terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Porto Editora publica «O Jogo de Ripper», o mais recente livro de Isabel Allende

A 21 de Fevereiro, chega às livrarias O Jogo de Ripper, o novo e muitíssimo aguardado romance de Isabel Allende.

Autora de êxitos incontornáveis, como A casa dos espíritos e Paula, Isabel Allende oferece aos leitores o primeiro policial da carreira. O sucessor de O Caderno de Maya é um romance surpreendente, narrado com a prosa única que deu fama a Isabel Allende.  


O Jogo de Ripper
de Isabel Allende

Tradução: Ângela Barroqueiro
Págs.: 400

Sinopse
Indiana e Amanda Jackson sempre se apoiaram uma à outra. No entanto, mãe e filha não poderiam ser mais diferentes. Indiana, uma bela terapeuta holística, valoriza a bondade e a liberdade de espírito. Há muito divorciada do pai de Amanda, resiste a comprometer-se em definitivo com qualquer um dos homens que a deseja: Alan, membro de uma família da elite de São Francisco, e Ryan, um enigmático ex-navy seal marcado pelos horrores da guerra.

Enquanto a mãe vê sempre o melhor nas pessoas, Amanda sente-se fascinada pelo lado obscuro da natureza humana. Brilhante e introvertida, a jovem é uma investigadora nata, viciada em livros policiais e em Ripper, um jogo de mistério online em que ela participa com outros adolescentes espalhados pelo mundo e com o avô, com quem mantém uma relação de estreita cumplicidade. Quando uma série de crimes ocorre em São Francisco, os membros de Ripper encontram terreno para saírem das investigações virtuais, descobrindo, bem antes da polícia, a existência de uma ligação entre os crimes. No momento em que Indiana desaparece, o caso torna-se pessoal, e Amanda tentará deslindar o mistério antes que seja demasiado tarde.
Primeiras páginas disponíveis aqui.
https://www.facebook.com/isabelallende

«Crónicas de Pores-do-Sol», de Cristiano Pestana

Editora: Corpos
Ano de Publicação: 2013
N.º de Páginas: 316

«Existem muitas histórias de que ninguém fala… e mitos que se criam.» (p. 132)

Histórias baseadas em factos ou plausíveis de terem acontecido, entrecruzadas por longos hiatos no tempo, na época e no lugar, e que falam sobre separação, saudade, esperança, amor e medo. Os personagens de nacionalidade portuguesa, sejam históricos ou ficcionais, que povoam as páginas destas crónicas (Afonso de Albuquerque, Afonso da Covilhã, Zé Peixoto, Fátima, Eva, Pedro, etc.) são testemunhas de realidades, culturas, ideais e políticas diferentes. Portugal continental e ilhas da Madeira e Açores, Goa, Angola, Brasil, são alguns dos sítios onde guerras e batalhas eclodiram, heróis se fizeram, mas também por onde a estirpe de uma família se dispersou. E não será a (nossa) história feita disso mesmo, de encontros e desencontros? Nestes relatos nem sempre felizes, que na cronologia se estendem do século XV, perpassam a actualidade até 2030, o autor nos apresenta a génese de Portugal, dos seus navegadores e dos seus feitos que perpetuam indelevelmente na História.
Um livro que mantém o suspense ininterrupto e que certamente satisfaz a curiosidade do leitor que goste do ler romances históricos. O que ressalta ao longo das 316 páginas do livro (de capa dura) e em seu abono é o consistente trabalho de pesquisa histórica, e a forma como a ficção se embrenha com a realidade. Enquanto obra de estreia de Cristiano Pestana, Crónicas de Pores-do-Sol não se revela um trabalho literário de escritor principiante, ao contrário, a escrita é apresentada fluida, sem falhas na sintaxe, embora lexicalmente pouco rica. Um aspecto que talvez pudesse ser melhorado tem a ver com a pouca linearidade do livro. Há demasiados espaços em branco, que separam permanentemente a narrativa e que podiam apenas fazer sentido em algumas situações, como quando o autor cria um ‘parêntesis’ para fazer alguma reflexão. Este é o único senão a apontar à primeira obra do autor madeirense dada à estampa em Fevereiro de 2013.


