terça-feira, 15 de junho de 2021

De F. Scott Fitzgerald, chegam novas traduções de «O Estranho Caso de Benjamin Button» e «Terna É a Noite»

Depois de em Abril deste ano ter feito chegar às livrarias uma nova edição de O Grande Gatsby, a Guerra e Paz Editores volta a prestar tributo ao escritor norte-americano F. Scott Fitzgerald (1896-1940), com a publicação, em novas traduções, de O Estranho Caso de Benjamin Button e Terna É a Noite.
Estas duas obras-primas do escritor norte-americano, que estarão nos escaparates livreiros a partir da próxima terça-feira, retratam problemas que figuram ainda hoje nas sociedades, como o stresse, o alcoolismo e a doença mental.

O Estranho Caso de Benjamin Button (originalmente lançado em 1921) é um conto irónico e admirável, que nos apresenta como seria a vida de trás para a frente. A obra, uma das mais fascinantes ficções curtas de Fitzgerald, foi adaptada ao cinema em 2008 por David Fincher e contou com interpretações de Brad Pitt e de Cate Blanchett.

Romance psicológico com um toque de suspense, Terna É a Noite (1934, data da sua 1.ª publicação) foi o livro ao qual o autor dedicou vários anos da sua vida. Sobre este romance (semi)autobiográfico, Ernest Hemingway disse que foi «o melhor dos seus livros».


Para escrever esta história inspirei-me num comentário de Mark Twain, em que dizia que era uma pena que a melhor parte da vida viesse no início da vida e a pior parte viesse no fim.

Realmente, Benjamin Button é um caso estranho. Ele é um bebé, mas um bebé que fuma charutos, anda de bengala e detesta leite quente. Porquê? Porque anda com o relógio às avessas: nasceu com 70 anos e, aparentemente ao contrário de toda a humanidade, fica cada dia mais novo.



Rosemary Hoyt, jovem estrela de cinema americana, vai de férias com a mãe para a Riviera francesa, onde conhece o casal Dick e Nicole Diver, dois exemplares de graciosidade e sofisticação que circulam com glamour no meio de pessoas extraordinárias. Rosemary entra nesse mundo e a sua admiração pelos Divers transforma-se em algo mais íntimo. Mas Nicole tem um segredo.

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Editora Fábula publica as obras premiadas «Eu Falo Como um Rio» e «Como Ser um Leão»

Dois autores multipremiados abordam de forma delicada um tema difícil através de uma narrativa poética, que apela a leitores de todas as idades.
Baseado na sua própria experiência, Jordan Scott descreve, em Eu Falo Como um Rio, a história de um menino que gagueja. Sydney Smith ilustrou magistralmente este texto poderoso e intimista, o primeiro livro para crianças do poeta canadiano.
Eu acordo todas as manhãs cercado de sons de palavras. E não consigo dizer alguns.
Uma obra para quem se sente diferente, solitário ou incapaz de se integrar.


Ed Vere é um autor britânico multipremiado. Muitos dos seus livros foram bestsellers e considerados livros do ano. Como Ser um Leão foi galardoado com o Oscar’s Book Prize e nomeado para as medalhas Kate Greenaway e Carnegie.
O mundo está cheio de ideias. Grandes, pequenas. Boas, más. Uns pensam uma coisa… outros pensam outra.
Um livro poderoso que nos encoraja a sermos nós mesmos. A empatia, o género, os estereótipos sociais, a aceitação, a inclusão, o bullying, a coragem, a integridade e a amizade são temas presentes no livro.

terça-feira, 8 de junho de 2021

As publicações mais recentes com o carimbo da Kalandraka

Uma nova edição, cartonada e num formato mais pequeno, do álbum com conteúdo autobiográfico que Eric Carle publicou originalmente em 2011.
    Do autor britânico de, entre outros, Escondidas, Como te sentes?, Eu e Tu e Pela floresta, chega-nos um novo título.
    Com ilustrações do vencedor do VII Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados, com Ícaro, e texto do italiano Gianni Rodari, a Kalandraka já fez chegar às livrarias uma obra, recomendada para crianças a partir dos 9 anos, onde destaca-se temas como o absurdo, a imaginação e o humor.
    Um álbum com páginas desdobráveis e com um atractivo formato, que tem como protagonistas dois ratinhos. Dos autores gregos de Uma Última Carta.

