sábado, 21 de fevereiro de 2026

«Confissão», de Tolstói

Editora: Presença
Data de publicação: 18-02-2026
N.º de páginas: 112

Numa carta dirigida a Mahatma Gandhi, datada de 7 de Setembro de 1910, Liev Tolstói, já consciente da proximidade da morte, manifesta o desejo de partilhar aquilo que mais profundamente o tocava. Aos 82 anos, descontente com uma existência marcada pelo conforto e pela abundância material, o escritor decide abandonar o lar para procurar uma vida mais simples. No dia 28 de Outubro desse mesmo ano — poucas semanas antes de falecer, a 20 de Novembro — deixa uma carta à esposa, explicando que a convivência doméstica se tornara insuportável e que pretendia afastar-se da vida mundana para viver em paz e recolhimento os seus últimos dias. 
A fase final da sua vida, muitas vezes designada como período de conversão, ficou profundamente marcada por uma crise espiritual. Essa perturbação interior alterou de forma decisiva o modo de pensar e de encarar o mundo de um homem que, prestes a completar cinquenta anos — por volta de 1877, quando relata ter vivido uma espécie de despertar —, era amplamente reconhecido, possuía estabilidade familiar, riqueza e prestígio. À partida, reunia todas as condições para ser feliz. Ainda assim, era ciclicamente assaltado por pensamentos suicidas. A inquietação agravava-se, intensificada por uma fé fragilizada desde a adolescência, altura em que deixara de frequentar a igreja. 
Na tentativa de encontrar um sentido para a vida, Tolstói revisita o seu passado e confronta-se com os seus erros: a participação em mortes durante a guerra, mentiras, roubos e comportamentos moralmente condenáveis. A consciência de que cometera inúmeras faltas e, apesar disso, continuava a ser admirado pela sociedade, aprofunda o seu conflito interior. O autor de Ressurreição inicia então uma procura persistente de respostas, dialogando com sábios indianos e monges, e confrontando-se com o pensamento de figuras como Socrates e Arthur Schopenhauer. Aproxima-se das camadas mais humildes da população, procurando compreender o significado que as pessoas simples atribuem às suas existências, e acaba por concluir que a finalidade do homem reside na salvação da alma.
Confissão é uma obra de carácter autobiográfico, escrita em 1882 e publicada na Rússia apenas em 1906, devido à censura eclesiástica. Redigido na primeira pessoa, o texto desenvolve-se em várias direcções reflexivas que convergem numa inquietação central. Ao longo destas páginas, o leitor acompanha de perto a angústia do autor perante a ausência de um propósito claro para a vida. Trata-se de um livro que convida à introspecção e que, depois de lido, continua a inquietar.
Quatro anos após concluir esta obra, Tolstói publica A Morte de Ivan Ilitch, narrativa centrada numa personagem que, perante a iminência da morte, também procura atribuir significado ao tempo que lhe resta. 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Contraponto publica «Neurociência do Corpo», da neurocientista Nazareth Castellanos


De Nazareth Castellanos, neurocientista e investigadora, que dedica-se a estudar o cérebro e, sobretudo, a relação entre o cérebro e o corpo, será publicado na primeira semana de Março pela Contraponto Editores a obra Neurociência do Corpo
Segundo Pablo d’Ors (autor de Espanto e Encantamento, A Biografia do
SilêncioO Amigo do Deserto e Sendino Está a Morrer), esta é «uma obra que mostra com elegância como ciência e humanidades podem e devem voltar a anda
r de mão dada.» 
Informar que desta autora espanhola, será publicado a 24 deste mês O Espelho do Cérebro (Ed. Bookout).


