sábado, 23 de julho de 2011

Sputnik, meu amor - Haruki Murakami


Opinião:
Foi a minha primeira leitura de Murakami e devo dizer que fiquei rendido à sua escrita abso­lu­ta­mente sur­pre­en­dente e enigmática.

O autor presenteia-nos com uma prosa sim­ples, mas com teor profundo e emocional.

As personagens deste livro Sumire, Miu e “K” formam um triângulo perfeito, do mais equilátero possível. Mura­kami é exímio na maneira como trabalha os medos e dúvidas existências destes três personagens.

A história aborda temas complexos e íntimos de cada personagem, fazendo com que a personagem reflicta sobre as suas próprias vivências. Portanto Murakami joga com o leitor e com as próprias personagens neste livro. A temática da solidão está adjacente ao longo da história e isso nota-se pelo tom nostálgico da escrita.
A música e os livros está bem explorada neste romance, sendo Sumire a personagem que assume a paixão dupla por estas duas temáticas, sendo que partilha a melomania com Miu e a  bibliomania com com o seu amigo “K”. Sumire é o elo de ligação entre eles.

Não sendo eu um admirador de “leituras do fantástico”, deparei-me com uma pitada de surrealismo nesta narrativa, mas até que não desagradou-me, pois foi em q.b.

Em balanço, um livro dife­rente de tudo aquilo que tenho lido e um escritor a explorar futuramente.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Uma música que lembra-me um filme



Filme: A MELODIA DO ADEUS (The Last Song) - 2010
Música: When I Look at You - Miley Cyrus

sexta-feira, 15 de julho de 2011

...

 
...Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo...

ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY

 

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Almas gémeas - Alan e Irene Brogan

Sinopse:
Alan e Irene conheceram-se num orfanato, nos anos 50. Ele tinha sete anos, ela tinha nove. Naquele meio hostil, tornaram-se inseparáveis. Mas a proximidade entre meninos e meninas não era bem vista e, embora se desdobrassem em cuidados e peripécias, o inevitável aconteceu: a inocente amizade foi descoberta. Alan foi levado para outro orfanato sem ter, sequer, direito a um adeus. Os anos passaram mas o laço entre eles nunca foi quebrado. Sem saberem, frequentaram durante anos as mesmas lojas, o mesmo bairro… Até que, um dia, 40 anos depois, Irene e Alan cruzaram-se casualmente na rua. Ambos souberam de imediato que nada nem ninguém voltaria a separá-los.


Opinião:
Esta poderia ser a história de um romance ficcional, escrito por um escritor qualquer.
Mas não.
É uma história verídica contada pelos próprios protagonistas, Irene e Alan.
Eles descrevem as suas vidas desde a infância e de que forma se conheceram, sendo desde logo criado uma empatia e sentimento profundo de proximidade e afectividade.
Não obstante os avessos da vida, um hiato de quatro dezenas de anos os separa, sem que soubessem nada um do outro.
Todavia, no coração deles terá permanecido a lembrança e a esperança de novamente os seus destinos se cruzarem.

Eles descrevem os acontecimentos tal e qual como aconteceram, sem falsos moralismos, sem ocultar o lado mais cruel das pessoas e instituições a que tiveram de suportar ao longo das suas infâncias e adolescência, e até durante a vida adulta.
Um testemunho inesquecível este livro. Imagino que muitas mais histórias destas existam pelo mundo à espera de serem descobertas e transformadas em livro, para deleite dos leitores.
Este livro emocionou-me.

As almas, sejam elas gémeas ou companheiras, estão predestinadas a se encontrar, uma ou várias vezes, e ao longo da demanda existencial física e espiritual, no passado e/ou presente e/ou futuro.
Eu assim acredito.

Alan e Irene

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Muitos Corpos, Uma Só Alma - Brian Weiss

Sinopse:
Ultimamente tenho ido a um lugar onde raramente tinha estado antes: o futuro.
Com este livro fascinante e inovador, o Dr. Weiss revela como o contacto com as vidas que viveremos no futuro pode transformar o nosso presente.
Todos nós já vivemos existências anteriores; todos viveremos outras no futuro. 

Aquilo que fazemos nesta vida terá influência sobre as nossas encarnações futuras, ao longo do caminho evolutivo até à imortalidade.
Recorrendo a exemplos de dezenas de casos clínicos, o autor apresenta os benefícios terapêuticos da progressão a vidas futuras.
 
