sábado, 31 de janeiro de 2026

«O Café Sem Nome», um romance que retrata sublimemente a condição humana


Robert Seethaler nasceu em 1966 em Viena e é um dos mais acarinhados e populares escritores da Áustria. Recebeu, em 2007, o conceituado prémio Debütpreis des Buddenbrookhauses, mas foi com o romance Uma Vida Inteira (Porto Editora, 2019) que atingiu o sucesso internacional. Nomeado Livro do Ano pelo jornal Der Spiegel, a obra foi foi finalista do Man Booker International e um fenómeno na Alemanha com mais de um milhão de exemplares vendidos. 
O próximo livro do também guionista e actor, O Café Sem Nomeum romance que aborda a condição humana numa prosa empática e poderosa, chega às livrarias a 18 do próximo mês, com o selo Clube do Autor.

Texto de apresentação
Após a Segunda Guerra, um homem simples abre um café sem nome em Viena. O espaço torna-se refúgio de pessoas comuns, marcadas por perdas e esperanças. Entre rotinas, conversas e silêncios, este romance retrata a reconstrução da cidade e dos laços humanos.
Mais do que uma história cheia de acontecimentos, o livro acompanha o quotidiano dessas personagens e mostra como, no meio da reconstrução material e emocional da cidade, os laços humanos se formam através de gestos simples: conversas, silêncios compartilhados, rotinas.

O estilo do premiado autor austríaco Robert Seethaler é contido, sensível e melancólico, menos focado em grandes dramas e mais focado na beleza discreta da vida quotidiana. O Café Sem Nome é um livro profundo e muito humano sobre a forma como nos apoiamos mutuamente nos bons e maus momentos, e como até a vida mais comum é, à sua maneira, extraordinária.

Elogios
«Adorei este livro. Repleto de verdades, retratadas de forma comovente e oferecidas com ternura e generosidade. Seethaler está numa liga muito própria, captando um lugar e um tempo que são, em última análise, universais.» — Elizabeth Strout, autora de Olive Kitteridge e de A Segunda Vida de Olive Kitteridge

«Gratificante… escrito com uma contenção discreta e elegante que não o torna menos pungente nem menos poderoso.» — Tan Twan Eng, autor de A Casa das Portas

«Impregnado de luminosos e belos lampejos de ligação humana, O Café Sem Nome é um romance tão acolhedor e reconfortante quanto o ponto de encontro criado pelo seu protagonista… Os leitores fecharão a última página sentindo-se parte indelével da comunidade que Seethaler dá vida com tanto carinho e alegria.» — Shannon Bowring, autora de The Road to Dalton

«Um romance magistral sobre trabalho e amor, ligação e desespero, sobre como transportamos uns aos outros, como transcendemos os dias e as indignidades, e como nenhuma vida é banal.» — Nick Arvin, autor de In the Electric Eden

Elogios da imprensa internacional
«[Um] romance comovente e encantador sobre até que ponto temos de mudar quando o mundo à nossa volta se precipita rumo ao desconhecido.»The Observer 

«À semelhança da obra anterior de Seethaler, este é um romance reflexivo, escrito com sensibilidade e compaixão… A voz subtilmente contida de Seethaler continua a ser calorosamente bem-vinda numa cultura literária que muitas vezes exibe as suas intenções de forma demasiado óbvia. Muitos irão adorar esta história serena, delicada e sem sentimentalismos.» Guardian

«O Café Sem Nome aborda os pequenos dramas da vida quotidiana… A prosa tem a quietude de um Vermeer… Num mundo de filmes de acção e redes sociais, há pouco tempo para a contemplação silenciosa. Seethaler recorda-nos que fazemos parte de um todo.» Spectator 

«A prosa de Seethaler é enganadoramente simples, repleta de detalhes exquisitos e singelos que iluminam o mundo do café… [O] romance permanece como o aroma do café no ar — quente, efémero e profundamente humano.» — Independent Book Review 

Gradiva lança novas edições de «O Codex 632» e «Klara e o Sol»

A 24 de Fevereiro a Gradiva reedita O Codex 632 – edição comemorativa 20 anos –, de José Rodrigues dos Santos, romance que originou em 2023 uma série de televisão luso-brasileira produzida pelo Globoplay em parceria com a RTP e a produtora portuguesa SPi. O elenco de actores contou com Paulo Pires, Deborah Secco e Betty Faria.
O romance foi traduzido e publicado em mais de 15 países, da França à Alemanha e à Espanha, dos EUA e Itália, à Turquia e à Rússia e à Polónia.

Baseado em documentos históricos genuínos, O Codex 632 transporta-nos numa surpreendente viagem pelo tempo, uma aventura repleta de enigmas e mitos, segredos encobertos e pistas misteriosas, aparências enganadoras e factos silenciados, um autêntico jogo de espelhos onde a ilusão disfarça o real para dissimular a verdade.

Uma novíssima edição de Klara e o Sol, da autoria do Prémio Nobel da Literatura Kazuo Ishiguro, está preparada para chegar aos escaparates livreiros, também no dia 24. Foi considerado um dos Melhores Livros de 2021 para o The Washington Post.

Através do olhar terno de uma narradora inesquecível, Kazuo Ishiguro contempla em Klara e o Sol o mundo moderno em rápida mudança para compreender uma questão fundamental: o que significa amar? 

Recentes reedições de obras do autor
Os Despojos do Dia e Nunca me Deixes.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

«O Nervo Mestre» é um dos novos 10 livros de não-ficção a lançar pela LeYa

Em seguida, os textos de apresentação das novidades de não-ficção das editoras do Grupo Leya, Casa das Letras, Dom Quixote e Lua de Papel, que vão sair em finais de Janeiro e durante o mês de Fevereiro.

O Nervo Mestre
, de Kevin J. Tracey

Este livro revela o potencial revolucionário do nervo vago na regulação dos sistemas vitais do corpo e na recuperação de inúmeras patologias, sem recurso a medicamentos.
Fundamental para a saúde e a vitalidade, o nervo vago coordena funções críticas, desde a pulsação cardíaca até ao equilíbrio do apetite e da digestão. Composto por cerca de 200 mil fibras, o nervo vago envia milhares de sinais elétricos por segundo do cérebro para os órgãos vitais. Durante séculos, grande parte do seu poder passou despercebida, mas o neurocirurgião Kevin J. Tracey descobriu que o nervo vago pode reverter inflamações, equilibrar o sistema imunitário, tratar doenças crónicas e manter os órgãos em harmonia.
O Dr. Tracey mostra como a estimulação elétrica do nervo vago pode ajudar a tratar patologias complexas, como artrite reumatoide, lúpus, esclerose múltipla, diabetes, obesidade, AVC, depressão, Alzheimer e Parkinson. Além disso, apresenta histórias de pacientes que recuperaram a mobilidade e a qualidade de vida, juntamente com a evidência científica que torna essas recuperações possíveis.


