domingo, 31 de julho de 2022

A 4 de Agosto chegam os novos livros de Eric Frattini e Steve Berry

São duas grandes apostas da Bertrand Editora que chegam às livrarias na primeira semana de Agosto. O novo livro de Eric Frattini, intitula-se A Conspiração para Matar Lourenço de Médicis. Este livro de não-ficção trata-se de uma magnífica viagem histórica à intriga política e palaciana da Florença do século XV, na qual encontramos personagens reais e bem conhecidas como Leonardo da Vinci, Sandro Botticelli, Piero della Francesca e, naturalmente, Lourenço de Médicis.

Steve Berry está de regresso com um novo livro da série Cotton Malone. A Teia do Kaiser se debruça sobre a ascensão da política de extrema-direita e o fanatismo ligado a estes movimentos. O autor de O Terceiro Segredo tece uma ligação assustadora entre o passado e o presente. Os últimos dias de Hitler no bunker debaixo de Berlim guardam segredos ainda por descobrir… A Teia do Kaiser junta-se a O Manuscrito de Malta e a O Protocolo de Varsóvia, outros dois livros que integram a série Cotton Malone, que, apesar disso, podem ser lidos de forma autónoma.


Sinopse
Desde 1435, os Médicis, uma família florentina odiada, atacada e vilipendiada por muitos e vangloriada e louvada por outros, dirigiram a política dos estados italianos por meio de intrigas, diplomacia, finanças, conspirações, sequestros, torturas e assassínios. No dia 26 de abril de 1478, um grupo de conspiradores tentou pôr fim à vida de Lourenço de Médicis e do seu irmão Juliano na catedral de Florença. Teriam de ser mortos ao mesmo tempo para evitar qualquer tipo de represália, mas o plano dos assassinos falhou e abateu-se sobre eles uma atroz onda de vingança.


Sinopse
Um dossier ultrassecreto de um espião soviético durante a Segunda Guerra Mundial guarda informações que não só podem reescrever a História tal qual a conhecemos, como alterar o panorama político europeu para sempre.
Dois candidatos disputam o cargo de Chanceler da Alemanha. De um lado temos uma patriota que serviu o país durante anos, do outro um usurpador que alimenta ódios nacionalistas. Ambos guardam segredos, mas apenas um sabe toda a verdade sobre o outro. Tudo gira em torno dos eventos de um dia fatídico - 30 de abril de 1945 - e do que aconteceu nas profundezas de Berlim, no Führerbunker. Adolf Hitler e Eva Braun morreram lá? Martin Bormann, o confidente próximo de Hitler, conseguiu escapar? E, provavelmente ainda mais importante, para onde foi a fortuna nazi nos últimos dias da guerra? As respostas a essas perguntas determinarão quem se tornará o próximo chanceler.
Desde a região chilena de Los Lagos e as perigosas mesas geográficas sul-africanas, e finalmente até aos cofres secretos suíços, Cotton Malone, antigo agente do Departamento de Justiça norte-americano, tem a seu cargo a missão de descobrir qual foi, de facto, o destino de Hitler, Eva Braun e Bormann. Revelações bombásticas que vão abalar o coração da Europa e finalmente expor o mistério conhecido como… a teia do Kaiser.

quarta-feira, 20 de julho de 2022

terça-feira, 12 de julho de 2022

Chega a Portugal livro de especialista hispânico em transtorno da ansiedade

O que é a ansiedade? Quais os seus sintomas? Quais as estratégias para lidar com as crises mais agudas? Como definir um limite? Como identificar a origem?
Partindo da sua própria experiência, o coach e especialista em transtorno da ansiedade Gio Zararri, ajuda-nos a entender a ansiedade e a saber como tratá-la.

O Fim da Ansiedade começou por ser autopublicado e tornou-se um bestseller imediato em Espanha e na América Latina. O autor é uma presença constante nos media hispânicos e autor de outros três livros, todos grandes sucessos de venda internacionais.

Com tradução de Michele Amaral, O Fim da Ansiedade, com o selo da Pergaminho, chega às livrarias na próxima 5.ª feira.

domingo, 10 de julho de 2022

O novo livro da psicóloga britânica Kerry Daynes

No seu novo livro, Causas Ocultas - a publicar a 21 deste mês pela Bertrand Editora -, Kerry Daynes fornece uma visão esclarecedora acerca das mentes dos seus clientes, lançando luz sobre as causas do seu comportamento e desafiando as nossas noções sobre quem, e o que, é perigoso. A autora de O Lado Negro da Mente (2020) apresenta, nesta sua nova obra (com tradução portuguesa assinada poor Rute Mota), «histórias reais de loucura, maldade e incompreensão.»


Texto sinóptico
A psicóloga forense Kerry Daynes abre os ficheiros de casos de alguns dos seus clientes para descobrir as causas ocultas de comportamentos agressivos e perturbadores.

Durante 25 anos, Kerry tem trabalhado na linha da frente do crime violento, desde a colaboração com a polícia em casos complexos, à sua participação como especialista em processos em tribunal, até ao aconselhamento do governo britânico relativamente a indivíduos de alto risco.
Quer ela esteja a lidar com um jovem assassino que diz ter ouvido vozes a dizer-lhe para matar, com um professor que cobre crianças com tinta vermelha e ameaça raptá-las ou com um aspirante a assassino em série que desmaia ao ver sangue, o objetivo de Kerry é aprofundar a questão clássica: «São loucos ou são maus?»