Opinião:
Este foi o segundo livro que li do Brian Weiss. Depois de ler Muitas vidas, muitos mestres, fiquei com imensa curiosidade em continuar a seguir os relatos de seus pacientes. Fiquei a conhecer melhor a progressão (de vidas futuras), pois tinha conhecimento apenas da regressão (a vidas passadas), tal como a maioria das pessoas.

Muitos corpos, uma só alma tem histórias incríveis e lições de vida impressionantes.

Em breve ei de ler outros livros do autor, com certeza.

“Ser-se espiritual significa ser-se mais compassivo, carinhoso e bondoso. Significa chegar-se a pessoas com um coração caridoso sem esperar nada em retorno. Significa compreender-se que há lições mais elevadas para se aprender e, depois de as aprendermos, saber-se que ainda há lições mais elevadas."
(Brian Weiss)

domingo, 3 de julho de 2011

De volta ao trabalho!

Depois de umas semanas de férias no relax, o trabalho me espera..

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Filme: O lado selvagem (Into the wild) 2007

Trailer

Sinopse: Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após 2 anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.


Opinião:
Este filme é baseado na história verídica de Christopher McCandless que, após a sua licenciatura, aventura-se a viajar pelo mundo “selvagem” sozinho, sem a pressão da sociedade e livre dos bens materiais.
É uma verdadeira lição filosófica sobre a vida. Aprendemos com os erros do próprio protagonista ao longo do filme.
As pessoas que Christopher conhece na sua vida de nómada e a importância que elas lhe atribuem na vida delas, fez-me pensar que quando percorremos um caminho, seja ele físico ou metafísico, mais importante do que a chegada ao destino, é a caminhada em si.
Após ver o filme você pode (ou não) mudar alguns (pre)conceitos  em relacção à sociedade.
Outro pró do filme é a trilha sonora, da autoria de Eddie Vedder (vocalista dos Pearl jam).
Eis 3 músicas, Guarenteed, Society e  Long Nights.

“a felicidade não está nas relações humanas mas encontra-se em tudo o que nos rodeia, basta estar atento.”
                              Christopher McCandless

terça-feira, 28 de junho de 2011

Agatha Christie: Um gato entre os pombos

Sinopse:
Um novo ano lectivo começa em Meadowbank, um prestigiado colégio feminino. Entre as estudantes, todas elas oriundas de famílias ricas e poderosas, destacam-se Shaista, uma princesa do Médio Oriente; a bem-intencionada mas infantil Julia, e a sua melhor amiga, Jennifer, que vive para jogar ténis. E será entre as raquetas de ténis e os tacos de lacrosse que uma professora vai ser encontrada, morta com um tiro à queima-roupa. À medida que a investigação avança, torna-se claro que o assassino não é uma pessoa de fora. Num cenário em que ninguém é o que aparenta ser, Poirot terá de descobrir quem é quem, e, mais importante ainda, proteger a indomável Julia, que pode muito bem ser a próxima vítima.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Filme: Gandhi (1982)

Trailer
Sinopse:
Gandhi não era um líder de nações, nem tinha dotes científicos. No entanto, este pequeno e modesto homem, fez o que outros antes dele não conseguiram fazer. Ele conduziu um país inteiro para a liberdade – ele deu ao seu povo, esperança. Gandhi, o homem do século, é descrito, neste inesquecível e emocionante filme.


Opinião:  
Quis conhecer um pouco mais a vida de Gandhi, e não arrependi-me. Este filme biográfico está bem conseguido e mostra toda a demanda de Gandhi para fazer da Índia um país independente. Gandhi foi o maior líder espiritual e pacifista indiano de sempre.
Gandhi era contra a violência, defendendo as formas pacíficas de protesto como, por exemplo, greves, retiros espirituais e jejuns.
Ele apelava ao princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto.

Um grande homem e uma inspiração para mim, sem dúvida.

Curiosidade:
Este filme venceu o OSCAR em 1983 nas categorias de melhor filme, melhor director, melhor actor (Ben Kingsley), melhor roteiro original, melhor direcção de arte, melhor fotografia, melhor figurino e melhor edição.
Foi indicado nas categorias de melhor maquilhagem, melhor trilha sonora e melhor som.