Checklist
- Como fazer as coisas bem, de Atul Gawande
"Vai precisar de reservas de sangue?", perguntou a enfermeira. O cirurgião, descontraído, desvalorizou a questão - naquele tipo de cirurgia era raro haver problemas. A enfermeira, ainda assim, resolveu requisitar os quatro litros previstos na checklist. Foi o que salvou o paciente. A meio da intervenção o médico cortou acidentalmente a veia cava, e em menos de 60 segundos o paciente esvaiu-se em sangue - só não morreu porque as reservas estavam mesmo ali à mão. O cirurgião era Atul Gawande, autor deste livro. E a história daquele pequeno milagre é semelhante às histórias vividas por tantos outros médicos, engenheiros ou pilotos de aviões que conseguem resolver in extremis as mais complicadas situações graças a um controlo prévio. 
No bestseller Checklist, o autor de Ser Bom Não Chega explora a extraordinária eficácia das verificações de rotina, explica a sua lógica subjacente e como podem ser aplicadas com resultados espantosos em áreas tão distintas como a banca ou a aviação. Num projeto piloto, o autor conseguiu reduzir em quase 50 por cento a mortalidade nos blocos operatórios de oito hospitais.
Checklist é um ensaio brilhante sobre um mundo cada vez mais dependente da tecnologia - e onde, paradoxalmente, o erro humano pode ser evitado de forma simples. Quer seja médico ou engenheiro, ficará a saber aqui como desenvolver e aplicar uma checklist com sucesso. E, em última análise, terá nas mãos um livro que o poderá salvar - se algum dia der entrada num bloco operatório. 


A Escada da Riqueza
, de Nick Maggiulli

O rapper Jay-Z já era multimilionário quando, numa das suas letras escreveu: “O que são 50 mil para um filho da mãe como eu? Podem-me lembrar?” Na altura, em 2011, o músico e empreendedor tinha já um património líquido avaliado em cerca de 450 milhões de dólares – logo, 50 mil dólares, representavam aproximadamente 0,01 por cento (ou 1/10.000) da sua fortuna. Se descermos na escala da riqueza, uma pessoa que tenha hoje um património líquido de 10 mil euros, não vai regatear 0,01 por cento da sua riqueza (ou seja, 1 euro): pode perfeitamente comprar uma dúzia de ovos biológicos por cinco euros em vez de comprar ovos “normais” por quatro.
É esta, na essência, a tese que Nick Maggiulli defende em A Escada da Riqueza. O montante que se pode gastar (e investir) está dependente do património líquido de cada um. Não faz qualquer sentido que alguém com 100 mil euros siga o mesmo plano de investimento de quem tem 100 milhões. Partindo desse princípio, o autor (COO e cientista de dados na Ritholtz Wealth Management) apresenta seis estratégias radicalmente diferentes, para seis níveis distintos de riqueza. Ou seja, já não se trata de fazer sacrifícios insensatos para poupar e enriquecer, mas sim pensar o dinheiro de forma diferenciada e escolher a aproximação correta.
É simples, é fácil e pode dar milhões.


No Limite
, de Nate Silver

Em The Signal and the Noise, Nate Silver mostrou como as previsões definiriam a era do «big data». Agora, neste novo livro oportuno e fascinante, Silver investiga «o Rio», a comunidade de pessoas com ideias semelhantes cujo domínio do risco lhes permite moldar – e dominar – grande parte da vida moderna.
Esses profissionais que assumem riscos – jogadores de póquer e investidores de hedge funds, verdadeiros crentes em criptomoedas e colecionadores de arte digital – podem ensinar-nos muito sobre como navegar pela incerteza do século XXI. Ao mergulhar nos mundos de Doyle Brunson, Peter Thiel, Sam Bankman-Fried, Sam Altman e muitos outros, Silver oferece uma visão sobre uma série de questões que afetam todos nós, desde as fronteiras das finanças até o futuro da Inteligência Artificial.
A maioria de nós não tem características comumente encontradas no Rio: alta tolerância ao risco, apreciação da incerteza, gosto pelos números – combinados com uma desconfiança instintiva pela sabedoria convencional e um impulso competitivo tão intenso que pode roçar o irracional. Para aqueles que estão no Rio, a complexidade é inerente, e o trabalho é aprender a lidar com ela.
As pessoas no Rio têm cada vez mais riqueza e poder na nossa sociedade, e compreender a sua mentalidade – e as falhas no seu pensamento – é fundamental para entender o que impulsiona a tecnologia e a economia global na atualidade.
Levando-nos aos bastidores de casinos, a empresas de capital de risco, do coração da bolsa de criptomoedas FTX a reuniões do movimento Altruísmo Eficaz, No Limite é uma jornada profundamente documentada e com acesso total ao mundo oculto dos grandes apostadores e dos tomadores de risco. 


Tapping
, de David Feinstein e Donna Eden

Tocar pontos energéticos na pele enquanto se pensa em problemas e objetivos altera o cérebro de maneiras que ajudam a superar esses desafios e a apoiar essas aspirações. Esta prática estimulante coloca uma ferramenta surpreendentemente eficaz nas suas mãos, literalmente. Emergindo de tradições de cura consagradas pelo tempo, o procedimento envia ao seu sistema nervoso sinais para reduzir o medo, a raiva, o stresse e a tristeza, ao mesmo tempo que ativa regiões do cérebro envolvidas na resolução de problemas e na gestão das emoções — de modo a ajudá-lo a encontrar equilíbrio interior e a assumir o controlo dos modelos internos que governam a vida. 


