segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Já encontra-se em pré-venda o novo livro de Heather Morris

Da mesma autora de O Tatuador de Auschwitz, um retumbante sucesso internacional, com cerca de quatro milhões de exemplares vendidos em todo o mundo e direitos de tradução adquiridos em 52 países, e da sequela A Coragem de Cilka, chega a Portugal, com tradução de Miguel Romeira, o romance Três Irmãs, também inspirado numa história real. Três Irmãs, a publicar no próximo dia 20 pela Editorial Presença, vai tocar o espírito e o coração dos leitores - e neles ficará, como história sobre o que é a verdadeira coragem, para sempre.

Sinopse
Contra todas as probabilidades, três irmãs eslovenas sobreviveram a vários anos no mais conhecido campo de morte da Alemanha nazi: Auschwitz.
Livia, Magda e Cibi aguentaram tudo juntas: quase morreram de fome e trabalhos forçados e sofreram todos os requintes de malvadez dos guardas de um dos mais horríveis sítios de que há memória. Mas, agora, os Aliados aproximam-se e as três irmãs têm de enfrentar uma última provação: a marcha da morte - sim, os nazis querem tentar apagar todas e quaisquer provas da existência de prisioneiros em Auschwitz. Por sorte do destino, Livia, Magda e Cibi conseguem escapar à formação da marcha e escondem-se na floresta durante vários dias, até serem salvas.
E é aqui que esta história realmente começa. Dali, as três irmãs viajam para Israel, a sua nova casa, mas a luta pela liberdade ganha então novas formas. Livia, Magda e Cibi têm de enfrentar os fantasmas do seu passado - além dos segredos que esconderam umas das outras - para encontrar a paz e a felicidade verdadeiras.

A autora
Natural da Nova Zelândia, Heather Morris é uma autora bestseller internacional #1 apaixonada por histórias de sobrevivência, resiliência e esperança. Em 2003, quando trabalhava num dos maiores hospitais públicos de Melbourne, Austrália, conheceu um homem de idade avançada que lhe disse ter «uma história que talvez valesse a pena contar». O dia em que Heather conheceu Lale Sokolov mudou as vidas de ambos. A amizade entre eles cresceu e Lale lançou-se numa viagem de autoanálise, confiando à autora os detalhes mais pessoais da sua vida durante o Holocausto. Heather começou por adaptar a história da vida de Lale para cinema, e posteriormente veio a transformar esse argumento no seu romance de estreia.

«Nomadland» e «Entre Dois Reinos» estão entre os novos títulos de não-ficção

A 7 a 12 deste mês chegam às livrarias os livros de não-ficção Nomadland (que inspirou o filme homónimo que venceu os Óscares de Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Actriz (Frances McDormand)) e Entre Dois Reinos, a publicar pela Cultura e Lua de Papel editoras, respectivamente.

Numa América que parece distópica, mas é real e atual, a jornalista Jessica Bruder, na melhor tradição de um jornalismo imersivo, viveu três anos e vinte e cinco mil quilómetros em acampamentos nómadas, acompanhando empregados low-cost que, sem outra forma de subsistência, desistiram das casas tradicionais para habitar rulotes e furgonetas que transportam, de costa a costa e do México à fronteira com o Canadá, na obsessiva busca de um pagamento quase mendigado.
Bruder, num estilo que oscila subtilmente entre o rigor jornalístico e a emoção literária, contorce de forma dolorosa os tradicionais conceitos de comunidade e família e eterniza uma viagem pela alma dos Estados Unidos do século XXI. São as histórias comoventes, e destemidas, de antigos professores, gerentes, empregados de mesa e de quem mais possa imaginar-se, todos à procura de um sonho americano que tiveram e perderam sem perceber onde nem como.

