quarta-feira, 24 de abril de 2019

Para quem gosta de Dan Brown e Harry Potter

William Wenton e o Agente Orbulator é o terceiro título de uma emocionante e inovadora série cujo herói adolescente é um génio da criptografia. Este novo livro de Bobbie Peers (1974) sucede a William Wenton e o puzzle impossível e William Wenton e o Criptoportal, ambos já publicados pela Porto Editora.

Texto sinóptico
É uma noite escura aparentemente normal – até que de repente o Big Ben deixa de funcionar. Pouco tempo depois, uma figura misteriosa, o agente orbulator, aparece a William e dá-lhe um estranho objeto em forma de pirâmide.
Os dois acontecimentos marcam o início de uma nova e voraz aventura para William e a sua melhor amiga Iscia. Viajando da Noruega a Londres, William define como prioridade descobrir quem roubou a pen com o avô Tobias e porquê – mas distinguir amigos de inimigos tornou-se difícil, e não é só porque muitos deles começaram a usar máscaras holográficas… É então que William, forçado a escolher, decide solucionar o código oculto no orbulator, enquanto luta para se defender de velhos inimigos e desvendar mais um dos segredos do luridium.
O retorno de Bobbie Peers ao universo de William Wenton é um desfile cintilante de segredos sombrios, códigos aparentemente impossíveis de decifrar, reviravoltas engenhosas, tecnologia inteligente e bravura – em todas as suas formas e tamanhos.

Passatempo: «O Desejo de Ser um Índio», de Franz Kafka

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Passatempo a decorrer na página deste blogue no Facebook, aqui.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Os vencedores da 3.ª edição do Prémio Livro do Ano Bertrand

Já foram anunciados os vencedores da 3.ª edição do Prémio Livro do Ano Bertrand. Este é o primeiro prémio literário em Portugal atribuído por leitores e livreiros, e desde a sua 1.ª edição, em 2017, que tem vindo a alcançar cada vez mais reconhecimento.

A cerimónia teve lugar hoje, Dia Mundial do Livro, na livraria mais antiga do Mundo, a Bertrand do Chiado.

Melhor Livro de Ficção de Autores Estrangeiros
1.º lugar - O Tatuador de Auschwitz, de Heather Morris, da Editorial Presença.
Livro mais votado pelos leitores e livreiros. 
2.º lugar - A Morte do Comendador I, de Haruki Murakami, da Casa das Letras. 
3.º lugar - Os Dez Espelhos de Benjamin Zarco, de Richard Zimler, da Porto Editora.

Melhor Livro de Ficção Lusófona
1.º lugar - A Amante do Governador, de José Rodrigues dos Santos, da Gradiva.
Livro mais votado pelos leitores.
2.º lugar - D. Maria I, de Isabel Stilwell, da Manuscrito.
3.º lugar - Princípio de Karenina, de Afonso Cruz, da Companhia das Letras.
Livro mais votado pelos livreiros.

Melhor Livro de Poesia
1.º lugar - Nómada, de João Luís Barreto Guimarães, da Quetzal.
Livro mais votado pelos leitores e livreiros. 
2.º lugar - Obra Poética I, de António Ramos Rosa, da Assírio & Alvim, 
3.º lugar - Agon, de Luís Quintais, da Assírio & Alvim.

Melhor Reedição de Obras Essenciais
1.º lugar - A Leste do Paraíso, de John Steinbeck, da Livros do Brasil.
Livro mais votado pelos leitores.
2.º lugar - Dona Flor e os Seus Dois Maridos, de Jorge Amado, da Dom Quixote.
3.º lugar - Odisseia de Homero, de Homero, da Quetzal.

Cada obra vencedora terá reservado um lugar de destaque nas livrarias Bertrand, em especial ao longo do ano de 2019.

«A evolução do Prémio Livro do Ano Bertrand, ao longo destas três edições, tem sido surpreendente, refletindo a vontade dos nossos leitores em reconhecer o que de melhor se fez no mercado editorial nacional. Este ano, resolvemos alargar novamente a sua abrangência, introduzindo uma nova categoria - a Poesia, que homenageia uma forma literária onde o nosso país tem muita tradição. Entre as duas fases, esta nova categoria arrecadou mais de 15.000 votos, sendo que os autores que mais se destacaram foram António Ramos Rosa, João Luís Barreto Guimarães, Luis García Montero, Luís
Quintais e Manuel Resende.
Acreditamos, assim, que este prémio materializa a missão da Livraria Bertrand de aproximar os leitores dos livros e dos escritores, pelo que agradecemos aos nossos Leitores Bertrand a sua cada vez maior participação.»
Paulo Oliveira, CEO do Grupo Bertrand Círculo