Primeiro Pergunte Porquê
, de Simon Sinek 

15.º Aniversário. Edição Revista e Aumentada.
Simon Sinek tinha um emprego de sucesso, ótimos clientes e dinheiro não lhe faltava. Só não tinha prazer no que fazia. Porquê? Em 2009, numa altura em que não havia redes sociais, a sua procura por um propósito tornou-se viral. Surgiu um convite para fazer um livro (este) e uma TED TALK, que foi vista por quase 70 milhões de pessoas.
O autor, sem o saber, estava a lançar um movimento: a procura de um PORQUÊ para nos motivar na vida pessoal e no trabalho.
A mensagem foi replicada em vídeos, chegou a mais de mil milhões de pessoas em todo mundo. E resumia-se a uma série de questões essenciais: porque é que algumas organizações são mais influentes, inovadoras e lucrativas do que os outras? Como é que conseguem conquistar uma maior lealdade dos funcionários e clientes? E como conseguem repetir o sucesso uma e outra vez?
Primeiro Pergunte Porquê mostra-nos que os grandes líderes, os que têm mais influência em todo mundo, agem e comunicam de uma maneira única, contrária à de todos os restantes. Martin Luther King Jr., Steve Jobs ou os irmãos Wright (que pilotaram o primeiro avião) partilhavam da mesma capacidade para inspirar quem os rodeava, não com os seus QUÊS, mas sim com os seus PORQUÊS. Nesta edição revista e atualizada, o autor frisa a necessidade de nos mantermos fiéis ao nosso propósito – pois numa era de constantes distrações, só o nosso PORQUÊ pode fazer a diferença.


A Biologia da Crença
, de 
Bruce H. Lipton
Bruce H. Lipton tinha sete anos quando pela primeira vez pôs os olhos num microscópio. Foi amor à primeira vista. Anos mais tarde, já professor de Medicina na Universidade do Wisconsin, sentiu esmorecer a sua paixão pela vida das células: o pai tinha morrido, ele estava a divorciar-se e não progredia nas investigações… Foi o melhor que lhe aconteceu. Farto de tudo, tirou um ano sabático e foi dar aulas numa pequena universidade na ilha de Montserrat, nas Caraíbas. Naquele cenário paradisíaco foi capaz, finalmente, de relaxar e pensar. Teve então uma epifania e fez a descoberta que viria a mudar o mundo da Biologia: não são os genes nem o ADN a controlar o nosso corpo; antes pelo contrário, o comportamento das nossas células é controlado por sinais exteriores à própria célula – incluindo as mensagens energéticas que emanam dos nossos pensamentos.
A descoberta, fundamental para a Epigenética, ocuparia toda a sua vida a partir daquele momento. As implicações são extraordinárias a todos os níveis. Ou seja, sabemos agora que os nossos pensamentos e ações podem mudar a essência do ser humano – temos o poder de alterar o que julgávamos impossível: o nosso próprio ADN.
Obra absolutamente pioneira e um bestseller desde a sua publicação, A Biologia da Crença e aqui apresentada na versão revista e atualizada pelo autor e com uma nova tradução.
Do mesmo autor de Os Códigos da Sabedoria.



Cem por Cento Humano
, de Gregg Braden

Há uma guerra em curso atualmente, silenciosa, invisível, não aparece sequer nas redes sociais. É a guerra pela nossa alma, por aquilo que faz de cada um de nós Cem por Cento Humano. A nossa espécie, que criou o Romeu e Julieta, a Quinta Sinfonia, a Mona Lisa, está a ser dominada por tecnologias intrusivas, que se estão a aproximar cada vez mais do nosso corpo e da nossa mente: ditam o que vemos e o que pensamos através de algoritmos que ninguém – mas mesmo ninguém – é capaz de controlar.
No entanto, como diz o visionário cientista Gregg Braden, autor de A Matriz Divina, enquanto corremos atrás de quimeras, enquanto nos esforçamos por ser tão eficientes quanto as máquinas, ignoramos o nosso infinito potencial.
E se conseguíssemos ser mais e fazer mais do que algum dia imaginámos?
Dentro de nós existem possibilidades latentes, que só agora começam a ser reveladas pela genética, a neurocardiologia ou o estudo da inteligência do coração. Todos temos a capacidade da autocura, da autorregulação, de rejuvenescer cada órgão, cada glândula e tecido do nosso corpo. Podemos captar formas subtis de energia, e assim aceder a estados profundos de intuição, e até navegar na nossa passagem pelo tempo, dissolver passado, presente e futuro num só.
Descubra como o fazer com este livro, Cem por Cento Humano, um guia para explorar a fundo as suas potencialidades ilimitadas e assim revitalizar o seu corpo e a sua mente de formas que nunca julgou possíveis.


A Coragem de Não Agradar
, de Ichiro Kishimi e Fumitake Koga

Perto de uma cidade milenar, vivia um filósofo que, segundo diziam, ensinava uma verdade irrefutável: a felicidade estava ao alcance de todos. Certo dia, um estudante descontente desafia-o a provar a sua tese. Ao longo das cinco noites seguintes, ambos estabelecem um intenso diálogo (inspirado em Platão), que vai mudar para sempre a vida do aluno. O jovem vinha carregado de certezas. E culpava o mundo pela sua infelicidade. Acontece que o filósofo era tão sábio como paciente e, através das perguntas certas, foi revelando ao estudante uma verdade que é comum a todos. Só existe uma pessoa no mundo que vê o mundo exatamente como nós o vemos: nós próprios. Logo, todo o olhar é subjetivo. E, se tudo é subjetivo, é possível mudar seja o que for – mudando apenas a nossa perspetiva.
Como fazê-lo é o que nos ensina este livro libertador. A cada novo diálogo sentimo-nos mais livres, mais perto da “nossa” verdade (a única que interessa) e mais facilmente nos aceitamos – condição primeira para a felicidade.
A Coragem de Não Agradar é uma obra extraordinária, cuja mensagem se tornou viral. Tendo vendido mais de 14 milhões de exemplares, está publicado em 44 línguas. Da autoria de um filósofo e um escritor japoneses, Ichiro Kishimi e Fumitake Koga, inspira‑se no pensamento do psicólogo Alfred Adler, que inspirou autores como Viktor E. Frankl ou Dale Carnegie.


Uma Breve História do Universo (e do nosso lugar no cosmos)
, de Sarah Alam Malik 
O desejo de compreender e de explorar o que existe para além de nós é a própria essência do impulso científico. Desde que os babilónios desenhavam objetos celestes em tabuinhas de argila, a procura de significado no universo tem sido uma busca incessante da nossa espécie.
Neste livro brilhante, a cientista Sarah Alam Malik leva-nos numa jornada pelas descobertas sobre o cosmos - de Aristóteles a Isaac Newton, passando por Copérnico - que moldaram a nossa perceção dessa realidade tão misteriosa quanto inconcebivelmente vasta.
Publicado, em simultâneo, com o lançamento mundial, esta é uma viagem, escrita de forma acessível, pela doutorada em Física de Partículas britânica, que foi deixando aos filhos, ainda crianças, histórias sobre o universo e a forma como o fomos interpretando e estudando.


Outra novidade da Casa das Letras: Experiências de Morte Iminente, de Patrick Theillier

Estão quase a sair do forno: «90 Minutos no Céu» e «Experiências de Morte Iminente»

Em Fevereiro serão publicados dois livros de não-ficção com temáticas muito semelhantes. Um deles, a editar pela Albatroz, é uma história real sobre de um homem que cruzou a fronteira entre a vida e a morte e regressou diferente.
O outro livro, a publicar pela Casa das Letras, reúne testemunhos que permitem-nos antever a Vida para além da própria vida.


A caminho de casa após uma conferência, Don Piper sofre um acidente devastador: um camião invade a sua faixa e o impacto é fatal. Declarado morto no local, Piper passa os 90 minutos seguintes no Céu – um lugar de beleza indescritível, música celestial e paz absoluta, onde é acolhido por aqueles que marcaram a sua jornada espiritual.

No cenário do desastre, um pastor que passava pelo local sente um impulso inexplicável para orar por ele, apesar de lhe garantirem que nada havia a fazer. O que acontece a seguir desafia toda a lógica: Piper regressa à vida. A paz que experimentara dá lugar a uma recuperação longa, dolorosa e profundamente transformadora.
90 Minutos no Céu é a história real de um homem que cruzou a fronteira entre a vida e a morte e regressou diferente. De forma clara e direta, Don Piper partilha como o encontro com a eternidade e o regresso à dor física redefiniram a sua fé, oferecendo conforto, inspiração e esperança a todos os que enfrentam a perda, o medo ou a dúvida.
Um testemunho sobre o poder da fé, esperança e oração.



Experiências de Morte Iminente

Médico e homem de ciência, o autor - antigo diretor do Gabinete de Constatações Médicas do Santuário de Lourdes - dedicou 25 anos ao estudo rigoroso das experiências de morte iminente (EMI) e conclui que a nossa vida terrena não termina com a morte física. 
Em sintonia com os ensinamentos da Igreja, muitos dos que passaram por uma EMI descrevem a separação entre alma e corpo, o encontro com entes queridos já falecidos e um vislumbre da existência do Paraíso, do Inferno e do Purgatório. 
Os testemunhos aqui reunidos, acompanhados da análise
criteriosa do autor, Patrick Theillierpermitem-nos vislumbrar a Vida para lá da vida.

Outros livros que podem interessar
O Último Abraço - Fenómenos paranormais no limiar da morte

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Turguéniev, Tolstoi e Dostoiévski são os autores dos primeiros títulos de uma nova colecção da editora Alma dos Livros

O Primeiro Amor é o título inaugural da nova colecção da Alma dos Livros, dedicada aos Clássicos da Literatura mundial. 
Com uma nova identidade gráfica e o cuidado de quem acredita profundamente no poder dos livros, estas histórias regressam às livrarias portuguesas para serem descobertas pela primeira vez ou redescobertas. Memória, amor, ambição, desigualdade, humanidade; eis alguns dos temas eternos que continuam a falar-nos hoje. 

Para Ricardo Antunes, editor, esta nova colecção reafirma a missão da editora nascida há quase uma década. Esta nova aposta é vai de encontro com o compromisso que sempre guiou a Alma dos Livros: oferecer livros para todas as idades e de todos os géneros literários. Os clássicos são essenciais nesse percurso, porque continuam a falar connosco, independentemente do tempo em que vivemos. 

A colecção estreou-se a 21 de Janeiro com O Primeiro Amor, de Ivan Turguéniev. Os próximos Clássicos, também de escritores russos, serão De Quanta Terra Precisa o Homem, de Lev Tolstoi, a publicar a 11 de Março, e de Fiódor Dostoiévski, a sair a 8 de Abril, Gente Pobre.

sábado, 24 de janeiro de 2026

O livro de Patricia Cornwell que vai dar origem a uma série, com Nicole Kidman, na Prime Video


A Amazon Prime Video está a desenvolver uma série, prevista para estrear em Março, baseada nos romances policiais da Patricia Cornwell, começando pelo universo de Post-Mortem, o primeiro livro da saga Kay Scarpetta, de 1990. Na série, que terá pelo menos duas temporadas, Nicole Kidman interpreta Kay Scarpetta, médica legista forense. 

Sinopse
Um assassino à solta. Uma médica-legista determinada a detê-lo. O primeiro livro de Patricia Cornwell, que se tornou um bestseller mundial.
Em Richmond, Virgínia, uma série de mulheres é brutalmente assassinada, deixando a cidade em estado de choque. À partida, não há nada em comum entre as vítimas, exceto todas terem sido torturadas a um sábado de manhã. 
A médica-legista Kay Scarpetta, recém-nomeada chefe de medicina legal, é chamada a investigar os crimes. À medida que examina cada corpo, percebe que enfrenta um assassino inteligente e metódico.
Com a ajuda de técnicas forenses inovadoras e de uma mente analítica implacável, Kay Scarpetta mergulha num jogo de pistas e mentiras em que cada detalhe pode ser a diferença entre a vida e a morte. Mas quanto mais se aproxima da verdade, mais perto fica também de se tornar o próximo alvo.
Post-Mortem é o primeiro volume da série que transformou o thriller forense moderno e consagrou Patricia Cornwell como uma das vozes mais poderosas do suspense contemporâneo. Um clássico que combina ciência, tensão e humanidade na busca obsessiva pela verdade, mesmo quando esta se revela mortal. 

«Lê-se de um fôlego!»
The New York Times

«Diabolicamente inteligente.»
Sunday Times

«Um thriller excecional, cheio de ritmo e tensão.»
Sunday Telegraph

«Brilhante. Fascinante. Um thriller de grande categoria.»
Los Angeles Times

A autora
Patricia Cornwell é uma das autoras de suspense mais reconhecidas do mundo e pioneira do thriller forense moderno. Nascida nos Estados Unidos, iniciou a sua carreira como repórter policial, vindo mais tarde a trabalhar no gabinete do médico-legista da Virgínia, experiência que inspirou a criação da icónica médica-legista Kay Scarpetta. O seu primeiro romance, Post-Mortem, venceu os principais prémios do género e marcou uma viragem decisiva na ficção policial contemporânea. Desde então, Patricia Cornwell publicou mais de trinta romances, traduzidos em mais de quarenta línguas, com vendas superiores a cem milhões de exemplares. A série Scarpetta continua a ser um fenómeno mundial.

