O primeiro livro que foi publicado pela Gradiva há 45 anos ganha uma nova edição revista da tradução para língua portuguesa de Joana Morais Varela. Delírio e Sonhos na Gradiva de Jensen já foi considerado um dos mais engenhosos e instigantes textos de Sigmund Freud. Disponível a partir de 13 deste mês.Texto sinóptico
Cães Pretos, romance de 1992, desenvolve improváveis e invulgares combinações de suspense, ética, filosofia e ideologia política e religiosa. Noutras mãos, semelhante mistura poderia tornar-se letal, nas mãos de Ian McEwan é simplesmente inebriante. Esta nova edição fica disponível a 27 de Janeiro.
Que relação existe entre os sonhos, a arte e o inconsciente? Neste livro fascinante, Sigmund Freud analisa o romance Gradiva, do escritor alemão Wilhelm Jensen (1837 – 1911), para mostrar como os desejos reprimidos e os conflitos internos se escondem até mesmo nas pequenas acções quotidianas.
O jovem protagonista do romance, fascinado por um baixo-relevo da Roma Antiga, começa a viver entre a realidade e o delírio – e é aqui que Freud nos convida a escavar, como arqueólogos da mente, os traços profundos da psique humana.
Através da análise da arte, do delírio e do sonho, Freud revela como a pulsão, o desejo e o recalcamento se manifestam sob a superfície do consciente. O que à primeira vista parece ser apenas uma interpretação literária transforma-se numa investigação profunda dos meandros do inconsciente: as escavações arqueológicas do protagonista tornam-se metáfora da escavação psíquica, a partir da qual renascem memórias e fantasias recalcadas.
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Dois jovens membros do Partido Comunista, June e Bernard, conhecem-se em Londres em 1946. Apaixonam-se perdidamente e casam-se. Durante a lua-de-mel em França, June sofre uma experiência que altera a sua vida: descobre a religião e acaba por renunciar ao partido. Cinco anos depois, June e Bernard Tremaine separam-se. Nunca chegam a divorciar-se nem a envolver-se romanticamente com outras pessoas. Embora as convicções vão enfraquecendo lentamente, Bernard mantém-se no partido até 1956. June e Bernard voltam a aparecer na história 40 anos mais tarde, quando o seu genro Jeremy investiga a história pessoal e intelectual de ambos.
Religião versus razão. A memória de um versus a memória de outro. Amor versus existência diária. Sacrificar o individual pelo bem das massas. É disto de que nos fala Cães Pretos.
Tendo como cenário a queda do Muro de Berlim, Cães Pretos recua no tempo até à Europa do pós-guerra e mostra como a guerra e os seus demónios mudaram o destino de uma família. Metafórica e literalmente, os cães pretos do título percorrem a paisagem deste romance – a Europa e a família Tremaine.
Também à venda no dia 27 deste mês estará a reedição de Ser Espiritual, obra de reflexão sobre a condição espiritual do ser humano, escrita por Luís Portela. Neste livro, o autor propõe uma aproximação entre ciência moderna e espiritualidade — convidando o leitor a reconsiderar o que significa “ser”, para além do mundo material e tecnológico.
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Aparentemente, a Humanidade tem feito uma grande progressão no domínio tecnológico, mas, mantendo-se embriagada com a exploração material e distraída com um mar de futilidades, tem deixado para segundo plano a exploração do espiritual. O ter tem-se sobreposto ao ser. E, recentemente, parece que já nem faz falta ter, basta parecer.
Tendo assumido a ilusão tal dimensão, parece oportuno procurar recentrar o Homem no âmago do ser. Foi o que o autor procurou fazer, cruzando os saberes tradicionais com os resultados da investigação científica recente e sugerindo um prévio despojamento de conceitos e preconceitos, uma grande abertura a uma perspetiva diferente dos conhecimentos aceites pela cultura vigente. Ou seja, uma real abertura do leitor a perspetivar o Universo a partir do seu eu espiritual.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
Gradiva reedita livros de Luís Portela, Ian McEwan e de Freud
publicado por Miguel Pestana
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