«Levaram Annie Thorne», de C. J. Tudor

Editora: Planeta
Data de publicação: 02/04/2019
N.º de páginas: 336
Para escrever o seu segundo romance, a escritora C. J. Tudor baseou-se na sua própria experiência de adolescente que cresceu numa aldeia mineira isolada e fechada, no norte de Inglaterra. Anos mais tarde, enquanto passeava cães (a autora tinha um negócio de passear cães antes de publicar o seu primeiro livro) próximo da mina que entretanto fechara, ela pensava nos túneis subterrâneos que tinham sido cobertos e nas coisas que neles poderiam estar enterradas.
Um tríler negro, um page-turning envolto em intriga e suspense, é o que C. J. Tudor nos apresenta em Levaram Annie Thorne, livro cujos direitos de publicação estão vendidos para 40 países.
O cenário desta história passa-se na pequena aldeia de Arnhill, onde uma criança de oito anos chamada Annie Thorne, depois de dois dias desaparecida, morre vítima de um acidente de carro. Estamos em 1992. Vinte e cinco anos mais tarde, Joe Thorne, o irmão mais velho de Annie, regressa à aldeia por causa de um e-mail anónimo que recebe e que lhe causa estranheza: «Sei o que aconteceu à sua irmã. Está a acontecer de novo.»
Joe, um homem que viveu uma tragédia da qual guarda cicatrizes, vem ocupar na escola da aldeia o lugar da professora que suicidara-se semanas antes, após matar o filho, Ben, de apenas 11 anos, que também foi dado como desaparecido dias antes.
Que acontecimentos macabros estas duas crianças presenciaram, no local onde estiveram desaparecidas? Por que voltaram completamente apáticas e tão diferentes do que eram? Por que morreram Annie e Ben tempos depois de terem regressado às suas casas sãos e salvos? Que maldição povoa Arnhill e que resiste ao tempo?
The Taking of Annie Thorne (título original) é o romance que consagra C. J. Tudor como uma das mais notáveis novas escritoras de tríleres psicológicos. Se O Homem de Giz revelou-se uma lufada de ar fresco neste género literário, neste seu novo livro a autora britânica volta a surpreender os leitores.
Levaram Annie Thorne revela-se um livro escrito com inteligência e astúcia. A estruturação das personagens e de toda a intriga está bem conseguida e em determinadas partes, a autora apresenta pequenos laivos de terror e sobrenatural, o que torna a história mais assombrada e desafiante para leitura.
Salientar a espaventosa campanha de marketing feita pela Editorial Planeta para gerar expectativa em torno deste livro que antecede The Other People, com publicação prevista para 2010.

Excertos
«Arnhill não é uma povoação acolhedora. É fria, amarga e ensimesmada. Fecha-se sobre si e olha os visitantes com desconfiada. É ao mesmo tempo austera, conservadora e indiferente. O género de aldeia que nos sorri quando chegamos e cospe para o chão, enojada, quando nos vamos embora.» (p. 16)

«Uma vida cheia de promessas. Mas a vida é isso mesmo. Uma promessa. Nada de garantido. Todos gostamos de acreditar que temos o nosso lugar no futuro, mas é apenas uma reserva. A vida pode ser cancelada a qualquer momento, sem devolução de custos, apesar da jornada já feita. Mesmo que mal se tenha tido tempo para apreciar a paisagem.» (p. 22)

«As pessoas costumam dizer que o tempo cura tudo. Estão enganadas. O tempo só apaga. (…) Os corações quebrados não se recompõem. O tempo limita-se a triturar-lhes os pedaços até os reduzir a pós.» (p. 55)

«Na vida não há vencedores. A vida é sobretudo perda: da juventude, do aspecto. Mas acima de tudo perdemos o amor. Por vezes penso que não é a passagem dos anos que nos envelhece, mas o desaparecimento das pessoas e das coisas de que gostamos.» (p. 129)

«As pessoas dizem que a vida encontra o seu caminho. Talvez por vezes aconteça o mesmo com a morte.» (p. 324)
A Editora disponibiliza para leitura imediata o 1.º capítulo do livro, aqui.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Psicoterapeuta alemã revela em livro que a alma tem vida e que é possível observá-la

A alma é mais do que a produção de processos cerebrais e é mais do que uma construção científica. Ela está associada ao cérebro e tem vida própria. É possível explorá-la de forma lógica e, contudo, permanece um grande enigma. Ela é orgânica e, simultaneamente, mística. Sabemos hoje tão mais sobre ela e, porém, não conseguimos explicar tudo.

Com base nas mais recentes descobertas da área da neurociência, da psicoterapia e da epigenética, a autora alemã Sabine Wery von Limont elucida o leitor, em A Vida Secreta da Alma (nas livrarias a 3 de Maio), sobre os diversos comportamentos da alma – um órgão quase invisível, formado por milhões de neurónios –, que está por detrás de praticamente todas as decisões de uma pessoa, graças à sua capacidade de reação muitíssimo rápida.