Novas obras de Psicologia das editoras Livros Horizonte, Pactor e Sílabo

Ensaios de Psicologia da Linguagem

Ciência, Clínica e Sociedade 

Coordenação de Cláudia de Castro e Sandra Figueiredo

É através da Linguagem que pensamos, sentimos, construímos identidade e cultura.
Esta obra plural surge da necessidade de colmatar a lacuna, tanto em Portugal como no grande espaço lusófono, de um guia estruturado, transdisciplinar e acessível, apoiado na evidência científica atual sobre os processos e as especificidades da Linguagem enquanto disciplina e área da Psicologia. Mas, não somente na Psicologia. Este livro serve de manual de interesse a quem atua nas áreas de Comunicação, de Direito, de Gestão e de Ciências da Educação.
Reunindo diferentes perspetivas e especializações, de um conjunto de autores com percursos consolidados no ensino superior, na investigação e na intervenção em contextos multiculturais, este livro demonstra ainda como a Linguagem cruza áreas como a Psicologia, a Linguística, a Educação e a Didática, a Antropologia, a Neurociência, com destaque para a Inteligência Artificial.
O livro conduz o leitor desde os fundamentos históricos e epistemológicos da Psicologia da Linguagem até às abordagens experimentais mais recentes, como a análise de discurso, a avaliação psicométrica e neuropsicológica, e temas como o bilinguismo, o multilinguismo e a interculturalidade, pretendendo constituir um ponto de referência sobre as múltiplas dimensões do fenómeno linguístico na Psicologia atual.



Psicoterapia Interpessoal de Grupo

Guia de Intervenção Online para a Depressão

de Alexandra Fonseca

Uma ferramenta essencial para psicoterapeutas na abordagem da depressão em contexto online.
Este livro constitui uma proposta estruturada e prática de intervenção psicoterapêutica, baseada na psicoterapia interpessoal (PIP) adaptada ao formato de grupo online, com enfoque em perturbações depressivas associadas a conflitos interpessoais e transições de papéis.
Desenvolvido no contexto clínico de um serviço de Psiquiatria do SNS, este guia nasceu da necessidade de resposta terapêutica acessível, eficaz e ajustada à realidade dos cuidados de saúde mental. Os resultados positivos verificados motivaram a sua sistematização e publicação.
Inspirado no modelo de Klerman e Weissman, e sustentado por literatura especializada em PIP, psicoterapia de grupo e intervenção online, esta obra descreve de forma clara as 16 sessões (duas individuais e 14 em grupo), detalhando objetivos, estratégias terapêuticas e exemplos práticos de intervenção.
Destinado a psicólogos e psicoterapeutas, este guia alia rigor técnico à flexibilidade necessária na prática clínica, especialmente em contextos grupais, oferecendo um protocolo replicável, ajustável e centrado no benefício terapêutico individual. Inclui ainda um conjunto de fichas com documentos complementares para psicoterapeutas e participantes.



Crianças em Risco e Perigo 

Contextos, Investigação e Intervenção 

Coordenação de Eunice Magalhães, Lígia Monteiro e Maria Manuela Calheiros

Uma abordagem científica e aplicada aos contextos, aos riscos e às práticas de avaliação e intervenção na proteção de crianças e jovens. 
Este livro procura colmatar uma importante lacuna na divulgação de trabalhos de investigação na área da proteção de crianças e jovens em diversos setores de intervenção social em Portugal. Neste sentido, os textos apresentados pretendem identificar e problematizar tanto o estado da arte como apresentar soluções técnicas nos planos familiar, social e organizacional.
No seu conjunto, os textos incluídos neste livro podem interessar a estudantes de licenciatura e de pós-graduação, a profissionais investidos num percurso de aprendizagem ao longo da vida, bem como a todos aqueles que procuram conhecer abordagens novas na área da avaliação e intervenção no domínio da proteção de crianças e jovens em risco, e respetivos contextos de desenvolvimento (família, instituições e comunidade).
Com esta obra pretende-se, assim, promover padrões de qualidade e valores de boas práticas de intervenção institucional e comunitária na área de populações em risco, e proporcionar um contributo válido com aplicação em termos das políticas e práticas no âmbito dos serviços sociais em geral, e do sistema de proteção de crianças e jovens em particular.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

«Deus existe?», o novo livro do cardeal Robert Sarah


Nas páginas de 
Deus existe?, o cardeal Robert Sarah responde às diversas questões que lhe são colocadas sobre a existência e a presença de Deus nas nossas vidas, sobre o seu silêncio aparente, a morte, o sofrimento, a dor e a alegria, entre muitos outros temas.
Esta é uma das mais recentes novidades da editora Lucerna.

Sinopse
Homens e mulheres de todos os tempos, perante as dificuldades e a sua própria fragilidade, têm-se confrontado com esta pergunta. Colocaram-na tanto os grandes santos como os mais humildes pecadores, tanto crentes como ateus, tanto intelectuais como pessoas simples. E ela impõe-se especialmente numa época como a nossa, em que muitos querem ver o fim do cristianismo e a morte de Deus; uma época em que o homem naufraga ao procurar inventar um novo sentido de vida ilusório e caracterizado pela fugacidade e pela impulsividade que julga tudo poder abarcar mas nada possui na verdade.  
Hoje, talvez mais do que no passado, temos todos uma grande necessidade de respostas claras e fundamentadas, de testemunhos tangíveis, de encontros que nos revelem a existência e a presença de Deus. Tal como Zaqueu, habita em nós um desejo de verdade e plenitude, e precisamos de «ver Cristo» para preencher um «vazio» que constantemente nos recorda que Deus existe.

O autor
Robert Sarah nasceu na Guiné, em 1945. Ordenado sacerdote em 1969, foi depois enviado a Roma, onde obteve o mestrado em Teologia. Em Roma enriqueceu sua formação cultural no Pontifício Instituto Bíblico. Foi pároco e depois reitor do seminário menor de Kindia. Nomeado arcebispo de Conakry em 1979, foi consagrado no final desse ano. Em seguida, foi administrador apostólico de Kankan, presidente da Conferência Episcopal da Guiné e presidente da Conferência Episcopal Regional da África Ocidental Francófona (Cerao). Em 2001 foi nomeado secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, ofício que desenvolveu até 2010, quando Bento XVI o designou presidente do Pontifício Conselho “Cor Unum”. Foi criado cardeal por Bento XVI no consistório de 20 de Novembro de 2010.
É autor de livros como Deus ou Nada, A Força do Silêncio e Catecismo da Vida Espiritual - todos publicados pela Lucerna.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Paulinas publica «O Fracasso de Babel», de sacerdote italiano de referência na ética da tecnologia

O Fracasso de Babel
O que fazer depois do fim do sonho da Internet? 