Excertos:

«A mudança é a força motriz da evolução, estado que permite o movimento e o fluir das gerações. É na mudança que o tempo, tal como foi postulado pelos homens, ganha o seu fio condutor visível e permite a descoberta interior, o crescimento, o decaimento ou o renascimento.» (p. 50)

«A complexidade e singularidade de cada ser humano deveria, por si só, ser suficiente para que em todo o mundo nos sentássemos à mesma mesa para resolver divergências e nos respeitássemos, sem recorrer ao confronto ou à violência. Quando duas pessoas se cruzam, é como se dois mundos entrassem em colisão, com maior ou menor fusão entre elas; uma infinidade de vivências e de interacções com meios e ambientes diferentes somam-se — quando não teimam em se subtrair e anular — dando origem a múltiplos universos de experiência humana.» (p. 192)


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Novidades de Fevereiro da Bizâncio

A Bizâncio já apresentou as suas novidades de Fevereiro: A minha segunda Vida, a incrível história de Christiane F.; A Vida é um Presente, a não menos incrível história da primeira mulher piloto de Fórmula 1; e a reedição de um importante ensaio sobre comunicação, Cartas a um Jovem Jornalista.
 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O vício... da leitura

Faz 1 like


«Como Criar Um Novo Eu» é uma das novidades lançadas pela Lua de Papel

Além de Conversas com Animais e A Guerra de Mourinho, Como Criar Um Novo Eu, do cientista estudioso em neurologia, neurociência, química cerebral, biologia celular e longevidade Joe Dispenza, é uma das novidades da Lua de Papel.
No dia em que Einstein criou a fórmula "E=mc2", os cientistas começaram a perceber que aquilo a que chamamos matéria é outra coisa. Veja, por exemplo, o livro que tem nas mãos. Tem peso, textura, é "real". Mas, tal como o seu corpo – e todo o Universo –, é composto por átomos. E os átomos são energia. Ou seja, este livro é pura energia, todo ele vibra e se move. A isto chama-se física quântica e ela pode mudar a sua vida. Foque-se por um momento nos seus pensamentos. Ao ler este texto, tem a sensação de que os seus processos mentais não têm "corpo". Na verdade, eles também são pura energia. E nessa medida, têm o poder de influenciar e transformar a realidade material. É aqui que começa o trabalho do Dr. Joe Dispenza. O autor começou a explorar as potencialidades do cérebro na transformação pessoal. E o que ele lhe diz é que apesar do seu passado, e das impressões genéticas inscritas no seu ADN, você tem a capacidade de usar os pensamentos para se redesenhar. Como Criar um Novo Eu é todo um programa destinado a ensiná-lo a tirar partido dessa imensa força que são os pensamentos. Ao mostrar-lhe como funciona o cérebro, o Dr. Dispenza ajuda-o a romper com o passado. Pode finalmente ver-se livre de toda a carga negativa, da angústia, do stress, e recriar-se, fazer de si aquilo que ambiciona: a nível pessoal, profissional e material.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

São 6 as obras que a Gradiva publicará durante o mês de Fevereiro

Stephen Hawking
A Minha Breve História

Autobiografia de um dos mais brilhantes cientistas do nosso tempo, que mostra um Hawking apenas entrevisto nos seus livros anteriores: o estudante curioso que os colegas alcunharam Einstein, o gracejador que apostou uma assinatura da Playboy sobre a existência de buracos negros e o jovem marido e pai lutando para conquistar um lugar no difícil mundo académico, sem esquecer o diagnóstico, aos 21 anos, da doença que o confinaria a uma cadeira de rodas. Um relato corajoso e sensível, uma mensagem de esperança e uma lição de vida.

Walter Osswald
Da Vida à Morte - Horizontes da Bioética

Um livro que apresenta, de forma simples e acessível a não-especialistas, as grandes questões que os progressos notáveis da técnica e da ciência vão suscitando à ética. Traçar o quadro geral da reflexão e do debate bioético e estabelecer fronteiras e limites à bioética, de forma a impedir que esta se torne dominadora ou seja apropriada por correntes políticas, económicas e ideológicas – mas sirva o bem do Homem – são os objectivos desta obra, escrita por uma das maiores autoridades da área.

