sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Patrícia Reis escreve sobre menopausa no seu novo livro


Patrícia Reis
 assina o livro-retrato Menopausa, Informação é poder, que acaba de ser publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. A autora de títulos como Da Meia-Noite às Seis (2021), A Desobediente - Biografia de Maria Teresa Horta (2024), O Lugar da Incerteza (2026) e A Última Lição de Álvaro Siza Vieira (2026), 
neste novo livro, faz um relato de como é vivida a menopausa pelas mulheres portuguesas. A menopausa é um tema que a jornalista, nascida em 1970, considera uma questão política, tendo em conta o impacto que exerce na vida das mulheres e que não pode ser simplesmente desvalorizado.

Texto de apresentação
De repente, (quase) tudo muda: a pele, o sono, a memória, o humor. A menopausa é uma transformação inevitável, mas imprevisível, que afeta, agora mesmo, mais de dois milhões de mulheres portuguesas. A maioria vive-a em desconforto, pois há gerações que se mantém um modelo de resistência estoica ao que o corpo grita e o tabu social silencia.
Este livro retrata a experiência da menopausa a partir de relatos na primeira pessoa e entrevistas a médicos especialistas. Mostra e questiona a desinformação, a falta de apoio laboral, a metamorfose do cérebro e o peso da transformação hormonal. Do impacto na sexualidade à urgência de políticas públicas, cabem nestas páginas os calores e a tristeza difusa, mas também a liberdade e a reinvenção, as realidades múltiplas de uma fase que alguns chamam já uma «segunda puberdade».

Excerto
«Percebi naquela noite que tinha duas hipóteses: ou falava sobre menopausa ou calava-me. Temos de entender esta triste realidade: a segunda hipótese é o que a maioria das mulheres prefere fazer. Em parte, por sermos educadas no sentido de não falar sobre as coisas do corpo. Não se fala sobre menstruação. Não se fala sobre os mamilos gretados e o terror de dar de mamar, "de 1 a 10, quanto dói? 20". Portanto, da menopausa falamos menos ainda, até por estarmos numa idade em que devemos adotar uma postura contida. É a entrada pouco glamorosa na meia-idade, garantem alguns.»

Outros títulos recentes da mesma colecção
O subúrbio: Amadora, a cidade-fronteira e Teatro eleitoral: O que não muda e o que está a mudar em direto nas campanhas em Portugal.

Sem comentários: