domingo, 15 de março de 2026

10 livros a publicar pelo Grupo Porto Editora na próxima semana

No próximo dia 19, o Grupo Porto Editora, através das chancelas Livros do Brasil, Porto Editora, Singular, Ideias de Ler, Assírio & Alvim e Albatroz, vao trazer aos leitores duas mãos cheias de livros. 

Verdade ao Amanhecer, de Ernest Hemingway
Os Buddenbrook, de Thomas Mann

Crónica ficcionada de um derradeiro safári em África, Verdade ao Amanhecer foi o último texto inédito de Ernest Hemingway a ser revelado, em 1999, por altura do centenário do nascimento do autor, com edição do seu filho Patrick, que o acompanhou na viagem. Numa caçada ao leão com a sua mulher, Mary, Ernest acaba por se encantar com uma jovem africana e com toda a comunidade local e vê-se então dividido entre duas mulheres, duas culturas, num conflito que é também o do homem em relação ao mundo natural. Ao mesmo tempo que descreve os anseios humanos com um humor mordaz, Hemingway capta a excitação da caça e a beleza inigualável da paisagem – um trabalho final de tirar o fôlego de um dos escritores mais acarinhados da literatura americana.

Considerado um dos melhores primeiros romances da história da literatura, Os Buddenbrook foi publicado tinha Thomas Mann vinte e seis anos, em 1901, e marcaria indelevelmente as letras alemãs do século xx. Saga familiar que acompanha quatro gerações de uma família burguesa do norte da Alemanha no advento da modernidade, este é o retrato de um mundo em mudança, onde o respeito pelas ligações familiares e pelas tradições começa a ruir, a prosperidade dá lugar à decadência, a estabilidade moral se desfaz em perversão e loucura. Sucedem-se os nascimentos e os funerais, os casamentos e os divórcios, as festas e os investimentos cada vez mais questionáveis nesta história inspirada pelo ambiente em que o próprio Thomas Mann cresceu, aqui narrado com a musicalidade e a envolvência apenas ao alcance de um mestre da escrita.

Soldados de Salamina, de Javier Cercas
Ao ritmo de um slow, de Rainbow Rowell

No final da Guerra Civil Espanhola, um grupo de prisioneiros nacionalistas é executado perto da fronteira com França. Entre eles encontrava-se Rafael Sánchez Mazas, um dos fundadores e ideólogos da Falange, futuro ministro de Franco e poeta, que conseguiu escapar e refugiar-se no bosque. Até que um soldado republicano o descobre, aponta-lhe uma arma e, olhando-o nos olhos, poupa-lhe a vida. Sessenta anos mais tarde, um romancista em crise desenterra este episódio e propõe-se a investigar as circunstâncias daquele gesto de misericórdia. Quem era realmente Rafael Sánchez Mazas? Qual foi a sua verdadeira história de guerra? Quem foi o soldado que o deixou escapar? E porque o fez? Baseado num episódio verídico, Soldados de Salamina explora a complexa relação entre a memória histórica e a ficção literária.

No secundário, Shiloh e Cary eram inseparáveis: cúmplices, confidentes, tinham o tipo de amizade que todos julgavam destinada ao amor. Todos, menos eles. Passaram os verões sentados nos degraus do alpendre da casa de Shiloh, a fazer planos, a prometer que a amizade não mudaria. Mas a vida aconteceu. E a promessa ficou para trás. Catorze anos depois, Shiloh regressa à casa de infância, agora com dois filhos e um casamento desfeito. Quando recebe um convite para o casamento de um velho amigo, uma pergunta persiste: Será que Cary vai estar lá? E, mais ainda: Será que ela quer que esteja?

O Homem do Ano
, de Iliana Xander 

Entregas do céu, de Sanaka Hiiragi 

Natalie nem sequer pensou duas vezes quando viu a sua melhor amiga a sair da festa com um homem – afinal, Cara era assim. No entanto, também nunca imaginou que, no dia seguinte, a encontraria em coma no hospital. O que aconteceu? Desesperada por respostas, mal consegue acreditar na sua sorte quando vê uma fotografia do estranho com quem a amiga saiu. Porém, a sorte acaba quando percebe tratar-se da capa de uma revista que o celebra como o «Homem do Ano». Geoffrey Rosenberg parece intocável – famoso, sedutor, milionário e, segundo ela, potencialmente perigoso. Para o provar, Natalie aceita ocupar uma vaga de empregada doméstica na mansão de Rosenberg. O seu plano é simples: aproximar-se o máximo possível, conseguir provas e vingar-se. Contudo, há algo errado na mansão e, quando descobre que a última empregada de limpeza está desaparecida, Natalie apercebe-se de que nada é como pensava.

Esta é a história de um serviço muito especial, que faz chegar misteriosas encomendas enviadas por alguém que já partiu, mudando para sempre a vida de quem as recebe. A empresa Encomendas do Céu tem como missão fazer chegar os pedidos de pessoas já falecidas a amigos, familiares ou mesmo a quase desconhecidos, a quem querem deixar uma última mensagem. Cada cliente tem a sua razão, o seu segredo ou o seu desejo por cumprir. Essas entregas improváveis trazem com elas a possibilidade de reconciliação, esperança e uma nova compreensão do passado.

