segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Começar a viver de forma mais serena é o objectivo de «Não Complique», livro escrito pelo Psiquiatria Diogo Guerreiro

Diogo Guerreiro
é médico especialista em Psiquiatria, doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Desde 2005, dedica-se a trabalhar com adultos e adolescentes para promover uma melhor saúde mental. Em 2021, publicou E quando não Está tudo bem?,
o seu primeiro livro. Não Complique (e outros 17 bons hábitos de saúde mental) é o título do seu novo livro, que acaba de sair pela Manuscrito Editora.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 1 em cada 4 adultos irá sofrer de uma perturbação psiquiátrica em algum momento da vida. Este livro tem como objetivo ajudá-lo a não ser uma dessas pessoas. Contudo, se já está a enfrentar uma destas situações, também poderá encontrar aqui estratégias comprovadamente eficazes para apoiar a sua recuperação.

Ansiedade. Depressão. Stresse.
Burnout. No mundo frenético em que vivemos, parece (quase) inevitável que venhamos a desenvolver um problema de saúde mental - seja ele qual for. Entre a pressão do trabalho, o excesso de estímulos, as expectativas irrealistas e a constante falta de tempo, é como se navegássemos diariamente num mar tempestuoso. O naufrágio parece, muitas vezes, inevitável, assim como o risco de «encalharmos» numa doença mental.
A boa notícia é que existem formas de inverter a direção e redirecionar o barco para águas mais calmas e serenas. Está nas suas mãos fazer parte do grupo de 3 em cada 4 pessoas que não sofrem de uma perturbação psiquiátrica, e as soluções são mais simples do que possa imaginar.
Com base na sua experiência clínica e na investigação científica, o médico psiquiatra Diogo Guerreiro reuniu um conjunto de 18 hábitos que o ajudarão a construir bases sólidas para uma mente resiliente e, consequentemente, para uma vida mais plena. São estratégias simples, mas eficazes, para fortalecer a mente e criar um quotidiano que promova o seu bem-estar emocional.

Próximos lançamentos da editora
Vencer a Procrastinação, de Paulo Moreira
Quando Algo Não Está Bem, de Márcia Inês Coelho

Os primeiros romances do ano a publicar pela Presença

A 8 de Janeiro, a Editorial Presença vai lançar novos títulos, entre os quais: um novo romance de Leonardo Sciascia, um dos mais importantes autores italianos do século XX; Reencontro, uma obra-prima sobre a amizade, elogiada por autores como John Boyle, Ian McEwan, Ali Smith; a estreia em Portugal da já considerada nova Rainha dos romances de espionagem, Ava Glass; e o primeiro e mais lido romance do autor húngaro Imre Kertész, Prémio Nobel da Literatura 2002.


Sicília, década de 1980. O telefone toca na esquadra: ao que parece, um velho diplomata quer falar com a polícia porque encontrou uma coisa estranha em sua casa. A partir daqui, tudo sucede numa espécie de ato contínuo, sem tempo para deduções ou explicações. Embora tempo pareça ser tudo o que a polícia tem a mais e não use convenientemente naquele lugar.
Ao que parece, afinal, houve um suicídio. Seria simples, a história, não fosse o jovem polícia deparar, na sua investigação, com uma enorme parede intransponível, composta pelas intrincadas argamassas que dão pelo nome de máfia, polícia, corrupção e, afinal, toda a Sicília.
Retrato de um sítio onde a verdade não conhece definição e a justiça teima em não chegar, Uma História Simples, o último livro de Sciascia, é um magnífico exercício de economia de escrita, uma pequeníssima janela que abrimos e da qual, tremendamente espantados, vemos tudo.

Alemanha, 1932. Enquanto o mundo vislumbra no horizonte as primeiras sombras do nazismo, dois adolescentes de dezasseis anos vêem nascer uma amizade intensa. Hans, filho de uma família judia, e Konradin, descendente de aristocráticos riquíssimos, conhecem-se na escola e forma-se, entre eles, um laço forte, único, inesperado. Longas conversas, caminhadas por lugares idílicos e um sentimento comum de irmandade, como só crescer juntos, lado a lado, pode criar.
Porém, um ano depois, Hitler ascende ao poder e os dois rapazes separam-se: Konradin ingressa nas fileiras inundadas por suásticas e Hans deixa tudo para trás, procurando refúgio no exílio. E só muito tempo depois, Hans reencontrará, de certo modo, o seu amigo.
Fred Uhlman (1901-1985) foi escritor, advogado e pintor antinazi.


