segunda-feira, 16 de julho de 2018

«A Viagem», de Francesca Sanna

Editora: Fábula
Data de publicação: 04-06-2018
N.º de páginas: 48
Os termos “refugiado” e “migrante” nunca foram tão usados nos meios de comunicação como nos últimos tempos. São inúmeros os livros sobre estas temáticas que têm sido publicados um pouco por todo o mundo, para informar e alertar os leitores sobre as géneses e problemáticas à escala global que estes acontecimentos podem resultar, se não forem resolvidos. Os editores e escritores para o público infantil e juvenil, são da opinião de que é preciso falar de assuntos sérios com as crianças, e portanto, este flagelo não deve passar despercebido — até porque elas, inadvertidamente, ouvem as notícias que passam na televisão.
A Viagem é o título de um novo álbum ilustrado, escrito e ilustrado pela italiana Francesca Sanna, que aborda o tema delicado de uma família refugiada. Em texto posfácio, a autora informa que entrevistou muitas pessoas de inúmeros países que passaram por esta situação dolorosa.
Eu vivo com a minha família numa cidade perto do mar. (…) no ano passado as nossas vidas mudaram para sempre (…) A guerra chegou. Todos os dias começaram a acontecer coisas horríveis.
É através da voz do filho do casal que vamos acompanhando o trilho da história, que começa com uma família constituída por quatro elementos e logo fica restringida a três: a mãe e os dois filhos.
Um dia a guerra levou o meu pai. Desde então, tudo ficou mais sombrio e a minha mãe foi ficando cada vez mais preocupada.
O lugar onde sempre viveram deixa de ser seguro e por isso despedem-se de todos os que conhecem e, «na calada da noite», dão início a uma viagem (física e emocional) muito atribulada, atravessando fronteiras (de carro, barco, a pé).
Quanto mais nos afastamos… mais deixamos para trás.
O medo, o desespero, a perda, a instabilidade, o perigo, são emoções que despoletam interiormente na mãe destas crianças. Mas, qual mãe-coragem, ela nunca transparece esses sentimentos para os filhos, ao longo da sua jornada.
A Viagem aborda de forma subtil um tema muito delicado, não esquecendo de sublinhar a dureza do mesmo. O que o texto não revela, a parte visual deste álbum encarrega-se de fazê-lo. As ilustrações ricamente detalhadas que acompanham esta história são plenas de metáforas, criam impacto e captam perfeitamente as dificuldades enfrentadas pela família que é obrigada a migrar. Há muitas sombras e manchas de cor preto nas páginas de A Viagem, mas há também cor e esperança.
Podemos interpretar este livro de duas formas: uma, vendo-o como um álbum infantil, e lendo-o e mostrando-o às crianças; outra, como uma novela gráfica, indicado para adolescentes e adultos. Seja através da primeira ou da segunda forma, este é um livro que ajudará a entender o mundo em que vivemos.

Autobiografia de Osho na primeira semana de Agosto à venda

A Pergaminho, a editora que tem levado aos leitores portugueses a maioria das obras de Osho (actualmente conta com quase 50 títulos publicados), vai publicar no início de Agosto a autobiografia do indiano Rajneesh Chandra Mohan Jain (1931-1990), o líder religioso e mestre na arte da meditação e do despertar da consciência.
Sinopse de Autobiografia de um Místico Espiritualmente Incorreto
Há mais de vinte anos que Osho abandonou a sua vida corpórea, «tão calmamente como se estivesse a partir de férias», como disse o seu médico. Este livro pretende oferecer uma contextualização histórica e biográfica de Osho e da sua obra. Quem era este homem, conhecido como «o guru do sexo», «o pai da meditação dinâmica», «o guru dos Rolls-Royce», ou, simplesmente, como «Mestre»? Ao longo destas páginas encontramos a história da sua infância e educação, da sua vida como professor catedrático de Filosofia e das suas viagens pelo mundo, a ensinar a importância da meditação, bem como uma reflexão atenta acerca do seu legado filosófico e espiritual. 
Autobiografia de um Místico Espiritualmente Incorreto é uma celebração da vida de um dos mestres espirituais mais provocantes dos nossos dias.
Na década de 1970, Osho captou a atenção de milhões de jovens ocidentais fascinados pela meditação e pela transformação pessoal; quase duas décadas após a sua morte, a influência dos seus ensinamentos não deixa de crescer, atraindo leitores em todo o mundo. 

Algumas obras de Osho que a editora já publicou:
Padres e Políticos (2017); Encontros Com Pessoas Extraordinárias (2011); Tantra - A Compreensão Suprema (2006); O Livro do Sexo (2005); Intuição (2003).