Texto sinóptico
Para muitos, o cérebro é o órgão de comando, aquele que determina todos os aspetos da nossa personalidade. Mas será mesmo assim? E haverá, de facto, uma separação entre cérebro, consciência e corpo, com o primado do primeiro, conforme defendiam os grandes filósofos, ou tratar-se-á de uma tríade a funcionar em uníssono?
Em Neurociência do Corpo, Nazareth Castellanos, uma das maiores autoridades mundiais nesta área, acompanha-nos numa viagem fascinante pelo corpo, levando-nos a reconhecer que a memória, a atenção ou as emoções são influenciadas pela postura corporal e pelos gestos faciais, pela microbiota intestinal e pelo estômago, bem como pelo complexo padrão de batimentos cardíacos e pela maneira como respiramos, exemplos que provam que o corpo é o verdadeiro escultor do cérebro.
Nesta obra única e unanimemente aclamada pela crítica e pelo público, as evidências científicas entrelaçam-se com a história da medicina no Oriente e no Ocidente, numa proposta para explorarmos todo o potencial do nosso corpo e da consciência, dando-nos uma perceção completamente nova de como nos tornamos quem somos.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Nova edição de «O Trader Disciplinado» entre as novidades da Bookout


O Espelho do Cérebro 

Neurociência da meditação na 15.ª edição no mercado espanhol. 
Conhecer o cérebro é o grande desafio da Neurociência e pode dizer-se que é um dos grandes desafios do nosso tempo. Nazareth Castellanos, autora de sucesso com vários livros publicados em Espanha e Portugal, convida-nos a fazê-lo através da sua experiência científica em laboratório na busca contínua de conhecimento em áreas interligadas, como a medicina, a filosofia ou a espiritualidade. Este livro reúne os resultados das suas investigações em Neurociência da Meditação onde são demonstradas as alterações que ocorrem no cérebro quando assumimos uma atitude atenta e consciente e como moldamos e podemos ser escultores do nosso próprio cérebro.
Nazareth Castellanos é licenciada em Física Teórica e doutorada em Neurociência pela Faculdade de Medicina da Universidade Autónoma de Madrid. Há mais de vinte anos que se dedica à investigação científica da atividade cerebral. Atualmente, é diretora do projeto Interacción Cerebro–Cuerpo da Universidade Complutense de Madrid, que estuda a neurociência da meditação e a relação entre o cérebro e o resto do corpo. Realiza formações, para todos os públicos, de crescimento pessoal baseadas na filosofia de diferentes tradições e na evidência trazida pela neurociência. É autora de Neurociência do Corpo, que será publicado no próximo mês pela Contraponto, uma chancela do Grupo BertrandCírculo.


Um Mundo de Gigantes

O regresso de Donald Trump à Casa Branca, a ameaça russa, a instabilidade no Médio Oriente e a rivalidade crescente entre Estados Unidos e China desenham um cenário internacional cada vez mais hostil e distante da visão europeia do mundo. Neste tabuleiro de poder, a Europa tem de amadurecer à força e procurar o seu lugar no espaço dos grandes atores globais, transformando-se em potência geopolítica ao mesmo tempo que enfrenta divergências internas. 
Este livro é uma reflexão urgente sobre a necessidade de uma Europa mais forte, capaz de se afirmar como protagonista global e de proteger os seus cidadãos num tempo de crises sucessivas  

Pol Morillas é politólogo e diretor do Barcelona Centre for International Affairs. Doutorado em Ciência Política pela Universidade Autónoma de Barcelona e mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, trabalhou no Parlamento e no Conselho Europeu. Especialista em política externa e de segurança, geopolítica e estratégia, é autor de diversas obras, estudos e ensaios académicos. É professor associado na Universidade Autónoma de Barcelona lecionando Política Externa Europeia e Teoria das Relações Internacionais. É uma das vozes mais influentes na análise da política externa europeia.  


Mulheres que já Não Sofrem por Amor

Transformar o mito romântico. Treze edições em Espanha.
Mulheres por todo o mundo sofrem por amor, sonhando com um modelo de homem que não existe. Graças à educação, à sociedade, aos contos de fadas, ao cinema, à herança religiosa, tornaram-se viciadas na droga do milagre romântico e numa utopia individual. 
Este livro é um convite para sofrer menos e desfrutar mais do amor. Um convite para que homens e mulheres se livrem dos seus antigos papéis e desmontem os mitos do amor romântico. Oferece ferramentas para fazer uma autocrítica amorosa, libertando o amor do sofrimento e da violência rumo ao amor companheiro baseado na igualdade, no respeito, na ternura, nos cuidados, no trabalho em equipa e na responsabilidade afetiva.  