Duas Novelas
, de Emmanuel Bove

Cartas de um homem de sucesso ao seu filho, de George H. Lorimer

Pouco se poderá dizer da obra de Emmanuel Bove sem trair a contenção da sua prosa em gordas frases de merecidos elogios. Mas é possível que estas Duas Novelas façam a síntese do seu universo de fracassos, seres medíocres e de um certo desespero quotidiano. Em O Amor de Pierre Neuhart (1929), um homem de meia-idade e uma jovem aspirante a actriz tentam manter uma relação cheia de falsas expectativas, numa Paris triste e contente: ele procura a vitalidade que o seu emprego e rotina perderam, ela deseja a segurança financeira para iniciar a carreira. Em Um Temperamento de Mulher (1999), a filha de um médico e um ex-combatente traumatizado fogem para longe, segurando um romance frágil: ela vê-se na necessidade de pedir dinheiro ao pai, ele carrega a culpa de um crime. Publicadas pela primeira vez em Portugal, estas duas novelas permitem ao leitor português descobrir um autor maior da literatura francesa do século XX.

John Graham, um empresário que cresceu a pulso, escreve uma série de cartas ao filho Pierrepont, através das quais lhe apresenta conselhos claros e diretos sobre ética, trabalho, carácter e responsabilidade. Com humor, franqueza e uma boa dose de exagero, este clássico tornou-se um manual para quem quer entrar no mundo adulto sem perder a noção do que realmente importa: esforço, dedicação, humildade e um bom sentido crítico. O resultado é um guia de instruções sobre a vida e o sucesso... para quem gosta de ler nas entrelinhas.


O Efeito Cortisol, de Marina Wright 
O Poder da Autoestima, de Patrícia Gonçalves 

Com uma abordagem clara e acessível, Marina apresenta um programa de cinco passos que combina regulação do açúcar no sangue, alimentação rica em nutrientes e técnicas eficazes para acalmar o sistema nervoso e reduzir o cortisol. Mais do que conhecimento, este livro oferece um plano de ação real e aplicável. Com estratégias que funcionam a longo prazo, aprenderá a criar rotinas sustentáveis, a ouvir o seu corpo e a impedir que o stress volte a tomar conta da sua vida.

Durante anos, acreditei que o meu valor dependia de agradar aos outros, de ser perfeita, de corresponder a padrões. Só mais tarde percebi que a verdadeira autoestima nasce da aceitação e do respeito por quem somos, mesmo nos dias difíceis. Este livro é um convite a compreenderes as tuas inseguranças e começares a construir uma relação mais saudável contigo mesmo. Através de exemplos práticos, reflexões e exercícios, vais aprender a transformar crenças limitadoras, a lidar com a autocrítica, o perfecionismo e a comparação, e a fortalecer a tua confiança.

sábado, 14 de março de 2026

«Senda Kaizen» e «O direito às coisas belas» são novidades de Março da Bookout

Depois destes lançamentos de Fevereiro, a Bookout publica este mês os livros Senda KaizenO direito às coisas belas.


A filosofia Kaizen está na origem do conceito melhoria contínua que é aplicado à vida pessoal e ao mundo empresarial.
Empreendendo pequenas mudanças diárias é possível converter métodos, hábitos e práticas num processo de melhorias contínuas e sucessivas para uma vida mais feliz e cumprimento de objetivos mais eficaz. 
O autor convida a explorar um método comprovado que está assente numa filosofia poderosa, que teve a sua origem no Japão, para alcançar uma vida mais plena e equilibrada ao traçar o mapa, fazer das prioridades bússola e da procrastinação impulso para ação.

Tomás Navarro é um reconhecido psicólogo, consultor e escritor com diversos livros publicados, entre eles Kintsukuroi (Ed. Matéria Prima, 2018). É especialista em psicologia aplicada, resiliência e desenvolvimento de competências emocionais. 



O direito às coisas belas
é um manifesto filosófico, político e cultural sobre a importância de reivindicar uma vida livre das exigências atuais do capitalismo, do trabalho e da obsessão pela produtividade, propondo uma existência capaz de tirar mais partido do descanso e do prazer pelas coisas belas.
Com uma prosa luminosa e combativa, mas também muito poética, o autor defende um conjunto de direitos, como o direito à preguiça, à jubilação, à cidade ou à literatura; os direitos às coisas belas, não como concessões do sistema, mas como atos radicais de resistência à alienação capitalista.

Juan Evaristo Valls Boix é filósofo, escritor e professor. Doutor em Filosofia Contemporânea e Teoria da Literatura. É professor de Filosofia da Cultura na Universidade Complutense de Madrid. É autor dos ensaios filosóficos Giorgio Agamben e Suely Rolnik, editados em Espanha.

O livro para quem quer saber tudo sobre o Irão, o país que está... por um fio


Ricardo Alexandre, apresentador dos programas 'O Estado do Sítio' e 'Mapa Mundo', e jornalista que fez reportagem de guerra e pós-conflitos em Timor-Leste, Palestina, Balcãs, Afeganistão e Ucrânia, partilha décadas de observação do Irão num livro a publicar quando o país está de novo no centro do mundo.