Novo tríler: «O Gene da Atlântida», de A. G. Riddle

A Lua de Papel decidiu neste Verão premiar os seus leitores com um tríler arrepiante. Trata-se de O Gene da Atlântida, o romance de estreia de A. G. Riddle, autor americano que vive na capital da Carolina do Norte. Esta livro com 536 páginas, traduzido para português por Pedro Ribeiro, deu origem à trilogia The Origin Mystery.
Sinopse
Há 70 mil anos, a erupção de um supervulcão na Indonésia quase levou a raça humana à extinção. Sobrevivemos, mas nunca ninguém percebeu como, nem porquê. Até agora. Os Immari, uma sociedade secreta de contornos maçónicos, guardam o segredo há dois mil anos. E desde então têm feito de tudo para evitar que seja revelado.
Até que, na costa da Antártida, a erosão de um iceberg revela um submarino nazi há muito desaparecido - acoplado a uma estrutura que não devia, nem podia, estar ali. a milhares de quilómetros, num laboratório em Jacarta, a brilhante investigadora Dra. Kate Warner acredita ter descoberto finalmente a cura para o autismo.
Mal sabe ela, porém, que duas das crianças que acompanha, e que revelam um comportamento invulgar, podem esconder a chave para a compreensão das origens da nossa espécie. E não imagina que as suas experiências estão a ser seguidas de muito perto pelos Immari. David Vale, um agente que há anos vigia a perigosa seita dos Immari, percebe entretanto que algo de estranho está a acontecer.
Os serviços secretos onde trabalha estão sob ataque, sucedem-se as mortes, e ele é o próximo alvo a abater. E sabe que apenas uma pessoa no mundo o pode ajudar a solucionar o enigma: a Dra. Kate Cooper. Juntos irão envolver-se numa intriga internacional, que os levará a percorrer meio mundo, dos cumes gelados do Tibete ao calor asfixiante da Indonésia, numa corrida contra o tempo, em que está em jogo a sobrevivência da raça humana.

domingo, 15 de julho de 2018

Seis novos livros infanto-juvenis que este mês são lançados

O Meu Amigo de Outro Mundo
de Ross Montgomery (ilustração da capa de David Litchfield, autor e ilustrador de O Urso e o Piano e O Gigante Secreto do Avô)

Caitlin tem 10 anos e vive com os pais numa ilha deserta onde nada acontece.
Um dia, depois de uma chuva de meteoros, ela encontra um pequeno extraterrestre perdido na praia. Apesar de lhe parecer estranho, Caitlin percebe que ele está assustado e decide tomar conta dele.
Fala-lhe sobre a amizade e a família, mostra-lhe as estrelas, ensina-o a falar e até lhe dá um nome: Perigeu. Há apenas um pequeno problema, o seu amigo Perigeu não para de crescer. E, no dia em que o mundo o descobre, a história ganha uma dimensão tal que a própria Terra fica em perigo.
Há apenas uma pessoa capaz de salvar o mundo e o Perigeu: Caitlin.

«Cheia de magia e alegria, esta história é uma das melhores aventuras dos tempos modernos.» BookTrust


A Orquestra do Bacio
de Guido Van Genechten

Apresentamos a primeira Orquestra do Bacio do mundo! Sim, isso mesmo: com sons do bacio. Então, de ouvidos bem abertos (e nariz bem fechado), desfruta este verdadeiro concerto! Desafiamos-te a tentar não te rires e convidamos-te a ir buscar o teu bacio para te juntares à festa! Do autor de Posso espreitar a tua fralda?


Escondidas
de Sam Mcbratney

«Já te escondeste? Aí vou eu!»
Brincar às escondidas na floresta pode conduzir a descobertas inesperadas... Vê com mais atenção... Que coisas consegues encontrar no meio das árvores?

Os livros de Sam McBratney estão traduzidos para mais de cinquenta países, tornando-se alguns deles em best sellers. Por exemplo, Adivinha Quanto Eu Gosto de Ti, também editado pela Caminho, vendeu mais de 40 milhões de cópias em todo o mundo.


Rosa Meira, Engenheira
de Andrea Beaty e ilustrações de David Roberts

O que para alguns é lixo, para a pequena Rosa Meira é fonte de inspiração!
Mas só quando está sozinha no sótão, à noite, é que a tímida menina se permite dar asas à imaginação. É então que constrói as mais incríveis engenhocas, como por exemplo umas calças-balão, um chapéu anti cobra ou uma geringonça voadora!
Tudo criações verdadeiramente assombrosas, que, todavia, ela não mostra a ninguém com medo de fracassar e ser alvo de troça. Até que recebe a providencial visita da sua tia-avó Rosa, que a faz perceber que não há maior fracasso do que desistirmos dos nossos projetos com medo de nos expormos.