Coral Herrera Gómez é doutorada em Humanidades e Comunicação Audiovisual, escritora e professora. Há mais de quinze anos que investiga as emoções e as relações amorosas, tendo escrito oito livros sobre a ética do amor e a filosofia dos cuidados. Leciona Terapia Sexual e de Casal na Universidade de Barcelona e é investigadora em Universidades em Madrid, Paris, Coimbra e Costa Rica. Nas suas obras afirma que é possível outras formas de amar e fala da utopia dos amores companheiros.  


O Trader Disciplinado

Um dos maiores clássicos da literatura de trading, mostra por que razão a maioria dos traders não estão preparados para implementar as estratégias mentais para o sucesso, pois muitas das suas crenças sobre o sucesso agem como barreiras psicológicas no ambiente de trading
Mark Douglas prepara o leitor para fazer uma atualização mental de modo a desenvolver e aplicar o tipo de crenças e atitudes que lhe permitirá perceber o seu próprio comportamento, desenvolver uma atitude de autodomínio emocional, ganhar disciplina mental e melhorar assim as suas aptidões de trading numa perspetiva objetiva de ganhos consistentes no mercado.  

Mark Douglas é autor de dois livros que rapidamente se tornaram clássicos marcantes entre traders e investidores em todo o mundo: The Disciplined Trader: Developing Winning Attitudes (1990) e Trading in the zone (2000), ambos publicados pela Bookout. Os seus livros incorporam os mais de 34 anos de experiência como trader e os 28 anos como coach. Foi presidente da Trading Behaviour Dynamics, Inc., onde organizou seminários e programas de treino sobre psicologia do trading um pouco por todo o mundo para audiências de traders, investidores profissionais, sociedades de corretagem, bancos, gestoras de fundos, entre muitas outras organizações profissionais.

Paula T. Webb, Phd, é especialista em mercados financeiros e trading. Passou toda a sua carreira neste setor, sabendo por isso muito bem o que move os traders. Enquanto exercia na MidAmerica Commodity Exchange em meados da década de 1980, conheceu vários traders e aprendeu com alguns dos melhores — e piores — sobre os seus sistemas e a sua abordagem ao mercado. Quando conheceu Mark Douglas em 1984, ambos perceberam que as suas perspetivas distintas do mercado — a dela como trader de pregão e a dele como corretor — eram necessárias para combinar os seus conhecimentos nos materiais que criaram juntos iniciando uma área nova conhecida agora como Psicologia da Trading

Simon’s Books publica livro de Zoran Zivkovic que venceu o World Fantasy Award

Depois de O Espaço Branco (2023) e As Quatro Mortes e a Ressurreição de Fiódor Mikhailovich (2025), chegou recentemente às livrarias a edição portuguesa da obra A Biblioteca, o terceiro título de Zoran Zivkovic publicado pela Simon’s Books. 
Este livro do autor sérvio explora a intersecção entre a literatura e a metafísica, refletindo a imensa influência de Jorge Luís Borges. Foi vencedor do World Fantasy Award para Melhor Ficção em 2003 e incluído na lista dos nomeados para o International IMPAC Dublin Literary Award de 2004, tendo sido traduzida em mais de 30 línguas. 
Em Portugal, este título conta com a quarta edição, desta vez na Simon’s Books - tradução assinada por Machado dos Santos. A Biblioteca encontra-se disponível nas livrarias e em www.gruponarrativa.pt 

Sinopse
Nesta obra, Zoran Zivkovic apresenta uma série de contos centrados no nosso amor pelos livros, em que este é levado, por vezes, ao extremo, e numa bibliofilia despropositada e excessiva.
Um escritor encontra um sítio na Internet onde estão expostos todos os seus possíveis futuros livros. Um homem solitário enfrenta um fluxo infinito de livros que lhe chegam à caixa do correio. Uma biblioteca comum transforma-se, durante a noite, num arquivo de almas. O Diabo começa a elevar os padrões de literacia infernal. Um livro abriga todos os livros, e um especialista em livros encadernados esforça-se por expulsar um único livro cartonado da sua colecção.