Sinopse
Se as redes sociais são hoje vistas como um perigo para as democracias, monetizando o ódio e a desinformação, quando emergiram, pareciam ser a encarnação mais acabada do sonho da Internet: interligar todas as pessoas numa comunidade global benévola.
Paolo Benanti (n. 1973, Roma), sacerdote franciscano e bioeticista, doutorado em Teologia Moral pela Universidade Gregoriana, onde leciona, referência na ética da tecnologia, reconstitui neste seu livro como foi que passámos do deslumbramento ao alarme, procurando detetar o momento da viragem e, mais radicalmente até, perceber se a atual distopia não estava, desde sempre, inscrita no código genético das plataformas. Ao expor as raízes filosóficas de Silicon Valley, O Fracasso de Babel obriga-nos a uma reflexão lúcida sobre o futuro que, como humanidade, desejamos.

O autor tem-se especializado nos desafios éticos colocados pelos avanços tecnológicos, da robótica à inteligência artificial. Enquanto especialista nestas matérias, tem colaborado repetidamente com o governo italiano. É também o principal assessor do Vaticano em ética tecnológica. A riqueza da sua reflexão fez com que fosse escolhido para integrar o Painel Científico Internacional Independente das Nações Unidas sobre IA.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

«A Rapariga do Último Verão», de Leslie Wolfe

Data de publicação: Setembro de 2025
N.º de páginas: 320

A Rapariga Sem Nome foi o romance de estreia da escritora norte-americana Leslie Wolfe em Portugal, em junho de 2019. Desde então, a editora Alma dos Livros já publicou mais catorze títulos desta autora fascinada por Psicologia. Leslie Wolfe — que integra o top 3 das escritoras de tríleres mais lidas no nosso país — apresenta aqui o quarto volume da Série Kay Sharp, depois de A Rapariga do Lago Silencioso, A Rapariga na Água e Raparigas no Inferno
Em A Rapariga do Último Verão, traduzido por Carla Ribeiro a partir de The Girl on Wildfire Ridge (originalmente lançado em 2022), a narrativa destaca-se pelo ritmo acelerado e pela tensão constante, sustentados por uma sucessão de reviravoltas que mantêm o suspense sempre elevado. 
O corpo de Jenna, uma adolescente de dezassete anos dada como desaparecida, é encontrado nas montanhas isoladas de Mount Chester, na Califórnia: «Ninguém tinha ouvido os seus gritos. Ninguém a podia ajudar.»; «Deitando a cabeça latejante na rocha áspera coberta de musgo, resignou-se a enfrentar a fria escuridão sozinha na montanha.» 
Para a detetive Kay Sharp, tudo indica que a vítima sofreu bullying online e foi aliciada e drogada por um homem mais velho, supostamente o autor das últimas palavras que Jenna ouve antes de morrer: «o que te aconteceu hoje foi inteiramente obra tua e nada menos do que mereces». Quando uma segunda rapariga desaparece, a investigação — já por si complexa — ganha contornos ainda mais densos, intensificando o suspense e envolvendo o leitor de forma quase visceral, numa leitura marcada pela urgência e pela tensão emocional. 
A Rapariga do Último Verão é um tríler bem escrito e envolvente, fiel à qualidade da série, mas emocionalmente exigente devido aos temas sensíveis que aborda. A evolução da detetive Kay Sharp enquanto personagem é um dos pontos mais fortes da narrativa, sobretudo na forma como enfrenta o seu passado enquanto resolve o caso. Aliás, este volume aprofunda significativamente a história pessoal de Kay, explorando a figura do pai e o segredo que partilha com o irmão, Jacob. 
Apesar do tom sombrio, o romance mantém uma leitura ágil e cativante, com uma escrita direta e eficaz, aproximando-se do estilo de autoras consagradas do género, como Karin Slaughter.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

«Entrego encomendas em Pequim...», o livro que revela o custo humano do consumo rápido

Hu Anyan, ex-estafeta e trabalhador de armazéns em Pequim, transformou a sua experiência em literatura de impacto mundial. Com uma escrita crua e intimista, o autor, nascido em Guangzhou, China, em 1979, revela o quotidiano dos estafetas – longas jornadas, pressões extremas, salários precários – e como, apesar de tudo, persistem sonhos, dignidade e esperança. 
Mais do que um testemunho pessoal, Entrego encomendas em Pequim... - editado em Outubro passado pela Self - é um retrato universal sobre desigualdade social e o valor humano escondido por detrás da conveniência do consumo rápido.

Texto sinóptico
Todos os dias, milhões de encomendas atravessam a cidade de Pequim. Atrás de cada uma delas está um rosto anónimo, um corpo cansado, uma vida em suspenso. Hu Anyan foi um desses trabalhadores. Estafeta, carregador de armazém, homem invisível nas engrenagens da economia digital. Neste livro, narra na primeira pessoa a dureza das longas jornadas, a pressão dos prazos e a fragilidade da vida precária – mas também a esperança, a dignidade e os sonhos que persistem mesmo nas condições mais adversas.
Hu Anyan fala-nos sobre o trabalho onde não há futuro real à vista. Mas o autor está munido de um humor inexpressivo e uma forte autoestima. Ele segue em frente quando se sente preso — da logística no sul da China à entrega de encomendas em Pequim, passando por outros empregos impossíveis. Ao longo do caminho, recorre à leitura e à escrita em busca de força e companheirismo.
Comparado pela crítica internacional a Orwell e Upton Sinclair, 
Entrego encomendas em Pequim... é um livro inspirador para todos os que procuram compreender não só a China contemporânea, mas também o futuro do trabalho no século XXI.

«Um dos novos talentos literários mais notáveis da China. Leitores de todas as esferas da vida vão encontrar paralelos com a rotina implacável das suas próprias vidas profissionais.»  — Financial Times

O autor
Hu Anyan após concluir o ensino médio ingressou no mercado de trabalho, mudando-se de cidade em cidade e fazendo trabalhos temporários para sobreviver. Em 2020, uma publicação no seu blogue baseada na sua experiência como entregador em Pequim viralizou, levando à publicação do seu primeiro livro, Entrego Encomendas em Pequim… (Insight Media, 2023). Desde então, tornou-se um grande best-seller na China e está sendo traduzido para quinze idiomas.   