Dos mesmos autores: Ivo Neto, Arquiteto


Que Medo!
de Barbara Frandino

É verdade que quando os pais se separam têm de dividir tudo, até mesmo o gato, e que, por isso, a mãe poderá ficar com o focinho, e o pai com a cauda? E que uma vez um menino meteu a mão no escuro e nunca mais a encontrou?
Podemos ter medo de muitas coisas diferentes: de nos perdermos, de crescer, de sermos criticados, de falhar… O medo é uma emoção normal, que deve ser respeitada, e que nos permite ficar de sobreaviso em relação aos perigos. Mas é também uma faca de dois gumes: por vezes, não conseguimos distinguir uma preocupação real de uma desnecessária.
Neste livro, vais ficar a conhecer os medos e os seus pontos fracos, porque para enfrentar o inimigo é preciso primeiro conhecê-lo e depois ter uma carta na manga para o derrotar.
Com posfácio de Stefania Andreoli, psicóloga e psicoterapeuta.


Fábulas de perder e ganhar
de Margarida Fonseca Santos, Rita Vilela, Maria Teresa Maia Gonzalez e ilustrações de Susana Monteiro

Publicado em 2011 pela Pi, uma das chancelas do Grupo Babel, este livro escrito pelas mãos de três reconhecidas autoras de livros infanto-juvenis é reeditado este mês pela Verbo.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Novo romance de Megan Maxwell

É publicado na próxima semana Uma Flor para Outra Flor, o 4.º livro da nova série de Megan Maxwell, a popular autora de romance sensual.
'As Guerreiras Maxwell' conjuga o romance histórico com erotismo, possui personagens bem construídas e uma intensa história de amor que fará as delícias dos leitores mais românticos.

Há um tempo Zac pousou os olhos em Sandra, uma jovem de cabelo castanho que o cativou com o seu sorriso. Mas quando o pai de Sandra faleceu, os avós maternos obrigaram-na e à mãe a deixar as Highlands, e a regressar a Carlisle, um sítio onde não conseguem ser felizes, sobretudo quando os avós estão empenhados em arranjar-lhe marido.
Disposto a salvar a amada, Zac foi até Carlisle, mas ao chegar depara-se com Sandra rindo divertida com um dos ingleses. Assombrado e de coração partido, regressou às Highlands determinado a esquecê-la. Para ganhar tempo, Sandra ia afastando os pretendentes, aumentando a inimizade dos avós e por fim a culpa pela morte da avó.
Quarto volume da série de grande sucesso Guerreiras Maxwell da autoria de Megan Maxwell. Com mais de 1,7 milhões de leitores a autora é um êxito de vendas no género da literatura erótica.
Com uma componente erótica própria deste género, trata-se de uma história de amor apaixonante, com personagens fortes e dramáticas, que nos farão sonhar com os highlanders.

Passatempo: «Mafalda - Assim vai o mundo», de Quino

Passatempo a decorrer na página deste blogue no Facebook, aqui.

Acaba de chegar às livrarias com o carimbo Editorial Bizâncio

O Messias das Plantas, de Carlos Magdalena
«Permitam que me apresente. Chamo-me Carlos Magdalena e sou apaixonado por plantas.
Em 2010 fui apelidado de «El Mesías de las Plantas» por Pablo Tuñón, um jornalista que escreveu sobre o meu trabalho no jornal espanhol La Nueva España. Suspeito de que o nome se inspirou em parte na minha barba e cabelo compridos pós-bíblicos, bem como no facto de eu dedicar uma grande parte do meu tempo a salvar plantas que se encontram à beira da extinção.»
in Introdução

O Messias das Plantas é a história inspiradora de um homem que dedicou a sua vida – e a arriscou – em prol da salvação de espécies ameaçadas, sempre com o desígnio de fazer do planeta Terra um sítio mais verde e feliz.

Inofensivas, Como Tu, de Rowan Hisayo Buchanan
Em 2016, Jay, o filho de Yuki, torna-se pai, convicto de que tem um casamento feliz. É o ano em que confrontará a sua mãe, que o abandonou quando tinha apenas dois anos.
Escrito com inquietante beleza, Inofensivas, Como Tu, é um romance pleno de suspense acerca das complexidades da identidade, da arte, das amizades da adolescência e dos laços de família que, em última instância, nos coloca perante a questão: Como abandona uma mãe o seu filho?
Uma narrativa brilhante de amor, solidão e reconciliação.

«Um romance elegante e comovente, cuja intensidade cresce à medida que a narrativa evolui, explorando as questões da pertença, alienação e desejo.» Daily Mail

quinta-feira, 12 de julho de 2018

«Beleza Natural», o novo livro de Deepak Chopra e da nutricionista Kimberly Snyder

No último dia deste mês a Self Editora publicará um novo livro: Beleza Natural. O reputado autor Deepak Chopra, juntamente com a nutricionista americana Kimberly Snyder, criaram um programa baseado em seis pilares de vida saudável: alimentação, cuidados com o corpo, sono, uma vida mais natural, movimento e espiritualidade.