É uma corrida contra o tempo. Emma Makepeace não é sequer o seu verdadeiro nome, mas esta agente secreta britânica quer provar o que vale e servir o seu país. A primeira missão, mal acaba a formação, não é para principiantes: nas sombras de Londres, uma das cidades mais vigiadas do mundo, Emma tem de proteger o atraente filho de dois dissidentes russos. Mas a Rússia não dorme em serviço e envia assassinos para piratear a rede de segurança londrina e exterminar o alvo. Como poderá Emma proteger o filho dos dois cientistas, sabendo que podem ser encontrados pelos russos em qualquer momento?
Certos becos, túneis e ruas estão fora de questão. Autocarro, metro, carro e comboio também não são opção. Então, seguem a pé, sem telemóvel, cartões bancários nem qualquer outra ajuda. Têm doze horas para chegar ao destino, um lugar seguro. Porém, o contacto da agente fica offline, e não há ninguém em quem ela possa confiar… Basta um movimento em falso e tudo pode acabar. 
Brevemente em série, A Agente Secreta foi elogiada pela imprensa e escritores de tríleres como James Patterson, que afirmou que a autora é a herdeira de James Bond.


Georg Koves tem quase 15 anos quando é arrancado de sua casa, em Budapeste, e posto num comboio para Auschwitz. No seu espírito e no seu coração, nada compreende sobre o que lhe está a acontecer. Sim, é judeu, mas raramente pensa em si como tal. Agora, ouve dos outros prisioneiros: «Tu não és judeu.» E ali está Georg, no campo que havíamos de conhecer por tremendos horrores, um rapaz judeu no meio de judeus, sentindo-se completamente excluído.
Porém, é esse lugar de não-pertença que permite ao rapaz que narra este livro ter um olhar diferente, agudo, sagaz sobre o que está a acontecer à sua volta. É esse isolamento que nos deixa ouvir a história que conta, procurando incessantemente dar sentido à barbárie, ver beleza no mais terrífico cenário, iluminar aquele mundo.
Sem Destino viu a luz do dia em 1975.
Imre Kertész (1929-2016), sobrevivente do Holocausto, dedicou-se também à tradução de autores como Nietzsche e Freud. Emigrado em Berlim, nos anos 1990 a sua obra começa a ganhar expressão mundial, culminando na atribuição do Prémio Nobel da Literatura.

sábado, 4 de janeiro de 2025

Novo tríler de Louise Candlish entre as novidades da editora Clube do Autor

Nas Alturas é o quinto romance da escritora inglesa Louise Candlish a ser traduzido para o nosso idioma. Com uma escrita irrepreensível, este é um tríler construído de forma inteligente, com um enredo viciante e replecto de reviravoltas a que autora já habituou os leitores. A história aborda a dor, o medo, a culpa e, sobretudo, a vingança. O Passageiro Misterioso e A Nossa Casa são títulos de outras suas obras, publicadas pela editora Clube do Autor. 

No topo de um edifício que se ergue no meio de vários armazéns, um homem assoma à varanda. Ninguém o conseguiria vislumbrar a não ser que estivesse à janela no edifício em frente. Ellen está lá, naquele preciso momento, e reconhece-o - o homem que reconheceria em qualquer lugar. Pode estar um pouco mais velho, mas é ele.
Mas não pode ser, ele está morto há mais de dois anos. Ellen sabe disso com certeza. Porque foi ela quem o matou.


«Fascinante. Este romance inteligentemente construído manterá os leitores agarrados até à última página.»
Publishers Weekly

«Uma aventura desconcertante. (…) A escrita é magistral, e o enredo é viciante, repleto de reviravoltas imprevisíveis.»
Associated Press


Ajuda-me a Recordar é o 1.º título de uma nova série-sensação da ficção contemporânea, sobre segundas oportunidades, sofrimento e esperança, da autora americana Corinne Michaels.


