quinta-feira, 26 de novembro de 2020

«Durante a Queda Aprendi a Voar» marca o regresso de Raul Minh'Alma

Raul Minh'Alma
, o autor do livro mais vendido em Portugal no ano de 2019 está de regresso com Durante a Queda Aprendi a Voar, mais uma história de amor e superação pessoal que promete dar-te ensinamentos essenciais para venceres as fases negativas da tua vida.

Suma de Letras publica livro de histórias de adormecer para adultos


As mentes ocupadas precisam de um lugar seguro para descansar. Se tens problemas para adormecer, acordas a meio da noite preocupado ou ficas ansioso durante o dia, este livro pode ajudar-te.


Kathryn Nicolai escreve histórias aconchegantes que tanto ajudam o leitor a ter um sono tranquilo como ensinam os princípios da atenção plena para que as horas de vigília se tornem doces e serenas. Com quinze anos de experiência como professora de ioga e meditação, combina na perfeição a narração de histórias com técnicas de treino do cérebro que constroem melhores hábitos de sono ao longo do tempo.

Em Quando Nada Acontece, Kathryn Nicolai oferece, através do apelo intemporal das histórias de adormecer, numa versão para adultos, uma forma saudável para serenar a mente antes de dormir. Uma cidade fictícia serve de pano de fundo a estas histórias, cada uma revelando pequenos e doces momentos de alegria. À medida que os narradores sem nome e sem género contam os seus dias, evocam o conforto que cada uma das quatro estações tem para oferecer e, gentilmente, acalmam o leitor até o sono chegar. Desde celebrar a Natureza, deleitar-se com a alegria ou ficar sozinho em casa, até ao prazer de se perder nas estantes da biblioteca ou escolher os melhores legumes no mercado, este tesouro tem algo para todos.

As ilustrações contidas no livro são da autoria da designer gráfica francesa Léa le Pivert.

Novidade Sistema Solar: «Os Meus Oscar Wilde», de André Gide


André Gide
(1869-1951) foi um escritor francês que recebeu o Nobel de Literatura de 1947. Não somente era homossexual assumido (na década de 1920, publicou as suas memórias, onde revelou a sua homossexualidade), como também falava abertamente em favor dos direitos dos homossexuais, para combater os preconceitos homofóbicos da sociedade do seu tempo.

Gide foi acusado várias vezes de ser anticlerical, devido aos seus escritos, tendo, após a sua morte, todas as suas obras sido censuradas pelo Vaticano.
Em 1891 conhece Oscar Wilde, personalidade que tanto o assusta como o fascina. Quatro anos depois, visita a Argélia, onde reencontra Wilde acompanhado de Lord Alfred Douglas ("Bosie"), poeta e tradutor inglês, famoso por ter sido amigo íntimo e amante do influente escritor e dramaturgo irlandês.
André Gide publicou em 1910 Oscar Wilde - in memoriam (souvenirs), que agora é apresentado aos leitores portugueses sob o título Os Meus Oscar Wilde, num trabalho de tradução assinado por Aníbal Fernandes.

Texto de apresentação

«Uma das companhias preferidas de Oscar Wilde era lorde Alfred Douglas (que viria a ser Bosie na linguagem do seu afecto), rapaz de vinte e um anos, estudante no Magdalen College de Oxford com uma qualidade poética que os elogios de Wilde sobrevalorizavam, terceiro filho de um marquês grosseiro e brutamontes, de seu nome Queensberry. Wilde conheceu esse jovem na sua própria casa de Tite Street, apresentado por Lionel Johnson, um amigo que o trazia, encantado com uma recente leitura de Dorian Gray.
«Depois de trocadas as habituais cortesias», veio Alfred Douglas a escrever, «Wilde mostrou-se muito amável e falou imenso. Antes de eu me retirar convidou-me para almoçar ou jantar com ele no seu clube — convite que aceitei.» Esta amizade intensificou-se. Wilde e Bosie começaram por fazer duas viagens juntos (uma a Florença, outra a Brighton) e partilharam depois um apartamento comum no Hotel Savoy de Londres; mas, se acreditarmos nas palavras de Bosie, foram precisos seis meses de intensas intimidades e leitos separados por curta vizinhança para ele não resistir às suas propostas sexuais.
Em 1895, pouco depois do imenso êxito da peça An Ideal Husband, Wilde e Bosie decidiram ver de perto a beleza morena e compreensiva, nesses tempos fácil de encontrar entre os jovens árabes de Argel.
Ora, André Gide também gostava da Argélia, colónia do seu país com um forte exotismo visual e sensorial, próxima na sua distância, bastante em conta para as folgas da sua bolsa. Por acidente, juntaram-se os três na Argélia. Mas já tinha havido outros encontros. Gide vai lembrar-se aqui da sua vistosa presença em Paris, dos seus ditos, dos seus paradoxos, de um teatro de salão onde Oscar Wilde fazia incansavelmente a representação da sua própria personagem. Lembrar-se-á do Oscar Wilde na Argélia, do Oscar Wilde numa fria aldeia da França, abrigado sob o pseudónimo Sébastien Melmoth, derrotado e ferido depois de dois anos de cárcere na Inglaterra. E, para além dos textos de Gide, ler-se-á também uma selecção dos mais significativos momentos dos seus processos.» 
A Sistema Solar disponibiliza para leitura imediata um excerto do livro, aqui.
Outra publicação recente da editora: As Aventuras de uma Negrinha à Procura de Deus.

