domingo, 21 de agosto de 2011

O Rapaz do Pijama às Riscas - O Livro e o Filme

O LIVRO

Sinopse:  
Ao regressar da escola um dia, Bruno constata que as suas coisas estão a ser empacotadas. O seu pai tinha sido promovido no trabalho e toda a família tem de deixar a luxuosa casa onde vivia e mudar-se para outra cidade, onde Bruno não encontra ninguém com quem brincar nem nada para fazer. Pior do que isso, a nova casa é delimitada por uma vedação de arame que se estende a perder de vista e que o isola das pessoas que ele consegue ver, através da janela, do outro lado da vedação, as quais, curiosamente, usam todas um pijama às riscas. 
Como Bruno adora fazer explorações, certo dia, desobedecendo às ordens expressas do pai, resolve investigar até onde vai a vedação. É então que encontra um rapazinho mais ou menos da sua idade, vestido com o pijama às riscas que ele já tinha observado, e que em breve se torna o seu melhor amigo…


Opinião: 
Mais um pequeno grande livro. 
Actualmente contar às crianças/jovens o que foi o Holocausto, é já por si uma tarefa complicada. Se bem que nos tempos modernos as crianças estão mais interessadas na Wii ou no jogo de computador x e y. Outra coisa é contar "em tempo real" que o Holocausto está decorrendo! 
Acho este livro uma excelente iniciação para um adolescente, seja como forma de resposta de um pai ou mãe a uma provável pergunta de um filho, sobre, afinal o que foi o Holocausto? 
Aliais, este é mesmo um livro juvenil, e a mensagem está muita definida, tanto na escrita simples, como na utilização de várias figuras de estilo: anáfora, paradoxo, metáfora e essencialmente o eufemismo. 
A ingenuidade e ironia de Bruno foi simplesmente o que mais me cativou neste livro.
As perguntas que Bruno faz, na sua total inocência põe o leitor a pensar, e no fim, a concordar com este menino.
O final do livro estará na minha mente por alguns tempos.

Um livro que recomendo a pequenos e a graúdos.


O FILME

Trailer
Opinião:
Já vi vários filmes em que a temática é o Holocausto e entre eles o que mais me marcou foi "A Lista de Schindler". Este é apenas mais um, só que o interessante é que é através dos olhos de uma criança que nos é dado a ver o que foi este período negro da nossa história.
Há o paralelismo Humano vs Monstro captado na perfeição. Achei muito bem adaptado, pois está em conformidade na sua essência com o romance de John Boyle.

Quando estava no livro e as últimas cenas foram descritas, estas imagens fitaram o meu imaginário e fiquei bastante curioso para vê-las em 2D. E claro no filme, as cenas finais são brilhantes mas ao mesmo tempo aterrorizantes..

Vale mesmo ver! 


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Quinhentos Escudos Falsos - Thomas Gifford


Sinopse:
Quinhentos Escudos Falsos é a história de como em 1925 um cidadão anónimo, que queria controlar o Banco de Portugal, conseguiu, com um processo extraordinário, que fossem fabricadas 200 mil notas de 500 escudos, abalou mortalmente um governo e esteve quase a conseguir o que pretendia - o controlo financeiro de Portugal. 

É a história de Alves dos Reis, que passa por este país, e também por Angola, Biarritz, Paris e Londres, vista como um thriller financeiro.




Opinião:
Ando de olho neste livro há algum tempo, desde que terminei de ler “Assassini”, do mesmo autor, que para quem gosta dos livros do Dan Brown é um livro extraordinário de suspense.
Mas falando deste “Quinhentos escudos falsos” tenho a dizer que devorei-o neste fim de semana passado. Para já este livro é um misto de 90% de real com 10% de ficção. Acho que todos já ouviram falar de Alves dos Reis (1898-1955), o maior burlão que há registo em Portugal.

Este homem audicioso e inteligente conseguiu o improvável, falsificou inúmeros documentos, entre os quais a sua “suposta” licenciatura, falsificou cheques, e muito mais, e tudo em prol de se afirmar economicamente e socialmente em Portugal. Isto na década de 20 de 1900.

Ele realizou uma das maiores fraudes monetárias mundiais: a falsificação de notas de banco de 500 escudos, com a efígie de Vasco da Gama.
O mais irónico deste desfalque é que Alves dos Reis nunca roubou nada a ninguém, apenas estabeleceu um plano audaz e detalhado para obter uma fortuna sem que fosse culpados terceiros.