Excerto
«Louco ou mau? Eis o que o advogado de acusação queria saber. Esta é a questão eterna que jaz no coração da psicologia forense, tão gravada nas mentes da imprensa e do público como na lei e na política. Um criminoso deve certamente ser uma coisa ou outra.»

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Dois dos romances que vão estar em destaque nas livrarias este mês

O Primeiro Erro é o título estreia da jornalista e autora Sandie Jones em Portugal. Este tríler aditivo sobre amor, obsessão e traição, será publicado na próxima semana pelas Edições Chá das Cinco. Este romance «questiona as relações que estabelecemos e a lealdade incondicional nas pessoas mais próximas»
De Kelly Barnhil, chega até ao público português um novo livro: Quando as Mulheres Eram Dragões, obra onde, numa prosa magistral e envolvente, a escritora americana «expõe um mundo que quer manter as mulheres pequenas - as suas vidas e perspetivas - e examina o que acontece quando elas se erguem e ocupam um espaço maior.» Uma edição com o cunho da Minotauro, a publicar no fim do mês.


Depois da morte do marido, Alice reconstruiu a sua vida: a empresa de design de interiores tornou-se numa referência no mercado e a seu lado, a apoiá-la, tem o novo companheiro, Nathan, e a melhor amiga, Beth. A vida é melhor do que alguma vez imaginou.
Entre as constantes viagens de trabalho do marido e os encontros com Beth para analisarem as tristezas da vida, Alice começa a aperceber-se do comportamento estranho de Nathan. E se este lhe garante que os estranhos indícios de que está a ter um caso são meras coincidências, já os conselhos da melhor amiga fazem-na pensar duas vezes…

Alex Green é uma jovem num mundo muito parecido com o nosso. Mas esta versão da América dos anos 1950 é caracterizada por um evento significativo: The Mass Dragoning de 1955, quando mais de 300 000 mulheres se transformaram em dragões e desapareceram para sempre.
Foi escolha delas? O que as motivou?

Nova edição do clássico de autoajuda de Byron Katie: «Ama a Vida Como Ela é»


A Albatroz publica Ama a Vida Como Ela é, o primeiro e mais bem sucedido livro da palestrante americana nascida em 1942 Byron Katie, numa edição revista e atualizada. Originalmente publicada em 2002, esta continua a ser uma das obras de referência para vários especialistas em desenvolvimento pessoal - como Eckhart Tolle.
A partir de 4 questões simples, este livro, que tem como objectivo descobrir a verdade escondida por trás dos pensamentos negativos, apresenta uma abordagem eficaz para pôr fim ao sofrimento.

«Byron Katie abalou o meu mundo mais do que qualquer outro mestre espiritual. Recorrendo a um simples processo, consegui libertar-me de pensamentos e convicções que me causaram anos de sofrimento e que achei que seria incapaz de ultrapassar.» Elizabeth Gilbert, autora de Comer, Orar, Amar e A Grande Magia.

Novos romances de Julian Barnes e Yasmina Reza


Julian Barnes
é autor de mais de uma vintena de livros. Ganhou, em 2011, o Prémio Man Booker pelo seu romance O Sentido do Fim. Elizabeth Finch (
com tradução de Salvato Teles de Menezes) é o seu mais recente romance: «um tributo emotivo à filosofia, uma cuidadosa avaliação da História e um convite a pensarmos de forma livre e independente.» Esta obra surge no seguimento de O Homem do Casaco Vermelho, publicado pela Quetzal em 2021. 

Texto sinóptico
Elizabeth Finch dá aulas de Cultura e Civilização. A sua maneira de pensar não agrada a toda a gente: vai irritar uns, intimidar outros - e fazer alguns apaixonarem-se. Ela é rigorosa, empática e leva os alunos a pensarem de forma independente, a desenvolverem as suas próprias ideias. É uma pensadora, uma excelente professora e uma verdadeira inspiração.
Quando morre, os seus papéis ficam ao cuidado de um antigo aluno, Neil, o narrador desta história, que os percorre, analisa e estuda. As ideias de Finch descerram filosofias do passado e exploram acontecimentos decisivos, que mostram como pode fazer sentido a nossa existência no presente. Por trás de tudo, a história de Juliano, o Apóstata, último imperador pagão de Roma, sua alma gémea e que, como ela, desafiou o pensamento monoteísta institucional, que sempre ameaçou dividir a humanidade.



Yasmina Reza
é dramaturga, argumentista, atriz e romancista, e uma das figuras mais conhecidas das artes do palco francesas. Felizes os Felizes, o seu primeiro livro de ficção publicado em Portugal em 2014, foi galardoado em França com diversos prémios literários. O Meu Irmão Serge é o seu mais recente romance.

Texto sinóptico
Os Poppers são uma família judaica. O pai, Edgar — que nunca foi praticante — é profundamente apegado ao judaísmo; e a mãe, Marta — cuja família pereceu nos campos de extermínio —, não quer ter nada a ver com essa herança. Têm três filhos, agora na casa dos cinquenta, e é neles que a narrativa se centra, em redor de uma viagem a Auschwitz. Serge, a personagem mais flamejante da família, é o irmão mais velho, terrível mulherengo e hipocondríaco; Nana, outrora a menina dos olhos do pai, destinada a um futuro glorioso em altas esferas, acaba casada com um espanhol esquerdista e sem dinheiro; Jean, o irmão mais novo, o narrador da história, é um homem sem grandes encantos e a quem ninguém presta muita atenção — embora seja ele quem cuida da paz entre os irmãos.
Tal como acontece em toda a obra de Yasmina Reza, a história desta família funciona como um espelho da nossa condição de humanos: como lidamos com as relações amorosas e familiares, com o envelhecimento e com a morte — e como quase sempre estamos em conflito connosco e com os outros, numa eterna comédia humana.

quarta-feira, 6 de julho de 2022

«Duas Noites em Lisboa» é um dos próximos lançamentos da LeYa

Eis algumas publicações das chancelas da LeYa, Asa, Dom Quixote e Lua de Papel, que em meados deste mês serão publicadas.