 
O Artista que Pintou um Cavalo Azul
de Eric Carle

Este livro é uma homenagem de Eric Carle a Franz Marc (1880-1916), um precursor do expressionismo, cuja obra descobriu por intermédio do seu professor de arte, Herr Krauss, quando o regime nazi proibia a criação e a difusão desta corrente de vanguarda pictórica e cultural. A afamada tela «Cavalo Azul I» daquele pintor alemão serviu-lhe de inspiração para este e para outros dos seus livros, que se destacam pelo seu inconfundível predomímio da cor em todas as suas nuances, tonalidades e texturas possíveis.

Sou um artista e pinto... um cavalo azul e...
Um crocodilo vermelho e... uma vaca amarela...


O artista que pintou um cavalo azul encerra ainda um fundo autobiográfico: Eric Carle retrata-se como um ilustrador que não se cinge estritamente à realidade, mostrando-se antes orgulhoso por executar um estilo característico que o distingue.


Ernesto o Elefante

de Anthony Browne
Ernesto vivia com a mãe e os outros elefantes da manada. Todos os dias caminhavam, comiam e bebiam. À noite, dormiam. Ernesto era feliz assim, mas começava a perguntar-se se não haveria outras coisas na vida além de caminhar, comer, beber e dormir.
Ernesto perde-se na selva e nenhum dos seus habitantes parece disposto a ajudá-lo a voltar para a sua manada de elefantes. Nem o mais forte, o mais feroz ou o mais veloz dos animais faz o mínimo esforço, a não ser ouvi-lo com desdém. Será porém o mais pequeno de todos eles a surpreendê-lo, ao dar-lhe a compreensão e a colaboração de que ele necessita.
Anthony Browne projeta nesta história o caráter intrépido do protagonista, a sua curiosidade, própria da infância; mas também o medo, quando descobre que está só e longe da figura adulta que o protege dos perigos. A falta de empatia por parte daqueles que vai interpelando remete para uma sociedade individualista e insensível aos problemas alheios. Mas as aparências enganam, e aquele que parece o mais débil e insignificante, pode transformar-se no mais valente e generoso, e sem pedir nada em troca.
Com o detalhe que o caracteriza ao longo de uma vasta e prestigiada trajetória, o autor apresenta uma obra repleta de colorido e de grande exotismo cénico, com personagens retratadas de forma exaustiva e expressiva, em sintonia com o leque de emoções que se desprendem ao longo da narrativa.

Agente X.99
Histórias e versos do espaço

de Gianni Rodari e Federico Delicado

Quer saber se é verdade que, durante uma das minhas explorações espaciais, tendo aterrado num planeta selvagem, me fiz passar pelo Deus do Fogo? Não, senhor jornalista, não é verdade. Não gosto de andar por aí a enganar as pessoas, mesmo que se trate de macacos enormes com seis patas, como foi o caso. Dizem coisas muito exageradas sobre as minhas aventuras...
Ao longo de uma entrevista a um jornalista, o Agente X.99 evoca, numa espécie de flashback, as suas rocambolescas memórias e fantásticas missões pelo espaço, enquanto guardião do asteroide homónimo. Em cada episódio desta obra, que representa uma incursão de Gianni Rodari pela ficção científica, abre-se uma porta à reflexão crítica, ao mesmo tempo que se abordam temas como a desoberta, a exploração, o progresso, a natureza, a renovação pedagógica, o totalitarismo ou o fanatismo.

