sexta-feira, 31 de julho de 2020

«O Peixe Arco-Íris», de Marcus Pfister

Editora: Kalandraka
Data de publicação: Julho 2020
N.º de páginas: 32
Marcus Pfister é um suíço de 60 anos, licenciado em Design Gráfico, que já ilustrou cerca de 50 livros, traduzidos em dezenas de línguas, contando com 30 milhões de exemplares vendidos. O seu primeiro livro infantil foi publicado em 1986; a sua obra mais recente, foi lançada no início deste ano.
Em 1992, ganhou reconhecimento internacional com O Peixe Arco-Íris, motivando-o a exercer a tempo inteiro a profissão de escritor e ilustrador. Esta obra infantil ­ que chega finalmente a Portugal, num trabalho de tradução assinado por Ermelinda Mutenha e Kai Immig, tornou-se num autêntico sucesso de vendas, dando origem a uma colecção de livros (o último título chegou às livrarias em 2003) e adaptado para uma série animada de televisão, protagonizadas por um peixe muito bonito e também muito orgulhoso.
Arco-íris. É assim que o peixe mais bonito de todo o oceano é apelidado pelos outros espécimes, que ficam encantados com a sua beleza exterior: as suas escamas são cintilantes, multi-coloridas e iridescentes - que, de facto, podemos comprovar com a visão e o tacto; brilham como caleidoscópios à medida que viramos cada página do álbum.
Os peixes diziam para ele brincar com eles e se ele podia oferecer-lhes uma das suas reluzentes escamas, já que ele tinha tantas, «mas o peixe Arco-Íris passava por eles, silencioso e vaidoso». Um dia, cansados de serem afugentados e repudiados pela aparente rudeza do confiado peixe, todos lhe viram as costas, deixando-o com a sua infindável formosura e solitude.
Torna-se assim o peixe mais solitário de todo o oceano. «De que adiantavam agora as suas maravilhosas escamas brilhantes se ninguém as admirava?»
Será que um dia, ele encontrará amigos de verdade? Que o aceitem como ele é? Ou terá ele que mudar primeiro algumas atitudes para então atrair a amizade dos outros peixes?
O Peixe Arco-Íris é uma fascinante e didáctica história, adornada com belíssimas ilustrações a lápis e aguarelas, com colagens com papel holográfico (cujo efeito é o ponto mais atraente deste álbum), que adverte-nos sobre o egoísmo e a vaidade em níveis desmesurados, e a importância de aprendermos a ser bondosos, compartilhando com os outros o que temos e que não nos faz falta. Às vezes, o simples acto de partilha (seja de um objecto, uma palavra, um olhar, um sorriso, um silêncio, etc.), pode trazer-nos felicidade, libertação e uma maior aceitação por parte dos outros.
Sobre este que é considerado um clássico da literatura infantil, Marcus Pfister diz: «Queria mostrar às crianças o aspecto positivo da partilha: compartilhar não significa apenas doar algo (o que é bastante difícil para uma criança), mas, acima de tudo, fazer a outra pessoa feliz – ficando ela mesma feliz fazendo isso.»
Salientar que O Peixe Arco-Íris (tal como aconteceu com Onde Vivem os Monstros, de Maurice Sendak) foi um dos livros infantis que Michelle e Barack Obama escolheram para ler às crianças em 2016, no tradicional evento White Egg Egg da Casa Branca (ver aqui e aqui).

Está a chegar «O Fim do Armário», do escritor e activista LGBT Bruno Bimbi

Bruno Bimbi (n. 1978) é um jornalista, escritor e activista LGBT argentino. Começou o seu trabalho como jornalista na revista Veintitrés, escreveu artigos para jornais como o Crítica de la Argentina, O Globo, Folha de São Paulo, The New York Times em espanhol, e para diversas revistas e publicações online. Foi correspondente no Brasil para Todo Noticias, principal canal de notícias da Argentina, onde ainda trabalha como colunista. É autor dos livros Casamento Igualitário e O Fim do Armário, que a 8 de Agosto chega a Portugal pela Sextante Editora, depois do grande sucesso das edições argentina, brasileira, peruana, espanhola e mexicana.

Recorrendo a uma linguagem clara e direta, o autor assina neste livro-manifesto uma série de textos analíticos, crónicas e estudos de caso de vários pontos do mundo. Abordando a questão de uma perspetiva simultaneamente individual e coletiva, política e cultural, esta obra procura desconstruir os preconceitos em redor da comunidade LGBT, revelando exemplos da perseguição e da marginalização que esta tem sofrido ao longo dos tempos. Hoje, em alguns países, é certo que há muitas conquistas a assinalar.

«Com erudição e profundidade reflexiva, Bimbi debruça-se sobre a intimidade da relação sexual entre dois homens e duas mulheres — e a curiosidade que ela gera nos heteros — a construção cultural do ódio homofóbico e o papel das igrejas cristãs fundamentalistas nesta construção. Uma prosa brilhante e necessária.» Jean Wyllys (ex-deputado federal brasileiro)

Agora em livro, o discurso que José Tolentino Mendonça proferiu no Dia de Portugal

A 10 de Junho, nas cerimónias do Dia de Portugal, o poeta, professor e Cardeal José Tolentino Mendonça discursou perante um país que estava a dar os primeiros passos de desconfinamento pós-COVID19. Um discurso com a linguagem e a serenidade de um teólogo aberto ao mundo, que suscitou a curiosidade dos leitores e fica registado no livro O Que é Amar um País, que a Quetzal publica a 14 de Agosto.

José Tolentino Mendonça interroga os sinais da vida quotidiana, mas também os clássicos da literatura, da teologia, da filosofia e da poesia mostrando a importância da beleza e da contemplação em tempos de extrema dor, solidão e imprevisibilidade, quando é tão importante relançar a esperança.
Um livro de grande urgência – que diz respeito a todos.