António Fidalgo
Ética Mínima - Pequeno guia para tempos difíceis

Não basta viver, é preciso saber viver. O objectivo deste livrinho é oferecer um conjunto mínimo de ensinamentos básicos para viver melhor, assim como sugestões para aplicação desses ensinamentos, de modo muito prático e concreto. Um livro para oferecer ou guardar para si.

Bill Watterson
O Essêncial de CALVIN & HOBBES

A dupla temível está de regresso com as melhores tiras dos dois primeiros álbuns (Calvin & Hobbes e Há Monstros debaixo da Cama?) e uma fabulosa história inédita.

«Bill Watterson desenha mesinhas de cabeceira de uma maneira maravilhosa. Admiro-o por isso. Desenha também belos salpicos de água, sofás e cadeiras, candeeiros, bocejos e gritos, enfim... todas as coisas que tornam divertida uma tira de BD. [...] A série «Calvin & Hobbes» [...] é uma festa para os olhos [...]»
Charles M. Schulz



Moisés Naím
O Fim do Poder

Das administrações aos campos de batalha, às Igrejas e aos Estados. Porque ter poder já não é o que era

Numa investigação original e muito bem fundamentada, Naím mostra de forma acessível e convincente como o impulso anti-establishment dos micropoderes pode derrubar tiranos, desalojar monopólios e abrir novas e extraordinárias oportunidades, mas também levar ao caos e à paralisia.

«Todos os que têm poder – ou querem tê-lo – devem ler este livro.»
Fernando Henrique Cardoso

«O Fim do Poder vai mudar a maneira como lê as notícias, como pensa na política e como olha para o mundo.»
Bill Clinton

Jorge Almeida
O Mistério do Bolama
Acidente ou Sabotagem?

«Um caso que tocou o país, ocupou a imprensa e correu nos tribunais. Até que desapareceu do espaço público [...]. É desse esquecimento que este livro resgata [...] aquilo que permanece enigma. E ao empreender este processo [...] acaba por arrolar vícios da Justiça, do Estado, do jornalismo e também [...] de uma consciência colectiva que é tão crítica como praticante do desprezo pela lei.»
Joaquim Furtado (in Prefácio)


Passatempo: «Boa Noite, Mocho!», de Pat Hutchins



Para te habilitares a ganhar o livro em sorteio, responde acertadamente ao formulário seguinte:

O Passatempo decorrerá até ao dia 15 de Fevereiro.

Boa sorte!



Regras do Passatempo:
1) O passatempo decorrerá entre os dias mencionados, sendo exclusivo a participantes residentes em Portugal;
2) Será validado exclusivamente as participações com as respostas acertadas e será aceite apenas uma participação por pessoa ou email (salvo mencionado o contrário);
3) O vencedor será sorteado aleatoriamente através do Random.org e o seu nome publicado aqui neste post, além de ser comunicado ao mesmo via e-mail. Se ao fim de 15 dias, após ser contactado pelo administrador deste blogue, o vencedor não reclamar o prémio, será escolhido outro vencedor;
4) O administrador deste blogue e/ou a editora não se responsabiliza por eventuais extravios dos livros, aquando da expedição dos mesmos ao vencedor. 



Livro polémico do historiador Pedro Marques Gomes é lançado hoje

 Este foi o comunicado que a editora Alêtheia fez chegar aos meios de comunicação, ontem: 
"Globalnotícias tenta impedir a saída do livro Os Saneamentos Políticos no Diário de Notícias, numa acção de censura inadmissível no Portugal democrático, ameaçando usar contra a Alêtheia Editores «todos os meios judiciais e extra-judiciais disponíveis», numa tentativa abusiva de impedir o direito à liberdade de expressão em Portugal, conquistada com o 25 de Abril."
Depois da conferência de imprensa decorrida ontem nos escritórios da Alêtheia, hoje o livro sobre o saneamento no Diário de Notícias é, efectivamente, apresentado.
Os Saneamentos Políticos no Diário de Notícias
de Pedro Marques Gomes
N.º Págs.: 322
Data publicação: 7/02/2014


Sinopse
José Saramago pretendia que o DN fosse “um instrumento nas mãos do povo português, para a construção do socialismo” e que quem não estivesse “empenhado neste projecto” seria melhor “abandonar o Diário de Notícias”. Clarificava-se, então, a linha editorial que o jornal passaria a ter.