Próximo lançamento da Self:
Empatia em Ação, de Tony Bates e Dra. Natalie Petouhoff.

Novas edições de obras de Thomas Mann saem este mês

Em 2026 assinala-se 70 anos da morte de Thomas Mann (1875-1955). A Dom Quixote reedita algumas das suas obras literárias mais emblemáticas, nomeadamente A Montanha Mágica, O Mário e o Mágico, Os BuddenbrookTonio Kröge.
Deste escritor distinguido com o Prémio Nobel de Literatura em 1929 sai também, pela Livros do Livros, reedições de A Montanha Mágica, Desordem e Primeira Paixão e As Três Últimas Novelas.

Esta é a história de Hans Castorp, herói singelo e sonhador, filho traquinas da vida, objeto pedagógico disputado por figuras ideológicas em oposição, o hóspede que sobe à montanha por três semanas apenas, de visita e de passagem, e acaba por lá ficar sete anos, nem longos, nem breves, herméticos tão-só.
História mágica ou filosófica, romance histórico ou de formação, narrativa sobre o tempo ou viagem interior de um jovem alemão honrado e ávido de experiências, este romance envolve e enreda o leitor em teias mágicas que não mais o libertarão, entre a sátira e a seriedade, o humor e a ironia, a luz e o niilismo, numa sinfonia contrapontística em que liberalismo e conservadorismo, decadência e sublimação, doença e saúde, espírito e natureza, morte e vida, honra e volúpia se sucedem num torvelinho que só a Primeira Guerra Mundial conseguirá dissipar.
Quando as fundações da Terra e da montanha mágica começam a tremer, quando o mundo hermético feito de tédio, torpor e exasperação começa a abalar, por ação do trovão e do enxofre, das baionetas e dos canhões, é que o arganaz adormecido esfrega os olhos e começa a endireitar-se, saindo da sua tenaz hibernação, expulso do seu reino e dos seus sonhos, salvo e liberto, depois de quebrado tão longo e mágico encanto.

Um pai anónimo conta-nos o conturbado início de férias da sua família numa estância balnear italiana, em finais dos anos 1920. Desde que chegaram que repara serem tratados de forma desagradável devido à sua condição de estrangeiros, observando o ambiente oprimente e de crescente nacionalismo que os rodeia. Este vem à tona quando um acontecimento inocente toma as proporções de um escândalo, precipitando o fim da viagem da família. No entanto, antes de terminarem a sua estada, um mágico chega à pequena localidade, anunciando o seu espetáculo. Este parece ser uma boa oportunidade de divertimento para as crianças, que se mostram entusiasmadas com a ideia. Mas o suposto entretenimento de leve não tem nada.
Cavaliere Cipolla, como é anunciado nos cartazes, não é um mágico vulgar mas uma espécie de hipnotizador, um mestre nas «artes ocultas» - ele tem a capacidade de manipular e humilhar as pessoas apenas com a força da sua vontade, sendo o poder e controlo que exerce sobre o seu pequeno público comparável ao dos ditadores sobre as massas. Ao mesmo tempo ofensivo e intrigante, o diabólico Cipolla repulsa e cativa o público até ao fim da sua exibição, que termina de forma surpreendente e inesperada.

Os Buddenbrook narra a ascensão e a decadência de uma família burguesa alemã através de quatro gerações. Mais do que a crónica em torno da vida e costumes dos seus personagens, este romance é a metáfora exemplar das contradições e dilemas de uma classe, cujo poder e domínio se constroem sobre a fraude, a hipocrisia e a alienação. Ao mesmo tempo, como posteriormente acontecerá nos seus principais romances, Thomas Mann propõe e desenvolve o tema da arte como a instância privilegiada em que o homem pode reflectir sobre si, a sua época e o seu meio.

Tonio Kröger é um jovem escritor de origem burguesa. Espírito atormentado, leva uma vida solitária, como que à parte dos outros homens. Não consegue viver sem se questionar constantemente, a si e ao seu trabalho, mas ao mesmo tempo aspira a uma existência banal, como a dos que vivem sem pensar, dos que não se analisam, não sonham, dos que se contentam em abandonarem-se aos instintos sociais. Numa palavra, sonha viver como Hans e Ingeborg, jovens e belos, loiros e de olhos azuis.
Thomas Mann aborda pela primeira vez na sua obra o tema do artista em choque ou em progressivo divórcio com a vida, tema que tanta importância viria a assumir no seu romance Doutor Fausto. Em grande parte autobiográfico, Tonio Kröger é a base de toda a obra de Thomas Mann.


Publicada em livro em 1926, logo após A Montanha Mágica, a novela Desordem e Primeira Paixão é, de certa forma, o contraponto de Thomas Mann a esse grande romance: da imponência dos Alpes e das grandes ideias desce aqui à domesticidade burguesa e suas tensões familiares. Mas ambos os textos espelhavam a viragem política que se sentia na Europa. À volta da mesa do Professor Cornelius, as quatro crianças e a sua mulher reúnem-se para acolher um conjunto de jovens amigos. Os efeitos da crise económica não escapam à vista daquela casa respeitável, onde há apenas couve-lombarda a imitar costeletas para a refeição e o mordomo enverga um casaco demasiado curto. E no decorrer daquele encontro, uma dança deixará todos em alvoroço, velhos e novos, senhores e criadagem, expondo uma reflexão a um só tempo melancólica e humorística.


História de uma mulher de meia-idade em tumulto físico e emocional, que pode ser lida como o contraponto feminino de A Morte em Veneza, A Mulher Atraiçoada foi a última novela publicada por Thomas Mann, em 1953. Mais de uma década antes, em 1940, lançara As Cabeças Trocadas, a sua versão filosófica de uma lenda indiana em torno de um triângulo amoroso. E, entre as duas, em 1943, escreveu A Lei, um novo olhar sobre a vida de Moisés, o nascimento do povo judeu e a construção de um código moral que os nazis procuravam então destruir.
Traduzidas pela primeira vez do alemão, as três últimas novelas de Thomas Mann são agora integradas num só volume por onde perpassa uma mesma voz de grande ironia e paródia, um questionamento constante das normas e uma reflexão poeticamente tecida sobre a complexidade do comportamento humano.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Em 2026 assinala-se 50 anos deste a morte de Agatha Christie

2026 é um ano para revisitar o universo de Agatha Christie. 