«As Plantas e a Alimentação Mundial» é o título de uma nova publicação FFMS

A Plantas e a Alimentação Mundial
Vindas do Oriente, de África ou das Américas, muitas e várias plantas criaram raízes na nossa identidade colectiva. O perfil do que é Portugal também se faz dessas espécies, hoje já pouco exóticas, a que se aliaram as autóctones, em simbiose perfeita. Este livro é uma viagem por todos esses mundos vegetais, novos e velhos, e um alerta para a necessidade de sabermos gerir os recursos alimentares do planeta de uma forma justa, racional e equilibrada.
Entre numa viagem pelo mundo vegetal e pela variedade de plantas de todo o mundo que deixaram raízes na identidade colectiva nacional, retratados neste livro extraordinário de José Eduardo Mendes Ferrão, Professor catedrático jubilado de Agronomia Tropical do Instituto Superior de Agronomia (ISA-UTL), autor de várias centenas de trabalhos de investigação, técnicos e de divulgação, publicados no país e no estrangeiro.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Já está à venda uma nova edição de «Órix e Crex», de Margaret Atwood

Órix e Crex, o primeiro volume de uma trilogia da autoria da maior escritora viva do Canadá, Margaret Atwood, acaba de ser reeditado pela Bertrand Editora, dez anos após ser sido publicado em Portugal. Com tradução de Ana Maria Chaves e Ana Mafalda Costa, este livro é descrito pela autora como um romance de ficção especulativa e romance de aventura, em vez de ficção científica pura.

Sobre Órix e Crex, o Guardian escreveu que é «uma leitura desconcertante». «Extremamente cativante e de uma imaginação notável», destacou o Sunday Times.

Sinopse
Pode ser que os porcos não voem, mas estão completamente alterados. O mesmo se passa com os lobos e outros animais. Um homem, que em tempos se chamou Jimmy, vive numa árvore, embrulhado no seu lençol e diz chamar-se Homem das Neves. A voz de Órix, a mulher que ele amava, provoca-o e persegue-o. E os Filhos de Crex são agora responsabilidade sua. Como é que o mundo inteiro se desmoronou tão depressa?
Com a sua habitual agudeza de espírito e o seu humor negro, Margaret Atwood apresenta-nos um mundo novo, habitado por personagens que não nos deixarão acabado o último capítulo.

Contraponto lança novos livros dos especialistas Carlos Neto e Pedro Strecht

Além de Pra Cima de Puta, de Cristina Ferreira, e Quando Eu Era Pequenina, de Luísa Castel-Branco, a Contraponto Editores publicou recentemente Libertem as Crianças, de Carlos Neto, um dos maiores especialistas mundiais na área da brincadeira e do jogo e da sua importância para as crianças. Em menos de 3 semanas, esta obra já se encontra na 3.ª edição.

De Pedro Strecht, especialista em Psiquiatria da Infância e Adolescência, saiu por esta editora O Corpo é que Paga, obra em que o autor de Pais Sem Pressa (2018) responde a perguntas como a seguinte: Como explicar o aumento de situações de depressão e ansiedade em idades cada vez mais precoces?