A nova direcção do diário com maior circulação nacional durante o “Verão Quente” de 1975 – com tiragens diárias superiores a 100 mil exemplares – prometia, num artigo publicado em primeira página logo a seguir à tomada de posse, “servir o Povo Português e a verdade, contra os inimigos do Povo Português e a mentira”, recusando, por isso, subjugar-se a “interesses particulares”.

A partir de hoje «O Principezinho Põe a Gravata» está disponível nas livrarias


O Principezinho Põe a Gravata
de Borja Vilaseca

Editora: Self
Data 1ª Edição: 06/02/2014
Nº de Páginas: 192
Tradução: Renato Carreira

Sinopse
“O mundo inteiro abre alas quando vê passar um homem que sabe para onde vai.” ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY

A consultora SAT não funciona bem: os funcionários estão descontentes, o chefe trata mal os seus subordinados, reinam o mal-estar e a desconfiança... Até que chega Pablo Príncipe, personagem otimista e entusiasta, baseada no Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry. Pablo é o novo gestor de pessoas e valores e revoluciona a empresa e a vida dos empregados com as suas inovadoras conceções sobre o autoconhecimento, o desenvolvimento pessoal e a inteligência emocional, ensinando-os a apreciar a mudança profunda que podem sentir os seres humanos e, por acréscimo, as organizações de que fazem parte, quando tomam consciência do seu verdadeiro potencial, colocando-o ao serviço de uma função necessária, criativa, sustentável e com sentido.

Em tom de fábula, Borja Vilaseca transforma um livro sobre liderança num relato inspirador que pretende divulgar valores de crescimento pessoal através de uma história exemplar. A finalidade deste livro é explicar os acontecimentos que levaram este herói anónimo a fazer o que fez e transmitir aos leitores uma mensagem importante: se estivermos realmente empenhados no nosso próprio desenvolvimento pessoal, é imprescindível que aprendamos a conhecer-nos melhor.


Críticas

"Uma obra lúcida e corajosa. Este livro tem tudo: é belo, agradável de ler, revelador, necessário e transformador. Uma grande prenda. Obrigado, Borja."
- Álex Rovira 


Excerto
Pablo começou a rir-se sozinho. Depois de quinze minutos diante do espelho, decidiu que era sufi ciente. Não que fosse um homem vaidoso. Simplesmente não sabia fazer o nó da gravata. Dobrou-a com delicadeza e guardou-a no bolso. Era vermelha. A única que tinha.
— Hoje, poderá ser um grande dia. — Sorriu, olhando-se fi-xamente nos olhos. Não importava o humor com que se levantava. Repetia o mesmo em cada manhã. Era um dos seus rituais quotidianos. Antes de sair de casa, abriu a janela do seu quarto e passou para a varanda diminuta, onde vivia a sua silenciosa companheira de apartamento.
— Aqui tens o teu pequeno-almoço — sussurrou-lhe.
E, enquanto regava a única rosa que nascera no seu roseiral, acrescentou:
— Estás a fi car tão bonita!
Montado na sua bicicleta, Pablo chegou à sede da consultora de sistemas tecnológicos avançados SAT. Depois de desmontar, alisou o casaco com as mãos, recolocou o cachecol e caminhou com passo fi rme até à entrada do edifício.
— Bom-dia. Como vai a manhã?