O Irão volta a ser primeira página de jornais e não pelas melhores razões: operações militares que levaram à morte do líder supremo puseram o país no centro de um cenário de guerra e de ameaça internacional.  
Tudo Sobre o Irão, escrito com a sabedoria e experiência de quem conheceu o país em duas viagens intensas, (em 2005 e 2015), enquanto jornalista, compila análise, reportagem, entrevistas e ensaio. Tudo sobre o Irão é mesmo tudo sobre o Irão: desde a história dos velhos reinos persas à Revolução Islâmica, passando pela atualidade política – já inclui a morte de Khamenei, assim como os ataques e sangrentos protestos de 2026. 
Editado pela Ideias de Ler, na obra, Ricardo Alexandre (autor de livros como Breve História do Afeganistão de A a Z e Irão: o País Nuclear) dá-nos o mais completo quadro desta nação milenar, numa altura em que o Irão está por um fio.

quinta-feira, 12 de março de 2026

«A Casa das Malvas», o novo romance de Valentina Silva Ferreira

Valentina Silva Ferreira
nasceu na Ilha da Madeira, em 1988. 
É licenciada em Direito e mestre em Ciências Jurídico-Criminais, com formação profissional em Maus-tratos infantis. É Técnica Superior de Educação, na Associação UMAR. Entre outros livros, é autora dos romances Vertigens (2022) - finalista do Prémio Oceanos 2023 - Um Lobo no Quarto (2024). A Casa das Malvas«uma história sobre a coragem de desenterrar o passado para finalmente conseguir florescer», é o seu novo romance, editado pela Oficina do Livro (Grupo LeYa).
 
Texto sinóptico
Quando Salete morre, Henrique perde o seu único porto seguro. Órfão de pais desconhecidos e com o coração ferido por uma separação recente, ele regressa à Ilha da Madeira para se despedir da avó e enfrentar o vazio que a sua partida deixou. Mas nas gavetas da casa antiga, entre fotografias a sépia e bilhetes enigmáticos, Henrique encontra o fio de uma história que lhe foi negada.
A sua busca leva-o até à misteriosa Casa das Malvas, um lugar onde o tempo parece ter estagnado e no qual as mulheres da família Lanchas guardam segredos tão profundos como as raízes das flores que dão nome à casa. Aí, vive Matilde, uma coveira que enterra as dores dos outros para não sentir as suas; Maria Manuela, uma curandeira que carrega a culpa nos ombros; e Mariana, uma figura inocente que o destino tentou apagar.

quarta-feira, 11 de março de 2026

«O Primeiro Amor», de Ivan Turguéniev

Data de publicação: 21-01-2026
N.º de páginas: 120

Entre as narrativas breves que atravessaram o século XIX com uma ressonância duradoura, O Primeiro Amor ocupa um lugar de singular finura na análise dos sentimentos humanos. Ivan Turgenev (1818-1883) escreveu este livro dois anos antes do romance Pais e Filhos (1862), considerada a sua obra-prima. Esta novela revela já a maturidade estilística e a clareza ética que fizeram de Turguéniev uma figura central do realismo europeu. 
Amigo íntimo de Gustave Flaubert e contemporâneo — embora menos próximo — dos grandes romancistas russos Tolstói e Dostoévski, o escritor inscreve-se numa tradição literária que alia a subtileza psicológica à observação moral. 
A narrativa estrutura-se como uma memória recuperada. Numa conversa entre três amigos, Vladímir Petróvitch, já homem maduro, decide relatar por escrito a história do seu primeiro amor, vivida quando tinha apenas dezasseis anos. A recordação conduz o leitor ao Verão de 1833, nos arredores de Moscovo, quando o jovem, ainda suspenso entre a ingenuidade da adolescência e a inquietação da maturidade, observa o mundo com uma inexperiente sensibilidade. O ambiente familiar revela desde logo uma certa distância emocional: «O meu pai tratava-me com um afeto distante, e a minha mãe (...) pouca atenção me prestava.» 
É nesse cenário que surge a figura luminosa e perturbadora de Zinaída Alexándrovna, filha da empobrecida Princesa Zassékina. Aristocratas sem fortuna — «Mas de que vale um título quando não se tem o que comer?» — vivem numa espécie de crepúsculo social, onde o prestígio do nome contrasta com a precariedade material. Zinaída, jovem alta, graciosa e dotada de uma personalidade simultaneamente caprichosa e fascinante, transforma-se rapidamente no centro de um pequeno círculo de admiradores; como observa o narrador, «todos os homens que frequentavam a casa das Zassékin eram loucos por ela». 
Para Vladímir Petróvitch, porém, esse fascínio adquire uma intensidade absoluta. A convivência com Zinaída Alexándrovna precipita nele a súbita revelação do sentimento amoroso, momento em que reconhece: «já não era apenas um rapazinho; estava apaixonado.» A jovem, alternando entre a doçura e a ironia, entre a proximidade e o distanciamento, exerce sobre o rapaz uma influência quase tirânica, despertando nele a exaltação do desejo, o tormento do ciúme e a dolorosa consciência da própria vulnerabilidade. 
É precisamente nessa oscilação entre encantamento e desilusão que reside a grande força da novela. Turguéniev capta com rara subtileza o tumulto interior da adolescência. Esta narrativa foi considerada pelo autor a mais autobiográfica de todas as suas obras. Não surpreende, por isso, que O Primeiro Amor tenha inspirado diversas adaptações para cinema e teatro ao longo das décadas. Breve na extensão, mas vasta na profundidade emocional, esta novela permanece como uma das mais subtis representações literárias do primeiro encontro entre a inocência e a paixão — esse instante decisivo em que o coração humano descobre, simultaneamente, a beleza e a ferida do amor. 
A presente edição (tradução a partir do inglês) é o título inaugural da nova colecção da Alma dos Livros dedicada aos Clássicos da Literatura mundial. Os volumes seguintes, a publicar a 11 deste mês e a 8 de Abril, serão igualmente de autores russos. 