Na Fila para a Arca
de Antonis Papatheodoulou e Iris Samartzi

Dois ratos encontram-se com diferentes pares de animais, a quem ouvem falar da Arca de Noé e da sua história: o anúncio do dilúvio, a inundação do planeta, a construção da embarcação… E os ratitos lá vão avançando pelo meio de ursos, rinocerontes, girafas, borboletas, pelicanos, crocodilos… cada vez mais confusos, entre a incredulidade e a angústia, sobretudo a partir do instante em começam a cair as primeiras gotas de chuva e até ao momento em que acabam por descobrir o verdadeiro contexto da situação...

Na fila para a Arca é uma homenagem ao teatro onde, com uma boa dose de humor, se joga com os duplos sentidos e com a torrente de sensações provocadas por um simples mal-entendido.


Outros títulos infantis publicados recentemente:
Tancho, de Luciano Lozano
Como Ser um Leão, de Ed Vere

Novos romances históricos sobre coragem e resiliência em tempos de guerra

As Coisas que Não Podemos Dizer, de Kelly Rimmer
Um belíssimo romance histórico sobre coragem e resiliência que tem como pano de fundo o aterrador cenário da ocupação nazi da Polónia durante a Segunda Guerra Mundial.
Intercalando a história da ocupação nazi da Polónia com o ritmo frenético da vida moderna, esta narrativa emotiva e delicadamente trabalhada liga as histórias de duas mulheres numa tapeçaria de perseverança, lealdade, amor e honra.

Uma Nova Esperança para Samuel, de Ruth Druart
Na gare de uma estação ferroviária na paris ocupada, uma mãe sussurra adeus. Parece o fim de uma história. Mas é apenas o começo.
Um livro poderoso sobre o amor, os laços de sangue e de afeto, a resiliência e a coragem quando tudo parece perdido. Uma leitura inesquecível.

A Guerra de Hedy, de Jenny Lecoat
Esta é a história de uma jovem mulher e a luta que travou para sobreviver à ocupação nazi e evitar a deportação. Baseada em factos verídicos, esta é uma história de coragem, amor e esperança numa época em que a crueldade imperou: a Segunda Guerra Mundial.

Clara & Pippo, de Diana Rosie
Um país devastado pela guerra. Dois irmãos separados pelo destino.
Roma é um lugar misterioso aos olhos dos pequenos Clara e Pippo. Acabados de chegar com a mãe à cidade, deixaram para trás uma tragédia familiar e o único lar que haviam conhecido. Juntos, trazem pouco mais do que esperança...

«Museus de Lisboa» é o mais recente livro editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos

Covadonga Valdaliso é investigadora integrada no Centro de História da Universidade de Lisboa. No livro Museus de Lisboa, a autora doutora em História Medieval descreve a experiência de visitar, ao longo de várias semanas, os espaços museológicos da capital.

Esta obra, editada pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), é «uma exploração em modo de visitante despreocupado. Um diário apelativo, que mostra o potencial de ilimitadas viagens e infinitos percursos a descobrir a partir destes lugares estáticos, espalhados de forma anárquica por Lisboa.»

Sabia que:
Um livro de José Saramago fez que fosse localizada uma peça do Museu Nacional de Arqueologia?
A entrada no Museu do Dinheiro é gratuita?
A pintura mais emblemática do Museu do Fado é um empréstimo do Museu de Lisboa?
Outros títulos da mesma colecção publicados este mês:
Os Homens Também Choram, de Nelson Marques
Adopção Tardia, de Maria Sequeira Mendes

Novo romance de Rosa Montero é uma reflexão sobre a essência da natureza humana

O que leva um homem a descer de um comboio antes do fim da viagem e ir esconder-se numa cidadezinha decadente? Um desejo de recomeço ou a necessidade de acabar de vez com a vida?
No seu 17.º romance, com tradução portuguesa de Helena Pitta, a autora espanhola Rosa Montero (n. 1951) defende que nós somos — devemos ser — os construtores da nossa própria narrativa.
A Boa Sorte é uma história de um amor terno e febril, um amor profundo à vida.
Rosa Montero é jornalista e autora de romances como A Louca da Casa e A Ridícula Ideia de Não Voltar a Ver-te e Os Tempos do Ódio.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Nova edição do “grande” romance moderno sobre homossexualidade, de Alan Hollinghurst