Outra novidade da editora
Moonchild - A Filha da Lua, de Aleister Crowley

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Tríleres de Patricia Cornwell e Holly Jackson chegam no início de Março


Depois de Post Mortem, a Presença lança um novo título de Patricia Cornwell. A estrear em Março em série na Amazon Prime (primeira temporada prevista com 8 episódios), Corpo de Delitopublicado originalmente em 1991 (Body of Evidence), é o segundo livro da série Kay Scarpetta.

Sinopse
Uma escritora morreu. E o seu último manuscrito desapareceu…
Alguém anda a perseguir Beryl Madison. Alguém que a vigia e lhe faz telefonemas ameaçadores e obscenos. Apavorada, Beryl sai de casa e da cidade, mas, mais cedo ou mais tarde, é obrigada a regressar. Na noite em que chega, inexplicavelmente, Beryl convida o seu assassino a entrar…
É assim que começa, para a médica Kay Scarpetta, a investigação de um crime tão intricado quanto perturbador. Por que razão abriria Beryl a porta a alguém que a viria a atacar brutalmente? Adensando ainda mais o mistério, está a enigmática relação de Beryl com um autor premiado e o desaparecimento do seu próprio manuscrito.
À medida que Scarpetta refaz os últimos passos de Beryl, uma investigação que se inicia no laboratório, entre microscópios e lasers, acaba por a conduzir a um pesadelo cada vez mais profundo… que depressa se torna também o seu. 


Segundo o autor de A Paciente Silenciosa (2019) e As Musas (2022)o novo livro da escritora inglesa Holly Jackson é «Intenso, irresistível e inesperadamente comovente (...), uma obra-prima do thriller e um exemplo da narrativa no seu melhor.» Ainda Não Estou Morta é o seu mais recente bestseller, depois do êxito da série O Homicídio Perfeito, com adaptação na Netflix, de E só Ficaram Cinco e O Regresso de Rachel Price.

Sinopse
Dentro de sete dias, Jet Mason estará morta.
Jet é filha de uma das famílias mais ricas de Woodstock, no Vermont, e com 27 anos, ainda está à espera que a sua vida comece. Até à noite de Halloween, quando é violentamente atacada por um intruso invisível e sofre um ferimento profundo na cabeça. Os médicos têm a certeza de que, dentro de uma semana, a lesão provocará um aneurisma fatal. Para desespero dos pais, Jet rejeita uma operação extremamente arriscada que lhe garante, pelo menos, mais alguns dias de vida.
Jet nunca pensou que tivesse inimigos, mas agora, na única semana que lhe resta de vida, olha para todos com novos olhos: a sua família, a sua ex-melhor amiga, o seu ex-namorado.
À medida que a sua condição se deteriora, retoma contacto com o seu amigo de infância Billy, o único disposto a ajudá-la. Com Billy ao seu lado, está absolutamente determinada a finalmente fazer algo por si: Jet vai desvendar o seu próprio homicídio.

Matsuo Bashô tem os seus diários editados pela primeira vez em Portugal

Poeta e viajante, Matsuo Bashô (1644-1694), pseudónimo literário de Matsuo Kinsaku, é considerado o poeta nacional do Japão. Mestre maior da poesia haiku tem os seus diários editados pela primeira vez em Portugal, com a chancela Assírio & Alvim. Complementam Diários de Viagem e alguns poemas em prosa uma generosa secção de notas que contextualizam as personagens e lugares presentes nestas aventuras pelo Japão e os vários mapas das viagens. Com versões e introdução de Jorge Sousa Braga, esta obra chega amanhã às livrarias.

Sinopse
Matsuo Bashô foi um rônin, isto é um samurai «errante» após a morte do seu mestre, que decidiu dedicar o resto da vida à poesia. Mestre absoluto do haiku, vagueou e mendigou pelo japão do século XVII descrevendo as suas viagens em diários, onde os poemas apareciam ao lado da descrição da natureza, amigos ou episódios circunstanciais. São esses documentos importantíssimos agora traduzidos pela primeira vez de forma integral entre nós, pela mão de Jorge Sousa Braga. O livro inclui ainda, para além de uma seleção de haibun (poemas em prosa), os mapas marcando o percurso trilhado pelo grande mestre japonês.