 

Libertem as Crianças
A urgência de brincar e ser ativo

É inegável: as nossas crianças brincam e mexem-se cada vez menos. O analfabetismo motor tornou-se um problema gravíssimo. Ao queremos superprotegê-las daquilo que entendemos ser perigoso, estamos a comprometer o seu desenvolvimento e a impedi-las de se tornarem adultos funcionais, tanto em termos físicos, como cognitivos.
Em Libertem as Crianças — A urgência de brincar e ser ativo, o professor Carlos Neto apresenta-nos as estratégias para invertermos esta situação potencialmente catastrófica e devolvermos a magia da infância aos nossos filhos.


O Corpo é que Paga

A Saúde Física e Mental dos Nossos Filhos
Neste novo livro, o pedopsiquiatra Pedro Strecht reflete sobre a relação conflituosa entre o corpo e a mente e o papel da construção da imagem corporal como integrante e modeladora de uma verdadeira identidade emocional. Ao mesmo tempo, aborda também a dor enquanto expressão do mal-estar físico, quase sempre ligada a um fundo emocional.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Novos livros com o cunho da Nexo Literário e SmartBook

Em Setembro, a Smartbook publicou Às vezes ganhas, às vezes aprendes, o mais recente livro de John C. Maxwell, um autor cristão evangélico, conferencista e pastor cujas obras centram-se principalmente no tema da liderança. O prefácio deste livro é assinado por João Cordeiro, especialista certificado em coaching, mentoring e public speaking.

Sinopse
John C. Maxwell acredita que qualquer revés, seja profissional ou pessoal, pode ser transformado em crescimento tendo as ferramentas certas para tornar as perdas em ganhos. Com base em cerca de 50 anos de experiência em liderança, o Dr. Maxwell oferece um mapa para o sucesso examinando os onze elementos que constituem o ADN para quem supera problemas, fracassos e perdas.

HUMILDADE: o espírito da aprendizagem.
REALIDADE: o fundamento da aprendizagem.
RESPONSABILIDADE: o primeiro passo da aprendizagem.
MELHORIA: o foco da aprendizagem.
ESPERANÇA: a motivação da aprendizagem.
SER ENSINÁVEL: o caminho da aprendizagem.
ADVERSIDADE: o catalisador da aprendizagem.
PROBLEMAS: oportunidades de aprendizagem.
MÁS EXPERIÊNCIAS: a perspetiva para a aprendizagem.
MUDANÇA: o preço da aprendizagem
MATURIDADE: o valor da aprendizagem.

Alguns títulos do autor já publicados em Portugal: O Livro de Ouro da Liderança (2013), A Atitude Faz a Diferença (2013), Os 5 Níveis da Liderança (2016).

 

Civilização Quântica é a mais recente publicação da Nexo Literário. Este livro de Nuno Lemos Pires, Subdiretor-Geral de Política de Defesa Nacional no Ministério da Defesa Nacional, foi lançado no início de Outubro.

Sinopse
Uma civilização quântica é uma sociedade resiliente, que só se consegue com a inclusão, em simultâneo, de tecnologia que o permita e de pessoas que a entendam.
Necessita de um sistema computacional que, juntando inteligência artificial e BigData, permita obter uma rede de informações sobre o que temos, o que nos está a falhar, o que não pode falhar e as interconexões entre todos os sistemas que alimentam uma sociedade, da energia aos alimentos e da medicina ao bem-estar social.
Precisamos de contar com o melhor da tecnologia, mas, também, se se pretender que funcione efetivamente, com a presença, em permanência, de uma consciência humana que enforme os dados recolhidos e os alertas emitidos.
Além dos 0 e 1 (ou a combinação simultânea de ambos na computação quântica), precisamos de atitude, consciência e, acima de tudo, de sentido.
Somos nós, seres humanos, que estabelecemos metas e sentido para o que queremos da vida, e, por mais que algumas máquinas nos ajudem a pensar, serão os nossos sonhos e cogitos que nos darão os mapas da nossa evolução quântica.