Ele foi tão esperto que mandou falsificar as ditas notas de quinhentos escudos, e a própria empresa que fazia a impressão das ditas notas é que fez a sua reprodução..

Este homem de cérebro trabalhador chegou a comprar e viver no Palacete do Menino de Ouro, onde é hoje o Instituto Britânico.
A Torre de Belém, o Castelo de S. Jorge, Alfama, a Mouraria, o Rossio, o elevador do largo do Carmo, Cascais, todos estes sítios fazem parte da acção deste livro.

Só tenho a dizer bem deste livro, foi uma leitura compulsiva. Viciante. Contagiosa.

O autor Thomas Gifford (1937-2000) foi um escritor norte-americano de policiais e publicou este livro em 1977, sobre o titulo “The Man from Lisbon”. Esta história foi tão badalada internacionalmente que fez com que este escritor se interessasse em escrevê-la, fazendo um trabalho de pesquisa incrível, posso dizer!

De salientar que Alves dos Reis faleceu na mais mísera pobreza.

Em 2000 esta história foi adaptada para a televisão por Francisco Moita Flores e apresentada como mini-série pela RTP.

Rui Luis Brás, Sofia Duarte Silva, Paulo Pinto, Filomena Gonçalves, Henrique Viana, Maria Dulce, Manuela Maria, Rui Mendes, António Montez, Armando Cortês, Benjamim Falcão, entre outros fizeram parte do elenco.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Frágil - Jodi Picoult (Handle With Care)

Sinopse:
Willow, a linda, muito desejada e adorada filha de Charlotte O’Keefe, nasceu com osteogénese imperfeita - uma forma grave de fragilidade óssea. Se escorregar e cair pode partir as duas pernas, e passar seis meses enfiada num colete de gesso. Depois de vários anos a tratar de Willow, a família enfrenta graves problemas financeiros. É então que é sugerida a Charlotte uma solução. Ela pode processar a obstetra por negligência - por não ter diagnosticado a doença de Willow numa fase inicial da gravidez, quando ainda fosse possível abortar. A indemnização poderia assegurar o futuro de Willow. Mas isso implica que Charlotte tem de processar a sua melhor amiga. E declarar perante o tribunal que preferia que Willow não tivesse nascido...


Opinião:
Jodi Picoult (mais uma vez) no seu melhor! Um livro incrível!
Esta história é contada através de 5 narradores, Sean, Charlotte, Amelia, Piper e Marin, sendo eles os personagens principais. Cada qual expõe o seu ponto de vista, mas sempre diringindo-se a Willow, como se esta fosse o leitor. Willow, uma menina frágil que nasceu com Osteogénese Imperfeita (OI), é o centro deste circulo que criou-se em volta dela, dividindo, destruindo, desfazendo, traindo, despedaçando vários laços entre várias personagens.

A narrativa é absorvente e conseguiu deixar-me dividido durante toda a história, pois está em jogo sentimentos muito fortes, como por exemplo a amizade, a esperança, o arrependimento, a mágoa, a comiseração..

A escrita desta autora é bastante fluente, simples na maneira como expõe os acontecimentos, mas não uma escrita isenta de especificações, nomeadamente do contexto médico. Temas tais como a bulimia, adopção, aborto, negligência pré-natal, cleptomania, obstetrícia e advocacia estão bem presentes neste livro. E claro fiquei a conhecer a Osteogénese Imperfeita ao pormenor, pois a autora fez um trabalho de pesquisa brilhante, e nada é deixado ao acaso ou sem explicação. Tomei conhecimento do nome de alguns ossos do nosso corpo, o úmero, a tíbia e o perónio. Para mim o melhor de um livro é a sabedoria que transmite e este é um desses.

Li-o num ápice, pois é viciante, tocante, emocionalmente manipulador e com um final soberbo.

Um dos melhores livros que li este ano.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

The Best Thing About Me is ...

Simplesmente ando viciado nesta música. Transmite bom astral e alegra-me. Para quem não domina o inglês pode ver aqui a tradução. 


.......................Bom Fim de Semana!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O Deus das pequenas coisas - Arundhati Roy


Opinião:
Chegar ao término deste livro foi tão aliviante para mim. Ufa! Foi tirar um fardo de cima.
Não gostei em nada desta história, nem tanto cheguei a percebê-la! Para já a leitura é dificílima, só mesmo relendo duas vezes as frases talvez conseguisse entender as mensagens, mas isso já era me castigar por demais! Depois do primeiro terço do livro fui lendo na diagonal, depois fui saltando frases, depois parágrafos e já aquando das últimas páginas fui folheando páginas coladas.
Gosto de livros, mas este estive quase atirando-o pela janela!
 