Não Há Sonhos Impossíveis, da autoria de Shimon Peres, ex-Presidente israelita e Prémio Nobel da Paz em 1994, é uma obra sobre Liderança, Coragem e Determinação.
Além destes livros, que saem a 8 deste mês, são também novidades da editora Clube do Autor outros dois títulos.

Dominique Loreau é uma ensaísta francesa que depois de adoptar o estilo de vida japonês, tem-se dedicado a partilhar a arte da simplicidade como estilo de vida. Originalmente publicado em França em 2005, mas rapidamente convertido num êxito de vendas internacional, o livro A Arte da Simplicidade (que teve a sua primeira edição portuguesa em 2006, pela Editorial Bizâncio) regressa aos escaparates livreiros de auto-ajuda/desenvolvimento pessoal.

Simplificar a vida é enriquecê-la.
A residir há décadas no Japão, Dominique Loreau foi profundamente influenciada pelo modo de vida do seu país de adoção. Um modo de vida que assenta no princípio de que «menos é mais», aplicado a todos os domínios da vida, do espiritual ao material. A simplicidade consiste em possuir pouco para ter a liberdade de alcançar o essencial. Um estilo de vida mais simples permite-nos viver livres de preconceitos, constrangimentos e fardos que nos dispersam e nos angustiam. A abundância de tentações, de desejos, de bens materiais não traz mais-valias nem elegância. Pode mesmo destruir-nos a alma. Quando temos pouco, quando nos contentamos com pouco, estamos mais disponíveis para captar as nossas reais necessidades e voltar ao essencial.
Inspirada na sabedoria oriental, a autora aborda os passos necessários para conquistar uma mente mais serena, um corpo pleno de energia e um estilo de vida mais simples. Purifique o seu íntimo, esvazie os armários, largue as compras compulsivas, coma melhor e despeça-se da ansiedade e dos relacionamentos tóxicos. 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Livros de Chimamanda Ngozi Adichie ganham novas edições

Além do livro de contos A Coisa à Volta do Teu Pescoço, da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, a Dom Quixote reedita este mês, com novas capas, os livros Meio Sol Amarelo (distinguido com o "Winner of Winners" do Women's Prize for Fiction e vencedor do Orange Prize 2007), Americanah (obra vencedora do National Book Critics Circle Award) e A Cor do Hibisco.
Reconhecida como um dos nomes maiores da literatura contemporânea, a obra desta autora nascida em 1977, está traduzida para mais de 55 línguas. Chimamanda Ngozi Adichi é também autora dos ensaios Todos Devemos ser Feministas, Querida Ijeawele – Como Educar para o Feminismo e Notas sobre o Luto - todos já publicados pela LeYa.
O seu próximo livro, Inventário de Sonhos (a história de quatro mulheres através dos seus amores, medos e ambições), será publicado mundialmente a 4 de Março.


Na tumultuosa Nigéria da década de 60, três vidas vão cruzar-se inesperadamente. Ugwu, de treze anos, trabalha como empregado doméstico de Odenigbo, um professor universitário movido pela causa revolucionária. Olanna, a amante do professor, abandonou uma vida de privilégio em Lagos pela pequena cidade universitária onde acredita poder viver em pleno a sua história de amor. E Richard, um inglês tímido, apaixona-se desesperadamente por Kainene, a enigmática irmã gémea de Olanna. A iminência de uma guerra civil porá à prova os seus ideais e tornará definitivas as decisões que tomarem - sobre amor e responsabilidade, nação e família, lealdade e traição.