Nuno Lemos Pires tem vários livros publicados, entre os quais Resposta ao Jiadismo Radical (2016) e Dar uma Razão à Força e uma Força à Razão (2018).

sábado, 21 de novembro de 2020

Gregg Braden aborda no seu novo livro o poder de cura das palavras ancestrais

Gregg Braden é um dos nomes mais destacados internacionalmente no estudo das relações entre ciência e espiritualidade. O seu primeiro livro a ser publicado em Portugal foi O Código de Deus (Estrela Polar, 2006). No seu mais recente livro, Os Códigos da Sabedoria (o seu 7.º título traduzido para português), o autor, nascido em 1954, parte desse tesouro inesgotável de orações, cantos, mantras, hinos e escritos sagrados para nos revelar as palavras ancestrais que nos podem ajudar em cinco áreas essenciais: Proteção, Medo, Perda, Força e Amor.


Sinopse
As palavras podem literalmente reprogramar o nosso cérebro. Precisamos apenas de saber quais são - e como usá-las.
Durante milhares de anos, palavras sagradas têm sido passadas de pai para filho, de mãe para filha, de xamã para xamã e de curandeiro para curandeiro. Com o advento da escrita, essas mensagens começaram a ser preservadas para as gerações futuras, em papiros, em escrituras e em hieróglifos que resistiram à passagem do tempo - até chegarem aos nossos dias.

Gregg Braden, o visionário autor de A Matriz Divina (Sinais de Fogo, 2015; Lua de Papel, 2020), que estuda há décadas o poder das palavras ancestrais, tem visto a ciência dar-lhe razão. A neurociência e a biologia convergem atualmente na certeza de que a estrutura da linguagem altera o nosso cérebro - modelando as nossas ligações neurais. Ou seja, quando os nossos antepassados repetiam incessantemente uma oração, estavam intuitivamente a reprogramar-se em função das suas necessidades de conforto ou de cura.

Outro livro que pode interessar: Cura - O poder da mente

«Pra Cima de Puta» é o polémico novo livro de Cristina Ferreira

O título é polémico, o conteúdo é chocante, o debate é imprescindível. O novo livro de Cristina Ferreira é um convite da autora ao debate, à discussão pública da violência gratuita na Internet e nas redes sociais e respetivas consequências.
Pra Cima de Puta inclui uma forte – e potencialmente perturbadora – componente gráfica a acompanhar o texto de Cristina Ferreira. E também alguns contributos: um prefácio do escritor Valter Hugo Mãe e textos, em capítulo próprio, da jurista Dulce Rocha, da filósofa Joana Rita Sousa, do médico psiquiatra Júlio Machado Vaz, da socióloga Maria José da Silveira Núncio e do médico pedopsiquiatra Pedro Strecht.

«O que aqui mostro pretende ser uma abertura de caminho para uma análise sociológica que é preciso fazer. Não é para terem pena de mim ou da minha família. É para percebermos que mulheres e homens atacam ferozmente. Na maioria das vezes, sem conhecimento de causa, por inveja pura e simples ou por qualquer outro sentimento que os especialistas saberão identificar melhor do que eu.
Quero que este debate se faça. Sou uma profissional da área da comunicação e chego a muita gente. Quero usar essa influência para tentar criar reflexão e discussão em torno de algo que não me afeta só a mim, de algo que me parece que faz de nós, enquanto sociedade, gente menor do que poderíamos ser.» Cristina Ferreira

Outros livros da autora: Sentir (2016); Deliciosa Cristina (2013).

Novos lançamentos da Kalandraka, para o público infanto-juvenil e adulto

No ovo

de Emma Lidia Squillari

Doze ovos – todos de diferentes tamanhos, cores e texturas – e, dentro de cada um deles, uma cria prestes a nascer. E, se no princípio, o interior da casca representa para todas elas um lugar cómodo e seguro, o inverso logo assoma quando sentem o seu espaço a minguar, à medida que vão crescendo. Mas eis que chega o emocionante momento do nascimento!
A progressão narrativa, a complementaridade entre as palavras e as imagens, que estimulam a curiosidade e a intriga até à surpresa final, destacam-se nesta obra, onde as aguarelas e os lápis de cor dão forma a uns simpáticos e não menos expressivos animais.
Um livro versátil e desafiante, onde não falta humor e alguma transgressão!

Licenciada em Ilustração pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Bolonha, Emma Lidia Squillari prosseguiu a sua formação com um mestrado nessa especialidade, no decorrer do qual surgiu o seu primeiro livro, Alle in den Garden!, publicado em 2018. No ovo é o seu segundo livro.