Este é o segundo livro que leio este ano que detestei. O outro foi “O pêndulo de foucault” do Umberto Eco. Mas em quarentas e tais, duas más leituras não é assim tão ruim, além de que faz parte para quem lê, de vez em quando deparar-se com um exemplar que não gosta.
Mas por favor, este é apenas o meu desabafo, a minha admoestação, o meu ponto de vista, e como não existe duas pessoas iguais, não levem esta minha opinião em consideração.
E pelo que já estive a ver na blogosfera algumas pessoas gostam mesmo deste livro.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Oogy - Larry Levin

Sinopse:
O Oogy – O cão que só uma família poderia amar é um livro sobre o poder da redenção e o modo como os animais e as pessoas podem superar a maior das adversidades. 


E Oogy é um animal incrivelmente especial, cujo sentimento de segurança e a necessidade de ser amado prevaleceu apesar da sua provação. 
Este cão especial e a sua história entram nos nossos corações e ali permanecem durante muito tempo.

Opinião:
Oogy. Este é o nome do cão que foi isco e vítima de engodo, uma luta entre caninos e dias depois encontrado em estado lastimavelmente desfigurado e levado para o veterinário, afim de ser abatido, o que por norma acontece nestes casos.

Larry, o autor e narrador deste livro é também o dono de Oogy. Ao longo da história sente-se o grau de cumplicidade mútua entre eles.
Larry e a mulher são pais adoptivos de dois gémeos e a luta burocrática e emocional que ultrapassaram para serem pais, também por si só, já dava um belo livro.
Dois filhos e um cão adoptado. Um exemplo de como a filantropia está naturalmente assente no coração deste casal.

O momento em este cão apareceu na vida desta família não foi por coincidência. Quem leu ou ler esta história saberá..
Tal como com as pessoas com quem cruzamos e criamos laços ao longo da nossa vida, com os animais também assim é, e muitas vezes eles entram pela nossa porta quando as pegadas da pessoa que partiu ainda são visíveis..
Se voces têm algum cão ou gato, pensem em que fase das vossas vidas estavam quando o animal veio para a vossa casa. Talvez se surpreendam.

Foi muito bom ler este livro. Li-o numa fase propícia e adequada mesmo. Não são só as pessoas e animais que aparecem na nossa vida em x altura, os livros também!

Oogy
A família na Oprah

domingo, 7 de agosto de 2011

Filme: Larry Crowne 2011

Trailer
Sinopse:
Até ser despedido, o afável Larry Crowne liderava uma equipa de vendas num grande armazém de revenda, onde trabalhava desde o seu tempo na Marinha. Debaixo de água com a hipoteca, e sem saber o que fazer com tanto tempo livre, Larry vai para a faculdade para começar de novo. Na faculdade torna-se membro de uma colorida comunidade de pessoas que vive um pouco à margem procurando um futuro diferente e melhor... Grupo este que, a maioria das vezes, se desloca pela cidade em scooters. Entretanto, na sua aula de discurso para audiências, Larry desenvolve um inesperado "fraquinho" pela professora, Mercedes Tainot, a qual perdeu a paixão tanto pelo ensino, como pelo marido.


Opinião:
Quando vi o trailer e soube que Julia Roberts e Tom Hanks eram os protagonistas  deste filme pensei que só podia resultar um bom filme, embora pelo que vi no trailer, não seria um filme "daqueles", que mexem connosco. No entanto não há como ver para comprovar e la fui eu.
O filme retrata um problema comum, cada vez mais, o do desemprego, mas também o do falhanço dos casamentos. 
Larry Crowne (Tom Hanks) é um homem simples, derrotado e tem todos os motivos para pensar que sua vida não tem mais jeito e é entao que recomeça a estudar e de forma inesperada começa a aprender uma lição de vida.
É um filme de enredo medíocre, de prestações razoaveis dos dois protagonistas, mas não deixa de nos entreter por uns bons momentos, embora a Julia Roberts passe o filme quase todo rabujenta ;)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

OSCAR NIEMEYER - Esquissos e frases

Oscar Niemeyer é o meu arquitecto de eleição. É espantoso a criatividade, originalidade e audácia da sua obra. O mais espantoso é que este homem já tem mais de 100 anos!