 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

«Pássaros Feridos», de Colleen Mccullough


"Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade do que qualquer outra criatura sobre a Terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro, e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e solta um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento”.
É este o texto que inicia Pássaros Feridos, um épico arrebatador tão bem escrito por Colleen Mccullough.
Quando um livro me cativa e me dá prazer, virar a última página é sempre doloroso. É tal e qual uma despedida. Tal como os ciclos e tal como na vida, tudo é efémero e há que tirar partido das vivências que nos fazem felizes, enquanto estas luzem, no momento.
Não consegui ficar aborrecido nem parar de virar as 600 e tal páginas deste livro, pois não encontrei nenhum ponto fraco, tanto na narrativa como na escrita, que é envolvente e de genial maestria.
As três gerações de mulheres que dão vida a este romance dramático, Fee, Meggie e Justine são de contrastes, onde as vivências individuais complementam-se mutuamente.
É um romance completo e de extrema sensibilidade, não fosse o amor proibido a temática abordada.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ler na praia

Os livros são os meus companheiros de praia. Como sou um adicto do sol, tenho o máu vício de ficar estendido várias horas, à mercê dos raios solares. Eu vejo o sol como uma benesse, uma luz que revitaliza, não só por fora, mas por dentro... e não como a maioria das pessoas, que só vêm e pensam no lado obscuro dele e dos seus inconvenientes para a saúde.
E nessas horas todas que faço senão ler? Ler, ler, ler..

domingo, 19 de junho de 2011

Filme: O Som do Coração (August Rush) - 2007

Trailer
Opinião:
"O Som do Coração" é um drama musical sobre dois jovens músicos, ela violoncelista e ele guitarrista, que se conhecem num terraço de um prédio na cidade de Nova Iorque, numa noite de lua cheia e que vivem uma paixão intensa, mesmo que por apenas uma noite.

Um filme que é uma lição de vida, que toca nas pequenas grandes coisas da vida. Se para uns a música é apenas música, para outros, eu incluído, a música é uma terapia, um chamamento e um escape.

Este filme é um tributo à musica e aos amantes dela.
Com excelentes interpretações de Keri Russell (a actriz que interpreta Felicity, da série com o mesmo nome (que por acaso tenho andado a assistir e é uma excelente série) e Robin Williams.


"A música está em tudo ao nosso redor e tudo que você tem a fazer é escutar."
August Rush




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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Uma música que lembra-me um filme



Filme: IF ONLY (Antes que termine o dia) - 2004
Música: Love Will Show You Everything - Jennifer Love Hewitt

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Maria, a maior educadora da História - Augusto Cury

Opinião:
Quem foi Maria? O que ela tinha de especial? Que papel teve ela na edificação da personalidade de Jesus?
Este foi o mote para a minha leitura deste magnifico livro.
O autor analisa do ponto de vista Pedagógico e Psicológico as acções e ensinamentos de Maria e em especial os mandamentos fulcrais que ela utilizou na educação de Jesus. Não é uma análise católica nem protestante.

Eu que nunca frequentei a catequese, fiquei a conhecer algumas passagens da Biblia e até da história do Nascimento e vida de Jesus. No livro Augusto Cury transcreve alguns textos bíblicos para dar maior ênfase á sua análise sobre Maria, a maior educadora da História.
É fácil culpar os nossos pais pelos maus ensinamentos que nos deram mas devemos pensar que eles apenas ensinaram o que aprenderam, e assim, eles foram vitimas também de vítimas e sucessivamente.

Este livro devia ser lido por todos os educadores, pais, professores e líderes, independentemente das suas crenças religiosas, pois a educação que recebemos dos encarregados de nos educar é a base da nossa personalidade e vida futura.

Abro aspas ás seguintes frases/ensinamentos que encontrei no livro:
  • Quem se prepara para viver num jardim sem espinhos privar-se-á do perfume das mais belas flores.
  • Quando os jovens esperam uma repreensão ou ser rejeitados, educadores brilhantes perdoam-nos e abraçam-nos e dizem que apostam neles.
  • Todos temos o vírus da inveja. Os que acreditam que não o têm são os mais propensos a ser vítima dele.
  • Alguns amam o seu namorado ou namorada, ou o cônjuge acima de si mesmos. Quando são abandonados, eles também se auto-abandonam. Financiam o seu prazer pela cabeça do outro.
  • Por trás de uma pessoa que fere, há uma pessoa ferida.
  • Perdoar não é um acto de “coitadista”, mas de elevada inteligência.
  • A pior maneira de ajudar o outro a mudar é pressioná-lo para que também faça mudanças.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Parabéns Fernando Pessoa