Será reeditado este mês pela LeYa o primeiro romance do autor britânico Alan Hollinghurst (n. 1954). A Biblioteca da Piscina conquistou o Somerset Maugham Award em 1989 e valeu ao autor um lugar entre os Melhores Jovens Romancistas Britânicos, segundo a revista Granta, em 1993.
The Swimming-Pool Library, de seu título original, publicado em 1988, é uma agridoce crónica de costumes, onde o passado e o presente exibem os seus objectos de desejo, os seus códigos mais ou menos secretos, usos e práticas sexuais e amorosas.

Texto sinóptico
Londres, 1983. Aos 25 anos, William Beckwith é exuberantemente gay e escandalosamente sedutor. Durante um engate numa casa de banho pública, o jovem salva a vida de um homem mais velho. Este revela ser Charles, Lord Nantwich, igualmente gay e suficientemente colunável para aparecer nos diários de Evelyn Waugh.
Quando voltam a encontrar-se, Charles pede ao jovem para escrever a sua biografia e entrega-lhe os diários em que confiou o melhor e o pior da sua multifacetada e emocionante vida. É com relutância que William aceita lê-los. Mas o que vai descobrir abala a sua pose altiva, pois Charles é uma figura extraordinária e emblemática da elite homossexual inglesa. Juntas, as histórias dos dois homens compõem um retrato meticuloso e irónico da vida e da cultura gay inglesas.

Outros romances que podem interessar:
O Quarto de Giovanni
, de James Baldwin; Deixa-te de Mentiras, de Philippe Besson.

Novidade literatura americana: «A Outra Metade», de Brit Bennett

A 15 deste mês, a Alfaguara traz para o nosso país uma saga familiar enfeitiçante, da californiana Brit Bennett, uma das grandes novas vozes da literatura americana. O romance A Outra Metade (traduzido de The Vanishing Half por Tânia Ganho) foi finalista do Women’s Prize for Fiction, nomeado para o National Book Award e escolhido por várias publicações (como a People e The New York Times) como um dos melhores livros do ano 2020.

Sinopse
«Em Mallard ninguém se casava com gente escura. E também ninguém se ia embora.» As gémeas Stella e Desiree Vignes, tão idênticas de feições quanto diferentes de feitio, nasceram para contrariar a profecia.
Geração após geração, a comunidade negra desta pequena localidade, no Estado sulista de Luisiana, esforça-se por aclarar o tom da sua pele, favorecendo os casamentos mistos. Desiree e Stella são disso um bom exemplo, com a sua pele «cor de areia húmida», olhos castanho-avelã e cabelo ondulado. Mas a aparência não basta para as livrar do estigma, e acabam por assistir à morte violenta do pai, à humilhação da mãe depois disso.
Aos dezasseis anos, escolhem fugir juntas da terra sufocante. Pretendem escapar ao seu sangue e libertar o seu futuro. Mas a fuga para Nova Orleães acaba por ditar o afastamento das irmãs, até então inseparáveis.
Catorze anos mais tarde, Desiree volta à casa materna, arrastando pelas ruas poeirentas da terra uma filha de pele «negra como o alcatrão», que atrai todos os olhares do lugarejo retrógrado. Stella, por seu lado, tem a vida construída numa mentira: vive na Califórnia, faz-se passar por branca, e o marido nada sabe do seu passado.
Apesar de tantos quilómetros e tantas mentiras a separá-las, os destinos das gémeas estão inevitavelmente entrelaçados. E voltarão a cruzar-se, porque é impossível renegar a metade que nos pertence.