Sinopse
Porque somos como somos? Porque desejamos aquilo que desejamos? Como sabemos aquilo que sabemos? E porque é que cada um de nós reage de forma distinta aos mesmos estímulos? Como nos tornamos quem somos? E será possível mudar?
Não a conseguimos ver, mas conseguimos senti-la claramente: a alma é o órgão invisível do nosso corpo, que age sobre o organismo através do sistema nervoso. Engloba todas as nossas perceções, afeta a atividade cerebral e do organismo no seu conjunto, influencia as nossas relações, define a nossa personalidade - e pode fazer-nos adoecer ou recuperar.
Durante séculos, a alma foi considerada uma entidade meramente teórica, mas a pesquisa científica contemporânea permite-nos ver a questão de outra forma. A alma é realmente mais concreta do que pensávamos. Podemos observá-la, compreender como se forma, como funciona - e como deixa de funcionar.

sábado, 20 de abril de 2019

Novos livros que são uma ode à figura materna: «Mães Como Nós», «Filho da Mãe» e «Mães que Tudo»

Mães Como Nós, de Luma Garbin (Arena Editora)
O que une Michelle Obama, Alice Vieira, Monica Belucci, Chimamanda Ngozi Adichie, Mariza, Luísa Sobral, Filipa de Lencastre e Marie Curie? A maternidade.
Desde esse útero onde toda a vida começa, podemos ler histórias marcantes de mulheres que lutaram por um país mais justo para os seus filhos, pode-mos rir com os superpoderes que as progenitoras têm de desenvolver no desempenho das suas funções e também maravilhar-nos com retratos de maternidade real, lado a lado com as mães que marcaram a literatura, a poesia, o cinema e as artes visuais. Por toda a parte, fragmentos dessa força da Natureza que são as mães. Mães como as nossas.


Filho da Mãe, de Hugo Gonçalves (Editora Companhia das Letras)
Perto de fazer quarenta anos, Hugo Gonçalves recebeu o testamento do avô materno dentro de um saco de plástico. Iniciava-se nesse dia uma viagem, geográfica e pela memória, adiada há décadas. O primeiro e principal destino: a tarde em que recebeu a notícia da morte da mãe, a 13 de Março de 1985, quando regressava da escola primária.
Durante mais de um ano, o escritor procurou pessoas e lugares, resgatando aquilo que o tempo e a fuga o tinham feito esquecer ou o que nem sequer sabia sobre a mãe. Das férias algarvias da sua infância aos desgovernados anos de Nova Iorque, foi em busca dos estilhaços do luto a cada paragem: as cassetes com a voz da mãe, os corredores do hospital, o colégio de padres, uma cicatriz na perna, o escape do amor romântico, do sexo e das drogas ou uma roadtrip com o pai e o irmão.
Esta é uma investigação pessoal, feita através do ofício da escrita, sobre os efeitos da perda na identidade e no caráter. É um relato biográfico —tão íntimo quanto universal —sobre o afeto, as origens, a família e as dores de crescimento, quando já passámos o arco da existência em que deixamos de fantasiar apenas com o futuro e precisamos de enfrentar o passado. É também, inevitavelmente, uma homenagem à figura da mãe, ineludível presença ou ausência nas nossas vidas. Sem saber o que iria encontrar na viagem, o autor percebeu, pelo menos, uma coisa: quem quer escrever sobre a morte acaba a escrever sobre a vida.

«Este é, sem dúvida, o livro mais pessoal e importante que escrevi até hoje. Sendo uma história verdadeira, que começa com a morte da minha mãe, quando eu tinha oito anos, e que avança até aos dias de hoje, é também um testemunho de crescimento, o relato biográfico sobre uma família a lidar com o luto e a perda, o desafio do miúdo que quer crescer e ser um homem.
É uma história sobre o afeto, as origens, a família e as dores de crescimento, quando deixamos de fantasiar apenas com o futuro e precisamos de enfrentar o passado. É também, inevitavelmente, uma homenagem à figura da mãe.
Espero que recebam este livro com o entusiasmo com que o escrevi.» Hugo Gonçalves

Mães que Tudo, de Ana Margarida de Carvalho, Cláudia Clemente, Djaimilia Pereira de Almeida, Filipa Martins, Isabela Figueiredo, Isabel Lucas, Luísa Costa Gomes, Marlene Ferraz e Raquel Ribeiro  (Editora Companhia das Letras)
Mães que tudo reúne nove contos inéditos de escritoras portuguesas. Olhares singulares sobre ser mãe ou escolher não ser mãe, sobre ser filha ou mãe da nossa mãe. Histórias tão surpreendentes quanto comoventes de mães que ficam, mães que partem, mães que cuidam, mães que afastam, mães que sufocam, mães que libertam, mães que amam de menos ou de mais. Mães que tudo.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