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

«Senhor e Servo», de Tolstoi

Editora: Europa-América
Ano de Publicação: 2008
N.º de Páginas: 128

Tolstoi deixou publicada uma vasta obra catalogada em diferentes esteiras literárias, como O Que é a Arte? (ensaio), A Terra Que Um Homem Precisa (conto) e Anna Karenina (romance). Do mesmo modo que o escritor russo produziu obras extensas em qualidade e em quantidade, também escreveu pequenas preciosidades literárias, parcas em texto mas apetrechadas com reflecções sobre a essência da condição humana; são exemplos: Ensaio Sobre o Ciúme (também traduzido para português como A Sonata de Kreutzer) e esta obra agora analisada, Senhor e Servo, datada de 1895.
Tolstoi nesta curta história dá-nos a conhecer dois homens de meia-idade que vivem na aldeia de Kresty, no tempo da servidão na Rússia (que teve término em 1861). Vassili Andréitch Brekunof — o Senhor —, um homem ganancioso, avarento e que burlava súbditos e soberanos, é um dos proprietários de terras mais abastado da aldeia. No ímpeto avassalador de querer comprar uma floresta, sai de casa levando consigo um dos seus fiéis criados, Nikita — o Servo. A viagem até à casa do proprietário da floresta não era longa, todavia a tarde ia longa e o prenúncio de uma tempestade de neve fazia-se notar: «Metade do céu cobria-se lentamente duma nuvem baixa e sombria». Nem o frio, nem o nevoeiro, nem o vento que soprava agreste fez recear a avidez de Andréitch, de chegar o mais rapidamente para fechar negócio, antes de outros candidatos poderem o antecipar. Em todo o caso, o ambicioso homem já planeara como intrujar o vendedor da floresta, aliais «intrujar era a ocupação sua predileta». Assim, não tardou para que ambos se perdessem no caminho, devido ao nevoeiro. Depois de o cavalo e eles andarem às voltas cegas, avistam a casa de um conhecido de ambos, que lhes propõe dar guarida nessa noite. A ferrenha obstinação de Andréitch em busca de ganhos monetários, «a aquisição da floresta de Goriatchkino tinha para ele imensa importância; esperava obter grandes lucros com aquele negócio», faz com ele queira continuar o seu caminho nessa noite tempestuosa. Nikita, não tendo desejo nenhum de partir, mas sendo um ignóbil servo, habituara-se havia muito tempo a não ter iniciativa própria e a fazer a vontade dos outros. O Senhor é aquele que cria as regras e que as ordenam para que elas sejam executadas, sem que os servos possam contestar.
Tal como em A Morte de Ivan Ilitch, Tolstoi pintou como protagonista um homem que vê-se diante da morte iminente e que passa por uma profunda transformação espiritual. Em Master and Man (título original), a história é contada do ponto de vista onipresente, descrevendo o narrador minuciosamente os receios e os terrores que deambulam nas mentes dos dois personagens principais. É um livro pleno de imagens e simbolismos, e na recta final da história Tolstoi surpreende o leitor com uma transformação improvável de carácter de um dos personagens; depois dessa ‘mudança’ «deixou de ver, deixou de ouvir, nada mais sentiu deste mundo».


As três primeiras apostas literárias da Parsifal para 2014


Tempo de Combate
de Baptista-Bastos 
Data de Publicação: 22/01/2014
N.º de Págs.: 212
Sinopse
Quarenta anos após o fim da ditadura, Portugal vive momentos extraordinariamente difíceis e perigosos. Os jovens não têm emprego, os estudantes não têm condições para aprender, os trabalhadores não têm protecção e os idosos estão cada vez mais abandonados. A pobreza instalou-se em todos os sectores da sociedade portuguesa, levando a um êxodo para o estrangeiro como não conhecíamos há meio século. O país está hoje refém de uma estratégia liberal cujos resultados têm sido terríveis para os portugueses. Palavras como «Esperança» ou «Amanhã» desapareceram do vocabulário quotidiano. Com a mesma coragem que demonstrou quando foi despedido por motivos políticos durante a ditadura salazarista, Baptista-Bastos traça nesta obra um retrato amargo mas lúcido de uma época em que a governação é exercida sem rumo e entre escândalos, atropelando leis, derrubando direitos e dilacerando ideais. Tempo de Combate não é apenas um livro necessário para meditarmos sobre esta triste e perigosa realidade; é um livro urgente para agirmos civicamente. Enquanto há tempo.
«Um conjunto de textos não recomendável ao leitor que aprecia as suavidades que disfarçam a dureza de uma realidade imposta sem legitimidade.»
João Céu e Silva, in «QI», suplemento do «Diário de Notícias», 18.Jan.2014, sobre Tempo de Combate

Perfumes Eróticos em Tempo de Vacas Magras
de Manuel da Silva Ramos, com Ilustrações de João Pedro Lam

Data de Publicação: 19/02/2014
N.º de Págs.: 148

​Sinopse
Perfumes Eróticos em Tempo de Vacas Magras é um livro singular. Porque é uma obra para saborearmos à lareira ou para levarmos para a praia (no Inverno, quando o sol é mais clemente, mas também no Verão, época em que chove menos), porque é um livro culto e divertido, didáctico e pós-moderno. Ou, apenas, porque é uma obra de um dos mais originais escritores portugueses – Manuel da Silva Ramos (monsieur, s’il vous plait…).