Elogios da crítica
«Um importante contributo literário sobre o mais vital dos temas: a identidade. A Outra Metade é o romance do ano.» Time

«O magnífico segundo romance de Bennett — uma reflexão ambiciosa sobre a raça e a identidade — sonda os destinos divergentes de duas gémeas, nascidas no Sul racista, depois de uma delas decidir fazer-se passar por branca. Bennett consegue equilibrar as exigências literárias de uma caracterização dinâmica com as realidades históricas e sociais do tema em questão.» The New York Times

A autora
Brit Bennett nasceu e cresceu na Califórnia. A sua estreia no romance, com The Mothers, foi um sucesso imediato, tendo sido finalista dos prémios Goncourt e Médicis, em França. A Outra Metade, o seu segundo romance, estabeleceu firmemente o seu nome entre as grandes novas vozes da literatura americana, com elogios rasgados da imprensa, nomeações para vários prémios, e o apoio de milhões de leitores. O romance será adaptado a série de televisão.

domingo, 6 de junho de 2021

10 romances que serão publicados este mês para saudar a chegada do Verão

Até ao final deste mês de Junho chegarão às livrarias os seguintes dez romances. Entre eles, o novo título da autora de Jonathan Strange e o Sr. Norrell (Susanna Clarke), o segundo volume da série policial Blix & Ramm (da dupla Jørn Lier Horst e Thomas Enger), e um dos livros mais aguardados de 2021 (Rapariga A), que transformou-se imediatamente num bestseller internacional, com direitos vendidos para 28 países.

O Pássaro Noturno
de Johanna Mo

A Ilha Sagrada
de L.J Ross

Rapariga A
de Abigail Dean

Ele e Ela
de Alice Feeney

Dr. B.
de Daniel Birnbaum

Piranesi
de Susanna Clarke

Cortina de Fumo
de Jørn Lier Horst e Thomas Enger

A Maldição da Lança Sagrada
de Laura Falcó Lara

Prazer Proibido
de Beth Kery

Segredos
de Lesley Pearse

sexta-feira, 4 de junho de 2021

«Mais Livre», o tão aguardado final da trilogia de E L James

Na próxima terça-feira é publicado Mais Livre, o tão aguardado final da história de As Cinquentas Sombras contada do ponto vista de Christian Grey. Depois de Grey e de Mais Negro - que  venderam cerca de 700 mil exemplares em Portugal -, Mais Livre (Freed é o seu título original) chega às livrarias portuguesas.
E L James
revisita o universo de As Cinquenta Sombras, reescrevendo, numa perspetiva mais negra e mais profunda, a história de amor que apaixonou milhões de leitores em todo o mundo.


Novo livro da escritora de policiais britânica Angela Marsons

Após o seu romance de estreia Gritos Silenciosos (2016), em que Angela Marsons alcançou a fama internacional no género policial, e de Jogos Cruéis (2017, agora reeditado), chega-nos As Raparigas Perdidas, um novo mistério da detetive Kim Stoneque. Este novo policial da autora britânica sai a 15 deste mês pela editora Quinta Essência.

Sinopse
Charlie e Amy têm nove anos e são as melhores amigas. Num dia aparentemente igual a tantos outros, desaparecem sem deixar rasto. Para as suas famílias, começa então o pior dos pesadelos. Saberão por SMS que os seus piores receios se confirmam: as meninas foram raptadas. Numa segunda mensagem, o raptor inicia um leilão. O casal que oferecer mais dinheiro, voltará a ver a sua filha. O casal que ficar para atrás, não.
Ainda que em segredo, a guerra entre as duas famílias começa. A detective Kim Stone sabe que a contagem decrescente também: cada segundo conta, cada hesitação pode ditar a morte das crianças. O mistério por detrás do rapto pode estar na negra teia de segredos que o passado destas famílias esconde. Mas o relógio não pára. E alguém vai pagar o derradeiro preço.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

É reeditado um dos livros mais influentes de sempre no mundo dos negócios

O mundo mudou drasticamente desde a publicação de Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, livro que influenciou milhões de pessoas. A Gradiva acaba de lançar na rede livreira uma nova edição deste sucesso de vendas internacional, que conta com mais de 15 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo e já foi traduzido para 38 línguas.

