No último ano, António Raminhos tem assumido um papel de abertura nas questões sobre saúde mental ao abordar de forma despretensiosa, mas séria, a ansiedade, a depressão e a perturbação obsessivo-compulsiva (POC). O humorista já várias vezes falou - nos seus canais, em entrevistas televisivas, etc. - dos problemas de saúde mental dos quais sofre e agora publica o livro Somos Todos Estranhos Até Percebermos Que Isso é
Normal, que é um testemunho poderoso e de grande honestidade.
Este livro, que pretende que contribua para o diálogo em torno da saúde mental, estará disponível nas livrarias a partir de 7 de Outubro, com o selo da Contraponto, editora que em 2017 também publicou As Marias.
Raminhos lançou recentemente o podcast 'somos todos malucos', conversas sobre saúde mental que podem ser vistas através do seu canal de Youtube, aqui.

Sinopse
A saúde mental não pode ser tabu. Sobretudo numa altura em que a própria trajetória do mundo nos convida a olhar à volta, e depois para dentro, e compreender que não estamos sozinhos nas nossas lutas. Por isso, este é um relato cru, pertinente e, sobretudo, muito útil para qualquer leitor. Neste livro, o humorista António Raminhos partilha um testemunho de grande honestidade sobre a ansiedade, os medos e as obsessões que há muitos anos o habitam e quase o fizeram enlouquecer. E, claro, em vários momentos bem-humorado, porque como o próprio diz, para haver comédia é preciso haver tragédia.
Nestas páginas, os episódios divertidos narrados pelo autor - como a tentativa de sedução de que foi alvo por um homem de metro e meio num bar gay - têm o mesmo valor ilustrativo que os mais emotivos - de que é exemplo o momento em que, vendo-o chorar, conseguiu perdoar e entender o próprio pai. Começando leve e divertido, este livro apresenta-se ao leitor em crescendo, terminando como um convite claro para descobrirmos mais sobre nós próprios. Porque só quando perdemos a vergonha de pedir ajuda ou de partilhar as nossas histórias, os nossos medos, ou as nossas derrotas sem julgamentos é que começamos a entender que somos todos estranhos. E também só nessa altura é que percebemos que isso é normal.