Naquele ano, o mundo parecia sorrir a Suleika Jaouad. Tinha acabado o curso e ia começar uma nova vida em Paris, ao lado de Will, por quem se tinha apaixonado perdidamente. Podia ser um conto de fadas, não fosse aquela comichão que crescia de dia para dia, o cansaço, a falta de força. No meio do sonho em construção, e aos 23 anos, chegou o diagnóstico: leucemia.
Suleika regressou aos EUA sem emprego, casa ou liberdade. E começou a sua longa caminhada contra um monstro invisível: passaria os anos seguintes no hospital, fechada entre quatro paredes, e começou a relatar o seu dia a dia num diário publicado pelo
New York Times.
A coluna, que lhe valeu um
Emmy, tornou-se viral. Recebeu cartas e e-mails de milhares de pessoas que se reviam nela ou admiravam a sua infinita resiliência. Quando a deram como curada, Suleika tentou voltar ao reino que abandonara, mas descobriu que era agora outra pessoa. À procura de si e de uma casa que fosse sua, fez-se à estrada, acompanhada pelo seu rafeiro, chamado Oscar. Percorreu os EUA, conheceu as pessoas com quem se correspondera: desde uma adolescente com cancro a um prisioneiro no corredor da morte.
Entre Dois Reinos é essa viagem real e metafórica pela memória de uma mulher que se reconcilia com o seu novo corpo, a sua nova alma, a sua nova vida. E nessa paisagem íntima, revelada em páginas tão belas que julgaríamos pertencer a um romance, Suleika mostra-nos o que é procurar (e encontrar) o caminho para casa. 

Outro livro que pode interessar: O Lado Selvagem, de Jon Krakauer.

Novos romances de Danielle Steel, uma das autoras mais lidas em todo o mundo

Protagonizada por personagens que não fazem concessões para alcançar os seus objetivos, A Amante é uma narrativa fascinante de enormes fortunas, crueldade, génio criativo e coragem temerária. Este romance, da mesma autora de O Apartamento - exclusivos do Círculo de Leitores - tem como cenários de fundo Moscovo, Côte d'Azur, Londres e Paris.

Num romance comovedor e pleno de emoção, a partir das cinzas das suas vidas várias pessoas lutam para alterar o curso do destino e recusam aceitar a derrota, por mais insuperáveis que se apresentem os desafios. Vencedores (Bertrand Editora) não é apenas um romance sobre sobrevivência e perseverança, é sobre a coragem de não baixar os braços, a descoberta da força interior que nos permite resistir, o triunfo perante as dificuldades da vida. Quando tudo parece perdido, na verdade, a batalha está apenas a começar.

Novidades das editoras Cavalo de Ferro e Elsinore

Publicado em 1938, A Presa é um romance trágico, com ecos stendhalianos, que narra a ascensão e queda de um jovem idealista ambicioso traído pelas suas próprias paixões, e cuja história compõe um retrato magistral da Europa e da sua burguesia nas primeiras décadas do século, em plena crise financeira e política. Esta é a primeira tradução em Portugal (por Luísa Benvinda Álvares) deste romance de Irène Némirovsky, cuja obra, redescoberta após décadas de esquecimento, constituiu um dos casos de maior sucesso da literatura mundial.

Crónicas Marcianas tornou-se uma das obras mais célebres e traduzidas de Ray Bradbury, oferecendo uma visão da essência contraditória do Homem, dos seus sonhos de infinito e da sua natureza destrutiva. A presente tradução segue a nova edição revista da obra.
Concebido ao longo de uma década e considerado pela crítica um dos melhores livros de não-ficção dos últimos anos, Axiomático, de Maria Tumarkin, funde ensaio, reportagem e biografia para, de forma absolutamente original, escrever sobre o trauma, a perda, a memória e os condicionalismos sociais que moldam a nossa experiência e psicologia.

Relato de uma história real de violação, Vista Chinesa é um romance perturbador, corajoso e necessário, que reflete sobre a violência ancestral contra a mulher e a transforma em grande literatura. Um livro que incomoda, de rara qualidade literária, e que foi recebido de forma entusiástica pela crítica. Tatiana Salem Levy é uma autora multipremiada, vencedora do Prémio São Paulo de Literatura, do English Pen Award e finalista do prémio Jabuti.

domingo, 3 de outubro de 2021

«Maddie: Basta de Mentiras!», o novo livro do ex-coordenador das investigações do caso Maddie


A Contraponto publica, a 14 de Outubro, o livro Maddie: Basta de Mentiras!, de Gonçalo Amaral, o coordenador operacional das investigações do mais mediático caso de desaparecimento à escala planetária.

Sinopse
No chamado «Caso Maddie», a única certeza é a de que, na noite do dia 3 de maio de 2007, depois das 22h00, na Praia da Luz, no Algarve, foi dado um alerta de desaparecimento de uma criança britânica, com a idade aproximada de 4 anos.