A Guardiã da Memória de Kiev

de Erin Litteken
Na década de 1930, os ativistas de Estaline percorreram a União Soviética, exaltando as maravilhas da agricultura coletiva. Foi o primeiro passo daquela que viria a ser conhecida como a Grande Fome, que ceifou cerca de quatro milhões de vidas na Ucrânia. Inspirada pela história que o mundo esqueceu e o governo russo nega, Erin Litteken tem a coragem de desenterrar o passado. Para que não voltemos a esquecer-nos.
Em 1929, Katya tem 16 anos e vive com a família numa quinta modesta mas próspera. Entre o trabalho nos campos, a escola e as animadas reuniões da família e amigos, os seus dias passam sem grandes preocupações. Katya tem para o futuro as angústias e os sonhos típicos de uma adolescente. A sua única certeza é o amor que sente por Pavlo, o rapaz da casa ao lado e companheiro de todas as suas aventuras. Mas no dia em que os ativistas de Estaline chegam à vila, tudo muda. Reina agora o medo. À medida que a fome se intensifica, instalam-se o desespero e a barbárie. As famílias - quer pela morte, quer pela deportação - fragmentam-se. Mas mesmo nos momentos de maior escuridão, a chama da esperança teima em brilhar.
Setenta anos depois, nos Estados Unidos, Cassie descobre o diário da avó. Nada podia tê-la preparado para a história que lê.
Nada pode preparar-nos a nós, leitores, para a história desta família, que contém em si a História tumultuosa da Ucrânia. 


Duas Noites em Lisboa
de Chris Pavone
Ariel Pryce acorda num quarto de hotel em Lisboa e percebe que o marido saiu sem avisar. Não deixou nenhum bilhete, não atende as suas insistentes chamadas. Por isso, vai à polícia, à embaixada americana em Sete Rios, telefona para os hospitais. Mas ninguém a leva a sério. Afinal casou há pouco tempo e John é muito mais novo do que ela…
Num dia de calor sufocante, e enquanto percorre as ruas de Lisboa, Ariel dá-se conta de que está a ser seguida - e de que não é a única pessoa a tentar encontrar o marido. Aos poucos crescem as dúvidas: quem é John realmente? O que veio fazer a Portugal? Hora a hora, a um ritmo alucinante, a intriga complica-se.
A notícia do desaparecimento acaba por chegar à CIA e o caso ameaça tornar-se numa questão de segurança nacional. Num mundo onde a verdade escasseia, onde aparentemente ninguém é quem diz ser, Ariel vai ter de fazer o telefonema mais difícil da sua vida. E pôr assim em marcha uma série de acontecimentos que vão abalar a Casa Branca.
Duas Noites em Lisboa, do premiado autor norte-americano Chris Pavone, traz a Lisboa uma intriga internacional assustadoramente atual. Pelas ruas de Alfama, nas margens do Tejo, na Baixa Pombalina desenrola-se uma terrível caçada. Mas só no final saberemos quem caça e quem é caçado.


Lista de Desejos
de Peter Mohlin e Peter Nyström
Quando John Adderley, agente infiltrado do FBI, acorda numa cama de hospital, em Baltimore, vítima de múltiplos ferimentos de bala, sabe que foi uma sorte ter sobrevivido. Mas então avista, numa cama próxima, o homem que apenas há vinte e quatro horas lhe apontou uma arma à cabeça.
Dez anos antes, em Karlstad, na Suécia, Emelie Bjurwall, a jovem herdeira da multinacional de vestuário AckWe, desapareceu e os pais temem que tenha sido raptada. Após a descoberta de vestígios de sangue e sémen numa rocha à beira de água, a polícia local detém um miúdo de dezanove anos oriundo de uma família pobre. Este, contudo, nega as acusações e, uma vez que o corpo de Emelie nunca foi encontrado, o processo acaba por não ir por diante.
De novo no presente, o dossiê do mediático caso de Emelie chega às mãos do agente Adderley, que decide por fim regressar à Suécia - de onde saiu ainda muito jovem -, tão depressa tenha testemunhado contra o cartel de droga que ajudou a desmantelar na sua qualidade de agente infiltrado.
Com uma nova identidade e em regime de proteção de testemunhas, Adderley é integrado na polícia de Karlstad. Está decidido a resolver o caso de Emelie, mas, ao mesmo tempo, tem consciência de que o cartel lhe pôs a cabeça a prémio e que o castigo para a sua traição é a morte…
Lista de Desejos é o emocionante romance de estreia da dupla Peter Mohlin e Peter Nyström, que dá início a uma notável série nórdica protagonizada por um agente sueco-americano do FBI.
À semelhança dos melhores escritores do género, como Henning Mankell ou Jo Nesbø, Mohlin e Nyström combinam uma poderosíssima história policial com um romance de grande riqueza e profundidade psicológica, criando assim uma obra a que nenhum leitor consegue resistir.