«E bem precisávamos de um homem do humanismo e, portanto, da cultura, de um pensador, de um escritor, de um poeta para nos falar da importância dos outros e da sua redescoberta, a começar nas famílias, nas vizinhanças, nas amizades, da atenção aos mais pobres, vulneráveis e dependentes, do pacto entre gerações, tentando ultrapassar o abismo já cavado entre os mais e os menos jovens.»
Marcelo Rebelo de Sousa

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Suma de Letras anuncia a publicação do 2.º volume da série 'Faye', de Camilla Läckberg

Já encontra-se em pré-venda Asas de Prata, a tão aguardada continuação da série 'Faye', da escritora sueca Camilla Läckberg, iniciada com Uma Gaiola de Ouro (2019). Na última semana de Agosto, a Suma de Letras publica mais um episódio da história de Faye: traição, redenção e solidariedade feminina num novo drama sobre a vingança.

Sinopse
Graças a um plano refinado e cruel, Faye deixou para atrás a traição e as humilhações sofridas pelo agora ex-marido Jack e parece ter assumido as rédeas da sua existência: é uma mulher independente, reconstruiu a sua vida num outro país e longe do seu passado, Jack está na prisão e a empresa que Faye fundou, Revenge (Vingança), está crescendo com sucesso.
Mas novos desafios correm o risco de quebrar a serenidade conquistada com muito esforço. De facto, o lançamento da marca Revenge nos Estados Unidos de América desperta uma séria ameaça e Faye é forçada a retornar a Estocolmo.

domingo, 26 de julho de 2020

«O Quarto de Giovanni», de James Baldwin

Editora: Alfaguara
Data de publicação: 30-06-2020
N.º de páginas: 192
«A noite cai e eu estou à janela desta bela casa no sul de França, a noite que me conduz à mais terrível manhã da minha vida.» Este é o incipit do segundo romance, datado de 1956, de James Baldwin (1924-1987), uma obra com traços autobiográficos. O Quarto de Giovanni é considerado um clássico moderno da literatura gay e um dos livros mais emblemáticos deste escritor e activista negro norte-americano, cuja obra era totalmente desconhecida no nosso país até 2018, ano em que a Alfaguara publicou Se Esta Rua Falasse, o seu primeiro livro em língua portuguesa (e no passado Se o Disseres na Montanha).
David é o narrador desta história, ambientada na fervilhante e boémia Paris dos anos 1950. Este americano de quase 30 anos, não mudou-se para a França para encontrar melhores oportunidades financeiras. Ele deixou o seu pai e o seu país, e rumou a um destino onde calculou que seria mais fácil encontrar um sentido para a sua vida. Chegado a uma cidade totalmente diferente da que o viu nascer e tornar-se homem, David depara-se com um microcosmo onde a bebida, o sexo e o dinheiro são elos indissociáveis.
Enquanto vai descobrindo novas facetas da sua identidade, a cada dia que passa, David conhece Hella, e com ela inicia um relacionamento. Tempos depois, enquanto a namorada embarca para outro país durante alguns meses, o narrador, que por vontade própria nunca arranjou emprego - pois sustentava-se à custa do dinheiro que o pai mandava - conhece Giovanni, um charmoso barman italiano, por quem se apaixona de forma inesperada. Sem mais dinheiro para continuar a pagar o minúsculo quarto onde tem vindo a morar, o seu amante convida-o a morar com ele.
No quarto de Giovanni ambos entregam-se desgarradamente aos seus desejos. David consegue finalmente olhar para si e… ver-se, mas fica na defensiva e luta para não aceitar a sua identidade: «Nada é mais insuportável, assim que se obtém, do que a liberdade.» Existe nele um auto-preconceito, uma homofobia interna, que lhe é difícil demolir. Através dos seus diálogos, dá-nos a parecer que ele é até racista (o rapaz com quem teve a sua primeira relação homossexual era negro, e essa sua cor de pele é por David associada como sendo a de um lugar obscuro onde se perderia facilmente – Joey é o único personagem negro nesta história). David reconhece que para o italiano, ele não é apenas uma aventura, um affair, mesmo sabendo que ele é comprometido. Quando Hella regressa a Paris, ele é forçado a tomar uma decisão. Seja qual for a escolha do narrador, sabe o leitor, desde as primeiras páginas, que esta história irá acabar em desgraça.
A vergonha, a lascívia e a negação do amor numa sociedade repleta de preconceitos são os assuntos centrais de O Quarto de Giovanni, um romance extremamente triste e emocionante, que é narrado entre o presente (noite anterior à tragédia) e o passado. James Baldwin, um escritor avant-garde, abordou sem tabus questões delicadas e prementes até nos dias correntes, mais de sessenta anos volvidos da publicação do livro, que foi aconselhado ser destruído pelo seu editor na época, para não causar celeuma e manchar a sua ascensão enquanto escritor.
Inspirado na juventude do autor, O Quarto de Giovanni foi considerado pela BBC «um dos 100 romances que moldaram o nosso mundo».

terça-feira, 21 de julho de 2020

Em Agosto e Setembro as livrarias recebem livros de dois monges inspiradores


Shoukei Matsumoto é monge budista no templo Komyo-ji, em Tóquio. É autor de vários bestsellers e considerado uma das figuras mais carismáticas do pensamento budista contemporâneo. Deste autor, a Pergaminho vai publicar no início do próximo mês Manual de um Monge Budista para Limpar a Casa e a Mente, um pequeno guia que demonstra como trazer a tranquilidade e a serenidade de um templo budista para a casa do leitor. "Basta limpar o pó do seu coração."

