Sinopse
Todas as Cores do Vento constrói, com grande delicadeza e precisão, uma trama tensa e forte, revelando a mestria de um escritor que já nos habituou ao seu olhar sobre o mundo: atento, inteligente, perspicaz e crítico.
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| Sinopse |
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Editora: Coisas de Ler
Ano de Publicação: 2003
Nº de Páginas: 128
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É comum à extrema maioria das pessoas, que o nome de Leonardo Da Vinci seja associado ao artista que pintou a mais famosa obra de arte de todos os tempos: a Mona-Lisa. Outra parcela da população sabe também que este pintor italiano do Renascimento foi também engenheiro, matemático, anatomista, músico, arquitecto, inventor e escultor. Apenas uma ínfima parte das pessoas tem conhecimento dos extensos pergaminhos – de escrita quase indecifrável – que Leonardo escreveu. Dos múltiplos talentos mencionados, o último a ser conhecido foi precisamente o de escritor.Ele era um génio (com um QI estimado entre 220 e 250) e tendo essa percepção sempre escreveu por códigos e enigmas os seus pensamentos sobre os mais variados temas. Muito tempo após a sua morte (e depois de muitas tentativas dos estudiosos para decifrar os conteúdos dos seus manuscritos, muitos só perceptíveis através de jogo de espelhos e/ou combinação de anagramas, códigos…) é que foram conhecidos os seus brilhantes estudos e constatações sobre a anatomia humana e animal, métodos de construção de máquinas, especificação das técnicas das suas composições artísticas, além de reflexões pessoais sobre o mundo.Neste livro está reunido a obra literária de Da Vinci, com profecias, aforismos, fábulas e pensamentos.«Veremos a Terra de pernas para o ar, a olhar para o hemisfério oposto e descobriremos os antros de bestas ferozes»; «No fim, a terra tornar-se-á vermelha após arder muitos dias e as pedras transformar-se-ão em cinzas»; «As criaturas aquáticas morrerão em águas ferventes. [Peixe cozido].»; «Virá o dia em que não haverá diferença entre cores, sendo de facto todas elas negras»; «Felizes os que emprestarem os ouvidos às palavras dos mortos. [Ler e seguir as suas boas obras].»E uma fábula fabulosa:«Mentiras. A toupeira tem olhos muito pequenos e vive sempre debaixo de terra e ali vive enquanto se mantiver escondida, e quando surge à superfície morre de imediato porque se deixa conhecer. O mesmo acontece com as mentiras.»As Profecias de Leonardo revelam a dimensão e a textura das suas reflexões sobre a Humanidade, a Natureza e o Divino.Um livro que vale a pena ler, neste ano de 2012, que conforme uma profecia dos Maias, aponta como o fim de um ciclo na Terra.
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Editora: Esfera do Caos
Ano de Publicação: 2012
Nº de Páginas: 104
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Rui Rocha desde muito cedo conviveu com as culturas e as poesias chinesa e japonesa, a de Wang Wei e Bashō, respectivamente. Portanto, este pequeno livro de poesia faz reminiscência a essas duas culturas orientais, tão bem conhecidas do autor, que desempenha actualmente o cargo de Director do Instituto Português do Oriente, em Macau, onde reside desde 1983.Nas páginas deste livro encontramos uma série de poemas haicai (haikai ou haiku). Passo a definir esta poesia e recorrendo a várias «fontes» que dessa «água jorram», cito: é uma forma poética de origem japonesa, que se funda nas relações profundas entre homem e natureza; que valoriza a concisão e a objectividade; que caracteriza-se pelo valor fulcral dado à palavra, à imagem e à musicalidade». A acrescentar que os poemas têm (apenas) três linhas.A poesia de Rui Rocha evoca a nostalgia noctívaga da lua e do silêncio, e é depurada de ideias e pensamentos negativos, estando em completa sintonia com a essência da poética haicaísta, pois é íntima, sincera e espiritual:«a lua de ontemtrouxe-me o teu olharquando me fitou de frente»«duas bocas tocam-se.o silêncio invadiuo lugar das palavras.»E como é fantástico transmitir tanto, em tão pouquíssimas palavras.Em Portugal a poesia haicai não é muito conhecida, e muito poucos foram os poetas que dela buscaram inspiração. Poucos, mas de grande gabarito, tais como Eugénio de Andrade (1923-2005), Herberto Hélder (n. 1930) e Camilo Pessanha (1867-1923). Três poetas que cultivaram essa forma breve e sintética de poesia, nascida no séc. XVII, por Matsuo Bashô.
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Editora: Tinta da China
Ano de Publicação: 2010
Nº de Páginas: 290
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O único livro assinado Agatha Christie Mallowan, da extensa obra bibliográfica da autora, foi este Na Síria (Come, Tell Me How You Live - título da edição original).De cariz descritivo e informativo, este livro responde à pergunta que muitas pessoas faziam à escritora, sobre como e onde se vive em uma escavação arqueológica e o que se faz nessas expedições quando não se é um arqueólogo?Após começarmos a ler esta «crónica inconsequente» (palavras da autora), vamos tendo a percepção de que o acrescento Mallowan faz todo o sentido. O seu apelido de casada, fez com que os seus habituais leitores tivessem a noção de que este não seria mais um livro de ficção policial, que Mr. Poirot ou Miss Marple fariam parte.O livro está escrito na primeira pessoa, e não é mais do que o retrato de muitos dos seus dias pelo deserto da Síria, acompanhando o seu marido Max, arqueólogo, nas inúmeras expedições.