Rapto planeado? Rapto motivado por gratificação sexual? Desaparecimento voluntário? Responsabilidades dos pais ou de outros com o dever de guarda da criança? Morte acidental (com ou sem ingestão de medicamentos para dormir)? Morte nas horas ou nos dias anteriores ao alerta de desaparecimento? Não se sabe. Mas já há um suspeito. Construiu-se um suspeito sem sequer se ter provado a existência de um rapto e, principalmente, sem se conhecer a vítima.
Hoje, sabe-se muito de um suspeito, sejam verdades ou mentiras, mas pouco, ou quase nada, sobre a vítima. Não se sabe, por exemplo, se era alvo de abusos, como parece sugerir o episódio de Maiorca. Por outro lado, Maddie parecia denotar dificuldades de fala para uma criança de 4 anos. Mas falta o historial clínico da criança, que constitui um mistério. Nem os pais o deram, nem as autoridades britânicas permitiram que se lhe acedesse. O que sabe a polícia britânica? E os detetives contratados pelos pais? Até quando irá a justiça portuguesa manter a sua neutralidade num caso cuja jurisdição é sua?
Após milhões de euros e libras gastos, a família insiste na tese do rapto, procura-se um pedófilo, a polícia alemã investiga de forma incongruente e o caso continua no ponto em que se encontrava em 2007. Quem esconde a verdade? A criança misteriosamente desaparecida merece uma investigação objetiva e séria.

Outro livro do autor: Maddie – A Verdade da Mentira (2008)

sábado, 2 de outubro de 2021

Novos livros de não-ficção: «Uma Questão de Morte e de Vida» e «O Rapaz de Buchenwald»

São dois livros de não-ficção que a chancela Desassossego, das Edições Saída de Emergência, vai publicar a 21 e 28 deste mês.
Escrito por duas pessoas com uma profunda experiência de vida - Irvin D. Yalom e Marilyn Yalom, a sua companheira -, Uma Questão de Morte e de Vida é uma dádiva com o coração aberto para todos os que procuram apoio, alívio e uma vida com sentido.
Em O Rapaz de Buchenwald, os leitores podem contar com uma arrebatadora história de resiliência, dor e superação, de Robbie Waisman, uma criança que sobreviveu ao Holocausto.

O luto é o preço a pagar pela coragem de amar outras pessoas.
O aclamado psicoterapeuta Irvin Yalom dedicou a sua carreira aos que sofrem de ansiedade e luto. Contudo, nunca teve necessidade de autoaplicar os seus conselhos até que a mulher, a prestigiada autora Marilyn Yalom, foi diagnosticada com cancro. Em Uma Questão de Morte e de Vida, Marilyn e Irv partilham a forma como aceitaram nas suas vidas as novas provações: Marilyn a de morrer uma «boa morte» e Irv a de continuar a viver sem a sua esposa amada.
Em relatos alternados dos últimos meses que passaram juntos, e dos primeiros meses de Irv sozinho, ambos partilham uma visão rara e única de como enfrentar a mortalidade e lidar com a perda daqueles que amamos. Com a sabedoria de quem refletiu profundamente e o afeto familiar de namorados de adolescência que entraram juntos na idade adulta, eles abordam as questões universais da intimidade, do amor e do luto.

Do mesmo autor de Eu, Yalom - Memórias de um Psicoterapeuta (2018), A Psicologia do Amor (2011), O Problema Espinosa (2014), entre outros.


Abril de 1945. Quando as forças americanas libertam o campo de concentração de Buchenwald, descobrem quase mil rapazes judeus que tinham sido escondidos e protegidos pelos prisioneiros do campo. Ninguém sabe o que fazer com eles – e, durante dois meses, os jovens permanecem nos dormitórios da prisão sem qualquer tipo de rotina ou orientação.
Estes «Rapazes de Buchenwald» estavam zangados com o mundo pelo abuso que tinham sofrido e encontraram na violência uma fuga: roubavam para se alimentarem, eram conflituosos e lutavam por poder. Tudo mudou quando Albert Einstein e o rabino Herschel Shachter descobriram a história destes jovens e os levaram para França, para uma reabilitação com vista à integração na sociedade.
Este é o testemunho de Romek Wajsman, agora Robbie Waisman, um desses rapazes, que partilha a sua extraordinária história de transformação da dor em resiliência, e da superação de uma perda incrível para encontrar uma alegria extraordinária.