Em Setembro, pela Albatroz, chega a Portugal Pensa Como um Monge, do palestrante internacional Jay Shetty. Neste livro profundamente inspirador, este monge alia a sabedoria milenar à sua experiência no ashram, apresentando conselhos e exercícios que todos podem usar para ter uma vida menos ansiosa e com mais significado. Para Ellen DeGeneres, «A experiência e a sabedoria de Jay são valiosas para qualquer pessoa que queira tirar mais partido da vida e alcançar todo o seu potencial». Deepak Chopra elogia-o também: «Este livro liberta-o da hipnose do condicionamento social e ajuda-o a ser o arquiteto da sua vida.»

Novo livro de Stephenie Meyer é lançado em Agosto

Sol da Meia-Noite, o novo livro do universo 'Crepúsculo' (que encantou milhões de leitores) aguardado pelos fãs há mais de uma década, chega às livrarias a 5 de Agosto.

Este livro de Stephenie Meyer é um romance épico sobre a beleza prodigiosa e as consequências devastadoras de um amor proibido e imortal.

Novidade Edições Sílabo: «Economia COVID-19»


Economia COVID-19, de José Eduardo Carvalho

Sinopse
Vivemos no planeta vulcão. A Terra, no seu processo normal de evolução, provoca muitas catástrofes a que chamamos naturais. No entanto a história humana mostra que não é só com este tipo de catástrofes que a espécie humana se confronta. Periodicamente, consequências de outro tipo de catástrofes, estas com a marca humana, abatem-se sobre nós.
As pandemias, como a que vivemos agora, não são apenas parte da nossa cultura, muitas vezes têm origem nesta. A globalização transformou a relação entre os humanos e os vírus, onde o local é global e o global é local.
Não existem ainda dados seguros que permitam apurar a dimensão das consequências económicas, sociais e políticas da COVID-19. O futuro é incerto. Estamos a ser confrontados com uma crise, um túnel que teremos que percorrer, mas onde será conveniente não confundir fogos-fátuos com a luz ao fundo do túnel.
Na escuridão, a imaginação dos economistas, não deixou de ser estimulada e várias instituições foram projetando cenários pós COVID-19 com base em hipóteses do comportamento da epidemia e do comportamento humano traduzindo-os em parâmetros económicos. Este livro, sob múltiplos aspetos, debruça-se e reflete sobre as diferentes perspetivas e consequências económicas e sociais da pandemia da COVID-19, uma catástrofe com rosto humano.

Excerto
«Vivemos no planeta vulcão. O planeta Terra, no seu processo normal de evolução, está em constante atividade tectónica e mutação climática, provocando sismos, erupções vulcânicas, maremotos e outras ações imprevisíveis da natureza. Só depois de se aperceber o quanto estava desprotegido em relação às «fúrias» naturais, o ser humano, com o apoio dos avanços tecnológicos, começou a desenvolver ferramentas e técnicas com o intuito de se proteger dos fenómenos quando esses estivessem para acontecer: medidores sísmicos, barómetros, anemómetros e demais tecnologias. Porém, a história humana mostra que nem só com catástrofes naturais convivem os homens e as mulheres, mas também com outros problemas provocados por eles próprios. Como se não bastassem as ações naturais do planeta, o ser humano inventou outros meios para se destruir a si mesmo. Sem falar dos impactos ambientais – assunto caro aos ecologistas – o Mundo, volta e meia, vive as consequências de catástrofes, umas vezes financeiras, outras por guerras e terrorismo ou de ordem da saúde pública, como a recente COVID-19/SARS-CoV-2.»

segunda-feira, 20 de julho de 2020

O sexo e a música e as suas ligações, para conhecer em um novo livro

«Ainda não existe nenhuma cadeira de musicossexologia ou de sexomusicologia na universidade. Por todo o lado se sabe falar de sexualidade, de erotismo, de sexo, e por todo o lado se ensina música, a sua história e as suas técnicas, mas estranhamente é inexistente o conhecimento que combinaria as duas. No entanto, quando se vê no cinema uma cena erótica, escuta-se um certo tipo de música e não outro. Se se recorda um lugar de sedução e de encontros amorosos, ouve-se mentalmente o baile, a orquestra ou a aparelhagem sonora. As canções falam de amor, de desejo. As estátuas gregas apresentam flautas ou liras na nudez branca do mármore, e quando se lê biografias de músicos de rock (e não só), quase nem é surpresa descobrir nelas apetites sexuais insaciáveis!» Étienne Liebig, músico e musicoterapeuta.

Dividido em três partes, O Sexo da Música começa com uma análise aos elos fisiológicos entre o prazer sexual e o prazer de ouvir música; percorre a história da música desde os primórdios da humanidade, abordando de um ponto de vista antropológico e histórico aquilo que, em todas as épocas e em todo o mundo, fez com que a música e o sexo se cruzassem; e termina com um esboço de um estudo sobre todas as formas de representação artística que colocaram o sexo e a música numa correlação evidente.

Traduzido pelo maestro Miguel Graça Moura, O Sexo da Música (Ed. Temas e Debates) é uma obra original e única, que procura explicar – de uma forma científica, histórica, psicológica e antropológica – uma relação que é extremamente pessoal mas também universal.

Porto Editora publica "kit de sobrevivência" para quem quer falar com menos erros

Fala sem erros é o título do novo livro da consultora de linguística e de comunicação Sandra Duarte Tavares. Nele, a especialista elucida o leitor sobre uma centena de dúvidas mais frequentes da língua portuguesa.

Fala com um verdadeiro craque: sem erros e com confiança.
Não faças faltas e o sucesso será teu!