Excerto
«Sem dúvida um dos grandes prazeres de viajar é encontrar um génio escondido entre as ervas daninhas e os matagais, um tesouro entre telhas partidas ou moedas de lama.» (p. 59)


Outros livros do autor
O Gosto Solitário do Orvalho (2003) e O Eremita Viajante [haikus - obra completa] (2016)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

«Heated Rivalry», o romance 'queer' de Rachel Reid que inspirou a série de sucesso na HBO

Em Maio chega às livrarias de Portugal dois dos romances mais lidos e comentados a nível internacional: Heated Rivalry – Rivalidade Ardente e The Long Game – Jogada Final. Publicados originalmente em 2019 e 2022, respectivamente, os livros tornaram-se fenómenos no romance LGBTQIA+, conquistando leitores pela complexidade da relacção entre dois jogadores de hóquei rivais que se apaixonam em segredo. 

A chegada destas edições surge num momento em que o debate em torno da representação queer no desporto está novamente no centro das atenções. Neste contexto, os livros da autora canadiana Rachel Reid revelam-se narrativas relevantes sobre visibilidade, pressão mediática e o custo emocional de viver uma vida dividida. 

A série 'Heated Rivalry' tornou-se rapidamente um fenómeno global - estreou em Portugal na HBO Max a 23 de Janeiro. O impacto foi além da ficção: impulsionou as vendas dos livros, projectou os protagonistas Hudson Williams e Connor Storrie para a fama internacional. A crítica destacou a série como uma das adaptações LGBTQ+ mais autênticas da década. A segunda temporada já está confirmada.

Outros títulos da série 'Game Changers': 
Tough Guy (#3), Common Goal (#4),  Role Model (#5), The Long Game (#6).

Heated Rivalry – Rivalidade Ardente
Nada interfere com o jogo de Shane Hollander… muito menos o seu rival, Ilya Rozanov. Shane Hollander, estrela do hóquei profissional, é absurdamente talentoso e tem uma reputação impecável. O hóquei é a sua vida. Agora que é capitão dos Montreal Voyageurs, nada nem ninguém se pode meter no seu caminho. Ilya Rozanov, capitão dos Boston Bears, é tão arrogante quanto talentoso. Ninguém o consegue vencer — exceto Shane. No gelo, a rivalidade lendária leva-os cada vez mais longe. Mas ninguém sabe o que acontece fora do rinque… Com uma química explosiva, a atração entre ambos cresce até se tornar inegável. Se a verdade vier à tona, as suas carreiras serão arruinadas. Quando o desejo que sentem um pelo outro passa a rivalizar com a ambição no gelo, manter o segredo que carregam há anos torna-se impossível… 

The Long Game – Jogada Final
Para o mundo, eles são rivais. Mas um para o outro, eles são tudo.  Shane Hollander e Ilya Rozanov estão juntos há dez anos. Dez anos de uma relação secreta, escondida dos olhares dos amigos, da família… e do mundo.  Mas Ilya está farto de segredos. Shane tornou-se tão bom a esconder os seus sentimentos, que às vezes Ilya pergunta-se se ainda existem. Ele quer arriscar tudo. Está na hora de decidirem o que é mais importante: o hóquei ou o amor.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

«A Seiva da Luz» é o livro de estreia de uma nova colecção da Letras Lavadas


A Seiva da Luz é o primeiro título de uma nova colecção da Letras Lavadas, coordenada pelo professor e crítico literário Vamberto Freitas. Lançado em 2024, este é um livro de poemas em prosa da autoria de Celina Martins, com ilustrações do artista argentino Marcos Milewski e posfácio do ensaísta, cronista e crítico e tradutor literário João Barrento. 

Texto de apresentação
«Um rio de imagens imaginantes contido pelas margens de fragmentos subtilmente narrativos, mas poéticos na sua substância, que não contam propriamente histórias, antes aprisionam, na liberdade livre da imaginação, momentos de experiências sensíveis, que começam por ser visuais e depois se transformam em imagético-reflexivas. Talvez se pudesse assim definir, na sua essência, este original livro de Celina Martins.