«Eu sou Dinamite!», uma nova biografia sobre Nietzsche

Com tradução assinada por Artur Lopes Cardoso, Eu sou Dinamite! é o título de uma nova biografia sobre Friedrich Nietzsche, filósofo, filólogo, crítico cultural, poeta e compositor prussiano nascido em 1844 e falecido no ano 1900.
O livro é da historiadora da arte, romancista e biógrafa inglesa Sue Prideaux (n. 1944), autora também de biografias sobre Edvard Munch e August Strindberg.
«Magistral. O que distingue esta biografia de Nietzsche das publicadas anteriormente é a sua intimidade vibrante. Trocando o rigor filosófico pela presença humana, aproxima-nos mais de Nietzsche do que todas as que a precederam.» The Los Angeles Review of Books

«A biografia pela qual Friedrich Nietzsche implorava desde o dia em que perdeu a razão e abraçou um cavalo numa praça de Turim em 1889. Prideaux apresenta-nos o mais apaixonado dos poetas-filósofos sob uma luz calma e firme, com resultados surpreendentes.»
John Banville, The Guardian

«Esta biografia é uma verdadeira revelação [...]. Eis Nietzsche como nunca o vimos [...]. A grande qualidade deste livro é fazer-nos assistir à edificação da sua filosofia.»
Kathryn Hughes, The Guardian

«Uma biografia exemplar [...]. Nietzsche emerge das névoas da ignorância e do rumor, numa evocação vívida [...] Um retrato atento e escrupuloso.»
Parul Seghal, The New York Times

«Diversificada e sensível [...]. Uma biografia acessível de um homem habitualmente visto como ameaçador.»
The Economist

terça-feira, 16 de abril de 2019

Para os apreciadores de romances de autoajuda

A Avó que Percorreu o Mundo de Bicicleta é um livro de autoajuda em que o leitor é o verdadeiro protagonista. Este romance de Gabri Ródenas, um autor de ficção contemporânea e inspiracional, considerado um dos escritores espanhóis mais interessantes do panorama literário atual, chega amanhã às livrarias com o cunho da Editorial Presença.
La Abuela que Cruzó el Mundo en una Bicicleta foi traduzido para a nossa língua por Maria João Ferro. É um bestseller em Espanha, com direitos vendidos para Alemanha, Portugal, Itália, Lituânia, Bulgária e Grécia.

Texto sinóptico
Doña Maru tem noventa anos e uma vida pacata em Oaxaca, México. Percorre diariamente de bicicleta uma longa distância para levar doces, alegria e o seu sorriso às crianças do orfanato. Criada, ela própria, num orfanato, no Chile, de onde fugiu com treze anos, sabe bem o que é estar só no mundo. A vida não foi fácil para ela, mas a velha senhora sempre manteve o caráter rebelde e ouviu os murmúrios do seu coração.
Quando descobre que tem um neto, em Veracruz, decide partir a galope no cavalo de vento? A sua velha bicicleta? Em busca do rapaz numa viagem reveladora do poder dos sonhos.
Com esta fábula cheia de magia, humor e espírito positivo, Gabri Ródenas convida-nos a abrir a caixa dos tesouros que a vida nos oferece - a esquecer o que nos entristece ou o que nos aborrece para abraçarmos uma existência mais emocionante, mesmo que de início isso nos possa parecer desconcertante e insólito. É um convite para vermos a realidade tal como a víamos nos longos verões da nossa juventude, em que tudo resplandecia e o mundo se revelava pleno de aventuras e oportunidades.
https://www.presenca.pt/