A autora tem mais de 10 livros publicados, entre eles Comunicar Com Sucesso.

sábado, 18 de julho de 2020

Chega a Portugal «Contágio», de um dos nomes mais importantes da actualidade na área da literatura científica

O americano David Quammen (n. 1948) foi desde sempre um apaixonado pela Ciência e pela Natureza. É um conceituado autor de divulgação científica, contando com 15 livros publicados sobre vírus, epidemias, a relação do Homem com a Natureza e a Teoria da Evolução das Espécies de Darwin. Contágio - Uma história dos vírus que estão a mudar o Mundo é o seu primeiro livro a ser traduzido para português e chega na próxima semana às livrarias. Nesta obra, David Quammen conta-nos a história dos principais vírus zoonóticos que ameaçam os humanos e deixa um aviso: temos de nos preparar para o pior.
Este livro com o selo da Objectiva é uma narrativa apaixonante, repleta de imprevistos, hipóteses e interrogações.

Num momento em que a Humanidade perde o chão com o tremendo impacto global da pandemia de um novo coranavírus, o SARS-CoV-2, é urgente ler o livro que previu este desastre viral e que nos diz como impedir que o mesmo volte a acontecer.

Em Agosto chegam novas obras de Danielle Steel, James Rollins, John Grisham e Jeffrey Archer

No início da segunda semana do próximo mês, pela Bertrand Editora saem novos romances de autores bem conhecidos dos portugueses: os americanos Danielle Steel, James Rollins e John Grisham e o inglês Jeffrey Archer. Todos estes escritores bem sucedidos têm uma obra vasta traduzida para português.
Pégaso
No auge da Segunda Guerra Mundial, na Europa, Nicolas e Alex são dois homens viúvos que criam os filhos sozinhos. Levam uma vida pacata e feliz, até que um segredo há muito enterrado sobre os antepassados de Nicolas ameaça a segurança da sua família...
Para sobreviver, têm de fugir para a América. Os únicos bens que Nicolas e os filhos podem levar são oito cavalos de raça pura, dois deles deslumbrantes Lipizanos oferecidos por Alex. Essas criaturas magníficas permitem o acesso a uma nova vida, garantindo a Nicolas um emprego no famoso circo Ringling Brothers. Ele e o seu famoso cavalo branco, Pégaso, tornam-se a peça central do espetáculo e não tarda a que uma jovem e graciosa trapezista lhe roube o coração.
Com o passar dos anos de guerra, Nicolas esforça-se por se adaptar à sua nova vida, ao passo que Alex e a filha enfrentam um perigo crescente na Europa. Enquanto a tragédia se alastra, o que acontecerá a cada família quando a sua felicidade estiver nas mãos do destino?


A Última Odisseia
No solo gelado da Gronelândia, um grupo de modernos cientistas depara-se com uma descoberta chocante: um navio árabe enterrado 800 metros abaixo do gelo. O porão do navio contém uma coleção de artefactos ainda mais antigos, instrumentos de guerra que remontam à Idade do Bronze. Dentro da cabina do capitão há um mapa de ouro e um intrincado astrolábio de prata.
Uma vez ativado, um pequeno barco em movimento traça o caminho do famoso navio de Odisseu a afastar-se de Troia. Mas a rota desvia-se quando o mapa se fratura para revelar um rio de chamas sob o mar Mediterrâneo que conduz a um reino há muito perdido. O mapa indica que este mundo subterrâneo se chama Tártaro, um mundo que seria o equivalente ao «Inferno» cristão.
Quando se espalha a notícia do Tártaro e do esconderijo de terríveis armas que se diz estarem lá, as tensões explodem nessa região volátil onde turcos combatem curdos, terroristas fazem guerra e civis sofrem horrores incontáveis. Os horrores encontrados nas histórias de Homero são demasiado reais e podem reinar de novo sobre o mundo, pondo em risco o futuro da humanidade.


O Escândalo
Theo Boone, o jovem aspirante a advogado, está de volta, ainda prestando consultoria jurídica a amigos e estranhos, quando um caso novo e emocionante aparece.
Apesar de ter apenas treze anos, Theo Boone já conhece todos os juízes, polícias e funcionários judiciais de Strattenburg, a pequena cidade onde vive e onde já ajudou a julgar um criminoso fugitivo.
Mas ninguém, nem mesmo um futuro advogado famoso como Theo, consegue escapar às avaliações escolares quando se trata de exames finais. Quando os resultados são conhecidos, uma das piores escolas de Strattenburg apresenta, surpreendentemente, os melhores resultados. Uma denúncia anónima sugere que por trás desses resultados há uma fraude, e Theo vê-se assim confrontado com um novo desafio.
Desta vez, a tarefa revela-se muito mais arriscada: além da sua reputação como investigador, está em jogo o seu futuro…
Um herói não precisa de superpoderes.


A Filha Pródiga
O futuro dela é marcado pela ambição.
Com uma vontade de ferro, Florentyna, filha de um imigrante polaco, é verdadeiramente parecida com o seu pai, Abel Rosnovski. A ele foi buscar uma enorme paixão pela América, os ideais e o sonho de um futuro melhor. Mas quer mais: quer ser a primeira mulher presidente.
O futuro dele é marcado pela fortuna.
Nascido em berço de ouro, Richard sempre viveu rodeado de bem-estar e luxo. Descendente de William Kane, um banqueiro sagaz, Richard é atraente, bem-sucedido e, acompanhado pela mulher que ama, está determinado a traçar o seu próprio caminho no mundo.
O passado de ambos tem um segredo…
Com o objetivo de Florentyna prestes a concretizar-se, ambos acabam por descobrir o elevado preço a pagar pelo poder que herdaram de uma luta titânica recheada de equívocos e traições - um longo conflito familiar entre duas gerações ameaça destruir aquilo por que Florentyna e Richard tanto lutaram.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Novidades literárias com o selo da Sistema Solar

Com tradução de Aníbal Fernandes, este mês a Sistema Solar publica os livros Entre a Espada e a Parede, de Tristan Bernard, e O Colóquio dos Cães, de Miguel de Cervantes.

domingo, 12 de julho de 2020

Dois novos livros abordam a verdade sobre as mentiras

O Pequeno Caderno das Grandes Verdades marca a estreia da britânica Clare Pooley na escrita. Este romance que chega a Portugal pela Editorial Planeta é «um livro divertido, inspirador e comovente, que nos mostra que sermos honestos acerca da nossa vida não é assim tão assustador, pelo contrário, assemelha-se muito à verdadeira felicidade.» Toda a gente mente sobre as suas vidas… é a premissa do livro.

