quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Nova edição, revista e aumentada, de «Jerusalém - A Biografia»

Simon Sebag Montefiore (n. 1965) é um jornalista e historiador britânico. É autor de vários livros já publicados em Portugal pela Alêtheia Editores, Editora Guerra & Paz, Dom Quixote e Editorial Presença. Jerusalém - A Biografia (edição revista e aumentada, com o total de 832 páginas), vai chegar brevemente às livrarias pela Crítica, uma chancela da Planeta de Livros.
A história de Jerusalém é a história do mundo.
Desde o rei David até Donald Trump, desde o nascimento do judaísmo, do cristianismo e do islão até ao conflito israelo-palestiniano, este livro é uma narrativa épica e apaixonante de 3000 anos de fé, de matanças, de fanatismo e de coexistência. A história de como Jerusalém se tornou Jerusalém, a única cidade que existe duas vezes: no céu e na terra.

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Documenta publica «Fenomenologia da Depressão», o primeiro volume de uma nova colecção luso-brasileira

Fenomenologia da Depressão
de Fabio Caprio Leite de Castro

A coleção Fenomenologia e Cultura responde a duas lacunas no âmbito da publicação de obras em língua portuguesa da área do pensamento fenomenológico: ensaios inéditos sobre os desafios societais e culturais do nosso tempo a partir de abordagens fenomenológicas originais por autoras e autores luso-brasileiros; e a criação de um espaço de publicação simultânea de ensaios em ambos os países, com distribuição comercial.
Suprir estas duas lacunas representa um contributo significativo para a demonstração prática da atualidade e relevância intelectual da fenomenologia além dos limites confinados do público de especialistas e para a estabilização de uma ponte perene de partilha de resultados de investigação e obras entre as duas geografias.

Em suma, uma comunidade fenomenológica com duas geografias, em vez de duas comunidades fenomenológicas com a mesma língua; alargar-se uma comunidade de leitores de fenomenologia no universo intelectual luso-brasileiro; trazer um estímulo a que reconhecidos fenomenólogos brasileiros e portugueses tragam a público ensaios capazes de, sem perda de rigor, chegar a audiências mais vastas; finalmente, convocar a fenomenologia, seu patrimônio de pensamento, variedade de abordagens metodológicas e sua cultura, para o enfrentamento dos problemas e desafios do tempo que vivemos.

Fabio Caprio Leite de Castro quer resgatar a questão dos sintomas da apreensão estritamente cientificista, que obscurece diversos trabalhos da psicologia contemporânea. Se Eric Kandel, Nobel de Medicina, defende, com justeza, que só há um futuro promissor tanto para a psicologia quanto para a neurociência se ambas dialogarem,
Fenomenologia da Depressão relembra a urgência de se observar o caráter estrutural da reflexão filosófica neste processo, não enquanto clínica, o que seria uma apropriação de função indevida, mas na qualidade de uma descrição rigorosa da vivência, das relações constituídas, do solo sobre o qual ocorre a experiência humana.
Se quiséssemos, ao fim do livro, retomar sua força vital e em sintonia com o pensamento ali exposto, poderíamos subscrever as palavras de Émile Zola em
J’Accuse: «Meu dever é falar, eu não quero ser cúmplice. Minhas noites seriam assombradas pelo espectro do inocente que ali expia, na mais terrível das torturas, um crime que ele não cometeu».

[Marcelo S. Norberto]

O autor
Doutor em Filosofia pela Universidade de Liège (Bélgica), Mestre em Filosofia pela PUCRS, Graduação em Direito e em Filosofia pela PUCRS, membro da Société Belge de Philosophie, da Unité de Recherches Phénoménologies e do Groupe d'Études Sartriennes (GES-Paris). Professor do Programa de Pós-graduação em Filosofia da PUCRS. Professor visitante da Universidad Pontificia Bolivariana - Colômbia.

Dom Quixote publica a biografia de Philip Roth


Chega às livrarias na próxima semana a biografia de Philip Roth (1933-2018), considerado um dos maiores escritores americanos da segunda metade do século XX. Blake Bailey, o autor, de 57 anos, é considerado um dos mais reputados biógrafos norte-americanos – foi finalista do prémio Pulitzer.

Philip Roth foi autor de mais de 30 obras, como A Mancha Humana, A Humilhação e Lição de Anatomia. Philip Roth - A Biografia tem 1168 páginas e edição da Dom Quixote.

Da sinopse
Com garantias de independência e acesso total, durante quase dez anos Blake Bailey passou a pente fino o vasto arquivo pessoal de Philip Roth, entrevistou amigos, amantes e colegas do escritor, e manteve com ele longas e exaustivas conversas de uma franqueza desconcertante. O resultado é um retrato inesquecível de um mestre americano e do panorama literário do pós-guerra.

Nova edição do 1.º volume de «Bibliotecas | Maravilhas de Portugal»

Já está disponível nas livrarias a 5.ª edição do livro de fotografia mais vendido em Portugal sobre a História do Livro.

Bibliotecas | Maravilhas de Portugal / Libraries | Wonders of Portugal, Vol. I, é uma obra única, numa edição de luxo, prefaciada pelo Professor Eduardo Lourenço.
Um registo surpreendente, com 140 imagens de 22 das mais belas Bibliotecas Históricas de Portugal, como por exemplo a Biblioteca Joanina, a Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra e a Biblioteca da Assembleia da República.