Nova Iorque num Minuto
de Kate Spencer
Francesca Doyle está seminua numa das linhas de metro mais movimentadas de Nova Iorque. Ah, e acabou de perder o emprego. E não, não é um pesadelo. É mesmo realidade. Pode dizer-se que está a ter a pior manhã da sua vida. Até que um atraente estranho a salva ao dar-lhe um casaco Gucci para se tapar e tentar recuperar alguma dignidade.
É sem dúvida um gesto bonito mas ela só quer esquecer a humilhação e seguir em frente com a sua vida. Mas alguém posta o momento na internet, e de repente Franny e o Sexy de Fato são sensações virais. Parece que toda a cidade está a torcer para que aquele encontro digno de comédia romântica se transforme em amor verdadeiro. Todos exceto o suposto casal.
Franny e Hayes não podiam ser uma combinação mais desastrosa. Ela é extravagante, tagarela e criativa. Ele é sério, tímido e vive para os números. No entanto, Nova Iorque parece não conseguir mantê-los afastados. Quando um encontro de sexta-feira à noite os leva a passarem quarenta e oito horas juntos, Franny e Hayes arriscam e deixam todos os sentimentos platónicos para trás.
Só que o mundo de Franny está prestes a ser virado do avesso (outra vez!). Conseguirá ela encontrar a coragem para confiar em si e finalmente ter a vida - e o amor - que sempre quis?

«Os Pianos Perdidos da Sibéria», um dos mais recentes títulos de literatura de viagens moderna


Os Pianos Perdidos da Sibéria
é um dos livros que este mês é editado pela Temas e Debates. Esta obra de estreia da escritora britânica Sophy Roberts é descrita por Paul Theroux como «uma viagem emocionante e povoada pela literatura, a história, a música, o homicídio, o encarceramento e a revolução, pela neve, o gelo e a lonjura, para descobrir o rosto humano da Sibéria.»

Sinopse
A história da Sibéria é tradicionalmente uma história de exilados, frio intenso e sofrimento. Mas há outra narrativa possível: espalhados por esta região remota há pianos construídos durante os anos de expansão do século XIX. Contam a história de como, desde que entrou na cultura russa sob a influência de Catarina, a Grande, a música correu pelo país como o sangue pelas veias.
Os Pianos Perdidos da Sibéria é uma caça aos pianos - uma viagem quixotesca através de dois séculos de história russa e oito fusos horários que se estendem por um undécimo da superfície terrestre do mundo. Revela não só a música mas também uma profunda humanidade no último lugar na Terra onde poderíamos esperar encontrá-la.

Elogios
«Estas páginas cantam como uma sinfonia... Sophy Roberts controla o ímpeto da narrativa como se fosse uma pianista com quatro pedais e modula o tom entre os bemóis de longas viagens motorizadas e os sustenidos da intensidade emocional». Wall Street Journal

«De Pushkin a “Pianópolis”, esta história toca as notas certas... Com uma paixão de amante por um tema e um território que tornou seus.» Telegraph

«Único... invulgar... uma história cultural explorada como poucas.» Financial Times

«As descrições que Sophy Roberts faz das paisagens são tão encantadoras como bordados.» New York Times

terça-feira, 5 de julho de 2022

Já chegou às livrarias o tríler «Bullet Train», do japonês Kotaro Isaka

Bullet Train, um bestseller internacional que chegará em breve aos cinemas, da autoria do premiado escritor japonês Kotaro Isaka, é publicado hoje pelas Edições Asa.

Cinco assassinos viajam a bordo do mesmo comboio. Sem saída possível e alta velocidade vão descobrindo que tudo pode estar ligado e a vingança é o menor dos seus problemas.

Texto de apresentação
Satoshi aparenta ser um estudante inocente, mas, na verdade, trata-se de um psicopata astuto e cruel. Graças a ele, o filho de Kimura está em coma, e Kimura seguiu-o até ao comboio-bala que faz o percurso de Tóquio para Morioka. Viagem em que se irá vingar. Mas numa surpreendente reviravolta de acontecimentos, Kimura rapidamente descobre que eles não são os únicos passageiros perigosos a bordo.
Ao descobrirem que estão todos a bordo do mesmo comboio e com o mesmo destino, os cinco assassinos, percebem que as suas missões talvez não sejam assim tão desconexas quanto parecem à primeira vista.
Nanao, o autoproclamado «assassino mais azarento do mundo», e a dupla mortífera de Tangerina e Limão também estão a viajar com o mesmo destino. Uma mala cheia de dinheiro obriga outros a revelarem-se. Porque é que estão todos no mesmo comboio, e quem é que sairá vivo na última estação?

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Os Clássicos de Julho que chegam pela Guerra & Paz Editores

A Guerra & Paz Editores já deu a conhecer os seus livros de Julho. Entre eles constam quatro Clássicos. No dia 12 saí Sonata de Estio, um romance que tem como pano de fundo o México. No dia 26 de Julho, são publicados Bartleby, O Escrivão, uma obra-prima da ficção de todos os tempos. De Jane Austen é reeditado talvez o maior e mais gracioso dos seus livros, o romance da segunda oportunidade. Em De Profundis, talvez as mais belas páginas de prosa já escritas, o leitor poderá ler uma longa carta para um jovem amante.