Beleza Natural oferece dicas práticas e rotinas inovadoras antienvelhecimento e tem como factor especial o DO IT YOURSELF: mostra-nos como podemos fazer tratamentos caseiros e outros cuidados de beleza naturais, para tratar desde o acne às rugas, passando pelo cuidado com o cabelo, unhas, entre outros. Apresenta também dicas dietéticas e receitas saudáveis e nutritivas para o corpo e formas de reduzir os produtos químicos tóxicos, radiações e poluição no corpo.

Capítulos: Alimento Interior; Alimentação Exterior; O Pico do Sono de Beleza; Beleza Primordial; Movimento Belo; Beleza Espiritual.

«Este programa teve impacto não só na minha saúde, mas na minha vida em geral. É um livro imprescindível para dar o próximo passo na sua evolução em direção a uma vida plena.» Drew Barrymore
Excerto
«O caminho para a Beleza Natural começa com a questão mais básica: o que é a beleza? Sentimos a necessidade premente de uma nova definição, e a sociedade está pronta para ela. A beleza não é uma desconhecida. Estamos, de várias formas, obcecados por ela.
Na nossa vida quotidiana, encontramos, inevitavelmente, a palavra beleza. Se levantarmos os olhos enquanto fazemos compras na nossa farmácia local, encontraremos diversos corredores atafulhados de produtos que prometem tornar‑nos mais belos. Existem incontáveis revistas e websites dedicados à beleza, que nos ensinam diversas maneiras de perder peso, escolher o batom perfeito, criar olhos esfumados como os das celebridades e copiar as últimas tendências em penteados. Se pararmos e olharmos em volta, para a nossa cultura, o conceito de beleza parece muito importante. Mas o que é, exatamente, a beleza, e, quando pensamos nesta palavra, o que significa para nós?»
Outros livros de Deepak Chopra já publicados pela Self:

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Reeditada biografia da Rainha Mariana Vitória de Bourbon


Chegará às livrarias no dia 13 o livro chancelado pela Temas e Debates Mariana Vitória de Bourbon – A Rainha Discreta, a primeira a única biografia de uma rainha consorte que foi regente e promotora da paz.
Exemplarmente escrita e estruturada, este livro de Paulo Drumond de Braga, que agora é reeditado (em 2014 foi publicado pelo Círculo de Leitores), revela a vida desta Rainha que viveu entre Espanha e Portugal e que ajudou a evitar uma guerra entre as duas monarquias ibéricas.

Sinopse
D. Mariana Vitória de Bourbon (1718-1781), mulher de D. José I, rainha consorte de Portugal, era filha de Filipe V de Espanha e de Isabel Farnesio. Viveu na corte de Versalhes, pois a sua mão esteve prometida a Luís XV, rei de França.
Casou aos 10 anos de idade por procuração em Madrid com o herdeiro da coroa portuguesa, futuro D. José I. O casamento foi consumado quatro anos depois, no dia em que completou 14 anos de idade. Foi mãe de quatro filhas, uma delas a futura D. Maria I.
Mulher decidida, prudente, sensata, devota, esmoler e culta, adorava divertir-se na caça, na equitação, nas touradas, na música e em jogos diversos ao uso do seu tempo. D. José I, que nela confiava plenamente, encarregou-a duas vezes do governo do reino. Conselheira de sua filha, a rainha D. Maria I, passou um ano em Espanha ajudando a selar a paz entre as duas monarquias ibéricas.

Do mesmo autor, entre outros, encontram-se publicados os livros:
D. Pedro II. Uma Biografia (2006)
A Princesa na Sombra. D. Maria Francisca Benedita (1746-1829) (2007)
O Príncipe D. Afonso (2012)
D. Maria (1521-1577) (2012)
D. Pedro III. O Rei Esquecido (2013)
Nas Teias de Salazar (2017)