Excertos 
«Oh, doces sentimentos, maviosos sons, brandura e descanso da alma enternecida, alegria lânguida das primeiras ternuras do amor, onde estais, onde estais?» 

«Agarra o que puderes, mas não te submetas ao poder de ninguém; o segredo da vida consiste em pertencer apenas a si próprios.»

A história humana contada através de 7 rios mundiais


Ana Pinto Mendes assina a tradução portuguesa de Sete Rios, livro editado pela Temas e Debates que chega às livrarias no próximo dia 19. Vanessa Taylor é historiadora dos rios, da água e do ambiente e traz-nos um livro único no qual conta a história da humanidade ao sabor do fluir das águas destes icónicos rios. Uma história magistral de grandes artérias naturais que atravessam a civilização.


«Esta é a história de todos nós, contada através de sete rios.» Nilo, Danúbio, Níger, Mississípi, Ganges, Yangtzé e Tamisa são os protagonistas e esta é uma história de fronteiras imperiais, ouro aluvial, sequestros, escravatura, anticolonialismo e mitos da criação. É sobre aqueles que viveram e morreram nestes rios e a sua capacidade infinita de invenção: os seus lagos de flores-de-lótus e jardins suspensos, os seus gigantescos sistemas de canais e elaborados rituais de pesca, os seus poderes absolutos e as suas rebeliões astutas.

«Todos os rios têm histórias emocionantes. Escolhi os sete rios deste livro porque são uma ampliação das qualidades comuns a estas grandes artérias naturais que nos atravessam as vidas», explica a autora na introdução do livro. «São “rios mundiais” devido aos papéis que desempenharam na nossa história. Funcionaram como bases de poder para impérios e motivaram guerras na sua qualidade de fronteiras.»

«Um livro original e brilhantemente concebido que irá encantar e entusiasmar. Que magnífica proeza de imaginação e pesquisa contar a história humana através da beleza da água! Estas sete correntes do tempo brilham com erudição.» Nicholas Crane,
ex-presidente da Royal Geographical Society

Oxalá Editora lança livro de poesia do autor madeirense Rúben Castro


Depois de ter escrito em 2023 a biografia juvenil Vicente Jorge Silva, e de ser co-autor do livro A Nossa Europa, Rúben Castro apresenta a obra poética Quando é que posso voltar a casa? (editada anteriormente numa edição de autor). Esta publicação é da Oxalá, editora sediada na Alemanha, que está sobretudo vocacionada para a divulgação da literatura de autores da diáspora.

Texto sinóptico
Este livro interpela-nos com uma pergunta que não tem resposta. Ao longo destas páginas, Rúben Castro obriga-nos a questionar o que é, afinal, o verdadeiro sentido de casa. A partir desse não-lugar, da sensação persistente de ser estrangeiro, constrói uma poética feita de memória, deslocação e procura. A casa deixa de ser um ponto fixo e transforma-se num gesto contínuo de habitar o mundo.


Rúben Castro nasceu em 1990, no Funchal, cresceu entre as ruas de São Pedro e o Bairro da Nazaré. Fica incrédulo sempre que lhe perguntam se viver numa ilha não é claustrofóbico. Continua a achar que poucos compreendem a liberdade de ser ilhéu, às vezes, nem os próprios ilhéus, incluindo ele.
É formado em Estudos de Cultura, na Universidade da Madeira, e em Jornalismo, na Universidade Nova de Lisboa. Vive atualmente na Bélgica.

Mais informações sobre o livro e autor, neste vídeo.

Da mesma editora: O Cheiro da Anoneira (2017) e Já Para Casa (2022), de 
Luz Marina Kratt (Ex-jornalista da RTP Madeira).

O 69.º livro da icónica colecção «Uma Aventura»

Uma Aventura em Busca do Navio Fantasma é o volume mais recente da colecção 'Uma Aventura', de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Trata-se do 69.º título e é ilustrado por Cátia Mariline, que, a partir do ano passado, passou a ser a ilustradora da colecção lançada pela Editorial Caminho em 1982. 'Uma Aventura' tem sido um sucesso transversal a várias gerações.
Nas livrarias a partir de 17 de Março, a história tem como cenário a região entre Porto, Costa Nova, Aveiro e Póvoa de Varzim, e tem como origem lendas ou factos históricos da região. Os cinco amigos partem em busca de um navio fantasma decifrando códigos secretos e mergulhando até ao fundo do mar em busca de tesouros.