Persuasão, de Jane Austen
De Profundis, de Oscar Wilde

 
Bartleby, o Escrivão, de Herman Melville

Sonata de Estio, de Ramon Valle-Inclán

Entre as novidades da Clássica Editora constam romances de Stendhal e de Balzac

Armance, de Stendhal
Stendhal, autor de Vermelho e Negro e de A Cartuxa de Parma, não obteve qualquer sucesso quando publicou Armance em 1827. Mas, sendo o seu primeiro romance, Armance marca desde logo a superioridade literária do escritor na medida em que, ao invés de optar por soluções fáceis de escrita, Stendhal inclina-se para o leitor dado a certos esforços de reflexão.
Percursor do Romantismo, com os seus personagens Octávio de Malivert e Armance de Zohiloff a prosseguirem para um destino trágico e fatal — tendo, no entanto, todas as condições para alcançarem a felicidade —, Stendhal evidencia a distância que o homem tem vindo a interpor entre a alma e a felicidade.


O Pai Goriot, de Honoré de Balzac
«Tive uma ideia maravilhosa. Serei um génio», exclamou Balzac quando escrevia O Pai Goriot. Acabara de imaginar a Comédia Humana, o ciclo no qual os mesmos personagens passam de um romance para o outro. Acabara de criar um universo, o balzaquiano.
Honoré de Balzac (1799-1850), o aclamado escritor francês, conhecido pela quantidade imensa dos seus escritos, é um dos nomes incontornáveis da literatura mundial de todos os tempos.
Equivalente, na prosa, da grandiosidade de Victor Hugo (autor da sua oração fúnebre, proferida no Père-Lachaise), Balzac define por si só um século inteiro: o XIX, dos primeiros ecos dos feitos militares de Napoleão até à Revolução de 1848 e à iminência do II Império, todo ele presente nas suas páginas inconfundíveis.
Obra de 1835, já em plena maturidade literária do autor, Pai Goriot descreve na perfeição a imensa máquina das paixões e dos sentimentos humanos, do amor à velhice, do desejo à solidão, da glória à decadência. Goriot, Vautrin, Eugène de Rastignac, Madame Vauquer e a baronesa de Nucingene são as inesquecíveis personagens desta fascinante trama, cada qual definindo, de forma magnífica e exemplar, um tipo psicológico e um estrato social, verdadeiros retratos da humanidade.

O Monte dos Vendavais, de Emily Brontë
A acção deste clássico da literatura inglesa decorre num ambiente rude e agreste, tendo como paisagem os montes de Yorkshire, onde Emily Bront
ë viveu durante muitos anos.
Por isso, o drama de O Monte dos Vendavais atinge o cume de uma autobiografia em que a infância e a adolescência de Emily, carregadas por uma imaginação fantástica, desempenham lugar de relevo no desenrolar desta história.
A paixão de Catherine e o amor de Heathcliff assinalam de forma flagrante o fio romanesco desta obra.

A Virgem e o Cigano, de D. H. Lawrence
Yvette, a temperamental filha de um vigário, anseia libertar-se dos limites sufocantes de uma respeitável família de classe média.
Na sua ansiosa busca por amor e liberdade, Yvette trava conhecimento com um cigano que despertará nela uma força elementar. Só não sabe que essa força irá ameaçar o tecido da sua existência.
Obra precursora de O Amante de Lady Chatterley, com o seu tema de amor e desejo entre diferentes classes sociais, A Virgem e o Cigano é uma poderosa evocação do conflito entre intuição e convenções sociais, escrita de forma brilhante, por um autor que soube inventar a sua própria linguagem.

Eurico, o Presbítero, de Alexandre Herculano
Páginas imortais que gerações sucessivas têm admirado e cuja grandeza não desmerece do que há de melhor na literatura universal.

«...um protesto lavrado com o sangue das veias!»
Lopes de Mendonça

«...um livro português de irradiação talvez só comparável à que Os Lusíadas conheceram, guardadas as devidas proporções do género, grandeza e lugar, na essência da nação como vade-mécum dos seus filhos.»
Vitorino Nemésio

Algumas das novidades da Dom Quixote para o mês de Julho

Lincoln Highway

de Amor Towles
Emmett Watson cometeu um crime e pagou o preço. Tem 18 anos e acaba de ser libertado de um campo de trabalhos. Está a regressar à quinta onde cresceu, no Nebraska, onde vai buscar o irmão mais novo. Juntos vão fazer-se à estrada rumo à Califórnia, para fugir do passado e encontrar a mãe que os abandonou. Aquilo que prometia ser um romance on the road torna-se outra coisa e essa é apenas a primeira surpresa que nos reserva o norte-americano Amor Towles, autor de Um Gentleman em Moscovo e As Regras da Casa.
 
O Veneno Perfeito

de Sergei Lebedev
“Desligue a televisão e comece a ler. Sergei Lebedev não escreve sobre o passado, isto aqui é o nosso presente”, escreveu a Prémio Nobel Svetlana Alexievich, sobre este romance de um dos mais corajosos jovens escritores russos onde, embora Putin nunca seja mencionado, a sua presença sente-se do princípio ao fim. Partindo da I Guerra Mundial, e percorrendo várias décadas, Lebedev analisa o como e o porquê de a Rússia e a União Soviética terem desenvolvido neurotoxinas terríveis.


A Nova Ordem Mundial

de H.G. Wells
Publicado originalmente em 1940, o clássico de ciência política de Wells (1866-1946), livro de referência há décadas ganha agora nova leitura e lança a discussão sobre quais as condições para alcançar uma nova ordem mundial, o que cada um de nós pode e deve fazer para que ela se concretize e o que realmente significa paz no mundo.