Gelsomino no país dos mentirosos

Texto de Gianni Rodari e ilustrações de Pablo Otero
Os súbditos daquele reino viviam subjugados por leis injustas, e a verdade primava pela sua ausência. Mas Gelsomino, com a ajuda de um fantástico gato, decidiu revelá-la, não hesitando em abrir armários, levantar tapetes, puxar mantas e arejar os aposentos do palácio real…
Gelsomino no país dos mentirosos é mais um clássico da literatura infantojuvenil da autoria de Gianni Rodari, publicado por ocasião do centenário do seu nascimento, e com ilustrações de Pablo Otero, cujas cores, formas e figuras geométricas utilizadas se moldam subtilmente a esta obra.

Do autor de Inventando números, Baralhando histórias, Gramática da fantasia, Contos ao telefone e Era duas vezes o barão Lamberto.


O inimigo conhece o sistema

de Marta Peirano
A rede não é livre nem democrática. É um conjunto de servidores, satélites, antenas, routers e cabos de fibra óptica controlados por um número cada vez mais pequeno de empresas. Se a considerarmos um projecto único chamado internet, podemos dizer que é a maior infra-estrutura jamais construída e o sistema que define todos os aspectos da nossa sociedade. E é, sem dúvida, secreta: os seus algoritmos são opacos, as suas microdecisões não se rastreiam. Os centros de dados que armazenam e processam a informação estão ocultos, camuflados sob criptografia; a sua linguagem está desenhada para baralhar a ideia que temos dela. O inimigo conhece o sistema, mas nós não o conhecemos.
Este livro ajudará a compreender como é que a ferramenta mais democratizadora da história - a internet - se tornou numa máquina de vigilância absoluta e de manipulação de massas ao serviço de multinacionais, potências imperialistas e regimes autoritários. Só assim poderemos convertê-la no que a sociedade precisa: um instrumento para gerir as novas transformações da forma mais humana possível.

Jornalista e escritora, Marta Peirano é especialista em cultura livre, tecnologia, arte digital, criptografia, direitos e liberdades na rede. Tem publicados vários livros tanto em co-autoria, como a título individual.
Outro livro recentemente lançado pela Kalandraka: O Peixe Arco-Íris.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Obra infanto-juvenil «Síul, Epilif e o Grande Zigomático» é lançada pela Bertrand Editora

Síul, Epilif e o Grande Zigomático
texto de Nuno Artur Silva e ilustrações de Pierre Pratt

O Luís não ria. Nunca ria.
O Filipe ria muito. Estava sempre a rir.
O Filipe fazia truques de magia. Ou melhor, tentava fazer. O Luís gostava de falar sobre o universo e o espaço-tempo.
Esta é uma história sobre tudo isso: o que nos faz rir e o que move a nossa curiosidade; os pequenos truques dos mágicos e a Grande Magia do Universo.
Mais que tudo, é uma história sobre a mais valiosa das magias: a amizade.

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Livros infanto-juvenis são publicados pela Cadmus e pela Académica da Madeira


Entre as novidades da Cadmus e da Académica da Madeira, constam duas obras infanto-juvenis: O Pescador e Os Mágicos da Choupana.
O primeiro livro da designer e ilustradora madeirense Rafaela Rodrigues, O Pescador, já se encontra disponível nas livrarias e já contou com duas sessões de lançamento, em Machico e no Funchal.
Os Mágicos da Choupana, escrito por Andreia Nascimento e contendo ilustrações assinadas por Sofia Reis, será publicado em meados de Dezembro. A autora é licenciada em Sociologia e em Comunicação, Cultura e Organizações, e foi uma das co-autoras de uma biografia do cantor Max, Max - O Irrequieto e Genial Artista (2014), também com o selo da Académica da Madeira.

O Pescador é um livro infantil que fala sobre herança, tradição e família.
Pelos olhos do pescador, experienciamos a vida no mar e de quem vive ao ritmo das suas vontades.
É o primeiro livro de uma coleção de histórias relacionadas com profissões tradicionais madeirenses e que fazem parte da memória coletiva.

Outro livro publicado recentemente pela Cadmus: O Lago das Sereias, de Délia Gomes.