Uma Aventura na Madeira
, publicado há dez anos, é outro título que obteve sucesso.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Editorial Caminho lança «50 Anos de Educação Sexual e Contracepção em Portugal»


Dará entrada nas livrarias a 17 de Março 50 Anos de Educação Sexual e Contracepção em Portugal, um livro que retrata o que mudou e o que falta mudar nesta área, em Portugal. 
50 anos após a legalização do Planeamento Familiar são muitos os velhos e novos desafios que cidadãos responsáveis e profissionais de saúde têm de debater e responder no espaço público, no âmbito de uma participada democracia sanitária que informe e influencie decisores políticos. 
Este é um tempo e um mundo novo: até hoje nenhuma política pró-natalista alcançou nem alcançará na Europa os seus objetivos e a tecnologia já permite, num inaudito desafio à Ética, escolher o sexo das crianças e características genéticas em embriões humanos por motivos não médicos — um novo eugenismo, uma nova distopia.
As infeções sexualmente transmissíveis (IST), por vezes recorrentes, continuam a pairar como uma realidade preocupante e com sequelas na fecundidade, afetividade e sexualidade: «com quem e como é que ele(a) apanhou isto?».

O autor da obra, Miguel Oliveira da Silva, pertence ao Conselho Nacional de Ética e Deontologia da Ordem dos Médicos e ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, e trabalha atualmente no Hospital Lusíadas, em Lisboa. Foi médico, obstetra-ginecologista no Hospital de Santa Maria (HSM) e primeiro Professor Catedrático de Ética Médica em Portugal, na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL). É autor de dezenas de artigos e de diversos livros sobre questões de Obstetrícia, Ginecologia, Sexualidade Humana e Ética Médica, como é o caso de Eutanásia em Portugal, Quem Está Contra a Medicina? Sexualidade e Reprodução em Portugal, Eutanásia, Suicídio Ajudado e Barrigas de Aluguer.

Outra novidade da editora: Uma Aventura em Busca do Navio Fantasma

quinta-feira, 5 de março de 2026

«Entardecer em Veneza», o tão esperado novo livro de John Banville


Chegou hoje às livrarias Entardecer em Veneza, o novo romance do irlandês John Banville (n. 1945), vencedor do Booker Prize. O livro 
(Venetian Vespers, título original traduzido para o nosso idioma por Sónia Amaro) é um noir assombroso e atmosférico com uma surpresa em cada teia de aranha, escrito por um dos mestres contemporâneos da língua inglesa. Na sua vasta e premiada obra destacam-se Doutor Copérnico, Kepler e O Mar. De John Banvile, editados pela Minotauro, encontram-se os títulos Marlowe, Neve, Abril em Espanha e A Garagem.

Sinopse
1899. À medida que o novo século se aproxima, o escritor inglês Evelyn Dolman - um simples escrevinhador, como o próprio se define - casa-se com Laura Rensselaer, filha de um magnata americano do petróleo. Evelyn espera que ele e Laura herdem uma fortuna considerável que lhes possibilite uma vida confortável e estável. Mas as suas esperanças são frustradas quando uma misteriosa desavença entre Laura e o pai, pouco antes da morte do patriarca, a deixar sem herança.

Excerto
«Entardecer, uma sala deserta, um pedaço de seda preta sobre uma mesa de mármore, um mar a escurecer lá ao fundo. Era esta a cena, sem pessoas, soturna e silenciosa, com que sonhava há meses, muitas vezes duas ou três noites consecutivas, sempre o mesmo sonho, o mesmo quadro, mais ou menos, mais do que menos. O que significava, o que representava? Eu não sabia nem imaginava, e este enigma perturbava-me quase tanto quanto o próprio sonho. Achei que devia ter alguma coisa que ver com Veneza, já que era em Veneza que eu e a minha esposa
passaríamos os primeiros meses do novo ano — e, por acaso, do novo século. Naturalmente, eu estava bastante apreensivo com aquela cidade misteriosa, para não dizer fantasmagórica, inacreditavelmente situada no meio de um pântano.»


No próximo dia 19, será relançado Marlowe, obra que John Banville, através do seu pseudónimo Benjamin Black, recupera o incomparável detetive particular criado por Raymond Chandler. The Black-Eyed Blonde (título original) inspirou o filme 'Marlowe', de
 2023, protagonizado por Liam Neeson e com actuações de Diane Kruger, Alan Cumming, Jessica Lange, Danny Huston e da portuguesa Daniela Melchior.

Sinopse
As ruas de Bay City, Califórnia, no início dos anos 1950, são terríveis. Marlowe está inquieto e solitário, como sempre, e o negócio está fraco. É então que lhe aparece uma nova cliente: loira, bonita e bem vestida, com roupas caras. Quer que Marlowe encontre o seu ex-amante. Quase imediatamente, Marlowe descobre que o desaparecimento do homem é apenas o primeiro de uma série de eventos perturbadores. Ao investigar, envolve-se com uma das famílias mais ricas e impiedosas de Bay City - e percebe quão longe irão para proteger a sua fortuna.

Excerto
«Era uma daquelas tardes de verão de terça-feira em que nos perguntamos se a Terra terá deixado de girar. O telefone, em cima da minha secretária, tinha o ar de algo que sabe que está a ser vigiado. Os carros passavam a conta-gotas lá em baixo, na rua, sob a janela poeirenta do meu escritório, e alguma boa gente da nossa bela cidade caminhava lentamente pelo pas- seio, a maior parte homens com chapéu e sem destino. Reparei numa mulher na esquina da Cahuenga com a Hollywood, à espera de que o semáforo mudasse. Pernas altas, um casaco justo de ombros enchumaçados e saia travada azul.»