Ainda adolescentes, Ifemelu e Obinze apaixonam-se. A Nigéria vive dias sombrios sob o jugo de uma ditadura militar e quem pode abandonar o país fá-lo rapidamente.
Ifemelu, bela e ousada, vai estudar para os Estados Unidos. Para trás, deixa o país que limita os seus sonhos; a família, que adora; e Obinze, a quem chama Teto, um nome que testemunha uma intimidade absoluta e irrepetível.
Obinze, introvertido e meigo, planeava juntar-se-lhe, mas a América do pós-11 de Setembro fecha-lhe as portas. Sem nada a perder, ele arrisca uma vida como imigrante ilegal em Londres.
Anos mais tarde, na recém-formada democracia nigeriana, Obinze é um homem rico e poderoso. Nos Estados Unidos, Ifemelu é autora de um blogue de culto, onde publica textos provocadores sobre raça e identidade que, ironicamente, são o seu passaporte para a integração.
Mas há algo que nem a América nem o tempo conseguem apagar. Ifemelu sonha regressar à Nigéria, mas se o fizer, sabe que terá de reinventar uma linguagem comum com Obinze e reencontrar o seu lugar num país muito diferente daquele que guardou na memória.

Os limites do mundo da jovem Kambili são definidos pelos muros da luxuosa propriedade da família e pelas regras de um pai repressivo. O dia-a-dia é regulado por horários: rezar, dormir, estudar e rezar ainda mais. A sua vida é privilegiada mas o ambiente familiar é tenso. O pai tem expectativas irreais para a mulher e os filhos, e pune-os severamente quando se mostram menos que perfeitos.
Quando um golpe militar ameaça fazer desmoronar a Nigéria, o pai de Kambili envia-a, juntamente com o irmão, para casa da tia. É aí, nessa casa cheia de energia e riso, que ela descobre todo um novo mundo onde os livros não são proibidos, os aromas a caril e noz-moscada impregnam o ar, e a alegria dos primos ecoa.
Esta visita vai despertá-la para a vida e para o amor e acabar de vez com o silêncio sufocante que a amordaçava. Mas a sua desobediência vai ter consequências inesperadas.
Uma obra sobre liberdade, amor e ódio, e a linha ténue que separa a infância da idade adulta, que marcou a estreia de uma escritora extraordinária. 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Phil Stutz explica-nos em «Lições para a Vida» o que a adversidade nos pode ensinar

Um ano após a publicação de O Método, a Lua de Papel lança (a 28 de Janeiro) Lições para a Vida, obra da autoria de um dos mais procurados psiquiatras de Hollywood. O que podemos aprender com a adversidade é o que o leitor poderá esperar deste novo livro de Phil Stutz.

Texto sinóptico
A terapia sem fé em forças superiores pode deixá-lo a sentir-se pior do que já se sentia. Trabalhar-se a si próprio não significa que é egoísta. Se o fizer, terá mais energia, não menos. Essa energia transformará o mundo. Este livro mostra-lhe como e porquê.
Depois de acabar o curso de Medicina e se ter especializado em Psiquiatria, Phil Stutz teve de enfrentar a dura realidade; pouco podia fazer pelos seus pacientes. Mais de cinco anos passados a dar consultas, numa prisão e num consultório particular, levaram-no a procurar outros caminhos - que culminariam no desenvolvimento de O Método, com Barry Michaels. Finalmente, tinha nas mãos uma terapia que funcionava. E ao longo das décadas seguintes pô-la à prova com milhares de pacientes, muitos dos quais famosos, o que lhe granjeou o rótulo de "O Psiquiatra das Estrelas".
O autor apercebeu-se de uma evidência; nós temos a tendência para ver a vida como uma bela foto de um momento mágico - ou pelo menos é essa a imagem que nos vendem os media e as redes sociais.
Na verdade, porém, a vida é uma sequência de acontecimentos nem sempre agradáveis. Se aceitarmos plenamente essa verdade, que a vida é um processo em constante mudança, teremos dado o primeiro passo para acolher tudo o que de bom e de mau nos acontece.
Lições Para a Vida é o método de Stutz para enfrentar a adversidade, para abraçar igualmente o amor e a perda, o sucesso e o fracasso, a esperança e o arrependimento, a vida e a morte. Sempre ancorados numa fé, numa força transcendente, chamemos-lhe Deus ou o Universo, que nos ampara as quedas e nos levanta (sempre) de novo.

O autor
Phil Stutz formou-se em Medicina na New York University, trabalhou como psiquiatra na prisão de Rikers Island e, mais tarde, teve um consultório em Nova Iorque. Mudou-se daí para Los Angeles, onde exerce desde 1982.
Juntamente com Barry Michels, escreveu o bestseller O Método e foi ainda protagonista do documentário Stutz, um êxito da Netflix, realizado por um dos seus pacientes, o ator Jonah Hill.