Na ficção, um livro também sobre mentiras, irá aterrar nas livrarias em Agosto. Em Toda a Gente Mente (Actual editora), Seth Stephens-Davidowitz, um cientista, economista e autor de dados americano, revela o que a internet nos diz sobre quem realmente somos.
Seis desconhecidos que têm em comum algo de universal: as suas vidas nem sempre são o que eles fazem parecer. O que aconteceria se em vez disso dissessem a verdade?
Julian Jessop está cansado de esconder a profunda solidão que sente. Este septuagenário acredita que a maioria das pessoas não é verdadeira acerca da sua vida. E se fossem? Decide então iniciar O Projeto da Autenticidade: um pequeno caderno verde, onde escreve a verdade sobre a sua própria vida, e que deixa pousado em cima de uma mesa do simpático café do seu bairro...
Mónica, a proprietária do café, encontra-o e resolve acrescentar a sua história e deixar o caderno num bar de vinhos do outro lado da rua. Aos poucos quem encontra o caderno verde vai acrescentando as suas verdades mais profundas. Um gesto que vai alterar para sempre, as suas vidas.
O excêntrico Julian, Monica, Hazard, o alcoólico que promete ficar sóbrio, Riley, Alice, a mãe influencer, que tem uma vida um pouco menos fabulosa do que aparece online, e Lizzie. Seis desconhecidos que se unem através do pequeno caderno verde; seis vidas que descobrem o poder da amizade e do amor.


Muito do que pensávamos sobre as pessoas estava completamente errado. A razão? Toda a Gente Mente. Seja aos amigos, parceiros, médicos, inquéritos — ou para si. Mas, na verdade, já não precisamos apenas de confiar nos que os outros nos dizem. Os Grandes Dados, os Novos Dados que a Internet nos oferece, chegaram para revelar a verdade.
Nesta mina de ouro digital podemos descobrir o que as pessoas realmente pensam, querem e fazem.
Toda a Gente Mente dá outra perspetiva sobre o mundo. Com uma nuance: não há limites para as respostas que podemos encontrar, basta fazer as perguntas certas.

Outro livro que pode interessar: A Verdade sobre a Mentira, de María Jesús Álava Reyes.

sábado, 11 de julho de 2020

Novos livros dos gurus Deepak Chopra e Don Miguel Ruiz entre as novidades da Lua de Papel

Ryan Holiday é um autor americano de 33 anos, considerado o grande divulgador contemporâneo da filosofia clássica (com destaque para o Estoicismo). Mark Manson, autor do sucesso de vendas global A Arte Subtil de Dizer que se F*da, diz que A Quietude é a Resposta «dá nova vida à sabedoria clássica e apela a uma vida tranquila num mundo barulhento e agitado.»
Mesmo durante a Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill continuou a refugiar-se na sua casa de campo para pintar; John Kennedy, durante a crise dos mísseis em Cuba, isolava-se nos jardins da Casa Branca; a adolescente Anne Frank encontrou no seu diário a paz possível durante os seus últimos dois anos de vida. Essa procura do silêncio, da quietude, é uma necessidade tão antiga quanto o ser humano.
Qualquer pessoa confrontada com a pressão do quotidiano, seja artista, empresário ou atleta, se quiser perceber a realidade, tem de criar um espaço e um tempo próprios para se afastar da agitação. Ryan Holiday, um controverso guru do marketing, encontrou o seu refúgio na leitura dos filósofos da antiguidade clássica, sobretudo dos estoicos. Com o tempo, e ao longo da última década, tornou-se no seu maior divulgador, e o responsável por ter criado a moda do estoicismo em Silicon Valley.
Em A Quietude é a Resposta, o autor socorre-se dos estoicos (Marco Aurélio, Séneca), mas também da sabedoria oriental (Buda, Confúcio, Lao Tsu) para nos mostrar como conseguir que corpo, mente e alma estejam serenos e imunes às distrações contemporâneas. Através de histórias de figuras como Leonardo da Vinci, o autor guia-nos pelos obstáculos que o nosso próprio ego nos semeia pelo caminho. E oferece-nos o antídoto para sobrevivermos num mundo que se recusa a parar.
Em Aceitação Radical, a mestre budista americana Tara Brach (n. 1953), doutorada em Psicologia Clínica, partilha o que de mais importante aprendeu na sua caminhada. A partir de uma síntese de psicologia ocidental e sabedoria oriental, apresenta um método cujo objetivo é ajudar o leitor a aceitar-se exatamente como é.
Sentimo-nos muitas vezes aquém do que esperam de nós. Vivemos na companhia de um juiz interior implacável, picuinhas, que não nos perdoa nada: não somos bons, inteligentes, elegantes ou ricos o suficiente. Procuramos compensar essa falta numa procura incessante de mais coisas, mais dinheiro, mais qualificações, mais horas de ginásio. É um círculo vicioso, a que Tara Brach chama o transe do desmerecimento. Ou seja, vivemos na ilusão de que fazemos (quase) tudo mal.
Tara Brach sabe-o por experiência própria. Durante a universidade, o seu sentimento de desadequação era de tal modo profundo que a levou a refugiar-se num ashram (comunidade espiritual), onde passou uma década a praticar e ensinar ioga. Só anos mais tarde, depois de concluído um doutoramento em Psicologia Clínica e um curso budista, é que se sentiu em paz consigo própria.