                          Autopsicografia
O poeta é um fingidor. 
Finge tão completamente 
Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, 
Não as duas que ele teve,    Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda 
Que se chama coração.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Filme: Conviction (2010)

Trailer
Opinião:
Esta é uma história de como quando alguém ama outro alguém, é capaz de fazer tudo para o proteger. Neste caso é o amor entre dois irmãos e nos dias que correm, onde cada vez mais há desunião entre as famílias, em todos os graus de parentescos, é de louvar.
Sabendo que esta história é real, que um homem esteve preso 18 anos, inocentemente, é de todo aplausivel que tenham tido a brilhante ideia de passarem para a tela, esta lacuna, apenas mais uma, a que a justiça comete.

A actriz Hilary Swank está cada vez mais brilhante nos papeis que desempenha, e neste, reflecte que é uma actriz completa e merecedora de mais um Oscar, para juntar aos outros dois já recebidos pela academia de Holywood.

Filme: Rabbit Hole (2010)

Trailer
Opinião:
Este é um filme que retrata o quotidiano de um casal, após a perda do seu filho de 4 anos, num acidente.

A morte do filho tem efeitos devastadores para o casal, quer a nível de relacionamento entre eles, quer a nível social.

Nos meses após tal acontecimento, o casal tenta afastar as lembranças, mas a mágoa está muito patente e enraizada da mente deles.Por mais que eles tentem se abstrair e fingir que a vida continua, não torna-se fácil retomar a vida normal que tinham.

Este filme dramático, tão bem protagonizado pela Nicole Kidman e Aaron Eckhart, é um retrato vivo de muitos casais que passaram pelo mesmo, e no quão difícil é para o ser humano retomar o caminho que o leva de volta à realidade, após qualquer trauma.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Arte de Portas Abertas

Artista: Marcos Milewski

O projecto "Arte de Portas Abertas" foi lançado recentemente na Rua de Santa Maria, uma das mais antigas do Funchal. Vários artistas foram convidados a utilizar as portas desta rua da Zona Velha do Funchal como "telas", de modo a transformá-la numa galeria de arte ao ar livre.

Este projecto está fantástico. Só passando pela rua e comprovar toda a criatividade dos artistas madeirenses e estrangeiros.

Esta foi a porta que mais me despertou a atenção. Porque terá sido?

Vê aqui as outras portas/telas da mesma rua.
 

domingo, 5 de junho de 2011

Pode curar a sua vida - Louise Hay

Sinopse: 
Pode Curar a sua Vida é o maior best-seller da área do desenvolvimento pessoal e um livro de referência indispensável para todas as pessoas interessadas em ser tudo aquilo que podem - e merecem - ser. 
A mensagem que transmite é muito simples e não tem segredos: os nossos pensamentos criam as nossas realidades; aquilo em que acreditamos profundamente torna-se realidade para nós. 
Há mais de 25 anos que Louise Hay tem vindo a praticar e a ensinar este princípio transformador que irá certamente curar - e transformar - a sua vida!


Opinião:
É um livro imperdìvel para quem gosta da temática do Crescimento Pessoal.
Este livro mexeu comigo através das mensagens e afirmações que a autora aborda.
Recomendo vivamente este livro maravilhoso para quem queira conhecer melhor os outros e a si próprio. 

O monte dos vendavais - O Livro e o Filme

O LIVRO

Sinopse: 
O Monte dos Vendavais é uma das grandes obras-primas da literatura inglesa. Único romance escrito por Emily Brontë, é a narrativa poderosa e tragicamente bela da paixão de Heathcliff e Catherine Earnshaw, de um amor tempestuoso e quase demoníaco que acabará por afectar as vidas de todos aqueles que os rodeiam como uma maldição. Adoptado em criança, Heathcliff é ostracizado por Hindley, o filho legítimo, e levado a acreditar que Catherine, a irmã dele, não corresponde à intensidade dos seus sentimentos. Abandona assim o Monte dos Vendavais para regressar anos mais tarde disposto a levar a cabo a mais tenebrosa vingança.