Um misterioso livro, de capa dura, escura e envelhecida, é o mote para uma série de aventuras. Guiados pela avó Isabel, a Maria, o Augusto, o Tomás e a Inês partem numa viagem ao passado, às raízes de uma paixão que une a sua família há várias gerações, revisitando alguns momentos da infância, passados em família, no passatempo domingueiro da época.

Destinado a miúdos e graúdos, nestas páginas podes encontrar, sob a forma de estórias, alguns marcos assinaláveis do Clube Desportivo Nacional, instituição que constitui, desde a sua origem, um verdadeiro agente de desenvolvimento social, cultural e identitário da Madeira.

Estão à venda novos livros sobre a Pandemia, de autores nacionais e estrangeiros

O Choque do Coronavírus, Apanhados pelo Vírus e Dez Lições para Um Mundo Pós-Pandemia são títulos de livros que a Gradiva acaba de publicar.

Segundo a autora Grace Blakeley, o mercado livre, o capitalismo competitivo está morto. A separação entre política e economia não poderá continuar a ser defendi­da. Grace Blakeley teoriza sobre as mudanças que marcaram uma época que o coronavírus deixará no seu rasto. Vivemos um momento único na História. A pandemia causou a recessão global mais profunda desde a Segunda Guerra Mundial. Com um custo huma­no que continua a reflectir-se num número ainda crescente de mortes, com muitos Estados a continuarem incapazes (ou relutantes) de lidar com os efei­tos do vírus. Aconteça o que acontecer, nunca iremos voltar ao funcionamento habitual. Esta crise levará a uma nova era de capitalismo monopolista, argumenta Blakeley, à medida que as empresas se desmoronam nos braços do Estado e os gigantes da tecnologia crescem em proporções sem precedentes.

Fomos todos apanhados pelo vírus. Não apenas os infectados com o SARS-CoV-2, mas também a multidão que viu o seu quotidiano virado do aves­so de um dia para o outro. Muito se disse e desdisse.
As próprias autoridades de saúde, que inicialmen­te desaconselharam o uso de máscaras, pouco depois tornaram-nas obrigatórias. Os teóricos da conspiração fizeram prova de vida, espalhando os mais incríveis disparates, como a associação do vírus às radiações 5G. À pandemia da COVID-19 juntou-se uma infode­mia: ficámos inundados de desinformação.
A primeira parte deste livro de Carlos Fiolhais e David Marçal, expõe resumidamente não só o que realmente já se sabe, à luz da ciência, mas também as dúvidas que ainda persistem. Na segun­da contradizem-se ideias erradas que têm circulado acerca do novo coronavírus – algumas mais absurdas do que outras. Na última encontra-se um «guia» para acompanhar a ciência em directo, pois as dúvidas e o debate dos cientistas no espaço público poderão cau­sar alguma confusão ao público.
O livro termina com a palavra esperança.

 

A 25 de Junho de 2017, quase três anos antes da pande­mia, Fareed Zakaria teceu a seguinte previsão no seu programa televisivo na CNN: «Uma das maiores ameaças que os Estados Unidos têm de enfrentar não é, de todo, grande. Na verdade, é minúscula, microscópica, dezenas de vezes mais pequena do que a cabe­ça de um alfinete. Patogénicos mortíferos, quer produzidos pelo homem quer naturais, podem desencadear uma crise de saúde global e [nós] não estamos nada preparados para lidar com isso. [...] As nossas cidades a abarrotar, as guerras, os desastres naturais e as viagens aéreas internacionais po­dem levar a que um vírus mortal com origem numa pequena aldeia em África seja transmitido e chegue a todo o mundo em apenas 24 horas [...]. A biossegurança e as pandemias glo­bais ultrapassam todas as fronteiras nacionais. Os agentes patogénicos, os vírus e as doenças são igualmente assassi­nos. Quando a crise estalar, vamos desejar ter mais fundos e uma maior cooperação global. Mas, nessa altura, talvez seja demasiado tarde.»
O presente livro reflecte sobre o mundo após a pandemia.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

«Luzes na Floresta», de David Litchfield

Editora: Fábula
Data de publicação: Novembro 2020
N.º de páginas: 40

O quarto livro infantil escrito e ilustrado pelo britânico David Litchfield, publicado em Setembro do ano passado pela Frances Lincoln Children's Books (editora londrina que desde 1983 publica obras infantis), conta uma história de esperança e de amizade entre dois seres diferentes.
Helena é uma criança fascinada pelo Espaço. O seu sonho é poder deixar a Terra e encontrar o seu lugar no Universo. Uma noite, ela foge de casa e ruma para a floresta, um local de refúgio que a faz divagar para um mundo à parte. Sentada no alto de uma grande rocha, a pequena Helena aponta a sua lanterna para o céu escuro, onde as estrelas cintilam. «Ela tinha esperança de que alguém lá em cima visse a luz dela.» 