domingo, 8 de julho de 2018

«Na Praia de Chesil», de Ian McEwan

Editora: Gradiva
Data de publicação: Janeiro de 2007
N.º de páginas: 132
O Complexo de Electra define-se como sendo uma atitude emocional que todas as raparigas têm para com a sua mãe, tratando-se de um atributo que implica uma identificação tão completa com a figura materna que a filha deseja, inconscientemente, eliminá-la e possuir o pai. Complexo de Édipo Feminino era como Freud o referia. A protagonista feminina do romance Na Praia de Chesil chama-se Florence, uma violinista na casa dos 22 anos, detentora de nenhuma experiência sexual, e é por isso, talvez, que compreende-se a sua atitude avessa ao prazer e muita repulsa sobre a sexualidade: «Talvez tenha de fazer uma psicanálise. Talvez o que eu precise mesmo de fazer seja matar a minha mãe e casar com o meu pai.» (p. 118)
O desenrolar da narrativa construída pelo britânico Ian McEwan passa-se num hotel na costa de Dorset onde Edward e Florence preparam-se para iniciar a sua vida sexual, que aliais, é um dos propósitos do seu casamento. Em lua-de-mel, e extremamente ansiosos para que a noite de núpcias chegue, nesse mês de Verão de 1962, o casal desentende-se: «Amava-a, mas queria abaná-la para a despertar, ou esbofeteá-la… » (p. 76).
Edward, que julgava estar perto de consumar o seu desejo, depois de um acumular de inférteis investidas («O dia de Outubro em que ele viu pela primeira vez os seios dela nus precedeu de muito o dia em que os pôde tocar – 19 de Dezembro. Beijou-os em fevereiro, embora não os mamilos, que roçou com os lábios uma vez, em Maio.» (p. 22)), irá ter que repensar o seu futuro.
A partir deste acontecimento, o autor britânico, vencedor do Booker Prize em 1998, começa a contar a história dos protagonistas, desde as suas infâncias, sendo precisamente nessa etapa da vida deles que reside o foco dos seus principais receios, que os bloqueiam viver um relacionamento estável.
O percurso da narrativa é intercalado com o recorro de flashbacks, e assim Ian McEwan dá a conhecer ao leitor um pouco do historial do relacionamento do casal.
No final desta breve narrativa, se conhecerá os culpados de todos os acontecimentos que tiveram lugar em Chesil: complexos não resolvidos.
É sempre bom ler um livro com poucas páginas e com tanto conteúdo. Na Praia de Chesil revela um trabalho de génio, de um autor que engendra histórias que são complexas, que nos fazem reflectir.
Estreou nas salas de cinema portuguesas na passada quinta-feira o filme baseado neste romance, contando com desempenhos dos actores Saoirse Ronan e Billy Howle nos principais papéis.

sábado, 7 de julho de 2018

Está quase a ser publicado «Melhore a Sua Visão», de Martin Brofman

Do mesmo autor de Tudo Pode Ser Curado (Lua de Papel, Outubro 2017) e de A Causa Interior (Pergaminho, Março 2018), chega-nos a 13 de Julho um novo livro de Martin Brofman (1940-2014), o americano que desenvolveu o Sistema do Corpo Espelho, que o viria a curar de um tumor terminal em 1975.
Melhore a Sua Visão apresenta um sistema de cura destinado a todos aqueles que desejem melhorar a sua visão, ou seja, melhorar a imagem que têm de si mesmos e a forma como veem o mundo.
A qualidade da sua visão é uma metáfora do modo como você se vê a si próprio e ao mundo, pois o seu corpo físico é um reflexo do seu corpo interior.

Este método permite-lhe:
Tomar consciência dos aspectos metafóricos da sua visão;
Experimentar a visão clara como estado que existe em si e que lhe é possível encorajar;

Criar uma nova maneira de ser e de ver, mais eficaz para si.

Outros livros que podem interessar:
Ioga para Corrigir a Visão, de Kazuhiro Nakagawa (Pergaminho)
Melhore a sua Visão Através de Métodos Naturais, de Meir Schneider (Alma dos Livros)

Novo lançamento da Pergaminho: «A Arte do Silêncio»

Com tradução de Rita Canas Mendes, A Arte do Silêncio é publicado pela Pergaminho no próximo dia 13. Este livro da escritora, editora e professora inglesa Amber Hatch, é «um guia de meditação e um manual para uma vida mais tranquila, plena e harmoniosa.»

Texto sinóptico
O silêncio é um bem cada vez mais raro no nosso mundo. Vivemos imersos em ruído: das solicitações profissionais, afetivas e familiares do quotidiano, ao burburinho das redes sociais e ao monólogo interior da nossa ansiedade. Esquecemo-nos de que todo este ruído não é natural nem necessário; esquecemo-nos de que o silêncio é sequer possível.

Amber Hatch explica aqui, num estilo prático e acessível, como cultivar, na agitação das nossas vidas quotidianas, espaço para que o silêncio e a respetiva tranquilidade floresçam. Desde a quietude literal - encontrar uns momentos e locais ao longo do dia em que não estejamos sujeitos a ruído - até à figurativa - silenciar a «voz interior» que não para de nos dar recados.

Da mesma autora: Nappy Free Baby (2015); Coloring For Contemplation (2015); More Coloring For Contemplation (2016); Mindfulness for Parents (2017).