O que acontece depois de morrermos? Esta é a premissa de A Vida Depois da Morte, um novo livro do médico indiano Deepak Chopra, actualmente com 73 anos.
Deepak Chopra baseia-se nas últimas descobertas científicas e nas grandes tradições de sabedoria para apresentar um mapa da outra vida. É uma viagem fascinante através de muitos níveis de consciência. Mas muito mais importante é a sua mensagem urgente: quem encontramos na outra vida e o que nela experienciamos reflete as nossas convicções, expectativas e nível de perceção atuais. Podemos moldar no presente o que nos acontece depois de morrermos.
Ao trazer a vida depois da morte para o momento presente, este livro abre-nos uma nova e imensa área de criatividade. Afinal, não há separação entre a vida e a morte - há apenas um projeto criativo contínuo. Chopra convida-nos a sermos co-criadores no domínio subtil e, ao compreendermos a realidade única, libertarmo-nos dos nossos medos irracionais e entrarmos no domínio sagrado do maravilhamento e do poder pessoal.
De Don Miguel Ruiz (n. 1952), um renomado professor espiritual mexicano e autor de best-sellers internacionais, chega a Portugal o livro que para Oprah Winfrey «mudou radicalmente o modo como penso e ajo em cada encontro com a vida.» A Voz do Conhecimento foi originalmente publicado em 2014.
Don Miguel Ruiz era um adolescente cheio de si quando um dia foi visitar o avô. Para o impressionar, começou a expôr-lhe todas as teorias que tinha aprendido na escola. O xamã ouviu pacientemente o neto, e no fim disse-lhe: "Sabes, a maior parte das pessoas no mundo inteiro acredita que existe um grande conflito no universo, entre o bem e o mal". Porém, advertiu-o, esse conflito só acontece na cabeça de cada um de nós, e não é sequer entre o bem e o mal. "É entre a verdade e o que não é verdade. O bem e o mal são só o resultado desse conflito."
O rapaz só perceberia as palavras do avô anos mais tarde. Era então um cirurgião respeitado quando, num violentíssimo acidente de viação quase fatal, viveu uma experiência de quase morte, que o fez questionar toda a sua visão da realidade.
Em A Voz do Conhecimento o autor recupera a história de Adão e Eva para nos explicar como e por que razão nos afastamos da verdade. Só que o fruto proibido na vida real chama-se mentira. À medida que crescemos, começamos a julgar e a condenar, afastamo-nos da nossa essência, deixamos de ser autênticos.
E é essa a poderosíssima mensagem deste livro - não podemos acreditar nas mentiras que nos contam e que contamos a nós próprios. A única via para acabar com o sofrimento é a aceitação plena de quem realmente somos. A isso chama-se Amor. E é o único caminho para encontrarmos a paz e a alegria de viver.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

O livro que deu origem à série 'The Stranger' da Netflix

Depois de Não Fujas Mais, publicado em Janeiro último, a Presença lança este mês um novo romance do autor americano Harlan Coben. O tríler psicológico Não Fales com Estranhos, que inspirou a série 'The Stranger' da Netflix, é «um romance sobre conspiração, segredos e chantagem com muitas reviravoltas.» Para Dan Brown, Harlan Coben é «o grande mestre da acção e suspense da actualidade.»

Sinopse
Um segredo destrói a vida perfeita de um homem e coloca-o em rota de colisão com uma conspiração impiedosa neste novo e empolgante thriller de Harlan Coben.
Um desconhecido aparece subitamente - talvez num bar, num parque de estacionamento, numa loja. Ninguém o conhece. Os seus motivos são pouco claros. o que diz é convincente. Murmura algumas palavras ao seu ouvido e desaparece, deixando-o a tentar reconstituir os pedaços de um mundo desfeito.
Adam Price tem muito a perder: um casamento feliz, uma mulher bela, dois filhos encantadores, e todos os ardis do Sonho Americano: uma casa espaçosa, um bom emprego, uma vida aparentemente perfeita.
De repente, surge aquele estranho que lhe revela um segredo devastador sobre Corinne, a sua mulher. Adam decide confrontá-la e a miragem da perfeição desaparece como se esta nunca tivesse existido. De um momento para o outro, ele vê-se enredado numa trama bem mais sinistra que a dolorosa desilusão causada por Corinne e apercebe-se então de que, se não agir habilmente, a conspiração de que é alvo não só arruinará vidas - acabará com elas.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Tânia Ganho está de volta com «Apneia», uma história intensa e perturbadora

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Após um interregno de 8 anos, a escritora Tânia Ganho (n. 1973) regressa com um novo romance sobre uma mãe que luta pelo filho, até às últimas consequências. Apneia (696 pp.), o 5.º romance desta autora, que será publicado no próximo dia 21 pela Casa das Letras, é «uma viagem ao mundo sórdido da violência conjugal e parental, através de um labirinto negro em que os limites da resistência psicológica são postos à prova, ameaçando desabar a qualquer instante, e dos meandros tortuosos de uma Justiça por vezes incompreensível, desumana e desfasada da realidade.»
Em Apneia, através das personagens de Adriana e Alessandro, um casal luso-italiano, e do seu filho Edoardo, Tânia Ganho dá voz às vítimas de violência doméstica e de abusos sexuais, em especial às crianças que são alvo deste flagelo, transmitindo ao leitor as dinâmicas psicológicas da manipulação e do medo e, acima de tudo, as sequelas do stresse pós-traumático.