As primeiras publicações de não-ficção do Grupo LeYa para 2025

Biografia do actor norte-americano Michael Richards (vencedor de três prémios Emmy) e da romancista britânica Lesley Pearse (uma das escritoras preferidas do público português, que escreveu obras como Nunca Digas Adeus, Senhora do Meu Destino e Em Nome do Amor), estão entre as novidades da LeYa para o primeiro mês deste ano.

Entradas e Saídas, de Michael Richards
O livro de memórias do homem que deu corpo e alma a uma das mais notáveis e adoradas personagens televisivas alguma vez inventadas: o Kramer de 'Seinfeld'. Com prefácio de Jerry Seinfeld e Jay Leno, o actor recua até à infância com a mãe solteira, ao tempo que passou no Exército e à fama que Seinfeld lhe trouxe, revelando que lhe foi diagnosticado um cancro da próstata em 2018.

O Meu Caminho, de Lesley Pearse
Lesley Pearse nasceu em Inglaterra em plena Segunda Guerra Mundial. Com apenas 3 anos, foi encontrada sem casaco a brincar na neve. A mãe, que ela não conseguia acordar porque "estava a dormir há muito tempo", foi descoberta por uma vizinha - morrera no seu quarto há dias. Lesley foi então enviada para um orfanato, onde rapidamente percebeu que estava sozinha no mundo e só podia contar consigo mesma.
Na adolescência, decidiu ir para Londres. Decorriam os vibrantes anos sessenta e Londres era o centro de tudo, o ambiente era de festa permanente e Lesley participou avidamente em tudo o que a cidade tinha para oferecer. Mas seria aqui que ocorreria a segunda grande tragédia da sua vida. Grávida e só, foi enviada para uma casa de acolhimento para mães e bebés, e viu, impotente, o seu recém-nascido ser levado.
Mas, como tantos da sua geração, Lesley teve de seguir em frente. Era, afinal, uma sobrevivente. O casamento e os filhos vieram a seguir. Ao longo desse tempo, ela nunca desistiu do seu sonho: ser escritora. Aos 48 anos, as suas histórias - sobre mulheres a lutar num mundo difícil - encontraram por fim um editor. Não tardaram a encantar milhares de leitores por todo o mundo. Lesley começava de novo.
Tão comovente quanto inspiradora, a história de Lesley Pearse revela-nos um percurso pleno de surpresas e de esperança...


A Família Hitler, de David Gardner
A intrigante história dos familiares que sobreviveram a Adolf Hitler. O que aconteceu aos irmãos e sobrinhos do ditador nazi? Após uma longa investivagação, o jornalista demostra que alguns dos irmãos conseguiram sobreviver e fugir para os EUA. E que outros fizeram um pacto para não terem filhos e não perpertuarem os genes de Adolf Hitler.

O Guia para Não Fazer Nada, de Jenny Odell
Um dos "livros favoritos" de Barack Obama, parece, no início, um manual de autoajuda, mas depois transforma-se num manifesto político. Mais do que nunca, fazer “nada” tornou-se um ato difícil e desafiador. Porque, em tempos em que o nosso valor parece ser medido pela produtividade, resistir a essa pressão pode ser uma forma de subversão. 

Conhece, aqui, outras novidades não-ficcionais da Leya, com a chancela Casa das Letras.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Estão a chegar reedições de «Kamasutra para o Homem» e «Kamasutra para a Mulher»

Alicia Gallotti, jornalista, escritora e redatora durante vários anos da revista 'Playboy', é especializada em sexo e relações interpessoais. É autora de Kamasutra Gay, Kamasutra Lésbico, Kamasutra do Sexo Oral, entre outros livros.
No final de Janeiro, a editora Casa das Letras faz chegar às livrarias novas edições de Kamasutra para o Homem e
Kamasutra para a Mulher.