Lançamentos recentes da editora: Graziella e Toda a Beleza do Mundo.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Biografia de Espinosa e novo livro de Oyinkan Braithwaite entre as novidades da Quetzal

Na biografia Espinosa
- O Messias da Liberdade, é sublinhado a importância do tempo e do lugar que moldaram Espinosa, primeiro os sefarditas de Amesterdão e depois a política da República das Províncias Unidas. Embora Espinosa tenha rejeitado a fé da sua família e tenha sido consequentemente expulso da sua comunidade religiosa (a Sinagoga Portuguesa de Amesterdão), Ian Buruma (n. 1951), um dos mais reputados intelectuais holandesesautor de mais de vinte livros, argumenta que o filósofo viveu de facto uma vida judaica - uma vida judaica moderna. Para Heine, Hess, Marx, Freud e muitos outros, Espinosa é um exemplo de como ser judeu sem acreditar no judaísmo. A sua defesa da liberdade universal é tão importante para o nosso tempo como o foi para o dele.

Depois da estreia amplamente aclamada com A Minha Irmã é Uma Serial Killer, a nigeriana Oyinkan Braithwaite confirma a sua plena maturidade literária com um ousado e intenso drama familiar matriarcal, Maldição de Família.
O romance conta a história de uma casa de mulheres sem homens, histórias de coração e cabeça (e estômago!), das paixões de mulheres jovens e das crenças das mulheres velhas, enfim, do que é racional e do inexplicável. 
Considerada uma das mais inovadoras vozes da literatura africana contemporânea, a escritora distingue-se com o sempre inesperado humor negro.

Outras novidades de Março da editoraRobinson Crusoe e A Vida de Lazarillo de Tormes e Suas Fortunas e Adversidades 

Os primeiros títulos de 'A Biblioteca de Alexandria', a nova colecção da Quetzal

A Quetzal Editores lança a sua nova colecção 'A Biblioteca de Alexandria', cuja ideia que preside à seleção de títulos é a de incluir livros que, no futuro – ou seja, na vida de leitores futuros – sejam um resumo da nossa própria memória e dos livros que hoje já são clássicos.

Os títulos inaugurais desta colecção, que chegam às livrarias a 5 de Março, são A Vida de Lazarillo de Tormes e Suas Fortunas e Adversidades, originalmente publicado no ano de 1554, agora traduzido por Margarida Amado Acosta, e Robinson Crusoe, originalmente publicado em 1719, e traduzido por João Pedro Vala.

A Vida de Lazarillo de Tormes e Suas Fortunas e Adversidades conta a história de Lázaro, um menino pobre que, levado pela necessidade, serve vários senhores e aprende a sobreviver numa sociedade dura e hipócrita. É um dos livros mais divertidos, malévolos, facinorosos e violentos de que há memória, onde o mal passa por ser um recurso, o bem uma distração e a desonra uma solução crónica e aceitável. Por mais de quatro séculos, este romance, de autor desconhecido, fascinou leitores, estudiosos e escritores, inspirando obras que vão de Dom Quixote à literatura contemporânea.

Robinson Crusoe, um dos mais influentes e citados livros de ficção de sempre, é um dos maiores clássicos da literatura, estando na origem da invenção do romance europeu. No final do século XIX, nenhum livro na história da literatura teve tantas edições e adaptações. É um dos clássicos dos romances de aventura e sobrevivência, da autoria de Daniel Foe. Conta as viagens e faz a crónica de sobrevivência e enriquecimento de um homem do Yorkshire obcecado desde jovem pela ideia de uma vida no mar. A personagem de Crusoe entrou para o imaginário de muitas gerações e foram os leitores de todas as idades, ao longo dos últimos 300 anos, que lhe concederam um lugar definitivo como um clássico da literatura europeia.

Outras novidades de Março da editora
: Espinosa - O Messias da LiberdadeMaldição de Família

segunda-feira, 2 de março de 2026

Livros a publicar em Março da Dom Quixote

Foi com Beleza Vermelha (2025), vencedor do Prémio Frei Martín Sarmiento, que Arantza Portabales (n. 1973) iniciou a série protagonizada pela dupla de polícias Abad e Barroso, que continua em A Vida Secreta de Úrsula Bas. Este novo caso é uma excecional intriga de ciúmes e vinganças, pela mão da nova senhora do romance policial espanhol. Com tradução de Rui Elias, nas livrarias a 10 de Março. 


Thomas Enger (n. 1973) se tornou autor best-seller da série Henning Juul e coautor, com Jørn Lier Horst, da internacionalmente aclamada série Blix & Ramm, que a Dom Quixote publica. Johana Gustawsson (n. 1978) é uma autora premiada e muito conceituada, conhecida como a Rainha do Noir Francês. Estes são os autores de SON, um policial sombrio e cheio de reviravoltas de uma nova série de cortar a respiração, que tem como protagonistas uma especialista em linguagem corporal e consultora da polícia de Oslo, a psicóloga Kari Voss e da comissária da polícia Ramona Norum.
Assina a tradução João Carlos Alvim. O livro chega às livrarias a 10 de Março.