Suma de Letras publica romance comovente sobre o amor

Rob Coates não acredita na sua sorte. Tem Anna, a sua incrível mulher e, o mais precioso de tudo, Jack, o filho, que faz de todos os dias uma aventura extraordinária. Rob sente que ganhou a lotaria da vida. Até o dia em que tudo muda, quando Anna se apercebe de que há algo errado com Jack.
É então que o mundo de Rob começa a desmoronar-se. De repente, encontra-se sozinho, procura consolo em fotografar os arranha-céus e os penhascos que ele e Jack costumavam visitar. E quando parece que toda a esperança está perdida, Rob embarca na mais inesquecível das jornadas para encontrar o caminho de volta à vida e ao perdão.

O Céu é Nosso é um romance terno e comovente sobre o amor. A estreia literária de Luke Allnutt é um estímulo e um convite à reflexão, que nos mostra, através do despertar do protagonista, que, quando tudo está perdido, o que resta é o amor.

Elogios da imprensa
«Terno e cru. Directo como a confissão sincera de um amigo, com reviravoltas tão inesperadas como a própria vida.»
Publishers Weekly

«Prepare-se: esta história cheia de emoções vai arrebatar-lhe o coração.»
Sunday Mirror

«Uma leitura comovente sobre o amor e a perda.»
Bella Magazine

«Ecos de David Mitchell, Jodi Picoult e John Green.»
Grazia

«Uma história linda e extremamente emocional. Ainda que precise definitivamente de lenços, é a sensação de esperança que ficará por muito tempo depois de terminar de ler.»
The Sun

«Um romance sobre amor, perda e esperança. Uma estreia vívida e emocionante.»
Library Journal

«Esta representação delicada do amor de um pai pelo seu filho é de partir o coração e ficará consigo muito depois de ter terminado o livro.»
The Express

Novos livros de desenvolvimento pessoal

Depois de Tapping - A Cura Através do Toque, de Michael Bohne, a Editora Cristal publica dois novos livros que visam despertar e potenciar o nosso desenvolvimento e crescimento pessoal.

Diálogos Para o Despertar da Humanidade
de Aníbal Nogueira

Um livro dinâmico sob a forma de diálogos que fomenta o encontro de respostas pessoais a temas como a nossa existência, propósito e sentido enquanto humanidade. Atravessamos uma era que representa uma mudança de paradigma para toda a humanidade. Vivemos a destruturação e o colapsar das falsas crenças e dos sistemas e estruturas que bloqueiam a nossa perceção de sermos seres multidimensionais num mundo dual e densificado. Este livro é uma porta para a abertura da consdência, um ser vivo que interage com o leitor e que o ajuda a encontrar as respostas dentro de si. A sua leitura estabelece a ligação entre o leitor e as dimensões superiores, um caminho para o acordar e para relembrar quem efetivamente somos. Composto por diálogos interiores canalizados de diversos planos e dimensões apostados no processo de ajuda à humanidade, este livro integra informação fundamental para a compreensão, estudo, reflexão e prática desta nova era e constitui uma manifestação de ajuda e serviço no processo de despertar para a nossa realidade enquanto seres multidimensionais. A descoberta de novos mundos volta a ser novamente o nosso trabalho, mas desta vez é a descoberta dos mundos interiores, porque só através do despertar interior, é que cada um de nós poderá crescer, libertar-se e rumar a outras dimensões!


A Lei da Atração
de Sonia Ricotti

Um livro prático que simplifica a aplicação da famosa Lei da Atração recuperando o seu impacto comercial. A Lei da Atração universal estabelece que tudo aquilo para o que direcionamos a nossa atenção consciente, bom ou mau, é repercutido nas nossas vidas na mesma medida. Este livro é uma ajuda preciosa para todas as pessoas conseguirem implementar esta Lei nas suas vidas. De uma forma muito clara e simples explica como se libertar dos sentimentos e da energia negativa e ajuda a criar um estado de espírito gerador de energia positiva permanente que atrairá as situações, as pessoas e as experiências que merece e deseja. Esta Lei está sempre em funcionamento e é independentemente das nossas crenças ou da nossa consciência ou perceção acerca da sua presença e existência. Por isso, todos podemos mudar os nossos pensamentos, a nossa linguagem e, mais importante, as nossas emoções. Autora do livro Olhar a Vida de Frente, na sua 3.ª edição, publicado pela Bookout.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Dois livros que vêm alertar para a dependência das novas tecnologias

Alice no país das sapatilhas
de Susana Tavares
Alice, 15 anos, é a miúda mais popular do colégio. Namora com o Mister Giraço do 12º ano e o seu blogue, «Alice no País das Sapatilhas», soma visitantes e seguidores. Like, like, like! O seu sonho de vida é ser uma Fashion Blogger, sempre atenta às últimas tendências.
Mas, a um mês de fazer 16 anos, o feed da sua vida muda radicalmente quando os pais decidem ir viver para Rolhas, uma pequena e remota aldeia de Trás-os-Montes onde nem sequer há Internet. What? OMG! Vários emojis de espanto!
E agora? Será possível sobreviver à adolescência sem redes sociais? E como é que ela, habituada a viver permanentemente online, vai traçar o seu caminho offline? Longe da cidade, dos centros comerciais, das amigas e do namorado… São demasiados dramas para uma janela de chat só!
Alice no País das Sapatilhas - Tirem-me deste filme é uma história divertida que acompanha as aventuras online e offline de uma adolescente dos dias de hoje, em que os dilemas próprios da idade passam pela existência (ou não) de Wi-Fi.