«Malorie», a sequela do bestseller mundial «Às Cegas»

Malorie marca o regresso do escritor americano Josh Malerman ao romance sobrenatural. Esta sua nova obra é a sequela de Às Cegas, o seu romance de estreia, que venceu vários prémios e deu origem a um filme na Netflix com Sandra Bullock no papel principal.
Malorie foi finalista do Prémio Goodreads 2020 para Melhor Livro de Terror e finalista do Prémio Bram Stoker Escolha da Amazon para Melhor Mistério, Thriller e Suspense.
Mantenha os olhos fechados. Ainda há perigo lá fora.
Doze anos depois de Malorie ter fugido com os filhos pelo rio, a venda continua a ser a única coisa que a protege. Basta um vislumbre das misteriosas criaturas para que as pessoas enlouqueçam e cometam atos de violência extrema. Sem qualquer solução à vista, resta-lhe tentar sobreviver e continuar a proteger Tom e Olympia.
Quando um estranho surge à porta do abrigo onde ela se encontra, trazendo-lhe notícias inesperadas e até inverosímeis acerca da possibilidade de sobrevivência de alguém muito próximo, Malorie permite-se a si própria sentir esperança pela primeira vez em muito tempo.
Malorie anseia por recuperar um pouco da sua vida antiga, mas regressar ao mundo lá fora é uma possibilidade assustadora que poderá pôr em risco a sua vida e a dos filhos. Perante os seus maiores medos, Malorie terá de escolher entre viver segundo as regras que a mantiveram segura até ao momento ou enfrentar novamente as trevas em busca de alguma luz ao fundo do túnel.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Um romance sobre a velhice, a solidão e o Holocausto


Sextante Editora publica Belladonna, da escritora croata Daša Drndic (1946-2018), numa tradução do inglês assinada por António Pescada. É um romance sobre a velhice, a solidão e as cicatrizes deixadas pelo terror do nazismo.

Texto sinóptico
Andreas Ban, psicólogo que já não exerce e escritor que já não escreve, vive sozinho num apartamento austero numa pequena cidade da Croácia. Rodeado por livros, fotografias, resultados de exames médicos, cartas por responder e caixas por abrir, resgata memórias da família, de amigos perdidos, de antigos pacientes, e das suas histórias irremediavelmente entrançadas com a sombra da Segunda Guerra Mundial e do nazismo croata. Vendo-se definhar às mãos da velhice e da doença, apenas o cinismo e a ironia servem de armas a um intelectual marginalizado.
Belladonna
é uma poderosa parábola sobre o envelhecimento e a enfermidade numa Europa onde as atrocidades cometidas no século passado ainda palpitam. Pois, como defende Andreas Ban, é precisamente sobre coisas de que não se pode falar que devemos falar.

Já publicado pela editora: Trieste.

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Eric Frattini tem novo livro: «Ahnenerbe: Os Cientistas de Hitler»

Em Ahnenerbe: Os Cientistas de Hitler, o autor italiano Eric Frattini explica o que foi a Ahnenerbe, por que foi fundada e como foi possível o patrocínio científico de um misticismo conspiratório, paranoico e racista no qual participaram mentes tão torpes quanto inteligentes. A sua versão da história da «ciência» usada para validar a ideologia nazi e as leis de Nuremberga sai em meados de Outubro e tem a chancela da Bertrand Editora.

Texto sinóptico

A Ahnenerbe, ou Sociedade para a Investigação e Ensino da Herança Ancestral Alemã, foi um departamento das SS criado por Himmler (e disputado por Goebbels) com três objetivos: pesquisar o alcance territorial do espírito da «raça germânica», investigar e recuperar as tradições alemãs e difundir a cultura tradicional alemã entre a povoação. Na verdade, sob a capa da Antropologia, da Arqueologia e da Medicina, escondia-se uma ferramenta de propagação da política racial do Terceiro Reich, que combinava ocultismo, pseudociência e ideologia e procurava reunir evidências (ou falsificá-las) que fundamentassem a ideologia nacional-socialista e justificassem as Leis de Nuremberga.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Nova biografia de Marilyn Monroe, ilustrada pela artista María Hesse

Foi um dos grandes ícones do século XX, o rosto mais popular de todos os tempos. O grande público apaixonou-se por esta mulher, e, para além dele, também cineastas, escritores e até o próprio presidente dos Estados Unidos. No entanto, morreu sozinha e incompreendida aos trinta e seis anos.