Nessa noite, um simpático E.T. desce numa nave espacial e vem ter com ela, convidando-a a conhecer esse objecto voador. Após momentos de deslumbramento, de conexão com esse ser amistoso e alienígena, Helena volta para casa. 

O tempo passou, como sempre acontece.

Ao longo dos anos seguintes, quando estava sozinha e triste, ela regressava à rocha alta, pois tinha esperança que o seu amigo especial voltasse de novo ao seu encalço. Helena torna-se adulta, forma família, e vai envelhecendo, cada dia mais. Mas nunca perde a esperança de voltar a rever aquele ser que a tocou de forma inesquecível.
Em Luzes na Floresta, David Litchfield viaja no espaço e no tempo para mostrar o que é verdadeiramente importante nas nossas vidas. A obra, que contém belas e impressionantes ilustrações com cores vívidas e inebriantes, no inconfundível estilo artístico deste autor de 45 anos, aborda temas como o sonho, a solidão, a amizade e a família.

Este álbum, que sucede O Urso, o Piano, o Cão e o Violino (2018), foi recentemente nomeado para vários prémios, como o Donna Norvell Book Award 2021, da Oklahoma Library Association, e a Medalha 2021 CILIP Kate Greenaway.

William Somerset Maugham e Laura Esquivel são autores de novos romances da ASA

De William Somerset Maugham, autor de O Fio da Navalha e As Paixões de Julia, entre outros belíssimos romances, chega-nos Férias em Paris.
O inesquecível romance Como Água Para Chocolate emocionou milhões de leitores em todo o mundo. Laura Esquivel regressa agora a esse mundo mágico com O Meu Negro Passado, uma poderosa história sobre a força e a liberdade das mulheres.


Charley Mason tem vinte e três anos e um futuro promissor. Vem de uma família abastada, é atraente, refinado e acaba de completar os estudos em Cambridge. Espera-o uma carreira de prestígio seguindo as pisadas do pai. Mas para já, Charley tenciona gozar umas férias de Natal em Paris, ansioso por desfrutar de alguma liberdade na primeira viagem que faz sozinho à cidade das luzes.
Logo à chegada, porém, o jovem percebe que as suas expectativas não se vão concretizar. O seu melhor amigo, Simon Fenimore, jornalista correspondente na capital francesa, transformou-se num homem agressivo e vive agora em abstinência física e emocional. Numa ida a um bordel, Simon apresenta Charley a Lydia, uma jovem russa, vítima da revolução do seu país e em acelerado processo de autodestruição. A sombra da II Guerra Mundial agiganta-se sobre a Europa e os dias em Paris estão já tingidos com as cores da melancolia.
Quando regressa a Inglaterra, Charley já não é um jovem alegre e despreocupado. Ganhou a experiência de vida das ruas e do submundo. Perdeu a inocência. Pouco depois, o mundo perdê-la-ia também.

 

María fica destroçada ao ver o seu casamento desmoronar-se abruptamente. O seu único refúgio é o diário de Tita, que lhe é dado pela sua avó Lucía. E é quando mergulha na vida íntima de Tita que descobre não apenas velhos segredos de família mas também a capacidade de o espírito humano se elevar, graças à alquimia que transforma os ingredientes naturais em alimento.
A voz de María, da mesma estirpe guerreira que sempre caracterizou as mulheres De la Garza, continua a tecer a saga da família... a jovem terá de percorrer um longo caminho enquanto vai recuperando a sua força interior. Sem que se aperceba, começa a criar fortes laços com todos os seus antepassados. A pouco e pouco, María renasce. Mas o verdadeiro dilema surge quando volta a experimentar o mais profundo dos sentimentos: o amor.