«As bibliotecas são sítios bem-aventurados onde não falta quem nos fale, nos responda, nos guie e nos faça viver: os livros são uma invenção sem igual, e a nossa imaginação e memória nunca seriam as mesmas sem eles.» Libório Manuel Silva

Conhece aqui o volume II de Bibliotecas | Maravilhas de Portugal, editado pela Centro Atlântico editora.

Foi traduzido para português «Primeira Memória», um dos romances da escritora espanhola Ana María Matute

Ana María Matute (1925-2014) recebeu os prémios literários mais prestigiados pela sua obra, na qual figuram os romances Paraíso Inabitado, A Torre de Vigia, Olvidado Rei Gudú e Aranmanot. Um livro desta autora, que foi membro da Real Academia Española, chega aos escaparates livreiros nacionais. Primeira Memória (datado de 1960) foi traduzido para português por Vasco Amaral e é uma publicação com o selo do Grupo Narrativa.
Além de romancista, Ana María Matute escreveu ensaios, contos e livros para crianças.

Sinopse
Com a guerra civil «distante e próxima ao mesmo tempo, talvez mais temida porque era invisível» como pano de fundo, Primeira Memória narra a passagem da infância à adolescência de Matia, a protagonista, e do seu primo Borja. Os dois vivem na casa da sua avó num mundo insular que se revela ingénuo e misterioso ao mesmo tempo. Através da visão muito particular da menina sem mãe com um pai desaparecido, testemunhamos o seu despertar para a adolescência, quando, quebrado o escudo da infância, o forte brilho da realidade cega e surpreende – e por vezes causa dor. Uma intensa galeria de personagens forma o contraponto à sua vertiginosa sucessão de sensações. Em poucos meses, Matia descobrirá muitas coisas sobre «a vida negra dos idosos».

«A vasta obra de
Matute é, sem dúvida, uma das mais ricas da literatura contemporânea de língua espanhola.» Mario Vargas Llosa

«Verdades Ocultas», o novo policial da série 'Sebastian Bergman'

A Suma de Letras publica um novo título da série policial nórdica 'Sebastian Bergman', da dupla Hjorth & Rosenfeldt, que conta com mais de 5 milhões de exemplares vendidos. Verdades Ocultas já chegou às livrarias.

«Uma série brilhante e tremendamente viciante, graças a uma mistura de histórias engenhosamente tramadas e personagens realistas.» El Periódico, Espanha

«Um thriller contemporâneo fascinante. Depois de começar, não pode parar de ler!» Ölandsbladet, Suécia

Três assassinatos em poucos dias....
A tranquila cidade sueca de Karlshamn é tomada pelo terror. Vanja e os seus colegas estão sob pressão para parar o atirador antes que ele mate mais pessoas. Mas não há pistas nem testemunhas nem ligações claras entre as vítimas.

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Chega a Portugal dois novos livros do ilustrador de obras infanto-juvenis Jim Field

De J. K. Rowling, a conceituada autora da série best-seller Harry Potter, chega uma aventura comovente e apaixonante que fala sobre o amor de uma criança pelo seu brinquedo preferido e até onde está disposta a ir para encontrá-lo.
Com ilustrações de Jim Field, que já ilustrou livros como Os esquilos que não sabiam partilhar, O Coala que não foi capaz e O lobo que encontrou a amizade, O Porquinho de Natal irá seguramente tornar-se um clássico para toda a família.



Também ilustrado por Jim Field, a Ed. Presença lança A Baleia que Queria Mais, uma história sobre a descoberta, o amor e a conquista da felicidade. Com texto da autora britânica Rachel Bright.

Para o público infanto-juvenil chegam novos livros ilustrados por David Litchfield

Do aclamado autor e ilustrador David Litchfield, será publicado em breve dois livros infanto-juvenis: O Urso, o Piano e o Concerto da Pequena Ursa (Ed. Fábula; dia 22 de Novembro à venda) e com texto de Smriti Halls, Depois da Chuva, Vem o Arco-Íris (Ed. Jacarandá; ficará disponível a 3 de Dezembro).

 

Conheces a história do Urso que encontrou um piano na floresta e que depois foi para a cidade e por lá se tornou um artista famoso?
Depois de vários anos a atuar para milhões de fãs, ele regressa à floresta, que é a sua casa. Mas, aos poucos, vai deixar de tocar. Quando uma filha, uma pequena Ursa, descobre que o pai não toca por achar que já ninguém o quer ouvir, decida provar que ele está enganado. Será que vai conseguir?
A história final da famosa trilogia 'O Urso e o Piano' mostra que, apesar de a fama e a fortuna serem temporárias, a amizade e a boa música ficam guardadas para sempre no coração.

Títulos anteriores da série: O Urso e o Piano (2017) e
O Urso, o Piano, o Cão e o Violino (2019)

Uma história enternecedora sobre coragem e resiliência.
Às vezes é difícil ver o arco-íris por entre a chuva. Mas, com coragem e a ajuda de bons amigos, sempre forma de sair do escuro.
Um belo livro, cheio de uma profunda e indomável esperança no coração.