Marilyn - Uma Biografia, de María Hesse

A actriz mais conhecida da História do cinema, o símbolo sexual de uma era inteira, o protótipo, por excelência, de loira burra e, sobretudo, alguém que, até hoje, permanece uma grande incógnita. Nesta obra é revelada a alma de Marilyn Monroe, uma mulher que, como tantas outras das suas contemporâneas, explodiu todos os cânones e merece ser lembrada, hoje mais do que nunca, pelo seu talento, a sua sensibilidade, a sua inteligência e as barreiras que quebrou.

De Itália chega um livro que abre a discussão sobre a (in)fidelidade


É correcto ser-se fiel aos outros sem se ser verdadeiramente fiel a nós próprios? Estaremos a ser fiéis quando resistimos à tentação?

Estes são temas  do romance Fidelidade, do escritor italiano Marco Missiroli. Esta obra teve muito sucesso em Itália e também noutros países onde ganhou tradução, porque toca, na opinião no autor, «num tema que aparentemente já tinha sido abordado muitas vezes, mas que, agora, procurou um novo olhar revolucionário ao conduzir a [questão da] fidelidade e [d]a infidelidade em direcção a nós mesmos e não em direcção ao outro.»

Brevemente, disponibilizado numa série na Netflix, Fidelidade (que chegou hoje às livrarias, com o cunho da Gradiva) constrói uma narrativa que procura pôr de lado os estereótipos sobre um tema intemporal, abordado no romance com um novo olhar.
Os romances de Marco Missiroli estão traduzidos em mais de trinta países. Infidelidade marca a sua estreia em Portugal.

Sinopse
Carlo e Margherita são um jovem casal que pode ser considerado feliz. Um casal como muitos. Até mesmo no «mal-entendido». É assim que começam a chamar a um indício de dúvida que está lentamente a corroer o seu casamento.
Alguém viu, alguém avisou, colegas falaram, e a suposta traição acaba por se tornar um álibi poderoso que abre portas à imaginação. Somos capazes de resistir à tentação de ser infiéis aos nossos próprios sentimentos.
Com um estilo comovente e envolvente, Marco Missiroli desvenda o coração dos seus personagens: ele, ela, o outro, a outra... Nós mesmos. Prepare-se para ler a sua própria história.

Vídeo de apresentação do livro, aqui.

Baseado em factos reais, «O Comboio da Esperança» é a grande aposta da Planeta para este mês

A partir de hoje chegam às livrarias 3 novidades imperdíveis da Planeta. Destaque para o romance de estreia da professora de inglês inglesa Gill Thompson, que foi best-seller em vários países, e considerado pela crítica internacional como ‘O melhor livro do ano’.
O Comboio da Esperança, de Gill Thompson
Passado durante a ocupação nazi, O Comboio da Esperança resgata a verdadeira história da fuga de comboio de milhares de crianças judias para Londres durante o Holocausto.
Na minuciosa investigação que levou a cabo para escrever este livro, Gill Thompson deparou-se com vários acontecimentos improváveis, como o salvamento de centenas de crianças checas debaixo dos narizes dos nazis por um corretor londrino; um campo de concentração onde os judeus podiam organizar concertos; o triplo desvio de aviões que permitiu que checos ex-pilotos da RAF fugissem de Praga sob o regime comunista. Todos estes episódios ocorreram realmente.

Excertos
«Há coisas tão horríveis que os homens e as mulheres decentes têm dificuldade em considerar credíveis, tão monstruosas que o mundo civilizado se retrai, incrédulo, ante a sua existência.»

«Dentro do cemitério, os altos castanheiros-da-índia e sicómoros filtravam os raios baixos do sol. As lápides erguiam-se dos dois lados do caminho, gravadas com símbolos antigos e caligrafia antiquada. O Abba dissera-lhe em tempos que algumas campas tinham até dez cadáveres, postos uns por cima dos outros para poupar espaço.»