segunda-feira, 15 de abril de 2019

«Eu e o Meu Medo», de Francesca Sanna

Editora: Fábula
Data de publicação: 03-04-2019
N.º de páginas: 40
«Eu sempre tive um segredo: um amigo pequenino chamado Medo.» Assim tem início esta história narrada por uma menina que acaba de chegar a um novo país, depois de ter sido forçada a abandonar o seu.
Todas as crianças sentem medo, e é normal que sintam. O medo corresponde a uma emoção desagradável e tem componentes fisiológicas, cognitivas e comportamentais, sendo ele a resposta a uma causa reconhecida conscientemente de perigo (que pode ser real ou imaginário).
Para a jovem protagonista desta história, o (seu) Medo (com éme maiúsculo) sempre tomou conta dela e sempre a protegeu. Mas agora, «desde que viemos para este país, o Medo deixou de ser assim tão pequenino.» Por exemplo, quando chega a hora de ir para a escola, Ele potencializa a sua ansiedade, deixando-a triste e incapaz de interagir com os novos colegas de escola e do bairro.
Esse seu amigo, que era pequenino e que ajudava-a (sim, o medo serve para nos proteger das situações que são mesmo perigosas) antes de ela ter fugido do seu país, agora, aumentou de tamanho e quase que a sufoca.
Quando esta menina aprende a enfrentar os seus receios, deixando de fugir de situações aparentemente angustiantes, ela percebe que o perigo não era assim tão grande quanto imaginava e, enquanto maior confiança ganha, menor será o tamanho do seu Medo.
O medo é um sentimento que está sempre presente nas crianças refugiadas, antes, durante e após a fuga.
Depois do seu aclamado livro de estreia, A Viagem, que teve o apoio da Amnistia Internacional e que em Portugal já é um livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura, Francesca Sanna regressa com um novo livro que também toca no tema da criança refugiada, mas cujo foco principal não é a viagem de transição de país, mas a experiência de adaptação num território desconhecido.
Em Eu e o Meu Medo, a autora trabalha de forma sensível, através das palavras e das ilustrações, um dos sentimentos mais comuns e dolorosos por qual as crianças refugiadas têm de lutar quando num país novo chegam.
Tal como no primeiro livro, a parte gráfica e ilustrativa desempenha um papel crucial nesta obra infantil, particularmente no modo como os medos são apresentados. Se no primeiro livro, o preto é a cor que predomina as páginas, neste, o branco (embora haja uma paleta cheia de cores alegres) é a cor em destaque, por ser a que simboliza as deambulações e ansiedades da protagonista.
Mostrar como a amizade, a empatia e a conexão podem ajudar a reduzir o medo, esta é uma das mensagens de Eu e o Meu Medo, um livro que nos lembra que ao longo da vida somos estimulados a lidar com o medo, e que é impossível imaginar uma realidade em que Ele não exista.

sábado, 13 de abril de 2019

Conhece os 7 novos livros que a Gradiva publica este mês

Além do livro juvenil Predadores (de Glenn Murphy), da BD Lenine (de Antoine Ozanam, Denis Rodier e Marie Pierre Rey) e do novo livro de José António Saraiva (Eu e os Outros), eis os outros livros que a Gradiva preparou para chegar aos leitores neste mês de Abril. Entre eles, o destaque vai para o tão esperado novo romance do britânico Ian McEwan, cuja história decorre numa Londres alternativa nos anos 1980.
Máquinas Como Eu
de Ian McEwan
Charlie, à deriva na vida e esquivando-se de um emprego a tempo inteiro, está apaixonado por Miranda, uma aluna brilhante que vive com um segredo terrível.
Quando Charlie herda uma pequena fortuna, compra Adam, um exemplar do primeiro lote de seres humanos sintéticos. Com a ajuda de Miranda, constrói a personalidade de Adam. O quase-humano é belo, forte e inteligente… e depressa se forma um triângulo amoroso. Estes três seres confrontar-se-ão com um dilema moral profundo e os amantes serão postos à prova para além do seu próprio entendimento.
Este romance subversivo e divertido de Ian McEwan coloca questões fundamentais: O que nos torna humanos? Os nossos actos, exteriores,
ou as nossas vidas interiores? Pode uma máquina entender um coração humano?
Uma história empolgante e provocadora que nos alerta para o perigo de criarmos coisas que escapam ao nosso controlo


O Último Abraço
de Alejandro Parra
O autor resume as conclusões de dezenas de experiências inexplicáveis, tais como visões tidas por pessoas prestes a morrer, ou pacientes que recuperam de forma súbita e total depois de uma intervenção religiosa. As próprias enfermeiras têm frequentemente as suas próprias experiências em contexto hospitalar, como aparições, «coincidências» significativas, visão de campos de energia, luzes ou «descargas eléctricas» em torno de um paciente hospitalizado ou saindo deste. Também observaram comportamentos anómalos de animais e de equipamentos médicos, percepcionaram intuitivamente a enfermidade de um doente ou quando aquele faleceria.
Os profissionais de enfermagem são os primeiros profissionais de saúde com quem os pacientes contactam. Uma possível explicação do papel que desempenham no âmbito deste livro – ao contrário dos médicos – é a proximidade e o tempo que passam com os pacientes, o que faz aumentar a confiança e a empatia mútuos.
Por isso, os profissionais de enfermagem e os cuidadores em geral devem estar informados sobre como reagir perante pacientes que vivam estas experiências. A presente obra serve também como guia, ao explorar estes relatos impressionantes e experiências extraordinárias.


