terça-feira, 9 de outubro de 2018

A história de Nadia Murad - Prémio Nobel da Paz 2018 - pode ser lida em «Eu Serei a Última»

O Prémio Nobel da Paz 2018 foi atribuído à activista de direitos humanos Nadia Murad e ao médico congolês Denis Mukwege. Nadia Murad foi vítima da jihad sexual do Estado Islâmico e está actualmente a trabalhar para levar o Estado Islâmico ao Tribunal Penal Internacional, por genocídio e crimes contra a Humanidade.

A 15 de Agosto de 2014, a vida de Nadia Murad mudou para sempre. As tropas do Estado Islâmico invadiram a sua pequena aldeia, no Norte do Iraque, onde a minoria yazidi levava uma vida tranquila, e perpetraram um massacre. Executaram homens e mulheres, entre eles a mãe e seis dos irmãos de Nadia, e amontoaram os corpos em valas comuns. Nadia, então com 21 anos, foi sequestrada, tal como milhares de jovens e meninas, e vendida como escrava sexual. Os soldados torturaram-na e violaram-na repetidamente, meses a fio, até que, certa noite, como por milagre, conseguiu fugir pelas ruas de Mossul. Quando conseguiu fugir, com a ajuda de uma família muçulmana, descobriu que lhe tinham assassinado os pais, familiares e amigos. Decidiu contar a sua história, denunciando o genocídio planeado e perpetrado pelo EI sobre os yazidis.
Para que ninguém esqueça a sua história e porque quer ser a última a vivê-la, Nadia escreveu Eu Serei a Última (Objectiva, 2017).

«Nadia Murad faz parte dessa longa e invisível história de mulheres fortes e indomáveis a quem nem sequer a violação, como táctica de guerra, conseguiu vergar, que se mantêm firmes e que estão dispostas a quebrar o odioso silêncio que lhes é imposto e a exigir justiça e liberdade para os seus semelhantes.» Times

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