Neste livro podemos encontrar histórias para serem lidas enquanto se espera pelo autocarro matinal a caminho da fábrica, durante o check-in de uma viagem de jovens finalistas a Varadero, enquanto se aguarda pelo INEM, que vem célere em socorro de um peão recém-atropelado, ou para saborear durante uma pisadela de um tacão afiado na intimidade do jogo amoroso.

De Viana do Castelo ao castelo de Paderne, do arsenal da Marinha à Marinha Grande, da transmontana aldeia da Carrapatosa às longínquas florestas da ilha de Java, Perfumes Eróticos em Tempo de Vacas Magras é uma obra que estimula o prazer (da leitura ou outro) em qualquer parte do globo.

Manuel da Silva Ramos
Nasceu na Covilhã, em 1947. Estudou Direito em Lisboa, mas por causa do fascismo exilou-se em França. Aos 21 anos ganha o Prémio de Novelística Almeida Garrett, com Os Três Seios de Novélia. Publica em parceria com Alface: Os Lusíadas, As Noites Brancas do Papa Negro e Beijinhos. Regressa a Portugal em 1997, e em 1999 publica quatro livros: Portugal, e o Futuro?, O Tanatoperador, Adeusamália e Coisas do Vinho. Em 2000 edita Viagem com Branco no Bolso e nos anos seguintes Jesus, The Last Adventure of Franz Kafka, Café Montalto, Ambulância, O Sol da Meia-Noite, A Ponte Submersa, Três Vidas ao Espelho e Pai, Levanta-te, Vem Fazer-me um Fato de Canela.

A Montanha e o Titanic

De Luísa Franco (Edição de Miguel Real)



Data de Publicação: 19/02/2014
N.º de Págs.: 196



​Sinopse

No dia em que recebe a notícia que autoriza a sua aposentação, Luísa Franco é uma mulher naturalmente feliz. Professora do ensino secundário durante mais de 30 anos, poderia finalmente descansar. Mas esse dia haveria de trazer-lhe também uma novidade devastadora e para a qual não estava preparada: o resultado das análises médicas a que procedera não deixava margem para dúvidas, explicando as dores, as manchas no corpo e a ausência de vigor muscular que vinha sentindo nas últimas semanas – sofria de leucemia mielóide aguda.

Confrontada com esta situação e tendo consciência de que não lhe resta muito tempo de vida, decide enfrentar um último desafio: escrever a história de Álvara Bitancurt e de Manuel Franco, seus avós, vítimas do naufrágio do Titanic.
Com edição de Miguel Real, que fixou definitivamente o texto, e agora apresentada a título póstumo aos leitores, A Montanha e o Titanic é uma obra intensa, emotiva e, nalguns casos violenta, na qual realidade e ficção se vão intercalando, que não deixará nenhum leitor indiferente.

Luísa Franco
Nasceu na vila da Calheta, na ilha da Madeira, em 1953. Depois de terminar os estudos secundários, foi para Coimbra, em cuja universidade se licenciou em Românicas.
Após os estudos, decide recuperar a casa que herdou dos avós, em Madalena do Pico, nos Açores, onde lecionou no ensino básico e secundário durante mais de 30 anos. Nunca se casou, nem se lhe conheceram namorados. Morreu a 15 de Abril de 2012, no dia em que se cumpriam os 100 anos da tragédia do Titanic.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

O Milenar tratado da arte de fazer amor



Kama Sutra - O Livro do Amor
de Vatsyayana
Data 1ª Edição: 05/02/2013
Data de Relançamento: 05/02/2014
Editora: Marcador
Págs.: 168

Sinopse
O nome Kama Sutra tem origem na união dos termos kama, que significa desejo e amor, e sutra, um conjunto de ensinamentos vertidos sob a forma de aforismos. 

A obra original teve como principais destinatários os nobres da Índia que levavam então uma vida de luxo e se dedicavam, com a sua leitura, à aquisição das mais diversas habilidades sexuais.