Kamasutra para o Homem contém o que ele precisa de saber para potenciar o orgasmo, aumentar o prazer da sua parceira, revelando segredos para que ela o torne sexualmente feliz. Inclui todos os condimentos para uma vida sexual mais plena, livre e criativa:

> A psicologia do sexo masculino
> Técnicas para controlar a erecção
> Ejaculações mais agradáveis
> Masturbação e sexo oral
> Coito anal
> Massagens eróticas e outras formas de prazer
> Zonas erógenas
> Posições e técnicas com que ele mais desfruta
> Os problemas sexuais mais frequentes

Kamasutra para a Mulher ajuda a descobrir os segredos do complexo e pouco conhecido universo da sensualidade feminina, sem tabus nem falsos mitos. Com numerosas ilustrações, aborda todos os temas que interessam a quem deseje desfrutar um erotismo pleno e imaginativo. Para que ela se lance com liberdade no conhecimento do seu corpo e compreenda os truques para se estimular até ao máximo grau de excitação:

> O mapa erógeno da mulher
> O feminino como identidade
> A arte de excitar uma mulher
> As chaves para ser um melhor amante
> A importância do clitóris
> Fantasias
> A primeira vez
> Gravidez e sexo
> Os problemas sexuais mais frequentes

Conhece, aqui e aqui, outras novidades do Grupo Leya para Janeiro.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

«ABZzz do Sono», de Carla Espiney Amaro e Susana Sousa

Data de publicação: Novembro de 2024
N.º de páginas: 136

Ele é, sem qualquer margem de dúvida, um pilar essencial da nossa saúde. O sono, que ocupa um terço da vida do ser humano, é um estado fisiológico essencial à vida, tal como comer, beber e respirar. Embora o sono seja fundamental para o bem-estar físico e mental das pessoas, ele ainda continua a ser subvalorizado. A ideia de que o sono é uma perda de tempo ainda está enraizada entre os portugueses, todavia, somos o país da OCDE que mais consome fármacos para resolver problemas do sono – está cientificamente comprovado que a terapia cognitivo-comportamental é a técnica mais eficaz para resolver a insónia crónica.
Neste livro, dividido em três partes, o leitor ficará a saber a importância do sono, os causadores de noites mal dormidas e doenças do sono. As informações científicas contidas em ABZzz do Sono – cujo prefácio é assinado pela actual Ministra da Saúde de Portugal – foram escritas por uma equipa multidisciplinar (especialistas em Neurologia, Otorrinolaringologia, Medicina Dentária, etc.) de uma Unidade de Medicina do Sono do nosso país.
As primeiras páginas abordam temas como a relevância de dormir em quantidade e qualidade, os efeitos da privação do sono a curto, médio e longo prazos, e os dois tipos de sono que existem. Uma tabela elucidativa com o número de horas de sono recomendadas e desaconselhadas de acordo com a idade (por exemplo, não é aconselhado um adulto dormir mais do que dez horas) é apresentada na página dezoito.
No final da parte I, são apresentadas, pela Pneumologista Susana Sousa, medidas de higiene do sono, como por exemplo, evitar as sestas durante o dia e evitar ter muita luz antes de dormir.
Eis alguns assuntos e ligações abordados e clarificados nesta obra: ciclo de sono-vigília, ritmo circadiano, roncopatia, apneia do sono, bruxismo, consequências e tratamentos para quem trabalha por turnos, efeitos da cafeína, nicotina e álcool e problemas do sono.
A Psiquiatra Ana Santa Clara esclarece qual a relação entre ansiedade e depressão e o sono, e a afirmação «Uma criança que não dorme tem uma família que também não dorme, com certeza», é-nos dita por Catarina Timóteo, especialista em Pediatria com formação em Pediatria do Sono.
Este é, portanto, um livro prático com informação apresentada de forma objectiva e descomplicada, que pretende derrubar mitos e crenças, proporcionando aos leitores uma visão abrangente do sono, a partir da experiência empírica que os diversos clínicos se deparam no seu dia-a-dia.
Referir que a PACTOR, outra chancela do grupo LIDEL, publicou recentemente STOP Insónia!, um livro que pode ser lido paralelamente, baseado nas mais recentes descobertas científicas sobre o sono, e nas Terapias Cognitivo-Comportamentais de terceira geração, com foco em técnicas de mindfulness.