Contra a Guerra

de Papa Francisco
Manifesto muito assertivo do Sumo Pontífice contra a guerra, nomeadamente a da Ucrânia, que descreve como uma “barbárie”, um “fracasso da política e da humanidade, uma derrota perante as forças do mal, um sacrilégio que temos de deixar de alimentar”.

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Da Alemanha e da Inglaterra chegam aos leitores portugueses «Frida e as cores da vida» e «As Bruxas de Pendle»

Frida e as cores da vida e As Bruxas de Pendle são romances que a 7 de Julho serão publicados pela Porto Editora e Saída de Emergência, respectivamente.

Uma declaração de amor à arte, à feminilidade, à liberdade e à coragem de lutar por ela.
México, 1925: Frida quer ser médica, mas um terrível acidente põe fim ao seu sonho. Anos mais tarde, apaixona-se pelo sedutor e grande pintor Diego Rivera e, ao lado dele, mergulha de vez no ambicionado mundo das artes. Sempre assombrada por problemas de saúde e percebendo que a sua felicidade pode ter os dias contados, Frida entrega-se à vida com paixão e descobre como trilhar o seu próprio caminho. Com roupas de cores vibrantes e postura de divindade asteca, a artista cria uma aura muito particular e torna-se uma das pintoras mais veneradas dos nossos tempos.
Frida e as cores da vida é um romance contundente sobre feminilidade, história, arte e liberdade a partir da trajetória de Frida Kahlo. Um retrato íntimo e pessoal da mulher que se tornou uma lenda.

Caroline Bernard é pseudónimo de Tania Schlie, uma escritora com numerosas obras publicadas na Alemanha. Atualmente, dedica-se a uma série de biografias ficcionadas com protagonistas como a compositora Alma Mahler ou Lili Marlène. Vive em Hamburgo.


Fleetwood está grávida pela quarta vez. Nenhuma das gestações anteriores teve sucesso, e o seu marido Richard está ansioso por um herdeiro. Quando a jovem encontra uma carta escondida do seu médico, descobre que desta vez ela própria poderá não sobreviver.
Quando conhece Alice Gray, esta promete ajudar Fleetwood a dar à luz um bebé saudável. Contudo, Alice é acusada de bruxaria, e Fleetwood terá de arriscar tudo para provar a inocência da amiga. O julgamento aproxima-se, tal como o momento de a jovem dar à luz, e todas as vidas estão em risco.
Rico em detalhes, extraordinariamente bem construído e baseado nos julgamentos de Pendle Hill,
As Bruxas de Pendle explora os direitos das mulheres no século xvii e levanta a questão: terá sido uma caça às bruxas ou uma caça às mulheres?

Stacey Halls sempre foi fascinada pelas bruxas de Pendle. Estudou Jornalismo e colaborou com várias publicações, entre elas The Bookseller, The Independent, The Guardian, The Sun e Fabulous. Vive em Londres.

terça-feira, 28 de junho de 2022

Bertrand lança esta semana livros de Julia Navarro e Stephen King

Julia Navarro cativou milhões de leitores com os oito romances que publicou até hoje: A Irmandade do Santo Sudário, A Bíblia de Barro, O Sangue dos Inocentes, Diz-me Quem Sou, Dispara, Eu já Estou Morto, História de um Canalha, Não Matarás e De Lado Nenhum. Os seus livros são publicados em mais de trinta países e todos eles fazem parte do catálogo da Bertrand Editora.

De Lado Nenhum é um romance que funde as suas raízes na natureza humana e nos seus claros-escuros.

«Julia Navarro explora, no seu novo romance, o poder das origens de cada um de nós. De Lado Nenhum questiona se o lugar de onde vimos define irreversivelmente o nosso futuro.» La Nación


Depois
é o novo romance de Stephen King, que se junta a The Stand – A Dança da Morte, Samitério de Animais ou Se Tem Sangue, entre outros.


Por vezes, crescer não é mais do que enfrentar os próprios demónios.
Com ecos do seu grande clássico It - A Coisa, este romance é poderoso e aterrorizante quanto baste, uma inesquecível exploração daquilo que é preciso para fincar o pé e fazer frente à maldade. Seja qual for o rosto de que ela se serve.

«Em parte história de detetive, em parte thriller, é emotivo tanto quanto genuíno.» The New York Times