Hegemonia - 7 Duelos pelo Poder Global, de Jaime Nogueira Pinto
O reputado comentador e politólogo, retrata os sete grandes conflitos da História, em que as potências mundiais se debateram pelo domínio económico e político no mundo
Um retrato extraordinário e uma análise profunda sobre as causas e as motivações que ao longo dos séculos levaram homens e nações a entrar em conflito, com várias imagens ilustrativas destes momentos históricos.

1821 - O Regresso do Rei, de Armando Seixas Ferreira
O jornalista Armando Seixas Ferreira, grande repórter da RTP, traz-nos um relato empolgante sobre a viagem de regresso do rei D. João VI do Brasil para Portugal, resultado de uma investigação minuciosa de documentos históricos, diários de bordo e outras fontes inéditas.
No ano em que se assinalam os 200 anos sobre esta viagem histórica, o livro relata não só o que aconteceu durante os 68 dias de viagem no Atlântico, como era a vida a bordo num navio do séc. XIX, as consequências políticas desta expedição, como os episódios marcantes do reinado de D. João VI e a vida no Brasil.

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Estão a chegar livros das séries infanto-juvenis 'Mortina' e 'Anna Kadabra'

Uma nova aventura da série infanto-juvenil 'Mortina', que se tornou um sucesso internacional, já traduzida para 24 idiomas, da italiana Barbara Cantini, está prestes a ser publicada: Mortina e a Viagem ao Lago Mistério.

Finalmente chegaram as férias!
A Mortina e a família não passavam uns diazinhos fora há… séculos!
Destino: visitar a tia Megera e o primo Dário, no Casarão Ninharia.
Mas o descanso acaba quando a Mortina descobre que um burocrata enfadonho quer leiloar o casarão, achando que está desabitado.
Conseguirão eles salvá-lo, antes que seja tarde demais?

Da mesma colecção: Mortina, Mortina e o Primo Odioso e Mortina e o Namorado Fantasma.

Para os leitores de livros infantis que gostam de bruxas como protagonistas, vai ser publicado os dois primeiros volumes da série de livros 'Anna Kadabra', com texto de Pedro Mañas (o mesmo autor do álbum O Segredo do Avô Urso) e ilustrações de David Sierra Listón. Anna Kadabra - O Clube da Lua Cheia e Anna Kadabra - Um Problema com Asas são os títulos que prometem fazer as delícias dos mais pequenos.
A Anna está furiosa porque tem de deixar a sua casa, a escola e a cidade onde vive. Vai mudar-se com os pais para Moonville, uma aldeia antiquada no meio de um bosque cheia de lendas e segredos.
Por exemplo:
Quem é o gato misterioso que segue a Anna para todo o lado?
Pode o gato ser de uma bruxa?
Esperem lá um momento… e se a bruxa for ela?

Em Moonville estão sempre a acontecer coisas estranhas, mas é a primeira vez que se vislumbra cocó com purpurina!
O culpado parece ser um pequeno porcórnio, um animal voador, metade porco metade unicórnio.
A Anna Kadabra e os amigos do Clube da Lua Cheia têm de o pôr a salvo antes que os seus inimigos, os malvados Caça-Bruxas, o descubram.

Outra novidade infanto-juvenil cuja protagonista é uma bruxa e o seu gato: Mimi e Rogério - O Melhor Amigo da Mimi.

Em Outubro chegam «O Livro da Saudade» e «O Livro do Chá»


De Sue Monk Kidd (n. 1948), a mesma autora de A Vida Secreta das Abelhas e A Invenção das Asas, chega-nos, em meados de Outubro pelas Edições Chá das Cinco, O Livro da Saudade, «o relato da luta corajosa de uma mulher para seguir as suas paixões e fazer ouvir a sua voz num tempo, lugar e cultura projetados para a silenciar.»

Criada numa família rica de Séforis, Ana é uma jovem rebelde com uma mente brilhante e um espírito ousado. Ela estuda em segredo e escreve histórias sobre as mulheres da sua época, negligenciadas e silenciadas. Até que um encontro casual com Jesus muda tudo: o pacifista que se opõe ao domínio de Roma e que ajuda os pobres e as prostitutas cativa Ana, que abandona tudo para viver com ele em Nazaré.
Contudo, os desejos reprimidos que Ana guarda dentro de si colocam-na em perigo. Durante a turbulenta resistência à ocupação de Israel por Roma, ela é forçada a fugir para Alexandria, onde revelações surpreendentes, perigos ainda maiores e um ambiente inesperado a aguardam. Ana determina o seu próprio destino durante uma excecional convergência de acontecimentos, decisivos para a História da Humanidade.