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Romance distópico «O Senhor do Mundo» é publicado esta semana


A 27 deste mês, chega às livrarias, com o cunho da Paulus Editora, o romance O Senhor do Mundo, da autoria do sacerdote anglicano Robert Hugh Benson (1871-1914), Camareiro Papal (para o Papa Pio X) em 1911 e, consequentemente, denominado como Monsenhor.
Tal como os seus dois irmãos, este prolífico autor, escreveu várias histórias de terror, histórias infantis e ficção histórica. O seu livro Lord of the World (O Senhor do Mundo) é considerado um dos primeiros romances modernos distópicos. Este Clássico da ficção distópica, está no mesmo patamar que Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, e 1984, de George Orwell.

Texto de apresentação
O Senhor do Mundo, de Robert Hugh Benson, é um romance distópico escrito em 1907 que decorre num futuro longínquo. Esta obra apresenta um mundo ameaçado por uma situação iminente, permitindo que um jovem desconhecido ganhe popularidade à escala global e aspire a tornar-se o senhor deste mundo, sendo venerado pelo humanismo de uma falsa religião global, onde se criminaliza qualquer expressão remanescente de uma espiritualidade verdadeiramente transcendente.
O romance combina elementos de ficção científica com uma forte alegoria religiosa, explorando temas como o livre-arbítrio, o fim dos tempos e a luta entre o bem e o mal. Benson utiliza a figura do «Anticristo» para abordar os perigos de uma sociedade que se afasta da fé e adota uma utopia sem Deus. O Senhor do Mundo é um livro com uma mensagem profundamente apocalíptica, repleto de símbolos que incentivam à reflexão sobre as tensões entre fé e modernidade.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Caso Pelicot | O livro sobre o crime que chocou a França e o mundo será publicado em Portugal


Et j'ai cessé de t'appeler Papa
, livro da filha de Dominique Pelicot, que drogava a mulher, Gisèle Pelicot
, para ser violada por homens contratados, vai ser publicado em 16 países, incluindo Portugal.

A Guerra e Paz Editores publica em Fevereiro E Deixei de te Chamar Papá (capa por revelar), o livro de Caroline Darian, cujo progenitor foi condenado no passado dia 19 à pena máxima em França por crimes sexuais contra a ex-mulher, Gisèle, violada por dezenas de homens entre 2011 e 2020.

Pelicot foi também considerado culpado de ter recolhido imagens íntimas sem o consentimento da filha, Caroline, que relata, em E Deixei de te Chamar Papá, o abalo avassalador que foi a descoberta dos inúmeros crimes cometidos pelo seu pai, quando a 2 de Novembro de 2020, recebeu uma chamada da polícia de Carpentras.
A apreensão do material informático de Dominique Pelicot revelou o impensável: desde 2013 que ele drogava a esposa, e entregava-a, inconsciente, e indiferenciadamente, a dezenas de desconhecidos, sem qualquer recompensa.

Num comovente e corajoso testemunho, Caroline Darian alerta ainda para o flagelo da submissão química, um tema até agora praticamente excluído do debate público.

Outro livro que pode interessar:
Consentimento, de Vanessa Springora.

Novidades da Kalandraka para o público adulto

O romance A Uruguaia (novo título da colecção 'Confluências', com tradução de Carla Maia de Almeida), o ensaio Abril é um País (com tradução assinada por Helena Pitta) e Educar Através da Arte (novo volume da colecção de Pedagogia 'ÁGORA K', traduzido por Elisabete Ramos) são os títulos das mais recentes publicações da Kalandraka e da Faktoria K de Livros destinados ao leitor adulto.


Texto sinóptico

O romance que catapultou o argentino Pedro Mairal para a fama, tornando-o numa das grandes vozes da actual literatura latino-americana, promete enredar o leitor nas singulares peripécias do seu protagonista. Esta é a história trágico-cómica de Lucas Pereyra, um escritor que atravessa várias crises - a dos 40, a conjugal e a criativa -, ao mesmo tempo que lida com a atracção e os sentimentos confusos que nutre por uma mulher mais jovem que o faz empreender uma viagem até à capital do Uruguai.