  •  A gente precisa sentir que a vida é importante, que é preciso haver fantasia para poder viver um pouco melhor.
  • A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem.
  • A vida pode mudar a arquitetura. No dia em que o mundo for mais justo, ela será mais simples. 
  • A vida é importante; a Arquitetura não é. Até é bom saber das coisas da cultura, da pintura, da arte. Mas não é essencial. Essencial é o bom comportamento do homem diante da vida.
  • A vida é um sopro. Por isso, não há motivo para tanto ódio
  • Acho muito bom a pessoa se recolher e ficar pensando em si mesma, conversando com esse ser que tem dentro dela, que é nosso sósia, né? Eu converso com ele a vida inteira.
  • Cem anos é uma bobagem. Depois dos 70 a gente começa a se despedir dos amigos. O que vale é a vida inteira, cada minuto também, e acho que passei bem por ela.
  • Compreendo a crítica de arte, muitas vezes justa e honesta, mas sou de opinião que o arquiteto deve conduzir seu trabalho de acordo com as próprias tendências e possibilidades, aceitando-a sem revolta ou submissão, sabendo-a não raro justa e construtiva, mas sempre sujeita a uma comprovação que somente o tempo pode estabelecer.
  • Costumo dizer aos estudantes de Arquitetura que não basta sair da escola para ser bom profissional. O sujeito tem de se abrir para o mundo e não ficar atrás da visão estreita dos especialistas.
  • Nossa passagem pela vida é rápida. Cada um vem, conta sua história, vai embora e depois ela será apagada para sempre. A vida continua.
  • Nunca acreditei na vida eterna. Sempre vi a pessoa humana frágil e desprotegida nesse caminho inevitável para a morte... Às vezes, muito jovem, o espiritismo me atraía, logo dissolvido pelo materialismo dialético, irrecusável. Se via uma pessoa morta, meu pensamento era radical. Desaparecera, como disse Lacan, antes de morrer. Um corpo frio a se decompor, e nada mais.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Vida sem limites - Nick Vujicic

Opinião:
Nick Vujicic veio ao mundo com uma rara doença chamada Tetra-Amelia, doença essa que fez com que Nick nascesse sem membros inferiores e superiores.
A sua infância em nada foi risonha. Teve todos os motivos do mundo para ser uma criança e adolescente introvertido e triste, mas desde logo soube aceitar-se tal como era com a ajuda de Deus, a sua maior fonte de respostas. Ele acreditava que Deus tinha um Plano para ele..
Nick ao longo que narra a sua história faz também várias perguntas ao leitor, desafiando-o.
Uma história emocionante, que deixa-nos reflectindo nas banalidades fúteis e insignificantes por que passamos a vida a se queixar. 
É um testemunho de uma pessoa que, fisicamente é incompleta, mas interiormente excede em felicidade, esperança e compaixão. Ele aprendeu a viver a vida sem limites! E se ele conseguiu, você também consegue!

Não vou falar mais sobre a história deste pequeno grande homem, pois só vocês lendo para desvendarem qual herói Nick foi e é.

Ele continua viajando pelo mundo dando palestras sobre o poder da mudança e se aceitar a nós próprios, tal como somos.
 
Houve apenas um senão neste livro, a narração da história não segue uma lógica cronológica dos acontecimentos.
Não é um livro rectilíneo, pois alguns apartes vão aparecendo e perde-se um pouco o fio condutor da história. Mas no seu todo é uma história que só nos engrandece, a mim e a si, leitor.

“Não imponha limites a você mesmo, você pode tudo!”

sábado, 30 de julho de 2011

Uma música que lembra-me um filme



*****

Filme: A CASA DO LAGO (The Lake House) - 2006
Música: This Never Happened Before - Paul MCcartney

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Paixão em Florença - Somerset Maugham

Sinopse:
Florença. Uma magnífica casa nas colinas serve de cenário para um sonho que, subitamente, se transformará em pesadelo...

Um simples acto de compaixão, o desejo de proporcionar alguma beleza à vida atribulada e infeliz de um jovem refugiado, vai no entanto dar início a um pesadelo de violência que destruirá a ténue serenidade de Mary. Intuitivamente, ela vai confiar na ajuda e compreensão de Rowley Flint, um estranho de reputação mais que duvidosa. E compreenderá com ele que rejeitar o amor, mesmo com todos os seus múltiplos riscos, é rejeitar a própria vida.


Opinião:
Foi a primeira obra lida deste autor e gostei. De uma escrita leve e ao mesmo tempo intensa. Fiquei agarrado ao enredo deste o início, pois a pequena história baseia-se num único acontecimento, mas tudo o que desenrola-se depois é puro suspense e excitação.
O desenlace da história é deveras surpreendente e prova o poder eloquente e persuasivo do autor em surpreender o leitor.
Compaixão, perdão, desejo e amor, todos estes sentimentos marcam presença e misturam-se nesta pequeníssima obra.
Foi uma leitura bastante agradável e fiquei seguidor de Somerset Maugham. Outras obras suas esperar-me-ão.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Nascemos para aMar

Nascemos para Amar  

Nascemos para amar; a Humanidade
Vai, tarde ou cedo, aos laços da ternura.
Tu és doce atractivo, ó Formosura,
Que encanta, que seduz, que persuade.

Enleia-se por gosto a liberdade;
E depois que a paixão na alma se apura,
Alguns então lhe chamam desventura,
Chamam-lhe alguns então felicidade.

Qual se abisma nas lôbregas tristezas,
Qual em suaves júbilos discorre,
Com esperanças mil na ideia acesas.

Amor ou desfalece, ou pára, ou corre:
E, segundo as diversas naturezas,
Um porfia, este esquece, aquele morre.

Bocage, in 'Sonetos'

terça-feira, 26 de julho de 2011

O Pêndulo de Foucault - Umberto Eco

Opinião:
Quando li a sinopse deste livro fiquei com a expectativa de que seria uma história com muito suspense, e sendo a temática dos Templários e do Graal uma das que mais venero, pensei que este seria mais um grande livro, ao estilo de Dan Brown.

Acontece muitas vezes o que não queríamos e desde as primeiras páginas a desilusão caiu que nem uma chuva repentina e durante a narrativa toda foi só chuva, chuva!

Não gostei em nada da maneira de escrever do autor. Notei muitas descrições desnecessárias e a muita confusão ao traduzir para o papel as ideias. 
Não obstante admiro a erudição do autor acerca da temática abordada no livro, agora a maneira como foi exposta esta sabedoria a mim em nada agradou-me.

Não faço tenção de ler Umberto Eco tão cedo (embora tenha “O nome da Rosa” algures entre a montanha de livros para ler).

Post scriptum: É apenas a minha opinião em relação ao livro, por isso não levem em conta esta minha admoestação negativa sobre o mesmo, se o quiserem ler.

sábado, 23 de julho de 2011

Sputnik, meu amor - Haruki Murakami


Opinião:
Foi a minha primeira leitura de Murakami e devo dizer que fiquei rendido à sua escrita abso­lu­ta­mente sur­pre­en­dente e enigmática.

O autor presenteia-nos com uma prosa sim­ples, mas com teor profundo e emocional.

As personagens deste livro Sumire, Miu e “K” formam um triângulo perfeito, do mais equilátero possível. Mura­kami é exímio na maneira como trabalha os medos e dúvidas existências destes três personagens.

A história aborda temas complexos e íntimos de cada personagem, fazendo com que a personagem reflicta sobre as suas próprias vivências. Portanto Murakami joga com o leitor e com as próprias personagens neste livro. A temática da solidão está adjacente ao longo da história e isso nota-se pelo tom nostálgico da escrita.
A música e os livros está bem explorada neste romance, sendo Sumire a personagem que assume a paixão dupla por estas duas temáticas, sendo que partilha a melomania com Miu e a  bibliomania com com o seu amigo “K”. Sumire é o elo de ligação entre eles.

Não sendo eu um admirador de “leituras do fantástico”, deparei-me com uma pitada de surrealismo nesta narrativa, mas até que não desagradou-me, pois foi em q.b.

Em balanço, um livro dife­rente de tudo aquilo que tenho lido e um escritor a explorar futuramente.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Uma música que lembra-me um filme



Filme: A MELODIA DO ADEUS (The Last Song) - 2010
Música: When I Look at You - Miley Cyrus

sexta-feira, 15 de julho de 2011

...

 
...Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo...

ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY

 

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Almas gémeas - Alan e Irene Brogan

Sinopse:
Alan e Irene conheceram-se num orfanato, nos anos 50. Ele tinha sete anos, ela tinha nove. Naquele meio hostil, tornaram-se inseparáveis. Mas a proximidade entre meninos e meninas não era bem vista e, embora se desdobrassem em cuidados e peripécias, o inevitável aconteceu: a inocente amizade foi descoberta. Alan foi levado para outro orfanato sem ter, sequer, direito a um adeus. Os anos passaram mas o laço entre eles nunca foi quebrado. Sem saberem, frequentaram durante anos as mesmas lojas, o mesmo bairro… Até que, um dia, 40 anos depois, Irene e Alan cruzaram-se casualmente na rua. Ambos souberam de imediato que nada nem ninguém voltaria a separá-los.