segunda-feira, 27 de junho de 2022

«As Musas», de Alex Michaelides

Editora: Presença
Data de publicação: 20/04/2022
N.º de páginas: 360

Após o sucesso que foi o seu romance de estreia, A Paciente Silenciosa, cujos direitos foram comprados para 50 países, vendeu 4 milhões de exemplares em todo o mundo e está a ser adaptado ao cinema numa grande produção norte-americana, Alex Michaelides (nascido em 1977 no Chipre e actualmente a viver em Londres) apresenta o seu novo tríler psicológico, que passa-se no elitista mundo académico inglês.
As Musas, do título desta nova história, são um grupo de estudo privado de estudantes do sexo feminino da Universidade de Cambridge. Elas são inteligentes e extremamente privilegiadas e se agrupam servilmente em torno de Edward Fosca, um carismático e dominador professor de Literatura Clássica. Quando uma aluna deste grupo é encontrada morta numa floresta nos arredores da Universidade, Zoe, a colega de quarto e melhor amiga da vítima, fica destroçada.
Para confortar a jovem de 21 anos, vem de Londres a sua tia, Mariana, uma psicoterapeuta de 36 anos, ela própria também ainda a recuperar da morte (ocorrida há um ano) do seu marido - «Desde que Sebastian morrera, Mariana deixara de ver o mundo a cores.».
Ao se inteirar dos contornos do homicídio in loco e após saber que a polícia prendeu um suspeito que ela - dada a sua experiência a lidar com a psique humana - considera muito implausível de ter cometido o brutal homicídio, a tia de Zoe, com o auxílio de um jovem audacioso que conheceu no comboio, inicia a sua própria investigação.
Um porteiro, um professor, um jovem estudante que diz prever o futuro, o namorado da vítima; estes são apenas alguns dos suspeitos do (primeiro) crime, que faz alusão a um culto da Mitologia Grega: «rituais que nos levam numa viagem da vida para a morte e de regresso novamente.»
Salientar que, para criar mais suspense, o autor acrescentou alguns capítulos narrados por algum personagem que o leitor desconhece: «O meu pai, o homem que viria a deformar a minha vida e a transformar-me neste monstro.»
Com uma trama tensa e um ritmo frenético, As Musas é um romance escrito de forma inteligente, que mistura mistério psicológico e suspense gótico, apesar da sua atmosfera contemporânea. Tal como no seu romance de estreia, que mudou a sua vida (afirma o autor), esta nova história de Michaelides tem capítulos curtos, envolve Psicologia e contém um epílogo imprevisível. É um romance que nos instiga a pesquisar sobre Mitologia Grega, acerca da ilha de Naxos e sobre o poeta inglês Alfred Tennyson, entre outros temas que são abordados.
The Maidens, seu título original, foi originalmente publicado em Inglaterra pela Orion Publishing, em Junho de 2021.

Excerto
«… as crianças fazem qualquer coisa para serem amadas. Quando são muito novas, é uma questão de sobrevivência física, depois, de sobrevivência psicológica.» (pp. 208-281)

A história da bomba atómica em BD

A Bomba - No princípio era o nada (Vol. I)
A Bomba - A sombra (Vol. II)

de Alcante, L. Bollée e D. Rodier

No dia 6 de agosto de 1945, Hiroxima desaparece pulverizada por uma bomba atómica. Um acontecimento histórico e trágico que põe fim à guerra e leva a humanidade a entrar numa nova era. Em que contexto foi criada a bomba? Como foi tomada a decisão de a lançar? E porquê sobre Hiroxima?
Quais foram os principais actores – ilustres ou desconhecidos – desta tragédia. Quais foram as consequências da explosão? O que sofreram as vítimas? Com a leitura desta obra, o leitor assiste a tudo! Das minas de urânio do Katanga até ao Japão, passando pela Alemanha, a Inglaterra, a Noruega, a URSS e os Estados Unidos; dos laboratórios de Los Alamos aos bombardeiros do Pacífico, eis… A TERRÍVEL VERDADEIRA HISTÓRIA DA BOMBA ATÓMICA! Hoje ainda mais arrepiante. Que alguns parece quererem continuar a escrever…

«Animais e Pessoas» é o título de uma nova publicação com o selo da PACTOR

 

Editora PACTOR publica Animais e Pessoas, um livro destinado a todos os que trabalham na defesa e promoção dos direitos dos animais e no desenvolvimento dos benefícios das interações positivas entre animais e pessoas.
A obra, coordenada por Mauro Paulino, Sandra Horta e Pedro Emanuel Paiva, conta com a participação de uma equipa multidisciplinar de mais de 20 autores e é prefaciada pela jornalista Clara de Sousa e posfaciada pelo
Juiz Desembargador Edgar Taborda Lopes. Salientar que os Direitos de Autor deste livro revertem a favor da Associação Vida Autónoma.

Texto de apresentação
Desde outubro de 2014 que os crimes contra animais de companhia passaram a estar previstos no Código Penal. Apesar da recente criminalização destas condutas no nosso ordenamento jurídico, vários estudos realizados noutros países têm vindo a demonstrar a relação direta que existe entre a violência contra animais e outros tipos de violência, nomeadamente a violência doméstica, a violência contra crianças, mulheres, idosos ou quaisquer outras formas de violência interpessoal.
Ainda que de forma incipiente, comparativamente com a realidade internacional, surge também o reconhecimento da mais-valia das Intervenções Assistidas por Animais, em particular por cães, nos mais diversos contextos, como nas perturbações do neurodesenvolvimento ou na justiça.
De forma sistemática e através de uma abordagem jurídica, psicológica e sociológica, este livro vem facultar uma melhor compreensão sobre estas temáticas, ao longo de três eixos principais: laços entre pessoas e animais, violência e crueldade animal e Intervenções e Atividades Assistidas por Animais.

domingo, 26 de junho de 2022

Guerra & Paz publica «Crónicas de Sebastopol», de Tolstói

Com tradução de Maria José Diniz, Crónicas de Sebastopol chega às livrarias a partir do próximo dia 28 de Junho. Nesta obra, Tolstói, autor de A Morte de Ivan Ilitch, Ressurreição, Senhor e Servo, O Que é a Arte?, Confissão, entre outras obras, relata os horrores da Guerra da Crimeia, na qual participou, como jovem oficial ao serviço do exército russo.
Em 1854-1855, Lev Tolstói, um então jovem oficial ao serviço do exército russo, participou na defesa de Sebastopol, cuja queda ditou o fim da Guerra da Crimeia. Num conjunto de três relatos únicos sobre este evento crucial na história da Rússia – «Sebastopol em Dezembro de 1854», «Sebastopol em Maio de 1855» e «Sebastopol em Agosto de 1855» –, Tolstói, que participou no conflito como combatente, expõe os horrores da guerra e explora os sentimentos e angústias dos soldados, num retrato doloroso, em carne viva, uma espécie de esqueleto daquela que se tornaria, anos depois, a sua obra-prima, o romance Guerra e Paz.
Juntando artifícios da ficção à reportagem de guerra, num estilo próprio e inconfundível, as Crónicas de Sebastopol mostram uma visão única de um escritor que se tornaria um dos maiores de sempre da literatura universal, ao mesmo tempo que nos transporta para um cenário de guerra histórico, mas perturbadoramente actual. Uma leitura dura, mas urgente.

