelas
e enfrentes os meus olhos
infinitos de mágoa
noite e assombração.


De ti só quero o cheiro dos lilases
e a sedução das coisas que não dizes
De ti só quero os gestos que não fazes
e a tua voz de sombras e matizes

De ti só quero o riso que não ouço
quando não digo os versos que compus
De ti só quero a veia do pescoço
vampira que já sou da tua luz

De ti só quero as rosas amarelas
que há nos teus olhos cor das ventanias
De ti só quero um sopro nas janelas
da casa abandonada dos meus dias

De ti só quero o eco do teu nome
e um gosto que não sei de mar e mel
De ti só quero o pão da minha fome
mendiga que já sou da tua pele.


in A Noite Inteira Já Não Chega - Poesia 1983-2010, Guimarães (Babel)


p.s.: O lançamento do livro decorrerá no dia 25 deste mês (ver aqui mais informações).

segunda-feira, 18 de março de 2013

Novidade Opera Omnia: «Viajar com…Eça de Queiroz»


Viajar com…Eça de Queiroz
Texto: Laura Castro
Fotografias: Sérgio Freitas
Páginas: 64
Preço PVP: 12.72€
EAN: 978-989-8309-4 0-2


A colecção “Viajar com…” pretende dar a conhecer alguns dos mais relevantes escritores da literatura portuguesa. Com eles visitaremos os lugares destes escritores e das suas obras, trilharemos os mesmos caminhos e admirar-nos-emos perante as mesmas paisagens, sejam elas os campos verdejantes do Minho, as águas do Atlântico, a sobriedade granítica do Porto ou a tenaz humanidade das terras transmontanas e durienses.

Neste primeiro livro, profusamente ilustrado com fotografais actuais e antigas, viajamos com Eça de Queiroz, um dos nomes maiores da Literatura Portuguesa.