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Vai sair em breve a biografia do arquitecto e pintor Nadir Afonso

Nadir Afonso Rodrigues foi um arquitecto, pintor e pensador português. Estudou pintura em Paris e foi um dos pioneiros da arte cinética, trabalhando ao lado de Victor Vasarely, Fernand Léger, August Herbin e André Bloc. Nadir Afonso (1920-2013) trabalhou também com Le Corbusier e Oscar Niemeyer.
Guilherme Pires, que assina a sua biografia, O Homem Infinito: Vida e Obra de Nadir Afonso, a publicar pela Influência a 22 deste mês, é escritor, editor, tradutor e revisor de texto.

Nadir Afonso, um homem sem limites. Como o círculo perfeito que desenhou na parede da sala dos pais, quando tinha quatro anos, pareceu ter uma vida infinita, em movimento perpétuo.
Partiu de Chaves para o mundo. Foi um arquiteto talentoso, modernista, que trabalhou com dois mestres em França e no Brasil: Le Corbusier e Oscar Niemeyer. Recusando a ideia de que a arquitetura é uma arte, prescindiu dela em prol da pintura, a sua verdadeira vocação e obsessão.
Pertenceu às vanguardas europeias da pintura abstracionista, geométrica e cinética da segunda metade do século XX, privando com figuras como Victor Vasarely, Fernand Léger, Max Ernst, Júlio Resende ou Candido Portinari. Criou uma obra plástica abundante, singular e intemporal. Em simultâneo, construiu uma filosofia estética sólida e complexa, na qual revela os mecanismos da criação artística e o sentido da arte.
Homem de paixões, teve várias relações em França, mas foi em Laura, o seu verdadeiro amor, que encontrou porto seguro, dedicando-se a ela durante 36 anos, até ao fim. Sempre humilde, sempre convicto das suas ideias e dos méritos do seu trabalho artístico, tornou-se um nome incontornável da pintura e da arquitetura portuguesa.
Nem todos o compreenderam. Muitos o celebraram. Esta é a sua biografia.

Mais informações sobre Nadir Afonso: www.nadirafonso.com
| https://www.facebook.com/fundacao.nadirafonso

Livros juntam Fernando Pessoa a José Saramago e Gabriel García Márquez a Mario Vargas Llosa

A Dom Quixote editou recentemente dois livros sobre Fernando Pessoa e três escritores galardoados com o Prémio Nobel de Literatura, José Saramago, Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa.



Pessoa & Saramago
«Ainda que firmados em dois projetos literários diferentes, em dois tempos mentais diferentes, quase antagónicos, se não mesmo contraditórios, duas caraterísticas são comuns a Pessoa e a Saramago:
- A total transgressão dos códigos estéticos do seu tempo, balizando um novo vinco na história da literatura;
- Uma representação absolutamente original da língua, do homem e da sociedade - Pessoa, da crise do sujeito literário e existencial do princípio do século, respondendo com a originalíssima multiplicação da identidade autoral e narrativa; Saramago, da situação crítica do mundo ocidental no final do século, postulando uma escrita que funde o romance com o ensaio, uma escrita que não intenta apenas revelar o mundo, mas sobretudo, usando a sua visão pessoal do mundo, problematizá-lo, complexificando o estatuto do narrador, incorporando neste o autor.»

É assim que Miguel Real, conhecido ficcionista, crítico literário e ensaísta, que há mais de vinte anos se dedica ao estudo de autores e pensadores portugueses, resume o presente ensaio que, partindo de uma conferência realizada no México, trata do que é próprio e afim.


Duas Solidões
Em setembro de 1967, os jovens Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa encontraram-se em Lima para discutir a literatura latino-americana. O primeiro já tinha vendido milhares de exemplares de Cem Anos de Solidão. O segundo acabava de ganhar o Prémio Rómulo Gallegos com A Casa Verde. Hoje são ambos considerados universalmente dois dos maiores expoentes da literatura, mas naquela época eram apenas dois jovens que estavam a começar a carreira de romancistas.
Em Duas Solidões, estão frente a frente dois escritores, dois génios literários, duas maneiras diferentes de entender a literatura, dois temperamentos um tanto contraditórios, duas maneiras diferentes de narrar. Estes são os tempos em que o boom da literatura latino-americana se está a formar e ainda não tinha sido inventado um nome para o que hoje conhecemos como «realismo mágico». Páginas emocionantes de uma conversa sem igual.

Esta edição inclui textos de Juan Gabriel Vásquez, Luis Rodríguez Pastor, José Miguel Oviedo, Abelardo Oquendo, Abelardo Sánchez León e Ricardo González Vigil, que recordam, na maioria como testemunhas, esse diálogo; e, além disso, duas entrevistas com o escritor colombiano, uma seleção fotográfica e a avaliação de Vargas Llosa sobre a vida e obra de García Márquez na atualidade. E conta ainda com um prefácio de Pedro Mexia para esta edição.

terça-feira, 9 de novembro de 2021

«Uma Questão de Morte e de Vida», de Irvin D. Yalom e Marilyn Yalom

Editora: Desassossego
Data de publicação: 21-10-2021
N.º de páginas: 224

O professor emérito da Universidade de Stanford, na Califórnia, e psicoterapeuta de renome mundial Irvin D. Yalom, escreveu juntamente com a sua companheira de toda a vida, um livro-testemunho sincero e emocionante que abrange temas complexos como a eutanásia, o suicídio, o luto e a solidão.
A obra distribui-se por 35 capítulos alternados pela sua voz e pela de Marilyn, ambos de 87 anos, «dois velhos na última dança da vida». A primeira entrada desta espécie de diário tem início em Abril de 2019, dois meses após ter sido diagnosticado à Sr.ª Yalom um cancro agressivo, que faz com que Irvin, alguém muito experiente a lidar e ajudar pacientes em processo de luto, agora fica surpreso e indefeso perante a situação gravosa com que se depara nesta fase da sua vida. Assim, vê-se no papel do cuidador carinhoso, paciente e compreensivo da mulher que conheceu aos 15 anos e com quem teve quatro filhos. Os meses vão passando e com eles a dor é assumida por este homem, que troca de posição e deita-se no divã, confessando os seus receios mais íntimos aos leitores.