Embora se trate de uma obra de ficção literária, esta obra assenta em casos verídicos e em experiências reais vividas no Tribunal de Família e Menores de Lisboa e junto do Ministério Público, da Polícia de Segurança Pública, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e do Departamento de Investigação e Acção Penal. Ao longo das suas páginas, acompanhamos não só o sofrimento das vítimas, mas também o decurso habitual da Justiça que, perante processos desta complexidade, tantas vezes falha, deixando as crianças desprotegidas e entregues à sua própria sorte.
https://www.facebook.com/silenciosquefalam/photos/a.187362988008873/3091710737574069/?type=3&theaterNos últimos anos, Tânia Ganho tem traduzido para português vários livros de autores de diversas nacionalidades. Os seus trabalhos mais recentes como tradutora são: Recordações do Futuro, de Siri Hustvedt; A Liberdade é uma Luta Constante, de Angela Davis; Entre Eles, de Richard Ford; e Olive Kitteridge, de Elizabeth Strout.

Sinopse
Quando Adriana ganha finalmente coragem para sair de casa com o filho de cinco anos, pondo fim ao casamento com Alessandro, mal pode imaginar que o marido, incapaz de aceitar o divórcio, tudo fará para a destruir - nem que para isso tenha de destruir o próprio filho.
Escrito com uma sobriedade e frieza inquietantes, Apneia é um romance intenso, absorvente e perturbador, que ilustra com uma autenticidade desarmante o estado de guerra em que vivem milhares de famílias estilhaçadas, e com o qual, inevitavelmente, muitos leitores se vão identificar, encontrando nestas páginas ecos da sua própria experiência.

Romances anteriores: A Vida Sem Ti (2005), Cuba Libre (2007), A Lucidez do Amor (2010) e A Mulher-Casa (2012).

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Grupo LeYa dá a conhecer duas histórias verídicas e impressionantes

A 14 deste mês a LeYa publica dois livros de memórias, de leitura - prevê-se - intensa.
Diz-me Quem Sou (Asa) é a história real que deu origem a um documentário da Netflix, sobre dois irmãos. Após um acidente, um rapaz acorda amnésico e confia no gémeo para lhe contar como foi o seu passado. Mas ele, durante mais de uma década, esconde-lhe um segredo da família. A escrita deste livro sobre Alex e Marcus Lewis contou com a colaboração de Joanna Hodgkin.
A Rapariga que Acreditava em Milagres (Casa das Letras) é a história de Irene Butter, nascida em 1930, na Alemanha. No livro, esta sobrevivente do holocausto partilha a sua história, com o auxílio de John D. Bidwell e Kris Holloway.
Alex desperta no hospital após um coma provocado por um gravíssimo acidente de mota. A seu lado, estão duas pessoas: o irmão gémeo, Marcus, e uma mulher desconhecida.
Essa mulher é a sua mãe.
Nesse momento, Alex é confrontado com a dura realidade: perdeu a memória dos seus primeiros 18 anos de vida.
Já em casa, Alex vai reconstruindo o puzzle do seu passado e reaprendendo os pequenos gestos do dia a dia. Marcus ensina-o a apertar os sapatos, relembra as férias idílicas da família, ensina-o a viver de novo. Aos poucos e com muita paciência, tudo aquilo que foi esquecido é recuperado.
Tudo?
Não. Os anos vão passando mas há algo que fica sempre por dizer.
Alex começa a desconfiar de que o segredo que o seu irmão esconde pode ser intolerável.
E um dia, por fim, descobre que tinha razão.


História verídica de Irene Hasenberg Butter, uma conhecida activista pela paz, sobrevivente do Holocausto e professora emérita de Saúde Pública da Universidade de Michigan que «uma pessoa pode fazer a diferença».
Vizinha de Anne Frank em Amesterdão de quem foi amiga, tal como ela foi para o campo de concentração de Bergen-Belsen. Ao contrário da amiga, a quem tentou ajudar nesses anos, conseguiu por ser enviada para a Argélia recuperar e aos 15 anos, no pós-guerra, ser enviada para os EUA.
«Quando desci do navio que me trouxe para os Estados Unidos em 1945, os familiares americanos que me acolheram pediram-me que esquecesse tudo o que acontecera com a minha família – e comigo – no Holocausto. Disseram-me que nunca mais pensasse ou falasse nisso. Eu tinha 15 anos, eles eram adultos, e eu dei-lhes ouvidos. Durante 40 anos mantive o silêncio. Mas não me sentia verdadeiramente livre até começar a contar o que aconteceu comigo quando criança. Esta é a minha história.»
Outra novidade da Casa das Letras: Apneia, de Tânia Ganho.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Estão a chegar livros sobre feitiços e rituais

Madame Ippò aprendeu e aperfeiçoou as artes mágicas através de diversas experiências em todo o mundo. Viveu em Salem, conhecida como a Cidade das Bruxas, bem como com a tribo dos Navajos e os xamãs Hopi. Estudante apaixonada da história da magia e da alquimia, e cuidadora com medicamentos espagíricos, partilhou neste livro, O Manual da Feiticeira Moderna, os seus segredos, com a esperança de nos guiar na redescoberta das nossas almas e dos nossos próprios poderes mágicos para assim alcançarmos os nossos objetivos e acabarmos com qualquer indício de insegurança.

Sinopse
O que significa ser uma feiticeira?
Acreditar em si mesma, saber realizar os desejos próprios, ter relações de fraternidade com as amigas, saber libertar-se das influências e das relações negativas. Se também tu queres ser assim, este manual ajuda-te: lendo e compilando as suas páginas poderás libertar a tua energia, fazer fluir as vibrações positivas e descobrir o teu poder oculto!