O autor, professor reputado e consultor empresarial, dedicou a sua vida ao ensino da liderança orientada por princípios éticos e foi considerado pela revista Time um dos 25 cidadãos norte-americanos mais influentes.
Stephen R. Covey (1932-2012) acredita que vencer ou fracassar é resultado de sete hábitos. São eles que distinguem as pessoas felizes, saudáveis e bem-sucedidas das fracassadas e daquelas que sacrificam o equilíbrio interior e a felicidade para alcançar o êxito. Em Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes estão contidos os princípios fundamentais da eficácia - sete hábitos básicos e primordiais que representam a interiorização dos princípios correctos, nos quais se baseiam o sucesso e a felicidade duradoura.
(...) O autor acredita que o verdadeiro sucesso assenta num equilíbrio das eficácias pessoal e profissional, e por isso este livro pretende ser um guia para obter melhor desempenho nessas duas áreas, recorrendo a exemplos tanto da vida familiar e da vida profissional.

Os mais recentes livros infanto-juvenis publicados pela AKIARA

A AKIARA books é uma editora espanhola criada em 2018, que publica livros para crianças e jovens de todas as idades. Os seus mais recentes álbuns ilustrados, com tradução para português a cargo de Catarina Sacramento, são inspirados em histórias reais do Japão e da Venezuela.

Tancho é um livro de conhecimentos, já que se inspira na vida de Yoshitaka Ito, o homem que alimentou os grous e os salvou da extinção, no Japão. Além do texto muito breve, as ilustrações de Luciano Lozano são de uma grande beleza e contenção cromática, com um traço limpo e espontâneo que recorda a pintura oriental.

Sinopse
Com as primeiras neves chegavam os grous aos pântanos da ilha de Hokkaido, no Japão. Da sua janela, o Tancho observava a estranha dança daquelas aves. Num inverno, porém, apareceu apenas um casal de grous…
Inspirado numa história real, este livro convida-nos a viver em profunda harmonia com o mundo animal.


Do Outro Lado, com texto da escritora e poeta venezuelana Cristina Falcón Maldonado e ilustrações de Mariona Cabassa, é um conto terno, alegre e profundo. É um álbum pleno de cores exuberantes e natureza, que nos convida a refletir sobre a riqueza e a pobreza, o bullying e a superação, a capacidade de sonhar acordado e de celebrar.

Sinopse
Hoje o Juan José não tem nada que fazer porque o cabo se partiu, o cabo da tirolesa à qual sobe todos os dias para ir à escola, do outro lado do rio, desde que as cheias levaram a ponte.
O Juan José fecha os olhos, mas continua acordado, porque quer sonhar, e aprendeu a sonhar acordado, porque acordado sabe-se com o que se sonha, pode sonhar-se com o que se quiser e não com aquilo que querem os sonhos, o medo ou a insónia.
Inspirado numa história real da Venezuela, este álbum é um convite a refletir sobre a riqueza e a pobreza, a troça e a superação, a capacidade de sonhar acordado e de celebrar.

FFMS publica «Os Homens Também Choram», do jornalista Nelson Marques

Ricardo Mellado põe homens a tricotar contra os estereótipos. Diogo Faro criou Não É Normal, um movimento anti-machista. Tiago Rolino promove a igualdade de género. Ângelo Fernandes fundou um porto de abrigo para vítimas masculinas de violência sexual. Flávio Gonçalves e Jonathan Israel abriram um espaço de discussão entre homens sobre o papel que têm na sociedade.

Os Homens Também Choram, com o cunho da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS),  relata histórias de homens cansados do velho guião da masculinidade tradicional, ao qual, hoje, opõem formas mais diversas e inclusivas. Pretende apresentar a realidade de homens que também são vítimas desta estereotipagem «tóxica». Convocá-los para a luta pela igualdade e o combate à violência de género. E circunstanciar e apelar de modo contundente à revolução da masculinidade, porventura a mais importante do século XXI.