Uma nova edição do clássico da literatura O Livro do Chá, chegará às livrarias também no próximo mês. Este livro de Kakuzo Okakura (1863-1913) enfatiza como a simplicidade induzida pelo chá, afectou a cultura, a arte e a arquitectura do Japão. Um século depois de ter sido escrita, esta obra permanece muito amada por leitores de todo o mundo e entrelaça uma rica história do chá com uma escrita comovente sobre a cultura asiática, justificando o fascínio que temos por ela.

«Aquele que não consegue ver a pequenez das grandes coisas em si tende a ignorar a grandeza das pequenas coisas nos outros.» Em 1906, na cidade de Boston, ao virar do século, um pequeno livro espiritual sobre o chá foi escrito com a intenção de ser lido em voz alta no ilustre salão de Isabella Gardner, a socialite mais célebre de Boston. O livro foi escrito por Kakuzo Okakura, filósofo japonês, especialista em arte e gestor de acervos artísticos. Pouco conhecido na época, Kakuzo emergiria, mais tarde, como um dos grandes pensadores do início do século XX , um génio perspicaz e gracioso, dedicado a unir ambas as culturas ocidental e oriental.
O Livro do Chá de Kakuzo Okakura transcende os limites estreitos do seu título e mostra-nos um conceito unificado de vida, poesia, arte, espiritualidade e natureza. Ao longo do caminho, explora temas como o zen e o taoísmo, mas também os delicados aspetos seculares do chá e da vida no Japão.

Romance de 1996 de Joan Didion é lançado por cá


The Last Thing He Wanted, traduzido para português como A Última Coisa Que Ele Queria é um tríler político publicado em 1996, da autoria da jornalista, ensaísta e romancista americana Joan Didion. Esta obra inspirou o filme estreado o ano passado na Netflix (A Sua Última Vontade), com Anne Hathaway e Ben Affleck e realização de Dee Rees. Este romance sai no próximo dia 14, pela Cultura Editora.

Sinopse
A jornalista Elena McMahon desiste da campanha presidencial que estava a cobrir para o Washington Post para fazer um favor ao pai. O pai de Elena faz negócios. Ao longo da atuação como agente num desses negócios – um acordo que rapidamente corre mal de todas as maneiras possíveis – Elena dá por ela numa ilha das Antilhas onde o turismo foi substituído pelo tráfico de armas, espiões, operações militares secretas e assassinatos.
Uma história intrincada, acelerada e de leitura hipnótica e provocadora, que analisa de perto as atividades e conspirações do governo dos Estados Unidos durante a presidência de Ronald Reagan na América Central dos anos 80.

A Última Coisa Que Ele Queria é um thriller persuasivo nos detalhes empresariais e nos jogos de interesses, espantoso na exposição de ambiguidades políticas e absolutamente encantador na celebração do melhor estilo de Joan Didion.
A aclamada autora de O Ano do Pensamento Mágico e Noites Azuis apresenta-nos a democracia através de um relato cru, frágil, negro e escondido, dependente de processos nos quais muitas mãos têm inevitavelmente de sujar-se.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

«Um Fogo Lento», de Paula Hawkins

Editora: Topseller
Data de publicação: 31-08-2021
N.º de páginas: 336

Um jovem de 23 anos, Daniel Sutherland, é encontrado morto – com esfaqueamentos múltiplos – numa embarcação no Regent’s Canal, ao norte do centro de Londres.
Miriam Lewis, uma solteirona de meia-idade que vive perto do local do crime, que é vista pelas outras pessoas como sendo uma bisbilhoteira (ela vê, ouve e sabe muito e tem algo muito escuro em seu passado), avistou a última pessoa que estivera com o falecido…
Laura Kilbride é uma jovem problemática, bem conhecida da polícia por estar sempre a se meter em sarilhos: embriaguez, furtos, conduta escandalosa. É, nas suas próprias palavras, uma «adulta vulnerável», com traumas por sarar: quando tinha 10 anos sofreu um acidente que a marcou profundamente…
Os tios da vítima, Theo e Carla Myerson, também o visitaram pouco tempo antes. Ambos sofreram uma perda terrível, uma tragédia em suas vidas, há 15 anos, a que o sobrinho presenciara…
Daniel foi criado por uma mãe alcoólica (falecida há poucos meses), que levou uma vida solitária e infeliz. Era visto como um homem «bizarro» e «perturbador», que seduzia e depois desprezava jovens raparigas, como foi o caso de Laura, a sua derradeira conquista.