Semra Haksever foi estilista de moda durante mais de uma década, até se tornar empreendedora por conta própria. Organiza workshops sobre como fazer feitiços e cerimónias de manifestação à Lua, nas quais ensina às pessoas como invocar poderes e sentirem-se bem com a ajuda de um pouco de magia. Praticou reiki, terapia de cristais e rituais da Lua durante mais de 20 anos e sempre teve o desejo de criar ferramentas para rituais que fossem acessíveis a todos.

Sinopse

«O amor é a mais poderosa das magias.»
Saiba como tornar a sua vida mais romântica! Com este livro, conseguirá alcançar o amor que sempre desejou através de poções, rituais e feitiços de fácil execução. Se o primeiro passo de qualquer feitiço é amar-se a si mesmo, este guia especial lança preciosas dicas para aumentar o amor-próprio. Mas não é só! Também encontra soluções para atrair a pessoa amada, ter mais chama no amor, recuperar de um coração partido, aumentar a libido, esquecer uma paixão antiga… e muito, muito mais!
Feitiços de Amor: Rituais, Feitiços e Poções para Melhorar a Sua Vida Amorosa é um livro com acabamentos cuidados, design atraente e um formato prático que permite o manuseamento e transporte para todo o lado. Deixe de lado as perguntas e descubra o caminho para uma vida plena, porque amar é a melhor resposta.
Outros livros com a mesma temática:
Manual das Feiticeiras, O Livro dos Bons Feitiços, O Grande Livro de São Cipriano.

Novos livros dos psicólogos Eduardo Sá e Victoria Cadarso propõem ao leitor regredir até à sua infância

Victoria Cadarso é formada em Psicologia e em diferentes terapias como EDxTM, TFT, EFT, EMDR e PNL. Desta que é a presidente da Associação de Psicologia Energética em Espanha, a editora A Esfera dos Livros vai lançar na próxima semana Abraça a Criança que Há em Ti, um livro prático que nos faz ver que nunca é tarde para resgatarmos a nossa infância.

Sinopse
Já alguma vez deu por si a analisar a sua infância com o objetivo de encontrar uma resposta para um comportamento ou estado de espírito que se manifestou na sua vida adulta? Será que o facto de os nossos pais nos dizerem vezes sem conta «Cuidado que te vais magoar» fez com que nos tornássemos inseguros e com dificuldade em arriscar? Ou que as constantes recriminações se transformaram numa baixa autoestima? Para percebermos a forma como pensamos, sentimos e agimos temos necessariamente de olhar para a nossa infância, pois é aí que reside a resposta para aquilo em que nos transformámos na vida adulta. Num primeiro momento pode parecer assustador fazer esta viagem de regresso à nossa infância, pois quantas vezes preferimos varrer para debaixo do tapete emoções e recordações que, de imediato, nos trazem sentimentos negativos. A dependência dos nossos pais a que durante muitos anos estivemos sujeitos condicionou-nos e limitou-nos de muitas formas, fomos educados à imagem e semelhança dos nossos progenitores que nos ensinaram aquilo que aprenderam com os seus próprios pais. No entanto, para quebrarmos o círculo vicioso a que parece que, por tradição, estamos sujeitos, temos de parar, refletir sobre a nossa infância, analisar os pontos positivos e negativos da mesma e percebermos o que deveremos manter e descartar para podermos dar a volta e começar uma nova fase da nossa vida.
A psicóloga Victoria Cadarso explica-nos neste livro como, ao longo da nossa vida, vamos anulando gradualmente o nosso verdadeiro eu, como a nossa criança interior se vai retraindo para criar uma barreira defensiva que lhe permitia enfrentar o mundo e colocar definitivamente de parte os traumas, dores e aspetos negativos da nossa infância. Abraça a Criança que Há em Ti ajuda-nos a integrar as nossas primeiras experiências e a recuperar a nossa essência genuína e autêntica.
Recorrendo a exercícios de meditação, visualização, escrita e reflexão que nos conduzem a um intenso e produtivo processo de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, curando as feridas e reconciliando-nos com a infância.


Quando eu Estava na Tua Barriga é o título do novo livro do psicólogo clínico e psicanalista Eduardo Sá. Nele, conta-nos tudo o que nunca nos disseram mas sempre quisemos saber sobre a gravidez, o bebé e a maternidade. A edição é da Lua de Papel.

Sinopse
Um bebé nunca vem só. Ainda antes de nos entrar em casa, já a virou de pernas para o ar. É o berço que se ajeita, o quarto que se vai vestindo, velhas rotinas que se perdem. Ainda imagem difusa na ecografia, já ele se faz sentir em todos os poros, é um cansaço que se instala, uma ternura que cresce com o peso dos dias. Não é um mar de rosas. É antes como um rio, que começa num ponto pequenino algures lá longe. E que depois se aproxima, cresce, agiganta-se, até se juntar a esse mar imenso que são os pais - e o mundo - cá fora.
É esse o rio que Eduardo Sá persegue neste livro, essa gravidez de pai e mãe, aqui descrita com delicadeza, com sabedoria, sem dramas ou medos. É um caudal complexo, que se multiplica e desdobra. E que o autor decifra em todas as suas nuances e afluentes. Temos aqui a futura mãe, jovem ou menos jovem, casada ou solteira, a viver com outra mulher ou com outro homem, a ter o primeiro filho ou os seguintes.
O autor conduz-nos a todos os pontos, bons e menos bons, de uma gravidez que não é, nem pode ser, apenas técnica. Quando Eu Estava na tua Barriga é uma porta para esse mundo tão longe e tão perto, para esse estado de graça, tão estudado e, no entanto, tão secreto, essa gravidez que é só começo e que dura uma vida.