quinta-feira, 30 de junho de 2022

Entre as novidades da Clássica Editora constam romances de Stendhal e de Balzac

Armance, de Stendhal
Stendhal, autor de Vermelho e Negro e de A Cartuxa de Parma, não obteve qualquer sucesso quando publicou Armance em 1827. Mas, sendo o seu primeiro romance, Armance marca desde logo a superioridade literária do escritor na medida em que, ao invés de optar por soluções fáceis de escrita, Stendhal inclina-se para o leitor dado a certos esforços de reflexão.
Percursor do Romantismo, com os seus personagens Octávio de Malivert e Armance de Zohiloff a prosseguirem para um destino trágico e fatal — tendo, no entanto, todas as condições para alcançarem a felicidade —, Stendhal evidencia a distância que o homem tem vindo a interpor entre a alma e a felicidade.


O Pai Goriot, de Honoré de Balzac
«Tive uma ideia maravilhosa. Serei um génio», exclamou Balzac quando escrevia O Pai Goriot. Acabara de imaginar a Comédia Humana, o ciclo no qual os mesmos personagens passam de um romance para o outro. Acabara de criar um universo, o balzaquiano.
Honoré de Balzac (1799-1850), o aclamado escritor francês, conhecido pela quantidade imensa dos seus escritos, é um dos nomes incontornáveis da literatura mundial de todos os tempos.
Equivalente, na prosa, da grandiosidade de Victor Hugo (autor da sua oração fúnebre, proferida no Père-Lachaise), Balzac define por si só um século inteiro: o XIX, dos primeiros ecos dos feitos militares de Napoleão até à Revolução de 1848 e à iminência do II Império, todo ele presente nas suas páginas inconfundíveis.
Obra de 1835, já em plena maturidade literária do autor, Pai Goriot descreve na perfeição a imensa máquina das paixões e dos sentimentos humanos, do amor à velhice, do desejo à solidão, da glória à decadência. Goriot, Vautrin, Eugène de Rastignac, Madame Vauquer e a baronesa de Nucingene são as inesquecíveis personagens desta fascinante trama, cada qual definindo, de forma magnífica e exemplar, um tipo psicológico e um estrato social, verdadeiros retratos da humanidade.

O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë
A acção deste clássico da literatura inglesa decorre num ambiente rude e agreste, tendo como paisagem os montes de Yorkshire, onde Emily Bront
ë viveu durante muitos anos.
Por isso, o drama de O Monte dos Vendavais atinge o cume de uma autobiografia em que a infância e a adolescência de Emily, carregadas por uma imaginação fantástica, desempenham lugar de relevo no desenrolar desta história.
A paixão de Catherine e o amor de Heathcliff assinalam de forma flagrante o fio romanesco desta obra.

A Virgem e o Cigano, de D. H. Lawrence
Yvette, a temperamental filha de um vigário, anseia libertar-se dos limites sufocantes de uma respeitável família de classe média.
Na sua ansiosa busca por amor e liberdade, Yvette trava conhecimento com um cigano que despertará nela uma força elementar. Só não sabe que essa força irá ameaçar o tecido da sua existência.
Obra precursora de O Amante de Lady Chatterley, com o seu tema de amor e desejo entre diferentes classes sociais, A Virgem e o Cigano é uma poderosa evocação do conflito entre intuição e convenções sociais, escrita de forma brilhante, por um autor que soube inventar a sua própria linguagem.

Eurico, o Presbítero, de Alexandre Herculano
Páginas imortais que gerações sucessivas têm admirado e cuja grandeza não desmerece do que há de melhor na literatura universal.

«...um protesto lavrado com o sangue das veias!»
Lopes de Mendonça

«...um livro português de irradiação talvez só comparável à que Os Lusíadas conheceram, guardadas as devidas proporções do género, grandeza e lugar, na essência da nação como vade-mécum dos seus filhos.»
Vitorino Nemésio

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