A Dom Quixote apresentou Davide Enia (n. 1974) aos leitores portugueses em 2021, com Notas Sobre Um Naufrágio, e publica agora Autorretrato - Instruções para Sobreviver à Máfia, livro que é também uma peça de teatro que conta a experiência deste dramaturgo, encenador, actor e romancista desde criança com a máfia em Palermo. 
Davide Enia, que já recebeu os mais importantes prémios de teatro em Itália, conta-se a si próprio neste texto belíssimo, que já foi levado à cena no seu país e no qual ele empresta a voz a três investigadores policiais que, como uma obsessão, uma vocação, um dever, lutaram e derrotaram o braço armado da máfia. 
Nas livrarias a 17 de Março, com tradução de Ana Pereirinha.


J. Teixeira de Aguilar trabalhou na tradução portuguesa de A Península das Casas Vazias, obra narrada em tom de realismo mágico, fruto de quinze anos de trabalho e de uma exaustiva viagem de documentação e memória pela geografia espanhola.  
Ainda hoje, dois anos depois de ter sido publicado, não há em Espanha quem não fale deste romance, já considerado um dos mais importantes sobre a Guerra Civil espanhola, com mais de 300 mil exemplares vendidos, prémios atrás de prémios, assim se tornando num dos maiores acontecimentos literários dos últimos tempos. David Úcles (n. 1990), a nova estrela das letras espanholas é licenciado e mestre em Tradução e Interpretação, escritor, músico e desenhador. 
A Península das Casas Vazias dará entrada nas livrarias a 24 de Março.


Escrito após o suicídio da irmã mais nova de Anne Serre, que tinha um problema de saúde mental, Um Chapéu de Leopardo pode ser lido como a celebração de uma vida tragicamente interrompida ou como uma despedida incrivelmente bela e sensível. Finalista do Man Booker Prize Internacional, este livro de Anne Serre (n. 1960), autora de dezoito livros de ficção, é aclamado como o seu romance mais comovente até ao momento e uma «obra-prima de simplicidade, emoção e elegância».
Traduzido por Rui Elias, nas livrarias a 24 de Março.


Iris Wolff (n. 1977), é uma escritora premiada cuja obra transporta o leitor para o coração da sua antiga terra natal. O destino dos que ficam e daqueles que escolhem emigrar é o tema constante e poderoso que permeia os seus romances. Clareiras (nas livrarias a 24 de Março) é um romance luminoso sobre a forma como duas vidas podem tocar-se e transformar-se para sempre, em que a memória se entrelaça com a História, e cada gesto, cada silêncio e cada paisagem – até cada clareira na floresta – transporta a polifonia de um país e as vidas daqueles que sobreviveram aos regimes e às suas fragilidades com a força dos laços humanos e dos reencontros.
Tradução de Paulo Rêgo.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Segundo o 'The Sunday Times', «Toda a Beleza do Mundo» é o livro de arte mais notável do ano


Além de Graziella, de Alphonse de Lamartine, outra novidade que saiu em Fevereiro pela Minotauro intitula-se Toda a Beleza do Mundo, obra de não-ficção traduzida para o nosso idioma por Sónia Amaro a partir de All the Beauty in the World.
Este livro de estreia de Patrick Bringley, que vive em Brooklyn, trata-se de o retrato de um grande museu e a história comovente de um vigilante em busca de consolo na arte. 

Nota do autor
«Este livro é composto por acontecimentos reais ocorridos durante os dez anos em que trabalhei como vigilante de museu. Num esforço para escrever cenas que demonstrem o alcance da minha experiência, por vezes, juntei incidentes que sucederam em dias diferentes. Os nomes dos funcionários do museu foram alterados.»

Sinopse
Quando o irmão mais velho de Patrick morre, aos vinte e seis anos, tudo o que Patrick quer é afastar-se. E assim faz. Despede-se do emprego e procura refúgio no lugar mais bonito que consegue imaginar: o Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque. 
Toda a Beleza do Mundo conta a experiência de Patrick como vigilante do museu, onde zelou silenciosamente por alguns dos nossos maiores tesouros e desvendou os segredos mais íntimos do Met. 
À medida que cresce a sua ligação à arte e ao que a rodeia, o vigilante emerge do luto, transformado pelo desgosto, pela comunidade e pelo poder da arte de iluminar a vida em toda a sua dor, alegria e esperança.

Outro livro que pode interessar: 
Espanto e Encantamento - Memória de um vigilante de museu, de Pablo d’Ors (Quetzal, 2023)

De Confúcio, um dos clássicos da sabedoria oriental


A Ideias de Ler publicou recentemente Analectos: As palavras do Mestre
um clássico incontornável da sabedoria oriental, uma obra fundamental do pensamento de Confúcio, possivelmente o filósofo mais influente da história mundial. Assina a tradução (não se sabe a partir de que língua) Miguel Marques.

Segundo nota do editor deste título, este é um livro «para ler devagar, sublinhar e revisitar. Não oferece respostas fáceis, mas desafia-nos a fazer melhores perguntas e, acima de tudo, lembra-nos de que o verdadeiro poder (...) começa sempre na forma como escolhemos ser.» 