«Não posso, não quero, encarar isto de frente.»
«Será que alguma vez aceitarei a morte dela?»

No livro De Olhos Fixos no Sol, cujo tema principal é o medo da morte, Yalom escreveu que «nunca conseguimos dominar por completo a nossa ansiedade de morte — ela está sempre lá, disfarçada num canto escuro do nosso cérebro» e que «devíamos contemplar o nosso fim, familiarizar-nos com ele, dissecá-lo, analisá-lo». Como será que este profissional da saúde mental há mais de 50 anos irá contornar a dor insustentável da separação e do anseio inflexível de perda?
Em Uma Questão de Morte e de Vida, os Yaloms co-escrevem com coragem e honestidade as suas vulnerabilidades, deixando nas suas palavras um apelo para que sejamos mais benevolentes uns para os outros. É um livro que tocará corações e mentes.
Este é o décimo livro de Irvin D. Yalom editado em Portugal. Salientar esta bonita capa das Edições Desassossego, que, numa escolha acertada, não seguiram o grafismo da edição original americana.


Excertos
«Será o nosso livro, um livro diferente de todos os outros porque implica duas mentes e não uma, as reflexões de um casal que está casado há sessenta e cinco anos! Duas pessoas muito felizes por se terem uma à outra para palmilhar o caminho que acabará por levar à morte.»

«Tenho a certeza de que estou a chegar ao fim da minha vida, porém, por estranho que pareça, sinto pouca ansiedade em relação à morte.»

domingo, 7 de novembro de 2021

Novidades de Novembro das Edições Asa

Os Profetas, de Robert Jones, Jr.
Um fulgurante e subversivo romance sobre a relação proibida entre dois homens - escravos numa plantação no sul profundo dos EUA -, o alento que encontram nos pequenos atos de bondade humana, e a traição que ameaça a vida de ambos. Isaías pertence a Samuel e Samuel pertence a Isaías. Na plantação da família Halifax, os dois jovens dedicam-se ao trabalho mas também um ao outro, criando naquele lugar hostil um refúgio em que resiste a intimidade e a esperança. Mas quando um escravo mais velho tenta escapar à crueldade dos seus proprietários através da manipulação dos outros escravos, o crescente clima de vigilância abala a frágil harmonia da plantação. O amor de Isaías e Samuel, outrora tão simples, passa a ser encarado como uma ameaça capaz de destruir a comunidade.
Com uma escrita delicada e única, Robert Jones, Jr. invoca as vozes dos escravos, desde Isaías e Samuel a todos aqueles que carregaram a alma das plantações americanas sobre os ombros, e devolve-lhes a dignidade de amar. Pois o ser humano ama sempre. Mesmo quando sabe que esse amor está condenado.
Com a energia vital de James Baldwin e a linguagem lírica de Toni Morrison, Os Profetas é um dos livros mais aguardados do ano.

Ashenden - O Agente Britânico, de Somerset Maugham
Quando a I Guerra Mundial rebentou, em 1914, W. Somerset Maugham viajou para a Suíça com o pretexto de terminar uma peça de teatro. Na realidade, fora destacado pelos serviços secretos britânicos para realizar uma missão de espionagem. Escritor famoso, cosmopolita e poliglota, Maugham apreciava o lado inesperado, romântico e ridículo da vida, características que faziam dele o espião perfeito. Sob o disfarce da sua profissão, viajou livremente pela Europa e participou em inúmeras missões.
Ao escrever Ashenden - O Agente Britânico, Somerset Maugham relata de forma ficcionada esse período exuberante, tenso e fascinante da sua vida. O agente Ashenden é o seu alter ego e segue um percurso quase idêntico ao seu, repleto de situações perigosas, decisões difíceis e personagens insólitas, como a velha governanta de um príncipe egípcio, um mexicano calvo e um encantador inglês com uma paixão por flores.


Crimes de Inverno, de Agatha Christie
Flocos de neve mortíferos e prendas perigosas.
Jantares envenenados e visitas misteriosas.
E como não podia deixar de ser, Hercule Poirot e Miss Marple.
Os dias estão a ficar mais curtos e as noites cada vez mais frias… esta é a melhor altura do ano para procurar o conforto de uma manta bem quente e a companhia dos melhores mistérios de inverno da Rainha do Crime.

O livro reúne 13 mistérios de Hercule Poirot e Miss Marple.