Opinião:
Não foi uma leitura que me tenha causado prazer, devo dizer. Estava à espera de "uma obra- prima da literatura", como consta na capa deste livro, mas isso não aconteceu.
Achei as personagens do livro confusas e extensivas no seu número e na sua construção psicológica.
Este livro faz parte do Plano Nacional de leitura, o que acho uma escolha desmerecida, mas quem sou eu, não é?

O FILME
Trailer
Opinião:
Depois do livro, o filme.
Excelente interpretação da Juliette Binoche. Após o filme comecei a gostar um pouco mais do livro, mas nem por isso mudei a minha admoestação em relacção a ele.
No filme a carga simbólica que marca os personagens está muito melhor acentuada e as melodias que estão em fundo das cenas tornam o filme mais melodramático.
Preferi o filme ao livro. 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Poema 20 - Pablo Neruda

POEMA 20

Posso escrever os versos mais tristes esta noite
Escrever por exemplo:
A noite está fria e tiritam, azuis, os astros à distância
Gira o vento da noite pelo céu e canta
Posso escrever os versos mais tristes esta noite
Eu a quiz e por vezes ela também me quiz
Em noites como esta, apertei-a em meus braços
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito
Ela me quiz e as vezes eu também a queria
Como não ter amado seus grandes olhos fixos ?
Posso escrever os versos mais lindos esta noite
Pensar que não a tenho
Sentir que já a perdi
Ouvir a noite imensa mais profunda sem ela
E cai o verso na alma como orvalho no trigo
Que importa se não pode o meu amor guardá-la ?
A noite está estrelada e ela não está comigo
Isso é tudo
A distância alguém canta. A distância
Minha alma se exaspera por havê-la perdido
Para tê-la mais perto meu olhar a procura
Meu coração procura-a, ela não está comigo
A mesma noite faz brancas as mesmas árvores
Já não somos os mesmos que antes havíamos sido
Já não a quero, é certo
Porém quanto a queria !
A minha voz no vento ia tocar-lhe o ouvido
De outro. será de outro
Como antes de meus beijos
Sua voz, seu corpo claro, seus olhos infinitos
Já não a quero, é certo,
Porém talvez a queira
Ah ! é tão curto o amor, tão demorado o olvido
Porque em noites como esta
Eu a apertei em meus braços,
Minha alma se exaspera por havê-la perdido
Mesmo que seja a última esta dor que me causa
E estes versos os últimos que eu lhe tenha escrito.

Pablo Neruda

(in, Vinte poemas de amor e uma canção desesperada)



domingo, 22 de maio de 2011

«Siddartha», de Hermann Hesse

Editor: Dom Quixote
Data de publicação: 2013
N.º de páginas: 156

As páginas deste pequeno grande livro são recheadas de frases de extensa sabedoria, escritas numa linguagem simples, mas de digestão lenta.
Siddartha é um buscador da plenitude interior e exterior, mas ao mesmo tempo não é seu objectivo a busca, mas sim o seu caminho, no qual advirá os percalços, as pedras a meio do caminho.
Ele quis experimentar o bom e o mau da vida, com consciência plena e não por acaso. Pois só passando por estes dois estados é que poderia saborear a vida tal como ela é.
Na vida temos de experimentar tudo para crescermos: o bom e o mau. A nossa vida é feita de escolhas, perdas e ganhos, vitórias e derrotas, riso e choro, e tudo surge por um motivo e neste livro estas ideias estão claras.
Quando chegamos ao fundo do poço é que tomamos noção da estabilidade física e emocional a que sempre estivemos acostumados e não dávamos valor.
Estas páginas estão cheias de filosofia zen, não sendo um livro a que todo o tipo de leitor se identifique.
Um livro que desperta o mais profundo do nosso ser! Deve ser lido em plena quietude e em silêncio.

Excerto
«A maior parte das pessoas são como uma folha que cai, que flutua ao vento, que hesita e que caí no chão. Mas há outros, poucos, que são como estrelas, que seguem um rumo firme, nenhum vento os afecta, têm dentro de si as suas leis e o seu rumo.»