Elogios de quem já leu
«Um livro diferente: da autoria de um jornalista credenciado, abordando um tema pertinente — a igualdade de género e a violência no feminino — bem estruturado e fundamentado, escrito de modo atractivo e desafiador. Um testemunho de humanidade e justiça.»
Luís Marques Mendes, advogado, político, comentador
«"Ser homem” ou “comportar-se como um homem” sempre foi uma fonte de ansiedade silenciosa por temer não estar à altura do estereótipo: trazer dinheiro para casa, arranjar um problema elétrico, defender a família da violência externa. São um conjunto de competências exigentes. O ideal masculino de há poucas décadas cabe inteirinho dentro da atual noção de “masculinidade tóxica”. Os homens, como é seu timbre, preferem não discutir que há que repensar a masculinidade e a sensação de ameaça que sentem pelo empoderamento feminino. Há que começar por repensar essa “ameaça”.
Luís Pedro Nunes, cronista

Excerto
«Ângelo Fernandes tinha 10 anos quando foi abusado sexualmente durante meses por um amigo da família. «Era alguém próximo e que cultivava uma posição de confiança e de referência na comunidade, o que é habitual nos casos de violência sexual contra crianças», conta-me. Foi manipulado ao ponto de interiorizar que era ele o culpado por aqueles abusos, que tinha seduzido um homem de 35 anos. Sentiu nojo de si próprio e, como tantos homens que passaram pelo mesmo, cresceu sem contar a ninguém o que lhe aconteceu. Aos olhos de quem o rodeava, era como se o abuso nunca tivesse acontecido.»

Nelson Marques nasceu em Espinho, em 1979. Escreve no Expresso. Esteve no Público, colaborou com a SIC e com a RTP, e publicou em diversos jornais estrangeiros, do britânico The Guardian ao espanhol El Mundo. É autor dos livros Filhos da Quimio, também editado pela FFMS, e de Chefs sem Reservas (Clube do Autor). Os Homens Também Choram é a sua terceira obra. 

terça-feira, 1 de junho de 2021

Novidades do Grupo Porto Editora: «Missão Gato Feliz» e «Wolfy»

Missão Gato Feliz - Guia para quem quer o melhor para o seu amigo felino
Vivemos há milhares de anos sob o feitiço destes seres encantadores e misteriosos que são os gatos.
Porém, apesar de tudo o que já sabemos sobre eles e de com eles partilharmos a casa, o sofá, a cama, momentos de companhia e de carinho, estaremos a ouvir o que nos dizem e atentos aos sinais que nos transmitem constantemente? Será que os nossos comportamentos estão a responder, de facto, às suas necessidades? Estaremos a fazer os nossos gatos felizes?
Neste livro irresistível, a especialista em comportamento felino Anneleen Bru leva-nos numa viagem íntima pelo mundo dos gatos domésticos, abordando de forma clara e fundamentada todos os seus instintos naturais e comportamentos misteriosos.
As dicas e truques práticos que a autora partilha foram recolhidos especificamente para melhorar a relação entre os gatos e os seus donos, resultando da experiência adquirida em centenas de consultas comportamentais.
Este é um livro que vai deixar deliciados todos aqueles que não resistem ao olhar ternurento dos gatos, permitindo-lhes, em simultâneo, aprender como fazer da felicidade dos seus amigos felinos uma verdadeira missão.

Wolfy - Uma história de amor
Kate Spicer é uma jornalista de lifestyle que ambiciona alguma segurança e estabilidade na vida. Mas a verdade é que, aos quarenta e tal anos, não se consegue libertar de um estilo de vida caótico que a enterra em noitadas, bebida e outros maus hábitos.
Quando Kate decide adotar um cachorro desgrenhado e maltratado, não faz ideia de que será ele a salvá-la. Entretanto Wolfy desaparece, e o mundo de Kate desaba. Numa busca desenfreada pelas ruas de Londres, ela vai encontrar aliados nas mais inesperads personagens, desde bloggers a médiuns e até misteriosos joggers noturnos. Pelo caminho, Kate Spicer acaba por repensar toda a sua vida e testar até ao limite a sua sanidade e as relações pessoais.