Sinopse
Analectos: As palavras do Mestre vai guiá-lo numa jornada de aperfeiçoamento pessoal, pela prática da virtude e construção da harmonia social. Confúcio, o filósofo chinês que guiou a cultura e a política do seu país até aos dias de hoje, revela como o carácter, a sinceridade e o compromisso ético são pilares para uma vida plena e justa. As suas ideias demonstram que a verdadeira liderança nasce do exemplo que alia dever e compaixão, e convidam o leitor a refletir sobre o poder transformador da educação e da ética.
O resultado é uma obra com pensamentos milenares que ecoam através de gerações e que, hoje, continuam a fazer-se sentir de forma poderosa.
Uma leitura essencial e intemporal sobre a dignidade, o respeito e a construção de uma sociedade virtuosa e próspera – aquilo que todos almejamos.

«Li os escritos de Confúcio com atenção; recolhi excertos; não identifiquei neles nada além da mais pura moralidade, sem o menor traço de charlatanice.» – Voltaire

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Guias de Viagem Ilhas da Madeira e dos Açores

Porto Editora publica em Março novos Guias de viagens.

A Madeira pode fazer parte de Portugal, mas é um mundo por si só. Trilhos de cortar a respiração, florestas ancestrais, picos montanhosos e vinho mundialmente famoso aguardam os visitantes nesta espetacular ilha do Atlântico. Não quer perder nada? Com o Guia TOP 10 Madeira, irá desfrutar do melhor que a ilha tem para oferecer.


Apelidadas de “Galápagos do Atlântico”, as nove ilhas vulcânicas dos Açores são a orla selvagem da Europa, com um aspeto robusto e uma diversidade natural abundante. Mas qual das ilhas explorar primeiro? Com o Guia TOP 10 Açores, irá desfrutar do melhor que cada ilha tem para oferecer.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Livros de George Steiner e Eduardo Lourenço serão reeditados em Março

A Gradiva publicará a 10 de Março as obras Como Caminhar num Pântano, O Labirinto da Saudade  (reedição)O Fantasma do Rei Leopoldo e Os Livros Que Não Escrevi (reedição).

«A técnica consiste em restaurar cerâmicas, encarando cada quebra e rachadela como única. Reconstroem-se as partes e preenche-se a cicatriz (as cicatrizes) com pó de ouro. Aceitar a impermanência de tudo, embelezar a fenda. Tornar a fissura visível. Fazer do defeito força maior. Restaurar-me. Juntar as minhas peças quebradas, iluminar-me com pó dourado, agora sim – obra de arte. Dizem-me que devo criar um diário, registar o processo. Aprendo o acabamento, a limpar o material no fim. É bom aprender uma coisa nova. É como se algo se reconstruísse, um princípio de esperança, digo-o sem pudor. Como se as coisas fossem possíveis. A formadora está connosco em todas as fases, essa certeza consola-me. Fala com tanta doçura, gentileza. Não parece ter problemas reais, de pessoas reais, levita noutra dimensão. Nunca conheci nenhum guru, nenhum santo, talvez tenha sido esse o meu problema. Teria sido uma boa discípula.»
 - Marta Pais Oliveira


«Chegou o tempo de nos vermos tais como somos, o tempo de uma nacional redescoberta das nossas verdadeiras riquezas, potencialidades, carências, condição indispensável para que algum dia possamos conviver connosco mesmos com um mínimo de naturalidade. Os Portugueses vivem em permanente representação, tão obsessivo é neles o sentimento de fragilidade íntima inconsciente e a correspondente vontade de a compensar com o desejo de fazer boa figura, a título pessoal ou colectivo. A reserva e a modéstia que parecem constituir a nossa segunda natureza escondem na maioria de nós uma vontade de exibição que toca as raias da paranóia, exibição trágica, não aquela desinibida, que é característica de sociedades em que o abismo entre o que se é e o que se deve parecer não atinge o grau patológico que existe entre nós.»
 - Eduardo Lourenço


Finalista do prémio The National Book Critics Circle, O Fantasma do Rei Leopoldo é o relato verdadeiro e assombroso do regime brutal do rei Leopoldo e do seu efeito duradouro numa nação arruinada.
 Pondo em cena personagens mais vívidas e sedutoras do que as de um romance, este livro brilhante inscreve para sempre na consciência humana um episódio brutal da História da colonização moderna.
Adam Hochschild, escritor, jornalista, professor universitário e conferencista americano.


«Não há ninguém a escrever sobre literatura que se possa comparar a Steiner enquanto polígrafo e poliglota, e poucos poderão igualar a verve e a eloquência da sua escrita.»  - The Washington Post

«Os Livros Que Não Escrevi não é um compêndio de pensamentos ilusórios. Cada capítulo é um mapa reflexivo, lúcido e cheio de factos acerca de um lugar cuja exploração, diz Steiner, ele se recusa a realizar. Misteriosamente, esta cartografia é suficiente.» - Alberto Manguel

«Brilhantemente iluminador.» - Alain de Botton, autor de Uma Viagem Terapêutica

George Steiner foi Professor Weinfeld de Literatura Comparada da Universidade de Oxford, Professor Charles Eliot Norton de Poesia da Universidade de Harvard e Extraordinary Fellow na Faculdade Churchill da Universidade de Cambridge. Autor de diversos ensaios de crítica literária e de obras de ficção, publicou recensões e artigos em revistas e jornais como The New Yorker, Times Litterary Supplement e The GuardianÉ autor de O Silêncio dos Livros.