O novo livro da FFMS com imagens de um dos mais notáveis fotógrafos portugueses do século XX

Artur Pastor (1922-1999) foi um dos mais notáveis fotógrafos portugueses do século passado e o seu acervo, composto por muitos milhares de negativos, é o mais importante repositório de imagens do Portugal rural dos anos 1940-1990. Este livro, em capa dura, com uma centena de imagens do fotógrafo, revela a envergadura e a marca da sua obra. Os seus primeiros trabalhos, sobre a pesca do atum ao largo de Tavira, datados de 1943 a 1945 e realizados precocemente, aos 20 anos, quando cumpria o serviço militar em Tavira, revelam já o que viria a ser a sua trajectória futura. Ao longo dos anos, primeiro como amador e, depois, como técnico do Ministério da Agricultura, Artur Pastor cartografou o país de norte a sul, percorreu o seu litoral e o interior, conheceu de perto as gentes que trabalhavam na faina do mar e no amanho dos campos.
Fotografias de um Portugal desaparecido, que revelam um profundo amor ao país e ao seu povo.
Uma edição feita em parceria pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, com a Câmara Municipal de Lisboa e o Arquivo Municipal de Lisboa, detentor do espólio Artur Pastor.

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Na próxima semana são publicados livros de 'médiuns' do Reino Unido e da América

Kyle Gray é um dos médiuns e conferencistas mais inspiracionais no Reino Unido. Viaja por todo o mundo para partilhar a mensagem de amor e esperança dos anjos com os milhares de pessoas que procuram esta ligação. O seu novo livro, A Sabedoria Eterna dos Mestres Divinos, um trabalho de tradução de Michele Amaral, já está em pré-venda.


Fleur Leussink foi eleita uma das melhores médiuns pela LA Magazine e, graças à sua habilidade inata de comunicar em espírito com entes queridos, conectou inúmeras famílias em todo o mundo. Já fez mais de quinze mil leituras, tendo como clientes algumas das pessoas mais abastadas do planeta. Mensagens é o título do livro que esta holandesa a viver na América escreveu e que agora é editado em Portugal pela Lua de Papel.

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Biografias de Napoleão Bonaparte e William Carr Beresford

A editora Crítica, uma chancela do Grupo Planeta, apresenta aos leitores Napoleão - O homem por trás do mito, a biografia definitiva de Napoleão Bonaparte (1769-1821). O historiador Adam Zamoyski dá a conhecer o homem para além da lenda, baseado numa investigação exaustiva em fontes primárias. Um retrato íntimo e completo do homem, com os seus pontos fortes e fracos, que mudou a História.

O marechal William Carr Beresford (1768-1854) foi um distinto e afamado militar irlandês, condecorado pelos governos de Portugal, da Grã-Bretanha e de Espanha, que serviu como comandante supremo do Exército Português durante 11 anos, sete dos quais durante a Guerra Peninsular.  Esta biografia,
O marechal William Carr Beresford, da autoria de Marcus de la Poer Beresford e editada pela Tribuna da História, dá conta da trajetória da sua longa carreira militar.

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Acabam de chegar às livrarias «A Verdadeira História das Pandemias» e «Enfermidades que Mudaram a História»

O Clube do Autor edita A Verdadeira História das Pandemias, um livro que apresenta uma abordagem histórica global às epidemias, os maiores assassinos dos seres humanos ao longo dos tempos. O autor, Charles Kenny, trabalha em Washington, nos EUA, estudando e fazendo propostas sobre medidas políticas para o investimento, o comércio, a tecnologia e as migrações. É um estudioso, amplamente citado, da economia da felicidade. É licenciado em História, tem dois mestrados e é doutorado pela Universidade de Cambridge.
Um dos livros mais recentes com o selo d'A Esfera dos Livros intitula-se Enfermidades que Mudaram a História, da autoria do médico, escritor e divulgador científico espanhol Pedro Gargantilla, autor de uma vintena de livros, como História Curiosa da Medicina.
Desde as Termópilas até à Segunda Guerra Mundial, passando pela conquista da América, a Batalha de Waterloo e a Guerra de Sucessão Espanhola, as doenças desempenharam um papel crucial no decurso da História. Este é um livro rigoroso e divertido repleto de curiosidades históricas em que se destacam as características clínicas que afetaram as figuras históricas e como estas podem influenciar o curso dos acontecimentos.

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Obras de Primo Levi e Samuel Beckett entre as novidades das Edições 70 e Minotauro

A Chave de Luneta, de Primo Levi
Faussone, o protagonista desta «primeira obra» de Primo Levi, ou melhor, do seu primeiro romance fictício, é um trabalhador qualificado que deixa para trás a dura experiência da linha de montagem da Lancia para viajar pelo mundo a montar gruas, pontes suspensas, estruturas metálicas e instalações petrolíferas. O livro mais otimista e irónico de Primo Levi.
Sobre ele, Bernard Levin, do The Times, escreveu: «Este não é um livro para jornalistas. Os funcionários públicos também se sentirão inquietos quando o lerem, e quanto aos advogados, nunca mais dormirão. Pois trata-se de um livro sobre um homem na sua qualidade de homo faber, de fabricante de coisas com as próprias mãos, e o que fizemos nós nas nossas vidas a não ser palavras?! Digo que é "sobre" o homem que faz; na verdade, é mais um hino de louvor do que uma descrição, e não só porque o herói do livro, que é um trabalhador, é, de facto, um herói - uma figura, na sua humanidade e simplicidade, digna de ser incluída no catálogo de gigantes míticos, ao lado de Hércules, Atlas, Gargântua e Orion. Ele é Faussone, um "armador".»