sábado, 25 de junho de 2022

Novo livro a lançar no final do mês, dá a conhecer a História da Ucrânia


«Uma história acelerada, cheia de indicações e pepitas de informação… Uma forte refutação das arrogantes presunções da corte de Putin de que a Ucrânia, embora intrinsecamente pertencente à mais vasta nação russa, é culturalmente inferior, mais fraca e comprometida. »
Times

Editado pela primeira vez em 2015, A Porta da Europa – Uma História da Ucrânia chega agora a Portugal numa edição revista e actualizada até 2021.

No dia 30 de Junho, a Ideias de Ler (uma chancela do grupo Porto Editora) faz chegar às livrarias este livro, que permite compreender o conflito entre a Ucrânia e a Rússia e o papel da nação ucraniana no contexto global. A autoria é de Serhii Plokhy, “o mais ilustre historiador da Ucrânia” segundo o The Economist, professor na Universidade de Harvard e autor de uma extensa obra sobre a URSS e a utilização de energia nuclear.

A tradução para português desta obra, com 520 páginas, teve a colaboração de 4 tradutores (Carla Ribeiro, Carla Santos Vieira, Isabel Sá Reis e Ana Rita Meireles).

sexta-feira, 24 de junho de 2022

«Uma Luz na Noite Escura», de João Carlos Melo

Editora: Bertrand
Data de publicação: 10/03/2022
N.º de páginas: 192


Comummente, a necessidade de estar só, não é compreendida como algo imprescindível. Para a grande maioria das pessoas, dispensar tempo para estar sozinha e mergulhar na fundura dos seus pensamentos e sentimentos é como entrar numa viela sombria – não querem fazê-lo sozinhas.
No seu mais recente livro, ao longo de 14 capítulos, o psiquiatra e psicoterapeuta João Carlos Melo debruça-se sobre o tema da solidão: uma emoção, um estado de espírito. Nesta obra, a visão que o autor apresenta sobre a solidão «não é derrotista, nem dramática, nem vitimizada», mas também não constrói uma ideia idílica da mesma.
O que é a solidão? Para o autor, é «um estado mental dominado pelo sentimento doloroso de não pertencermos ao mundo que nos rodeia… É sermos indiferentes para os outros, sermos ignorados por eles, como se fôssemos invisíveis…» Salienta que estar sozinho não é o mesmo que sentir solidão, porque existem pessoas que, mesmo passando muito tempo sozinhas, não padecem de solidão: «…não são invadidas pela solidão (...) porque se ligam a alguém ou a alguma coisa».
Neste trabalho que, nota-se, teve muita pesquisa, o autor dos livros Nascemos Frágeis e Recebemos Ordens para Sermos Fortes (2019) e Reféns das Próprias Emoções (2021), mostra-nos como a pandemia de Covid-19 potenciou o problema da solidão e dá-nos a conhecer, nos primeiros capítulos, as histórias de três homens que, para atingirem um feito, “desafiaram” passar muito tempo consigo próprios, sendo eles as suas únicas companhias. São eles: o primeiro português que conseguiu dar a volta ao mundo num barco; o menos conhecido dos três astronautas que em 1969 chegaram à Lua; e o primeiro português a chegar ao lugar mais alto do mundo.
Recorrendo a testemunhos de pacientes seus e a entrevistas antigas e recentes, João Carlos Melo conta histórias de pessoas que fogem da solidão e pessoas que a enfrentam, mostra-nos as relações entre solidão e suicídio, entre solidão, sofrimento e rejeição, entre silêncio e solidão, entre outras ligações.
Os autores Susain Cain e Erlinge Kagge e os seus livros Silêncio - O Poder dos Introvertidos num Mundo Que Não Pára de Falar e O Silêncio na Era do Ruído, respectivamente, são analisados pelo autor, para explicar ao leitor que a solidão, uma «dor social», sendo uma matéria de grande complexidade, pode ser examinada a partir de várias perspectivas.
Precisamos dos outros, logo desde a nascença. A ligação às pessoas é fundamental para a nossa saúde física e mental. Estas duas afirmações, de uma forma geral, constituem o leitmotiv de Uma Luz na Noite Escura, um livro perspicaz e estimulante, que nos instiga e estimula à reflexão.

Excertos

«Há pessoas que não conseguem estar sós… não conseguem estar consigo próprias. Fogem de si mesmas e precisam sempre de alguém que as distraia para não se confrontarem com o que se costuma ser designado por demónios.» (p. 12)

«Precisamos dos outros para existirmos e sermos como somos. Todos precisamos uns dos outros. Isso é intrínseco à nossa natureza humana.» (p. 86)

«Quando procuramos – ou acolhemos – o silêncio, estamos a ir ao encontro de nós próprios, isto é, ao encontro da parte mais profunda do nosso ser, onde habitam medos e angústias, e onde se esconde o desconhecido.» (p. 112)