Outros livros de Hermann Hesse: Ele e o Outro; Demian; Narciso e Golmund; Peter Camenzind; Uma Biblioteca da Literatura Universal. 

domingo, 15 de maio de 2011

Rapariga com brinco de pérola - O Livro e o Filme

O LIVRO


Sinopse:
No século XVII, em Delft, uma próspera cidade holandesa, tudo tinha uma ordem pré-estabelecida. Ricos e pobres, católicos e protestantes, patrões e criados, todos sabiam o seu lugar. Quando Griet foi trabalhar na casa do pintor Johannes Vermeer, pensou, por isso, que conhecia o seu papel: fazer a lida doméstica e tomar conta dos seis filhos do pintor. 
Ninguém esperava, porém, que as suas maneiras delicadas, a sua perspicácia e o fascínio demonstrado pelas pinturas do mestre a arrastariam inexoravelmente para o mundo dele.



Opinião:
"Rapariga com brinco de pérola" é um romance histórico passado em Delft, na Holanda, no século XVII.
É uma possível história que poderia estar detrás do célebre e enigmático quadro pintado por Johannes Vermeer, um pintor conhecido da Época de Ouro Holandesa.
Griet vê-se forçada a trabalhar como criada na casa do pintor, pois a sua família cai em miséria.
A jovem de dezassete anos é bonita, tímida, mas muito trabalhadora.Esta ao deparar-se num ambiente envolto em arte, fica fascinada pelas pinturas do mestre e assim nasce uma intimidade crescente entre ela e o seu amo.
Achei este livro muito fascinante. Primeiro porque sou um amante da arte, da pintura em especial e neste livro a autora, Tracy Chevalier relata detalhadamente como na época, em 1665 se fabricava e preparavam as tintas, através dos pigmentos e da moição de ossos e das misturas e técnicas que usavam.
Depois o ambiente social da época, a descrição das ruas, das indumentárias, de objectos e de instrumentos da época, tais como o alaúde e o cravo (o cravo foi o ante-sucessor do piano) estão eximiamente bem retratados.
Gostei em particular da personagem Cornelia, uma das filhas do pintor, que prima pelos seus actos maldosos e premeditados.Griet dá-lhe dois estalos durante o livro, um no inicio e outro no final. São cenas em que o leitor é apanhado desprevenido. Achei fabuloso.

É um livro muito bem escrito, que até consegui sentir o cheiro do óleo de linhaça e a tinta fresca!
Aliais, quase que me deu vontade de ir buscar todo o material de pintura que tenho guardado e começar a pintar!


O FILME

Trailer
Opinião:
Após terminar a leitura vi logo o filme.
Há cenas e uma sofistificação visual no filme que no livro não é possível reter.Temos a cidade holandesa de Delft em pano de fundo e conseguimos ter uma noção real do quotidiano, dos figurinos e dos quadros pintados por Vermeer.
No filme é o actor Colin Firth que interpreta o pintor.A actriz Scarlett Johansson destaca-se por um soberbo desempenho nas vestes de Griet, a criada.Foi precisamente a imagem de Griet que contive do livro que vislumbrei no filme, o que achei muito bem conseguida esta adaptação do livro para o ecrã.
Mas claro, o livro é muito melhor que o filme.Ainda não comprovei nenhum caso ao inverso!



Curiosidades:
¥ Johannes Vermeer (Delft, 31 de Outubro de 1632 - Delft, 15 de Dezembro de 1675) foi um pintor holandês, que também é conhecido como Vermeer de Delft ou Johannes van der Meer.

Vermeer viveu toda a sua vida na sua terra natal, onde está sepultado na Igreja Velha (Oude Kerk) de Delft.

É o segundo pintor holandês mais famoso e importante do século XVII (um período que é conhecido por Idade de Ouro Holandesa, devido às espantosas conquistas culturais e artísticas do país nessa época), depois de Rembrandt. Os seus quadros são admirados pelas suas cores transparentes, composições inteligentes e brilhante com o uso da luz.

¥ Para ver todas as obras de Vermeer clica aqui

¥ Tracy Chevalier nasceu em 1962 em Washington, mas mudou-se para Londres em 1984. Foi editora de livros de referência, mas trocou o emprego pelo mestrado em Escrita Criativa, em Norwich, Inglaterra. Foi nesse ano que começou a escrever o seu primeiro romance, The Virgin Blue. É ainda autora de Rapariga com Brinco de Pérola, A Dama e o Unicórnio e Quando os Anjos Caem. Vive com o marido e o filho em Londres.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Assim nasceu o dia..

Hoje
acordei ouvindo o som da chuva
caindo na minha janela.