Opinião:
Esta poderia ser a história de um romance ficcional, escrito por um escritor qualquer.
Mas não.
É uma história verídica contada pelos próprios protagonistas, Irene e Alan.
Eles descrevem as suas vidas desde a infância e de que forma se conheceram, sendo desde logo criado uma empatia e sentimento profundo de proximidade e afectividade.
Não obstante os avessos da vida, um hiato de quatro dezenas de anos os separa, sem que soubessem nada um do outro.
Todavia, no coração deles terá permanecido a lembrança e a esperança de novamente os seus destinos se cruzarem.

Eles descrevem os acontecimentos tal e qual como aconteceram, sem falsos moralismos, sem ocultar o lado mais cruel das pessoas e instituições a que tiveram de suportar ao longo das suas infâncias e adolescência, e até durante a vida adulta.
Um testemunho inesquecível este livro. Imagino que muitas mais histórias destas existam pelo mundo à espera de serem descobertas e transformadas em livro, para deleite dos leitores.
Este livro emocionou-me.

As almas, sejam elas gémeas ou companheiras, estão predestinadas a se encontrar, uma ou várias vezes, e ao longo da demanda existencial física e espiritual, no passado e/ou presente e/ou futuro.
Eu assim acredito.

Alan e Irene

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Muitos Corpos, Uma Só Alma - Brian Weiss

Sinopse:
Ultimamente tenho ido a um lugar onde raramente tinha estado antes: o futuro.
Com este livro fascinante e inovador, o Dr. Weiss revela como o contacto com as vidas que viveremos no futuro pode transformar o nosso presente.
Todos nós já vivemos existências anteriores; todos viveremos outras no futuro. 

Aquilo que fazemos nesta vida terá influência sobre as nossas encarnações futuras, ao longo do caminho evolutivo até à imortalidade.
Recorrendo a exemplos de dezenas de casos clínicos, o autor apresenta os benefícios terapêuticos da progressão a vidas futuras.
 
Opinião:
Este foi o segundo livro que li do Brian Weiss. Depois de ler Muitas vidas, muitos mestres, fiquei com imensa curiosidade em continuar a seguir os relatos de seus pacientes. Fiquei a conhecer melhor a progressão (de vidas futuras), pois tinha conhecimento apenas da regressão (a vidas passadas), tal como a maioria das pessoas.

Muitos corpos, uma só alma tem histórias incríveis e lições de vida impressionantes.

Em breve ei de ler outros livros do autor, com certeza.

“Ser-se espiritual significa ser-se mais compassivo, carinhoso e bondoso. Significa chegar-se a pessoas com um coração caridoso sem esperar nada em retorno. Significa compreender-se que há lições mais elevadas para se aprender e, depois de as aprendermos, saber-se que ainda há lições mais elevadas."
(Brian Weiss)

domingo, 3 de julho de 2011

De volta ao trabalho!

Depois de umas semanas de férias no relax, o trabalho me espera..

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Filme: O lado selvagem (Into the wild) 2007

Trailer

Sinopse: Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após 2 anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.


Opinião:
Este filme é baseado na história verídica de Christopher McCandless que, após a sua licenciatura, aventura-se a viajar pelo mundo “selvagem” sozinho, sem a pressão da sociedade e livre dos bens materiais.
É uma verdadeira lição filosófica sobre a vida. Aprendemos com os erros do próprio protagonista ao longo do filme.
As pessoas que Christopher conhece na sua vida de nómada e a importância que elas lhe atribuem na vida delas, fez-me pensar que quando percorremos um caminho, seja ele físico ou metafísico, mais importante do que a chegada ao destino, é a caminhada em si.
Após ver o filme você pode (ou não) mudar alguns (pre)conceitos  em relacção à sociedade.
Outro pró do filme é a trilha sonora, da autoria de Eddie Vedder (vocalista dos Pearl jam).
Eis 3 músicas, Guarenteed, Society e  Long Nights.

“a felicidade não está nas relações humanas mas encontra-se em tudo o que nos rodeia, basta estar atento.”
                              Christopher McCandless