«No canal, era possível encontrar todo o espetro da vida humana: pessoas boas, decentes, trabalhadoras e generosas à mistura com bêbedos, drogados, ladrões e tudo o resto.»

Três personagens femininas emocionalmente danificadas e sedentas por vingança, um assassinato sangrento e incontáveis segredos. E ninguém releva toda a verdade.
Este terceiro tríler da escritora britânica Paula Hawkins (após A Rapariga no Comboio e Escrito na Água) apresenta personagens que facilmente entram em confronto com o leitor, devido às suas más condutas, mas que, surpreendentemente, também o faz sentir empatia por elas, em algum momento das suas histórias, em que passaram por sofrimentos avassaladores. Em Um Fogo Lento, a autora interroga como a tragédia e o trauma podem moldar e afectar perenemente a índole das pessoas. Embora a primeira metade do livro esteja escrita de forma lenta, pouco ritmada, após algumas reviravoltas na trama, a narrativa ganha envolvência e balanço e ruma ferozmente até ao final, que embora satisfaça, não arrebata e pouco surpreende.

Excerto
«… ao folhear alguns dos livros mais antigos, as respetivas capas cor de laranja desintegraram-se e as páginas começaram a desfazer-se-lhe sob as pontas dos dedos. Sucumbindo já ao fogo lento, a acidificação do papel a corroer as páginas, tornando-as finas e quebradiças, destruindo-as a partir do interior. Era incrivelmente triste imaginar que todas essas palavras, todas essas histórias, estavam a desaparecer aos poucos. Esses livros teriam, infelizmente, de ser deitados fora.»

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

António Raminhos partilha em livro as suas vivências relacionadas com a ansiedade e obsessões

No último ano, António Raminhos tem assumido um papel de abertura nas questões sobre saúde mental ao abordar de forma despretensiosa, mas séria, a ansiedade, a depressão e a perturbação obsessivo-compulsiva (POC). O humorista já várias vezes falou - nos seus canais, em entrevistas televisivas, etc. - dos problemas de saúde mental dos quais sofre e agora publica o livro Somos Todos Estranhos Até Percebermos Que Isso é Normal, que é um testemunho poderoso e de grande honestidade.
Este livro, que pretende que contribua para o diálogo em torno da saúde mental, estará disponível nas livrarias a partir de 7 de Outubro, com o selo da Contraponto, editora que em 2017 também publicou As Marias.

Raminhos lançou recentemente o podcast 'somos todos malucos', conversas sobre saúde mental que podem ser vistas através do seu canal de Youtube, aqui.

Sinopse
A saúde mental não pode ser tabu. Sobretudo numa altura em que a própria trajetória do mundo nos convida a olhar à volta, e depois para dentro, e compreender que não estamos sozinhos nas nossas lutas. Por isso, este é um relato cru, pertinente e, sobretudo, muito útil para qualquer leitor. Neste livro, o humorista António Raminhos partilha um testemunho de grande honestidade sobre a ansiedade, os medos e as obsessões que há muitos anos o habitam e quase o fizeram enlouquecer. E, claro, em vários momentos bem-humorado, porque como o próprio diz, para haver comédia é preciso haver tragédia.
Nestas páginas, os episódios divertidos narrados pelo autor - como a tentativa de sedução de que foi alvo por um homem de metro e meio num bar gay - têm o mesmo valor ilustrativo que os mais emotivos - de que é exemplo o momento em que, vendo-o chorar, conseguiu perdoar e entender o próprio pai. Começando leve e divertido, este livro apresenta-se ao leitor em crescendo, terminando como um convite claro para descobrirmos mais sobre nós próprios. Porque só quando perdemos a vergonha de pedir ajuda ou de partilhar as nossas histórias, os nossos medos, ou as nossas derrotas sem julgamentos é que começamos a entender que somos todos estranhos. E também só nessa altura é que percebemos que isso é normal.