Excerto
«- Queremos reabilitar a antiga quinta dos avós e trans­formá-la em turismo rural. Eu sei que os avós iam gostar muito... E há meses que eu e o teu pai andamos a pensar no assunto.
- Parece-nos uma boa oportunidade de investimento. Já fizemos um estudo de mercado, há muita procura nesse tipo de alojamentos e a oferta, naquela zona, é bastante reduzida... Enfim, os números são favoráveis.
Se a conversa estivesse a decorrer numa janela de chat, era agora que eu largava uma série de emojis de choque e de surpresa, intercalados com um WTF????!!! em letras maiúsculas e com excesso de pontuação. Mas ali, à mesa e diante dos meus pais, só consigo abrir a boca e ficar em silêncio.
Turismo rural? Por alma de quem?!»


Como Largar o Telemóvel
Manual de Desintoxicação
de Catherine Price
O plano de 30 dias para recuperar a sua vida
O telefone é a primeira coisa em que pega de manhã e a última em que toca antes de dormir? Diz que quer gastar menos tempo com o telefone, mas não tem ideia de como fazê-lo? Se é este o seu caso, este livro é a solução. A premiada jornalista Catherine Price apresenta um plano prático para «acabar» — e depois fazer as pazes — com seu telefone.  Qual o objetivo? Um relacionamento de longo prazo, em que realmente se sinta bem.
Neste livro descobrirá como smartphones e aplicações são concebidos para nos viciar e aprenderá como o tempo que gastamos com eles prejudica nossa capacidade de concentração, de pensar e de formar novas memórias. Este precioso guia permitir-lhe-á fazer mudanças nas suas próprias configurações internas, de modo a retomar o controlo da sua vida

Excerto
«Telemóvel, és espantoso. Literalmente. Não só me permites viajar no tempo e no espaço como me fazes ficar acordada até às tantas da noite a olhar para o teu ecrã. Nem sei quantas vezes fomos para a cama os dois e tive de me beliscar para ver se estaria a sonhar...»

Elogios da imprensa
«... uma solução abrangente e passo-a-passo para gastar menos tempo com o seu telefone e mais tempo para fazer as coisas que gosta.» Booklist

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Ulisseia publica «O Último Ultramarino», do jornalista Xavier de Figueiredo

O Último Ultramarino
Na saga da descolonização de Angola
de Xavier de Figueiredo
Em 2095, ano em que se irão comemorar os 120 anos da independência, assistir-se-á à inauguração, em Luanda, de um memorial de homenagem ao colono de Angola. Trata-se do desfecho natural de um processo de reabilitação da memória dos colonos e de reparação moral dos males que lhes foram infligidos aquando da descolonização e da independência.
Desde a altura em que, como ultramarino, tivera de deixar aquele território e até à data da sua morte, em 2027, Bartolomeu Seabra notara sempre por parte dos dirigentes angolanos alguns gestos de arrependimento - uns mais discretos do que outros - pela debandada que havia sido provocada.
O memorial dá assim sentido vivo à evolução do fenómeno e à reconciliação com a História.
Se à colonização chamam colonialismo, então, até por uma simples aplicação de regras etimológicas, devia chamar-se descolonialismo à descolonização. A preferência por colonialismo é um artifício calculado para diabolizar politicamente a colonização. A realidade da descolonização de Angola, medonha como foi, merecia que lhe chamassem descolonialismo.

terça-feira, 3 de julho de 2018

«O Santo Rei», de Pe. João Vergamota e Mercês Gil

Editora: PAULUS
Data de publicação: Junho 2018
N.º de páginas: 60
Conhecer de forma sucinta a vida do último Imperador da Áustria e Rei da Hungria, Carlos de Habsburgo (1887-1922). Este é o pressuposto do livro infanto-juvenil O Santo Rei, escrito pelo Padre João Vergamota (actualmente pároco da Encarnação, em Mafra), ilustrado por Mercês Gil e publicado pela PAULUS Editora.
A sua infância e adolescência vividas no Castelo de Persenbeug, na Áustria, foram pautadas por uma educação expressamente católica. Bem cedo cresceu em Carlos uma grande devoção pela Santa Eucaristia, e até aos seus últimos dias todas as decisões importantes que tomou, tanto do foro pessoal, social ou político, foram tidas com o auxílio de oração.
Alistou-se aos 16 anos no Exército, onde «todos o olhavam com muita estima, pois era muito amigo dos soldados (…) A todos falava de Jesus (…) também gostava de visitar os doentes e feridos de guerra.»
Em 1911 casou com Zita de Bourbon, uma princesa italiana, de quem veio a ter oito descendentes. Foi proclamado imperador da Áustria em 1916 e coroado rei da Hungria e da Boémia em plena Primeira Guerra Mundial. Nesses tempos conturbados ele lutou por uma paz justa e duradoura e promoveu a justiça. Logo após o fim da guerra, na sequência do desmoronamento do império austro-húngaro, a família real é obrigada a sair do seu país, exilados. 
Após uma curta estada na Suíça, em 1921 a ilha da Madeira acolhe o Imperador e a sua família. Primeiramente alojados durante quatro meses numa dependência do Reid's Hotel, será contudo pela generosidade de um rico banqueiro, Luís Rocha Machado, que Carlos, Zita e os filhos mudam-se para a Quinta do Monte (actualmente denominada por Quinta dos Jardins do Imperador), e a primeira coisa que Carlos manda construir é uma capela. Será nesse compartimento privilegiado da Quinta, na Igreja de Nossa Senhora do Monte (onde os seus restos mortais encontram-se sepultados), na Sé Catedral do Funchal ou na Capela da Penha de França, que este homem notável e altruísta irá engrandecer ainda mais a sua fé. «Por tudo isto começaram a chamar-lhe, com carinho, o Santo Rei».
Estamos em Fevereiro de 1922. Carlos adoece repentinamente, de pneumonia, e acabar por falecer no primeiro dia de Abril desse ano, enquanto invocava o nome de Jesus. Como escreve Dom Duarte de Bragança no prefácio deste livro: «embora fosse Austríaco e Húngaro, nasceu para o Céu na Madeira.»
O Santo Rei é uma obra, que exceptuando duas personagens — Simão e Marta —, é totalmente baseada em factos. Enquanto que as ilustrações de Mercês Gil fazem a história ser mais apelativa aos mais pequenos, as fotografias de época também contidas ao longo do livro, fazem os adultos viajar no tempo e estimulam o seu interesse em conhecer com mais exactidão a história completa de Dom Carlos I. Aos interessados, encontram-se publicados os livros O Beato Carlos da Áustria (DRAC, 2011) e Imperador Carlos da Áustria (Alêtheia, 2013), ambos da autoria de D. Teodoro de Faria; sobre a Imperatriz Zita está disponível nas livrarias o livro Zita, a Imperatiriz Coragem, de Jean Sevillia (Alêtheia, 2013).
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Realçar que o processo de canonização de Carlos da Áustria começou em 1949. Em 2004, foi beatificado pelo Papa João Paulo II.

O humor e o sarcasmo de Mafalda vêm animar este Verão com 4 novos livros


Quem não conhece a Mafalda, a menina reguila que questiona os absurdos da vida e põe a nu os horrores da humanidade?
A Editora Verbo acaba de disponibilizar nas livrarias, para gaúdio dos jovens e adultos, quatro livros com as tiradas mais humorísticas e irónicas da contestatária Mafalda, personagem criada por Quino, autor de banda desenhada (BD), caricaturista e ilustrador argentino.
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Mafalda - Vocês, Adultos, São Todos Iguais!
Para Mafalda, os adultos são todos iguais: nunca respondem às perguntas que, com a sua aguçada imaginação, lhes faz, e só servem para lhe pisar a vida!
Mas, afinal, não serão os adultos uns extraterrestres?


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Mafalda - Amigos prá Vida
Muito mais rebelde e inconformada do que os seus amiguinhos de escola, Mafalda procura neles a ajuda para responder às suas próprias inquietações: afinal, entre amigos, o problema de comunicação pode ser não conseguir incomunicar…!


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Mafalda - Não é Justo!
Para Mafalda, a noção de justiça não é a mesma que para uma outra criança da sua idade: se houvesse justiça, não havia sopa e com tantos mundos evoluídos existentes por essas galáxias, Mafalda teria certamente nascido num outro!


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Mafalda - Assim Vai o Mundo!
Sensível ao mundo que a rodeia e avessa a injustiças, Mafalda agarra-se ao seu globo com o terno desespero de quem quer curar o mundo que vê doente… e sobre o qual até uma mosca "tinha de registar a sua opinião"!

Outros livros: Toda a Mafalda (Verbo, 2014); Quino - 60 Anos de Humor (Documenta, 2017).