Narrada com leveza, mas também com brilhantismo, e abordando temas como o amor ou a culpa, a responsabilidade ou a libertação pessoal, A Uruguaia, já adaptada ao cinema, é simultaneamente uma viagem sensorial e cultural pela cidade de Montevideu, ao longo da qual se exploram, com humor, as agruras e as expectativas de uma paixão quase adolescente.

O autor
Pedro Mairal (Buenos Aires, Argentina, 1970): Escritor e cronista, despertou a atenção do público com o seu romance Una Noche con Sabrina Love, livro vencedor do prémio Clarín de Novela em 1998, mais tarde adaptado a filme. Tem mais de uma dezena de livros publicados, desde o romance à poesia, passando ainda pelo ensaio ou pelo conto. A Uruguaia, uma tragicomédia sobre a infidelidade, arrecadou o prémio 'Tigre Juan' para melhor romance, em 2017, e chegou também ao cinema. Actualmente, Pedro Mairal é reconhecido como uma das vozes mais originais da literatura da América Latina.



Texto sinóptico
Tereixa Constenla, jornalista e actual correspondente do El País em Portugal, viajou no tempo pelo país de Abril até há cinquenta anos, com o intuito de perscrutar as figuras da nossa Revolução, como o bravo capitão Salgueiro Maia; mas também da luta contra a ditadura, como o jornalista Carlos Albino ou os militantes comunistas Domingos Abrantes e Conceição Matos.
A partir dos arquivos de Natércia Salgueiro Maia, entre outros, e de cerca de vinte entrevistas a alguns capitães de Abril, como José Manuel Costa Neves ou Vasco Lourenço, e a escritoras, como Lídia Jorge ou Paulina Chiziane, a autora logra um retrato vibrante deste acontecimento que fez estremecer o mundo em 1974.
De leitura compulsiva, também pelo estilo cinematográfico de Constenla, Abril é Um País cativa o leitor através do olhar assombrado com que retrata o Portugal asfixiado e tumultuoso da época, em espelho com a ditadura espanhola, e o momento pleno de esperança da sua libertação, não deixando de piscar o olho à nossa actualidade política e social.

A autora
Tereixa Constenla (Espanha, 1968) é, desde julho de 2021, a correspondente do diário El País em Portugal. Com um longo percurso profissional enquanto repórter de temas sociais e mais tarde jornalista cultural, os seus artigos já lhe valeram vários galardões. A par desta carreira, Constenla estreou-se como escritora em 2021 com Cuaderno de urgencias, uma obra autobiográfica sobre o amor e o luto. Abril é Um País é o seu primeiro ensaio, publicado em Espanha em galego e castelhano, por ocasião das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, e agora no nosso país, numa edição revista à luz dos acontecimentos mais recentes e acrescida de novos testemunhos.


Texto sinóptico
A arte como ação criadora é o núcleo deste ensaio, Educar Através da Arte, de Vicente Blanco e Salvador Cidrás, artistas e docentes universitários, especializados na formação de professores. Direcionado não apenas para estes profissionais, mas também para todos os interessados na educação e arte, os autores tecem nele um modelo de trabalho orientado para instigar mudanças no sistema educativo, com enfoque no ensino artístico.
A partir de experiências concretas na sala de aula, no intuito de balizar as crenças e as problemáticas metodológicas instituídas e inibidoras da criatividade e do desenvolvimento pessoal, Blanco e Cidrás defendem alternativas que valorizem a diversidade e a diferença, o espírito crítico e a autonomia dos discentes, ao mesmo tempo que demonstram que é possível transformar o mundo, servindo-se muito simplesmente de papel ou barro, desenho ou colagens, mas acima de tudo da imaginação.

Os autores

Vicente Blanco (Santiago de Compostela, 1974);
Salvador Cidrás (Vigo, 1968).
Licenciados pela Faculdade de Belas-Artes de Pontevedra, artistas multidisciplinares especializados em vídeo, desenho, escultura e instalação. Os seus trabalhos já estiveram expostos nos mais importantes museus de arte contemporânea de Espanha, mas também em cidades como Berlim, Amesterdão, Nova Iorque, Tóquio ou Los Angeles.
Professores na área de Expressão Plástica da Universidade de Santiago de Compostela e na Faculdade de Formação de Professores de Lugo.