Teatro Completo, de Samuel Beckett
Pela primeira vez em Portugal, é reunida a obra teatral de Samuel Beckett. O presente volume compila todas as suas peças de teatro, incluindo para rádio e televisão, e um argumento para filme.
Traduções de Francisco Frazão, Jorge Silva Melo, José Maria Vieira Mendes, Luis Miguel Cintra, Margarida Vale de Gato, Miguel Esteves Cardoso, Pedro Marques, Rui Lage e Vasco Gato. 


O Erotismo, de Georges Bataille
Tabu e sacrifício, transgressão e linguagem, morte e sensualidade, economia e excesso, eis os temas deste estudo incontornável de Georges Bataille, filósofo, romancista, poeta, pornógrafo e fervoroso católico, que tinha nos bordéis de Paris a sua verdadeira Igreja. Para Bataille, o erotismo está intimamente ligado à morte e à religião, à nostalgia da continuidade que os seres sexuados, distintos uns dos outros, separados por um abismo, sentem como uma perda irreparável. O erotismo, como os ritos sacrificiais, busca redimir esta descontinuidade. Mas este excesso vital desafia a organização das sociedades, baseada no trabalho, na razão e na cooperação. Daí o nascimento das proibições e a institucionalização da transgressão, através da instituição do tempo da festa e da orgia sagrada. De Emily Brontë a Sade, de Santa Teresa a Claude Levi-Strauss e ao Dr. Kinsey, Bataille não deixa por estudar nenhuma manifestação do erótico, abrangendo temas como a prostituição, o êxtase místico, a crueldade e a guerra organizada. Para o autor, o erotismo é uma busca psicológica em nada estranha à morte.

A Casa das Borboletas, de Katrine Engberg
Os hospitais devem ser locais de cura. Mas na unidade de tratamento coronário de um dos principais centros médicos de Copenhaga, uma enfermeira enche uma seringa com uma overdose de um medicamento para o coração e entra furtivamente no quarto de um paciente mais velho. Seis dias antes, um rapaz que distribuía jornais no centro de Copenhaga depara-se com uma descoberta macabra: o corpo nu de uma mulher morta, deitado numa fonte com os braços marcados com pequenas incisões.
Claramente, este não é um assassinato comum. O investigador Jeppe Kørner, a recuperar de um divórcio e no meio de um novo relacionamento, assume a investigação. A sua parceira, Anette Werner, agora em licença maternidade após uma gravidez inesperada, está inquieta em casa com um recém-nascido exigente e um marido igualmente exigente. Enquanto Jeppe percorre as ruas em busca de respostas, Anette decide fazer uma pequena investigação autónoma. Mas operar por conta própria expõe-na a perigos que ela nem imagina.
À medida que a investigação se desenrola por caminhos turvos, vai-se revelando a ambição e ganância que grassam sob a égide das instituições de cuidados de saúde.


Da mesma autora: A Inquilina.

A autora Emma Marriott faz um retrato de 40 rainhas inesquecíveis que merecem ser lembradas

Emma Marriott é licenciada em História Contemporânea. É autora de diversos livros de não-ficção que se tornaram sucessos de vendas, como A História do Mundo para Pessoas com Pressa. Em Rainhas Inesquecíveis que a História Esqueceu, a autora narra as histórias pouco conhecidas de 40 rainhas poderosas e rebeldes que marcaram a História. São exemplos as Rainhas Nzinga, Matilde de Flandres, Ema da Normandia, Cristina da Suécia e Isabel da Aústria.

Texto de apresentação
São mulheres guerreiras, inovadoras, poderosas, espíritos livres e rebeldes, rainhas cujos feitos e sacrifícios foram deixados na sombra pela História, deixando mesmo que os seus nomes e as suas vidas se percam com o passar do tempo... Se a rainha Isabel I e Catarina, a Grande da Rússia, são conhecidas e celebradas, muitas outras têm sido ignoradas, pouco estudadas ou até mesmo difamadas por historiadores, ou então vistas somente como figuras de segundo plano. Até agora.
Este livro narra a história de rainhas esquecidas de todo o mundo, da Europa à África, das Américas ao Médio Oriente, aquelas que governaram por seu próprio direito, mas também as que foram esposas ou mães de reis reinantes.

domingo, 31 de outubro de 2021

Novidade Pactor: «Luto - Manual de intervenção psicológica»


Luto

Manual de intervenção psicológica

Sinopse
O processo de luto é a adaptação a um mundo sem a pessoa perdida e, por sua vez, à ausência dos momentos de proximidade física e toque com a mesma, exigindo a transformação da relação anteriormente física numa relação meramente emocional, interna e simbólica. A intervenção psicológica no luto abrange vários objetivos terapêuticos, como são exemplo a exploração das especificidades do processo de luto, a validação e normalização da experiência da perda, a identificação de ferramentas para a gestão do sofrimento e o potenciar do crescimento e desenvolvimento pessoal da pessoa em luto.