As Fronteiras da Razão
de Julian Baggini
A razão, depois de ter sido encarada durante séculos como um juiz imparcial com amplas provas dadas, tem ultimamente vindo a ocupar o lugar de acusada. Este livro do filósofo Julian Baggini procura mostrar como se chegou aqui e como se pode salvar a racionalidade do cerco irracionalista que a ameaça. Argumenta, apoiando-se em abundantes exemplos, que os inimigos da razão não são apenas os que desdenham a racionalidade, mas que também se encontram entre os que se dizem seus defensores intransigentes. Por isso, considera que é preciso defender a racionalidade — a nossa única esperança para sair do lamaçal intelectual do tempo em que vivemos — dos inimigos externos da razão, mas também dos seus adeptos mais deslumbrados, cuja sobranceria os impede de reconhecer os próprios limites da razão e os leva a defender uma concepção demasiado restrita da racionalidade. Baggini propõe, então, uma correcta reavaliação do conceito de racionalidade, que precisa de deixar de ser o conceito político em que se tornou e cuja função consiste basicamente em descobrir uma justificação para as crenças que à partida nos recusamos a abandonar. Assim, uma racionalidade não empobrecedora e construtiva, embora inclua o raciocínio lógico-científico, recorre também a formas de discernimento racional que não são explicáveis nesses termos.
Conclui que uma noção correcta de racionalidade envolve simplesmente a aplicação do pensamento crítico e o compromisso com uma «comunidade de razão» em que as divergências são abertamente e publicamente debatidas, ao invés de serem encerradas pela força bruta ou pelo poder político. Este é um livro simultaneamente desafiador e ponderado, com várias ideias originais sobre um dos temas mais relevantes do nosso tempo.


Osteoporose - Tratamento pela alimentação
de Éric Ménat
A osteoporose, isto é, a perda progressiva da massa óssea, está a tornar-se um flagelo mundial. O prolongamento do tempo de vida, o sedentarismo e uma alimentação desequilibrada são os principais factores que contribuem para a propagação desta doença.
Este livro permite ao leitor conhecer as causas da osteoporose, mas, sobretudo, desenvolver uma verdadeira sinergia de prevenção natural, sem efeitos secundários. Ao mesmo tempo que ensina o que é o cálcio, o equilíbrio ácido-básico, os oligoelementos, os minerais, as vitaminas e as proteínas, oferece ao leitor um verdadeiro método para combater a osteoporose, graças a uma alimentação específica, conselhos de receitas dietéticas, suplementos de natureza diversa e exercícios físicos adequados, adaptados para o efeito.

Novos títulos de Literatura juvenil

Mulherzinhas, escrito em 1868 pela norte-americana Louisa May Alcott, tendo como cenário a Guerra Civil Americana, conta a história de quatro irmãs (Jo, Meg, Beth e Amy), tão diferentes entre si, com as dificuldades e sonhos típicos da infância e da adolescência. A Circulo de Leitores apresenta uma nova edição deste clássico juvenil, ilustrado por Francesca Rossi, uma artista que capta de forma sublime e delicada a atmosfera da narrativa. Um clássico imperdível.

O Filme da Minha Vida é uma narrativa de grande atualidade sobre a sociedade contemporânea, da autoria de Maite Carranza, escritora catalã galardoada com o prémio Cervantes Chico pelo conjunto do seu contributo para a literatura infantojuvenil espanhola. Esta é uma nova publicação da Editora Fábula, que vai deixar os jovens leitores a reflectir sobre a importância da família, da entreajuda e da esperança.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

John Steinbeck e Graham Greene são os autores dos próximos livros da Livros do Brasil

A 18 de Abril, a Livros do Brasil publica os livros Santos e Pecadores e Correspondente de Guerra.

Sinopse
Além de reputado romancista, contista, autor de peças de teatro e de argumentos para filmes, Graham Greene foi também um mestre na escrita ensaística. No volume que aqui se apresenta, com seleção e prefácio de Pedro Mexia, reúnem-se alguns dos seus textos mais marcantes, produzidos ao longo de cinco décadas e publicados em diferentes volumes, e que abrem uma janela sobre os temas que mais fascinaram este que foi um dos grandes autores britânicos do século XX: outros escritores e artistas, a igreja católica, figuras revolucionárias, o mundo do cinema. «Foi o tédio que me levou a escrever e a injustiça que me forneceu os temas», revela nestas páginas. «As injustiças de que me apercebo não me encolerizam; melhoram os meus poderes de observação. A distância é um dos requisitos da boa literatura.»

Sinopse
Escritos por John Steinbeck para o jornal New York Herald Tribune entre junho e dezembro de 1943, a partir de diferentes campos de batalha da Segunda Guerra Mundial, os textos aqui reunidos foram pela primeira vez publicados em livro em 1958.
Dos navios de tropas em Inglaterra ao blitz de Londres, das lutas no Norte de África ao desembarque nas praias italianas, estes são relatos de um repórter com os pés e o coração no palco da ação, que come e bebe com os soldados atrás das linhas inimigas, que conversa com eles, que se lhes junta quando a luta eclode.
«Os artigos de que este volume se compõe foram escritos sob tensão», comentou o autor quinze anos após a sua escrita, na introdução deste volume. «Ao relê-los, o meu primeiro impulso foi corrigir, adoçar as frases mais ásperas e suprimir as repetições, mas cheguei à conclusão de que essa aspereza teria de manter-se.
Suprimi-la equivaleria a roubar-lhes o seu carácter de urgência. Estes artigos são tão reais como a má feiticeira e a boa fada, tão verdadeiros, autenticados e feitos para circular como qualquer outro mito.»
E lê-los é, ainda hoje, uma lição de humanidade.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Novos livros, da Clube do Autor, de Helena Sacadura Cabral, Laurinda Alves e Bagão Félix