O Kama Sutra pertence à literatura religiosa indiana, pois, embora os seus ensinamentos conduzam ao prazer carnal, visam, em primeiro lugar, a elevação espiritual do homem. 


É através do Kama Sutra que a Índia nos diz ser essencial o gozo pleno da vida, que nisso não se vê qualquer atentado às coisas sagradas e que daí só decorre a vantagem da libertação das criaturas dos medos e complexos que tanto entristecem e carregam de nuvens as suas vidas sobre a Terra. 
VATSYAYANA foi um sábio e nobre filósofo hindu que terá vivido na Índia entre os séculos IV e VI, no auge da Dinastia Gupta, período durante o qual foram gerados textos marcantes para a literatura sânscrita e para a cultura védica.
A tradição diz ter sido um estudante celibatário que viveu em Pataliputra, um importante centro de aprendizagem. O Kama Sutra é um breve resumo de vários trabalhos anteriores pertencentes a uma tradição conhecida como Kama Shastra.


 

Franz Kafka in «A Metamorfose»

«Podemos estar incapacitados de trabalhar num determinado momento, mas esse é o momento certo para nos lembrarmos do que fizemos antes e para pensar que mais tarde, uma vez removidos os obstáculos, vamos trabalhar de forma ainda mais empenhada e concentrada.» 

Franz Kafka in A Metamorfose


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Obras de Joanne Harris e Agatha Christie entre as novidades deste mês da ASA


Um Gato, um Chapéu e um Pedaço de Cordel
de Joanne Harris 
Data de Publicação: 11/02/2014
Número Páginas: 336
Editora: ASA


Sinopse
"As histórias são como bonecas russas: abrem-se e em cada uma encontra-se uma nova.
As histórias neste livro são um pouco assim. Embora ao princípio não pareçam estar relacionadas, os leitores descobrirão que elas estão ligadas de várias maneiras, umas com as outras e também com os meus romances.
Para mim, as histórias são como mapas de mundos ainda por descobrir. Espero que estas vos levem a avançar um pouco mais por esse território inexplorado."
Joanne Harris

Crianças de vida difícil e coração vibrante, fantasmas domésticos, velhas senhoras em busca de aventura, uma paixão impossível sob os céus de Nova Iorque, a improvável magia de uma sanduíche, as extravagâncias a que a saudade obriga…
O universo romântico, místico e sempre especial de Joanne Harris está de volta em dezasseis histórias que são como bombons: deliciosas, tentadoras e irresistíveis.


Unidos Pelo Crime
de Agatha Christie
Coleção: Obras de Agatha Christie - volume 78
Data Publicação: 04/02/2014
Número Páginas: 304
Editora: ASA

Sinopse
Tommy e Tuppence estão casados há seis anos, continuam apaixonados um pelo outro e têm uma vida tranquila. Mas tanta perfeição provoca em Tuppence um tédio de morte. E até mesmo o pacato Tommy admite ter saudades das aventuras detetivescas do passado. Por isso, quando um velho amigo lhes faz uma proposta invulgar, eles aceitam de imediato. A missão é aparentemente simples. Contudo, a realidade vai superar os mais loucos devaneios do jovem casal. E quando pensam já ter corrido todos os riscos, a maior das surpresas ainda está para vir ... Unidos pelo crime (Partners in Crime) foi originalmente publicado em 1929 na Grã-Bretanha, tendo sido editado no mesmo ano nos Estados Unidos. Foi adaptado para televisão em 1983. 

Manuel Forjaz lança livro biográfico


Nunca Te Distraias da Vida
de Manuel Forjaz

Data Publicação: 25/02/2014
Número Páginas: 172
Editora: Oficina do Livro

Sinopse
Nunca te distraias da vida é um livro biográfico, mas não é uma biografia. É um livro que nos fala do cancro e do que é viver todos os dias com a doença, tentando manter a disciplina, a alegria e uma agenda profissional milimetricamente preenchida, como Manuel Forjaz sempre teve. Sem que pretenda ser um manual de comportamento ou, sequer, um livro de auto-ajuda, trata-se de um testemunho e de uma ferramenta muito útil para todas as pessoas que estão a viver um problema semelhante ou que têm um familiar ou um amigo doente. É sobretudo um livro despretensioso, escrito por um homem que luta pela vida desde há vários anos, sem nunca baixar os braços e com uma enorme fé em Deus e na ciência; um homem que tem procurado todas as soluções possíveis para a situação difícil em que se encontra e que integra no seu plano de tratamentos a medicina tradicional e as medicinas alternativas com o mesmo rigor; um homem que vive com a certeza de que, mais tarde ou mais cedo, o cancro poderá matá-lo, mas não conseguirá nunca impedi-lo de viver a vida enquanto existir vida para viver.