O presente manual aborda as especificidades da intervenção em função do tipo de perda (luto inesperado, luto antecipatório, luto patológico), do momento do ciclo da vida em que ocorre (infância, adolescência, terceira idade) e da sua natureza (homicídio, suicídio, doença crónica), apresentando as estratégias e ferramentas de intervenção atuais que se adequam às especificidades referidas e que apelam à concetualização da perda em função das diferenças individuais da pessoa em luto, da sua história e da natureza da relação com a pessoa perdida.
O recurso a casos clínicos permite alcançar uma maior compreensão dos processos de luto e dos desafios associados, por exemplo, a identificação de rituais do luto e a gestão das dinâmicas familiares num contexto de inúmeras perdas (como a perda do futuro, dos planos e das expectativas), que acentuam o sofrimento atroz vivenciado pela perda real da pessoa.
Este manual é uma mais-valia pelos conhecimentos cientificamente validados que sistematiza, inclusive num período pandémico - de COVID-19 -, em que toda a comunidade se encontra (ou encontrou) em luto pelas vidas atingidas por um vírus que exigiu também o refletir da intervenção psicológica no luto, constituindo-se como um recurso essencial aos profissionais e estudantes da área da psicologia e da saúde que trabalham com uma das experiências humanas mais avassaladoras - a morte.

Os coordenadores da obra
Sofia Gabriel
Psicóloga clínica na Mind | Instituto de Psicologia Clínica e Forense, sendo responsável pela Consulta Especializada de Apoio ao Luto.

Mauro Paulino
Psicólogo Forense. Coordenador da Mind | Instituto de Psicologia Clínica e Forense. Colaborador da SIC e Expresso, abordando temas da actualidade à luz da Psicologia.

Telmo Mourinho Baptista
Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde e Especialidade Avançada em Psicoterapia pela Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP).

«A Esperança é Mesmo o Farol», um livro-testemunho de quem lida com a depressão


Considerado o "mal do século" pela OMS, a depressão disparou na sequência da pandemia e dos confinamentos a que os portugueses ficaram sujeitos. Portugal é, também, dos primeiros países do mundo nas estatísticas de depressão, ansiedade e outras perturbações mentais. Não foram, no entanto, estes dados que levaram o jornalista João Barbosa, de 50 anos, a publicar A Esperança é Mesmo o Farol, um testemunho raro, na primeira pessoa, de alguém que sofre e fala da sua depressão, mas que encontrou, na esperança o farol para sobreviver à tempestade.

João Barbosa vive e convive com a depressão desde sempre. Sabe o que é ser atraiçoado pelo desespero e passar meses seguidos debaixo de uma nuvem negra que lhe suga todo o ânimo e torna a felicidade, por mais fugaz, um sentimento impossível.
Neste testemunho na primeira pessoa, marcado por uma franqueza e coragem desarmantes, lembra, ainda assim, que a depressão não tem de ser o fim do mundo, embora se apresente demasiadas vezes dessa forma a quem carrega este fardo insuportável.
Num tom desassombrado, o autor passa em revista a sua vida, as suas relações com os outros, consigo mesmo e com os seus próprios demónios, e revela-nos como a depressão se foi instalando e conquistando espaço na sua existência até assumir proporções infernais. A centelha de esperança que conseguiu preservar, mesmo nos momentos mais sombrios, serviu-lhe de farol para sobreviver à tempestade – mas nem sempre é assim.

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Novos livros sobre a Idade Média, o Império Romano e as Epidemias

A Idade Média: A verdadeira Idade das Luzes é um livro que desmistifica preconceitos acerca da Idade Média, propondo-se reescrever o entendimento geral deste período. Seb Falk é historiador, radialista e professor na Universidade de Cambridge, onde leciona História Medieval e História da Ciência. Em 2016 foi nomeado um dos Grandes Pensadores da sua geração pela BBC.

Depois de Roma e Império, em Dominus, o americano Steven Saylor, autor bestseller de romances históricos, dá continuidade à narrativa do maior e mais lendário império na história da humanidade com alguns dos seus capítulos mais tumultuosos e significativos. Steven Saylor regressa à cidade eterna para rematar a história iniciada em Roma e que, no culminar desta trilogia, relata acontecimentos cujo desfecho ainda hoje ressoa em todos nós.


Pestes e Povos, do historiador norte-americano William H. McNeill, relata o impacto das epidemias na ascensão e queda das civilizações. Desde a conquista do México, tanto pela varíola como pelos espanhóis, à peste bubónica na China, passando pela epidemia de febre tifóide na Europa, ou pela SIDA na década de 1980, percebemos como a História das doenças corresponde à História da humanidade.

O novo livro de Raul Minh’alma, o escritor mais vendido em Portugal em 2020

No seu novo romance, Se me amas não te demores, segundo o texto sinóptico, o autor Raul Minh’alma «traz-nos uma nova e inesquecível história de amor que vai mostrar a importância de viver no momento presente.»