Christie prova com este livro o seu maravilhoso senso de humor, relatando as mais diversas e caricatas eventualidades ocorridas nessas viagens, tais como: os hotéis miseráveis; casas impróprias de se habitar; divertidos equívocos culturais; a relutância em tentar aprender o árabe; a comida e os cozinheiros; as divergências entre as religiões e nacionalidades, entre outros episódios, tal como o seguinte:«Nunca fui pessoa que tivesse uma aversão exagerada a ratos, mas numa noite em Amuda foi uma experiência que nunca esquecerei…assim que apagamos os candeeiros, dezenas de ratos saem das paredes e do chão. Correm alegremente por cima das nossas camas, das nossas caras..ratos a puxarem-nos os cabelos – ratos! Ratos! RATOS!.Acendo uma lanterna. Horrível! As paredes estão cobertas de criaturas estranhas, pálidas e rastejantes.»Na sua autobiografia, Agatha refere-se a este livro como «ligeiro e frívolo», e acrescenta: «quem também não gostou muito do livro foram os meus editores. Estavam desconfiados e desaprovadores, com receio de que o livro fosse completamente despropositado. Estavam preparados para desconfiar de Na Síria ou, na verdade, de qualquer outra coisa que me afastasse dos meus romances policiais.»Foi prazeroso ter conhecimento que «esses dias» e «esses lugares» descritos, existiram e que não são ficção.Na Síria é um livro da belíssima colecção de viagens da Tinta da China.
Sinopse:
Jean Pierre Porcher, Margarida Oliveira e Albino Freitas apresentam, nesta monografia, uma fascinante selecção de casas. Em situações de periferia mais ou menos rural, onde a tradicional e banalizada tipologia pavilhonar dá origem a construções bastante mais complexas, nas quais os respectivos microcosmos individuais coexistem com as hierarquias paisagísticas que passam do domínio mais intimista à representação tópica, encenada entre um (só) aparente espontaneísmo e uma subjacente erudição (…) Gonçalo Byrne
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fotos: Xavier Antunes |
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Editora: Livros Horizonte
Ano de Publicação: 2011
Nº de Páginas: 288
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Este é um livro para o leitor que desconhece o termo Wikileaks. É também um livro destinado aos ávidos leitores que têm conhecimento da instituição secreta e que querem conhecer a raíz e crescimento da instituição, que é já rotulada de Inimigo de Estado.O Weakleaks é responsável pela maior divulgação de documentos secretos dos Estados Unidos da América, e outros países, dentre os quais Portugal.Grande parte do livro relata a biografia de Julian Assange, um jornalista australiano que foi o fundador da instituição, e pela voz dos autores o relato ganha outra dimensão, pois eles próprios conheceram Assange, classificado por muitos como um ser «paranóico, sedento de poder e megalómano».Histórias secretas, façanhas, revelações, ameaças e muito mais faz com que o Wikileaks seja detentor de alto poder que só a informação é capaz de provocar!Este livro dá-nos uma visão profunda da organização que abalou inúmeras instituições em todo o mundo, em tão pouco espaço de tempo…e que pelos vistos continua provocando «mal-estares»…São muitos os exemplos, dos inúmeros «casos secretos», que o Wikileaks pôs á disposição dos média mundial, através do site da instituição e que são divulgados pelo mundo inteiro. Basta fazer uma pesquisa num motor de busca e confirmar.Um das «bombásticas» e cimeiras revelações do Wikileaks aconteceu em Outubro de 2010, em que a instituição publica e disponibiliza on-line 400 mil documentos secretos detalhando tortura na guerra do Iraque, em 2003.Uma das últimas notícias que «veio ao de cima» é a informação de que Hugo Chávez tem apenas mais dois anos de vida:«Hugo Chávez tem dois anos de vida. Na base da informação está um conjunto de emails divulgados pelo Wikileaks.
Os emails, agora tornados públicos, pertencem à empresa de segurança privada norte-americana, Stratfor Global Intelligence. Nos documentos, pode ler-se que os médicos russos e cubanos que atenderam o presidente venezuelano Hugo Chávez em Junho do ano passado, lhe deram entre um a dois anos de vida, antes de lhe retirarem um tumor…» [em 28-02-2012].Um livro que prova que a junção de política, poder, ocultismo, secretismo, conspiração e tecnologia informática tornou possível - a uma escala sem precedentes – o extravio volumoso de factos e dados confidenciais.Tudo leva a crer que a história do Wikileaks passará para as salas de cinema, tendo como realizador Steven Spielberg. Para já, a data de rodagem e estreia é indefinida.