O autor
Nasceu em Moçambique, em Agosto de 1963. Economista pela Universidade Católica Portuguesa, trabalhou na área de marketing da Lever, foi director-geral da Bertrand e CEO da Medipress. Em 1997, tornou-se empresário e foi inovador na oferta de serviços de cliente-mistério em Portugal. Fez parte da Direcção da Associação Nacional de Jovens Empresários e ajudou a dinamizar uma série de iniciativas ligadas ao empreendedorismo empresarial e também, sob a forma de voluntariado, ao empreendedorismo social. Foi fundador do projecto Pais Protectores, do Instituto do Empreendorismo Social, lançou o TedxOPorto e tornou-se um orador de relevo.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

«A Morte de Ivan Ilitch», de Tolstoi

Editora: Europa-América
Ano de Publicação: 2004
N.º de Páginas: 84

Rússia da década de 1880. Ivan Ilitch é um juiz conceituado que chegara ao patamar cimeiro da hierarquia jurídica. A índole deste homem está em concordância com o esperado pela alta sociedade do seu tempo: «inteligente, activo, agradável e correcto». Tivera uma infância feliz, estudara Direito com dedicação, e os seus colegas o denominavam um ser sociável e alegre. Depois que casara e tivera filhos, contudo, o seu ânimo desfalece poucos aos poucos. No plano profissional era um homem ambicioso, todavia competente. Na esfera pessoal com o desenrolar dos anos perdera a proximidade com os seus familiares; mesmo sendo uma figura prezada pela elite social os seus consanguíneos «não só evitavam encontrá-lo como nem se lembravam da sua existência». Ivan Ilitch era um esposo e pai respeitado, um juiz eficiente e um cidadão com um status quo invejável. Visto de fora era um exemplo a seguir e a idolatrar. Mas seria ele uma boa pessoa? Ao longo da sua vida Ivan deixara-se levar de acordo com os padrões de uma sociedade sustentada pelas aparências. Ivan Ilicht teve que ficar doente para perceber que toda a sua vida fora desperdiçada. Será perante a doença que ele percebe que foram poucos os momentos de sua vida que tiveram significado. Será ao mesmo tempo que sente dores no corpo que lhe pesa a dor mais profunda: a que lhe corrói a alma («os sofrimentos físicos de Ivan Ilitch eram terríveis (…) mas os seus sofrimentos morais eram ainda mais», e eram estes que sobretudo o torturavam). A sua enfermidade poderia ser um pretexto para que a sua mulher, Prascovia Fiodorovna, e o seu amigo de infância, Ivanovitch, lhe dessem força e ânimo para que ele se desenvencilhasse da doença. Mas não: a solidão atormenta-o. «A raiva sufocava-o. Esmagava-o um peso imenso.» A solidão que este homem de 45 anos sentia era desesperante; só pensava na «crueldade dos homens».
Esta obra escrita por Tolstoi em 1886, narra os últimos meses de vida do personagem descrito no título do livro. Curiosamente e inteligentemente, logo no primeiro capítulo de A Morte de Ivan Ilitch o escritor russo informa ao leitor sobre os primeiros momentos após a morte do protagonista, para nas páginas seguintes contar o percurso de Ivan Ilitch até esse ‘destino’, que é o de todos nós. Um texto ímpar, condensado em 84 páginas, escrito por um dos maiores nomes da literatura universal, que deixa o leitor a reflectir sobre o que fazemos e levamos desta vida.

Participa mais uma vez (apenas HOJE)

Quem já participou neste passatempo pode voltar a participar mais uma vez, apenas durante o dia de hoje.
Nota: o comentário tem de ser feito a um post diferente do da participação anterior.