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

«Maurice», de E. M. Forster

Editora: ASA
Data de publicação: Agosto de 2021
N.º de páginas: 240

Edward Morgan Forster (1879-1970) foi um escritor britânico que escreveu romances, contos, ensaios, peças de teatro, guiões para cinema e biografias. O seu único livro publicado postumamente, um ano após a sua morte, intitula-se Maurice. Esta obra, escrita entre 1912 e 1913, permaneceu na gaveta durante várias décadas, por vontade do autor, que nunca ousou publicá-la por causa da sua temática homossexual.
Há muitos anos esgotado na rede livreira portuguesa, esta obra semi-biográfica ganha uma novíssima tradução, assinada por Elsa T. S. Vieira.
Em Inglaterra, na década de 1910, dois jovens estudantes na Universidade de Cambridge tornam-se amigos. Maurice Hall é atraente, robusto, alegre, orgulhoso, ligeiramente hostil e com poucos dotes intelectuais. Clive Durham é inteligente, exigente, pragmático e de índole mais tranquila. O primeiro é da classe média; o segundo pertence à classe alta. Após serem absorvidos pela amizade, eles se apaixonam, de forma inocente e devastadora. Contudo, evitam confessar a natureza dos seus sentimentos, uma vez que nessa época a homossexualidade, além de socialmente condenada, ainda era considerada crime (ainda estava muito presente na lembrança dos ingleses, o encarceramento de Oscar Wilde por seus “actos imorais”).
Maurice é corretor numa firma em que é sócio; Clive exerce advogacia e política. Com o passar do tempo, Hall torna-se um homem amargurado, vivendo infeliz, incompreendido e cada vez mais sozinho («despertara tarde demais para ser feliz»), enquanto que Durham, após uma viagem solitária à Grécia, chega a Londres com uma atitude racionalista e negacionista em relação à sua relação amorosa.
Enquanto que um decide tentar “curar-se”, indo a um hipnotista, «Sou assim desde que me lembro, sem saber porquê. O que é isto afinal? Estou doente? Se estou, quero curar-me, não aguento mais a solidão», o outro dispõe-se, para seu castigo, viver infeliz, para agradar as convenções da sociedade de então; «Seria possível que a sociedade, enquanto se arvorava tão moral e sensível, na realidade não quisesse saber de nada?»
Maurice é um romance sobre uma lenta auto-descoberta e aceitação da sexualidade e a alegria de escapar (ou ficar preso) de uma sociedade confinada. Classe e sexualidade estão implicitamente ligadas ao longo de todo o romance, que tem também duras críticas às atitudes, leis e visões inglesas sobre o amor homossexual.
Mais de um século após a sua escrita, Maurice permanece mais intemporal do que nunca. Este clássico da literatura gay foi adaptado a filme em 1987 pelo realizador James Ivory (que em 2017 assinou o guião do filme Chama-me Pelo Teu Nome). O filme contou com interpretações de James Wilby e Hugh Grant, mas, como a maioria dos filmes inspirados em livros, é menos impactante.
Salientar que a LeYa reeditou recentemente outro clássico de literatura gay, que também como Maurice tem passado muito despercebido: A Biblioteca da Piscina, de Alan Hollinghurst.

Excerto
«Quando o amor desaparece, já não é recordado como amor, mas como algo diferente. Abençoados os ignorantes, que o conseguem esquecer completamente e não têm consciência das loucuras e lascívias do passado, das longas conversas fúteis.»

terça-feira, 26 de outubro de 2021

A estreia de Hillary Clinton na ficção

«Uma dupla muito inspirada. O ritmo imparável de Penny e a riqueza de detalhes de Clinton combinam de forma perfeita neste thriller rápido e intenso que também tem coisas a dizer sobre a política nacional e internacional. Tão autêntico que parece um trabalho de espionagem.»
Joseph Kanon
 
Na próxima 5.ª feira, a Porto Editora publica Estado de Terror, de Hillary Rodham Clinton e Louise Penny. Nascida da aliança entre uma das mais bem-sucedidas autoras de tríleres da atualidade e uma veterana da arena política dos Estados Unidos da América, esta obra foi recentemente publicada nos Estados Unidos da América entrando diretamente para o primeiro lugar das tabelas de livros mais vendidos.
Num livro em que qualquer semelhança com a realidade poderá não ser mera coincidência, ao longo de pouco mais de 500 páginas, as autoras constroem uma trama eletrizante que vai deixar os leitores em suspense até à última página. A tradução portuguesa é assinada por Rita Carvalho e Guerra.

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Chega a Portugal livro do maior especialista no Brasil sobre o Holocausto

A Alpinista é uma das próximas publicações que a Gradiva preparou para apresentar aos leitores. O autor, Marcio Pitliuk, é o maior especialista no Brasil sobre o Holocausto e a Segunda Guerra Mundial, e é representante no Brasil do Yad Vashem, o maior museu do Holocausto no mundo, sediado em Jerusalém.

Sinopse
Desde muito jovem Hannelore Schultz sabia bem o que não queria: o desconforto, a pobreza e os modos rudes do ambiente onde crescera. Mas também sabia o que queria: luxo, riqueza, poder. Nada disso combinava com o vilarejo da sua infância e juventude. Logo que surgisse a oportunidade pretendia sair dali e a porta abriu-se com o início da perseguição aos judeus. Berlim parecia-lhe ser a resposta para as suas ambições. Estava certa.
Quanto a armas, usaria as que tinham nascido consigo e aprimorá-las-ia ao longo do tempo: rara beleza, elevada capacidade de sedução, inteligência, foco. Para Hannelore nada mais contava do que a sua vida, os seus planos, a sua ambição. O mundo estava lá para servir o seu objectivo de ascensão social, degrau a degrau.
Ambição, sexo, traição – tudo isso se revela neste romance que tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial, a Berlim que se julga dona de tudo, os campos de extermínio nazis na Polónia.
A vida das personagens cruza-se com a política imperialista e aterradora de Hitler, e boa parte delas usam-na a seu favor. O remorso, esse, parece ser uma palavra desconhecida. No fim do caminho haverá espaço para a justiça?