Aproximei-me e vi luzes faiscando
sobre um crepúsculo azulado.

Eram raios..

Não!
Eram as minhas raízes..

miGuel pesTana

quarta-feira, 11 de maio de 2011

«Alma», de Manuel Alegre

Manuel Alegre neste livro fala da sua infância na voz de Duarte. Este devia ser o nome que o tratavam na sua meninice. As traquinices com os amigos, as primeiras descobertas da vida e do corpo, o ambiente familiar, a vizinhança, e os primeiros anos de escola são algumas memórias que Manuel Alegre partilha connosco.

“Alma”, uma quase biografia da sua infância, está escrito de uma forma liberal, realista e o autor não poupa o leitor dos seus episódios mais intimistas.

Manuel Alegre critica as diferenças sociais da época, do Estado Novo e da azáfama política que se vivia naquele tempo, de como as pessoas acompanhavam os relatos da Segunda Guerra Mundial.

Ele, com os seus 10 anos pergunta ao pai, na sua total inocência, o porquê de alguns dos seus colegas de escola não terem sapatos? O porquê de nem todos poderem continuar com os estudos?...

Alma é m livro leve, transparente, propício para quem gosta de histórias simples e sentidas.

«Muitas vezes, nas horas do exílio e da solidão, eu agarrava-me à memória.
Não sei se alguém consegue voltar de um longo exílio. Não sei se alguma vez se volta verdadeiramente a casa. Nem sei tão pouco se alguém verdadeiramente nos reconhece quando voltamos. Talvez Alma fosse a única maneira de voltar à minha terra, à minha casa, ou a mim mesmo. Talvez a única forma de finalmente ser reconhecido pelos que já cá não estão, pelos que nunca me conheceram e pelos que só assim poderão saber quem sou. Ou quem não sou. Sabe-se lá.»
Excerto da intervenção de Manuel Alegre no lançamento da 1ª edição de Alma, Águeda, 19 de Janeiro de 1996.

PROCURA POR ESTE LIVRO AQUI

sábado, 7 de maio de 2011

Muitas vidas, muitos mestres - Dr. Brian Weiss


 “Sei que para tudo há uma razão. Talvez na hora não tenhamos o discernimento nem a percepção para compreendê-la, porém, com tempo e paciência, ela acaba por se revelar”. (Brian Weiss).

É assim que o autor prefacia “Muitas Vidas, Muitos Mestres”, um livro onde relata detalhadamente todo o processo terapêutico que utilizou, usando a regressão a uma paciente sua, Catherine. 
É uma história verídica e que abalou a concepção científica sobre a reencarnação, que na altura (1980) era muito rígida.

Catherine revive cenas traumáticas de outras vidas e ao despojar esses episódios do seu inconsciente vê a sua saúde a estabilizar, ao longo das sessões.

Este livro fez-me pensar quantas vidas já terei reencarnado e que ser humano já fui.. e que lugares no mundo já pisei...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A Saga de um Pensador - Augusto Cury

Opinião:
O personagem principal deste romance, Marco Polo, é um pensador, um vendedor de sonhos que com a sua inteligência e eloquentes discursos poéticos, faz mudar interiormente os seres humanos, que no seu caminho são interceptados.

Marco Polo critica e desmistifica preconceitos sobre o ser humano, na área da psicologia e psiquiatria, revoluciona a mentalidade de profissionais de renome internacional, que embora estejam preparados para tratar de doenças, não estão aptos para tratar de doentes.

Este livro de Augusto Cury é daqueles que depois de o lermos, não o guardamos tão cedo na estante.
Esta história fez-me olhar para dentro e para fora noutro ângulo, num outro ponto de vista e pensar no que realmente é importante na vida.
”A saga de um pensador” alimenta o nosso bem-estar interior e exterior, mesmo quando este anda em défice.
O que nos inibe de sermos os actores principais da nossa vida?
Porque estamos a aplaudir e na plateia quando deveríamos estar no palco e a ser aplaudidos?
Qual a diferença entre um poeta e um poeta da vida?


Estas perguntas têm respostas. Descubram-nas no livro!

“Mais fortes que os homens são os pássaros. Enfrentam as tempestades nocturnas, tombam dos seus ninhos, sofrem perdas, dilaceram as suas histórias. Pela manhã têm todos os motivos para se entristecerem e reclamarem, mas cantam agradecendo a Deus por mais um dia”