Nunca Estamos Sós
de Laurinda Alves
Laurinda Alves traz-nos uma importante mensagem de esperança e união. Todos juntos, somos uma força. Sabemos o poder invencível desta força que nasce em nós quando nos juntamos para fazer qualquer coisa, quando nos entreajudamos. Conhecemos o poder fabuloso desta força porque a experimentamos. E, no entanto, são incontornáveis as vezes em que nos sentimos sozinhos. Na era da comunicação, em que estamos ligados virtualmente próximos, podemos sentir-nos distantes e viver uma solidão acompanhada, que é a pior forma de solidão.
Olhando para a nossa vida e perscrutando o mundo à volta, percebemos que embora nos sintamos muitas vezes sozinhos e por vezes excluídos e pouco valorizados, raramente estamos sós. Esta certeza obriga a dar passos e a ganhar consciência de que está na nossa mão lutar um futuro melhor. São muitas as pessoas que todos os nos provam que, haja o que houver, nunca estamos sós. E aconteça o que acontecer, é possível fazer a diferença.
Com a sua escrita afetuosa e sincera, Laurinda Alves incita-nos a encarar a vida com um olhar mais positivo, procurando em nós, nos outros e no mundo o poder resgatador da ação e da sabedoria de todos os que nos inspiram.

“O que nos faz agir e transcender a cada dia é a esperança de que alguma coisa se componha, de encontrar sentido para a vida, de evoluir, de saber mais e perceber melhor.”

Da mesma autora: Quero Acreditar (2016) e Eu, Tu e os Outros (2018).


Raízes de Vida
de António Bagão Félix e Ana Paula Figueira
Para esta viagem, Bagão Félix escolheu um caminho, não o das pedras, mas o da botânica, fazendo a ponte entre a cidade dos homens e a aldeia do campo, entre nós e a natureza, entre as palavras e as plantas. Raízes de Vida é um livro sobre os valores que nos vinculam, as atitudes que nos sustentam, os sentimentos que nos envolvem, os gestos que nos elevam e as memórias que nos unem. Nele encontramos um regresso à simplicidade das coisas e à harmonia do mundo natural, um contraponto reflexivo ao ritmo frenético dos tempos atuais.
Ao longo de seis capítulos que foram buscar os seus nomes à anatomia de uma árvore, encontramos reflexões sobre a vida e os homens.
Uma obra que nos faz refletir sobre a essência da vida e o nosso mundo, deixando ao leitor a liberdade para fazer a sua própria interpretação.

«Ter saudade pela ausência é a mais forte presença do que significa a saudade. A saudade não é solidão. É a companhia da presença ausente. Ou a presença da companhia ausente.
A saudade alimenta‑se de um tempo que já foi, mas que se quer que continue a ser. Por isso, a saudade é uma afectuosa comunhão com a ausência, por vezes suave, outras vezes tumultuosa."

Pela Sextante Editora publicou O Cacto e a Rosa (2010) e Trinta Árvores (2016).

Tempo de Esperança
de Helena Sacadura Cabral 
«Abril é um mês duro para mim. Digamos que até ao dia 24 - em que um filho me morreu nos braços -, é uma caminhada árida. Por isso, este ano resolvi que era chegada a altura de dar uma "virada" ao assunto e convocar para essa data algo que me desse prazer. Foi o que fiz.
Assim, no dia 23 de Abril, véspera dessa fatalidade que me aconteceu, chegará às livrarias um novo livro meu, cujo título Tempo de Esperança, diz muito dessa minha intenção de encerrar um ciclo doloroso. É preciso que chegue uma brisa de bonança que encha o meu e os nossos corações. Espero te-lo conseguido!»