A 12 de Janeiro passado fez meio século desde o falecimento da icónica escritora, e há um renovado interesse nas suas obras. Para começar, as Edições ASA reeditaram a sua Autobiografia (há muito tempo esgotada) esta semana e uma reedição de O Mistério dos Sete Relógioscom uma capa alusiva à minissérie intitulada Os Sete Relógios - a estrear a 15 deste mês - que a Netflix adaptou deste romance publicado originalmente no Reino Unido em 1929. Este policial é protagonizado pelo perspicaz inspetor-chefe Battle, numa história repleta de intrigas, humor e reviravoltas que só Agatha Christie (nascida em 1890 e falecida em 1976) poderia criar. A produção da Netflix conta com Mia McKenna-Bruce e Helena Bonham Carter, com roteiro de Chris Chibnall (trailer).

Sinopse
Agatha Christie ficará para sempre conhecida como a Rainha do Crime.
O conjunto da sua obra já ultrapassou os dois mil milhões de exemplares, granjeando-lhe o epíteto de romancista mais vendida do mundo. Um sucesso à escala planetária, ao qual a autora contrapôs uma vida pessoal envolta em mistério. Embora se tivesse mantido afastada das luzes da ribalta, escreveu secretamente uma autobiografia, que foi publicada apenas após a sua morte.
Com rara paixão e audácia, Agatha Christie fala-nos sobre a sua infância no final do século XIX, as duas guerras mundiais que testemunhou, os dois casamentos e as experiências como escritora e entusiasta de viagens e expedições arqueológicas, em que participava ativamente com o segundo marido. 
Uma obra que revela a face humana e surpreendentemente extravagante por detrás da mais lendária escritora do século XX. 


Sinopse
Todos sabem que Gerry Wade é um dorminhoco. Numa festa em Chimneys, o seu grupo de amigos decide pregar-lhe uma partida memorável. Compram oito relógios despertadores, programam os alarmes para começarem a tocar um após o outro, a partir das 6h30 da manhã. Os amigos tinham razão ao esperar um efeito surpreendente, mas não podiam imaginar que fosse tão trágico. Ao amanhecer, rapidamente percebem que um dos relógios desapareceu e que Gerry não voltará a acordar. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Gradiva reedita livros de Luís Portela, Ian McEwan e de Freud

O primeiro livro que foi publicado pela Gradiva há 45 anos ganha 
uma nova edição revista da tradução para língua portuguesa de Joana Morais Varela. Delírio e Sonhos na Gradiva de Jensen já foi considerado um dos mais engenhosos e instigantes textos de Sigmund Freud. Disponível a partir de 13 deste mês. 

Texto sinóptico
Que relação existe entre os sonhos, a arte e o inconsciente? Neste livro fascinante, Sigmund Freud analisa o romance Gradiva, do escritor alemão Wilhelm Jensen (1837 – 1911), para mostrar como os desejos reprimidos e os conflitos internos se escondem até mesmo nas pequenas acções quotidianas. 
O jovem protagonista do romance, fascinado por um baixo-relevo da Roma Antiga, começa a viver entre a realidade e o delírio – e é aqui que Freud nos convida a escavar, como arqueólogos da mente, os traços profundos da psique humana. 
Através da análise da arte, do delírio e do sonho, Freud revela como a pulsão, o desejo e o recalcamento se manifestam sob a superfície do consciente. O que à primeira vista parece ser apenas uma interpretação literária transforma-se numa investigação profunda dos meandros do inconsciente: as escavações arqueológicas do protagonista tornam-se metáfora da escavação psíquica, a partir da qual renascem memórias e fantasias recalcadas. 


Cães Pretos, romance de 1992, desenvolve improváveis e invulgares combinações de suspense, ética, filosofia e ideologia política e religiosa. Noutras mãos, semelhante mistura poderia tornar-se letal, nas mãos de Ian McEwan é simplesmente inebriante. Esta nova edição fica disponível a 27 de Janeiro.

Texto sinóptico
Dois jovens membros do Partido Comunista, June e Bernard, conhecem-se em Londres em 1946. Apaixonam-se perdidamente e casam-se. Durante a lua-de-mel em França, June sofre uma experiência que altera a sua vida: descobre a religião e acaba por renunciar ao partido. Cinco anos depois, June e Bernard Tremaine separam-se. Nunca chegam a divorciar-se nem a envolver-se romanticamente com outras pessoas. Embora as convicções vão enfraquecendo lentamente, Bernard mantém-se no partido até 1956. June e Bernard voltam a aparecer na história 40 anos mais tarde, quando o seu genro Jeremy investiga a história pessoal e intelectual de ambos. 
Religião versus razão. A memória de um versus a memória de outro. Amor versus existência diária. Sacrificar o individual pelo bem das massas. É disto de que nos fala Cães Pretos
Tendo como cenário a queda do Muro de Berlim, Cães Pretos recua no tempo até à Europa do pós-guerra e mostra como a guerra e os seus demónios mudaram o destino de uma família. Metafórica e literalmente, os cães pretos do título percorrem a paisagem deste romance – a Europa e a família Tremaine. 


Também à venda no dia 27 deste mês estará a reedição de Ser Espiritual, obra de reflexão sobre a condição espiritual do ser humano, escrita por Luís Portela. Neste livro, o autor propõe uma aproximação entre ciência moderna e espiritualidade — convidando o leitor a reconsiderar o que significa “ser”, para além do mundo material e tecnológico. 

Texto sinóptico
Aparentemente, a Humanidade tem feito uma grande progressão no domínio tecnológico, mas, mantendo-se embriagada com a exploração material e distraída com um mar de futilidades, tem deixado para segundo plano a exploração do espiritual. O ter tem-se sobreposto ao ser. E, recentemente, parece que já nem faz falta ter, basta parecer. 
Tendo assumido a ilusão tal dimensão, parece oportuno procurar recentrar o Homem no âmago do ser. Foi o que o autor procurou fazer, cruzando os saberes tradicionais com os resultados da investigação científica recente e sugerindo um prévio despojamento de conceitos e preconceitos, uma grande abertura a uma perspetiva diferente dos conhecimentos aceites pela cultura vigente. Ou seja, uma real abertura do leitor a perspetivar o Universo a partir do seu eu espiritual.