terça-feira, 9 de abril de 2019

Em Abril nas livrarias com o cunho da Kalandraka

Faz precisamente neste mês 19 anos que pela primeira vez foi publicado em Portugal, pela Editorial Caminho, o clássico infantil Agora não, Tiago, do escritor e ilustrador inglês David McKee (n. 1935). No início da segunda metade deste mês, pela Kalandraka, o livro ficará novamente disponível nos escaparetes da secção infantil das livrarias. Referir que deste autor, desde 2015, a Nuvem de Letras tem vindo a publicar vários títulos (19, até ao momento) seus, como O Elmer e a Borboleta (2019), O Elmer (2017) e O Dia do Elmer (2015).
Sinopse
Este clássico de 1980 é uma inquietante e divertida história para primeiros leitores, e simultaneamente uma chamada de atenção para os adultos, tão ocupados com os seus afazeres que não atendem o suficiente às necessidades - não tanto materiais, mas sobretudo afetivas - dos seus filhos.
Por mais que Tiago alerte os pais de que está um monstro no jardim prestes a devorá-lo, nenhum deles lhe faz caso. Para cúmulo do absurdo, o monstro chega a ocupar o lugar dele em casa, sem que nenhum dos progenitores se aperceba, continuando, aliás, a ignorá-lo, tal como antes faziam com Tiago.
Um texto com frases curtas, descritivas ou dialogadas, confere agilidade à narrativa, ilustrada com imagens expressivas e cores intensas, ao longo de vinhetas que contrapõem a atitude apelativa de Bernardo para com os seus pais face à indiferença – e inclusive o enfado – destes ao serem interrompidos.
Sob esta aparente simplicidade, subjaz uma história incómoda, tão real na altura como agora, e, talvez, ainda mais oportuna. De leitura obrigatória para refletir sobre a (falta de) comunicação.

Do mesmo autor de Bocas (2008), Nascer - Animais Extraordinários (2009) e Olhos - Animais Extraordinários (2016), chega um novo livro infantil: Viajantes - Animais Extraordinários. O espanhol Xulio Gutiérrez (n. 1958) é licenciado em Biologia, foi professor do Ensino Secundário e é autor de mais de vinte livros sobre natureza. Viajantes - Animais Extraordinários tem ilustrações de Nicolás Fernández e será publicado no dia 26 deste mês e terá o selo da Faktoria K de Livros.
Sinopse
A maioria dos animais é sedentária: vive sempre no mesmo sítio ou faz pequenas deslocações. Mas a lenta evolução dos continentes, as alterações climáticas e as transformações do meio envolvente levam muitas espécies a viajar para sobreviver...
Este livro permite acompanhar os animais que – por terra, mar e ar – fazem as viagens mais longas e arriscadas. Uns empreendem travessias de milhares de quilómetros, atravessando continentes e oceanos, entre o local onde passam o inverno e a sua residência de verão, ou desde as zonas de nidificação às de alimentação. Outros efetuam trajetos curtos, expondo-se, porém, a todo o tipo de perigos e vicissitudes. Estas deslocações constituem assombrosas aventuras que põem à prova a resistência de cada criatura, a sua obstinada determinação e capacidade de orientação. Todas perseguem o mesmo: procurar sustento onde possam enfrentar os seus predadores ou defender-se das adversidades do meio envolvente… Sobreviver, ainda que, em muitos casos, as migrações dos animais selvagens saiam caras em vidas!
Viajantes reúne a experiência migratória de doze espécies que respondem à chamada atávica da natureza: desde a corrida temerária do lemingue à parcimónia da tartaruga-boba, passando pelo heróico regresso do salmão ao rio onde nasceu ou à nuvem colorida formada pelas borboletas-monarca.
Com a Árvore da vida como ponto de partida, esta obra científica apresenta um esquema dos principais grupos do Reino Animal para se centrar nos protagonistas: localização no mundo, habitat, habilidades físicas... No final, incorpora fichas técnicas com curiosidades e o seu estado de conservação no planeta. Este sexto título da série Animais Extraordinários continua a surpreender não só pela informação interessante e acessível que oferece, como também pelas suas espetaculares ilustrações naturalistas.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Simon's Books publica «O Desejo de Ser um Índio», de Franz Kafka

A 16 de Abril a Simon's Books, uma das chancelas do Grupo Narrativa, publica O Desejo de Ser um Índio, de Franz Kafka.
O livro é composto por 40 páginas, contém ilustrações do espanhol Raul Nieto Guridi e o trabalho de tradução esteve a cargo de Carla Maia de Almeida.

Sinopse
O Desejo de Ser um Índio é um sonho de Franz Kafka. Ao mesmo tempo, é o sonho de todos aqueles que já experimentaram a força do vento e a alegria do voo, mesmo que apenas – ou especialmente aí – na vertigem de uma descida em bicicleta pela colina mais próxima. Tornar-se um índio é viver como uma criança: intensamente, tão perto da terra quanto do céu. Esta edição para bibliófilos concilia o génio de Kafka com o ímpeto do traço a pincel de Raúl Nieto Guridi.

“Quando os cavalos surgiram nas Grandes Planícies, os povos índios chamaram-lhes «cães sagrados» (shunkawakan). Cresceram a amar o país dos cavalos. Entoavam-lhes canções e entrançavam penas nas crinas e nas caudas. Os cavalos deram-lhes a liberdade do vento. Até aos nossos dias, ao vê-los galopar, há algo muito profundo dentro de nós que reconhece essa liberdade e começa a correr ao lado deles, porque a liberdade é eterna.”
The Earth People Folk Tales: The Horse Nation Tale, conto tradicional dos Índios Lakota.