O alimento destas fábulas poéticas é o de figuras de sonhadores (a princípio perdidos, depois iluminados), num cenário que é o da matéria elementar, telúrica, e de uma natureza mágica que a invenção poética da Autora salva do esquecimento e da degradação que cada vez mais a ameaçam. E toda a encenação, sempre variada de episódio para episódio, é dominada por um halo de luz que irromperá a qualquer momento e tem uma única finalidade: a afirmação do júbilo do Ser, a manifestação de epifanias provocadas por "tradutores de sonhos."» João Barrento in posfácio

A autora
É docente da Universidade da Madeira desde 1990. É Mestre em Literatura Comparada na Universidade de Lisboa e Doutorou-se em Literatura Comparada na Universidade da Madeira. É investigadora do Centro de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa (CEComp). Como domínios de investigação tem privilegiado o diálogo entre as Literaturas Lusófonas e Francófonas Contemporâneas com incidência nas Poéticas dos séculos XX e XXI.
É da sua autoria os livros O Entrelaçar das vozes mestiças (Ed. Principia, 2006) e José Saramago e a Literatura Comparada (Ed. Cosmos, 2023), escrito em co-autoria. A Seiva da Luz é o seu livro mais recente.

Outros livros da colecção
Leituras Poliédricas, Cruzeiro Literário, Entre Pausas, Don Juan, Cantata e Outros Poemas Errantes, Às Peças, Casa-Mãe e As Três Vidas de Humberto Santiago.

Outro livro que faz parte do catálogo da Letras Lavadas
Elisabeth Phelps – Com a Madeira no coração

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Novo livro a lançar pela Taiga contém textos inéditos de Mário Casimiro


Mário Casimiro (1925–2003) licenciou-se em Medicina na Universidade de Lisboa (1953), onde, tal como no Hospital Júlio de Matos, foi assistente de Psiquiatria do Professor Barahona Fernandes. Foi um destacado psicanalista português, membro pioneiro do grupo de estudos que deu origem à Sociedade Portuguesa de Psicanálise (SPP) no final da década de 1960. Trabalhou ao lado de figuras como João dos Santos e António Coimbra de Matos, contribuindo para o desenvolvimento da formação psicanalítica em Portugal. 

A publicar a 20 de Fevereiro pela editora Taiga, Mário Casimiro - A Psicanálise pode ser aprendida, mas não ensinada, tem organização e apresentação de João Pedro Fróis, investigador convidado da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, investigador afiliado do Center for Phenomenological Psychology and Aesthetics da Universidade de Copenhaga, membro do Conselho Internacional de Museus e da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental. Trabalhou largos anos como psicólogo na área da Saúde Mental e Reabilitação de crianças e jovens. 

Texto de apresentação
A presente obra reúne dez ensaios da autoria de Mário Casimiro (dos quais sete são inéditos), escritos entre 1966 e 1996, e dez desenhos da sua autoria. João Pedro Fróis, responsável pela sua recolha e organização, permite-nos aceder ao pensamento psicanalítico de um dos primeiros e mais proeminentes psicanalistas portugueses. 
Num estilo de escrita caracterizado por João Fróis como «denso, mas directo à compreensão», Mário Casimiro trata, nestes textos, de temas caros à psicanálise, como — de entre outros — a arte, a regressão, as perversões, a agressividade ou o fetichismo, revelando um vasto conhecimento teórico e cultural. Maioritariamente concebidos com objectivo formativo ou para publicação em revistas científicas, são reveladores não só do pensamento do autor, mas também dos rumos da psicanálise portuguesa na segunda metade do século XX. 
Por tudo isto, o presente livro é — também — uma homenagem a Mário Casimiro, que tendo sido, porventura, o mais discreto psicanalista didacta da sua geração, foi também dos mais brilhantes, marcando a vida de analisandos, alunos e colegas, e merecendo, por isso, um lugar de destaque na História da Psicanálise em Portugal.

“Há duas maneiras diferentes de modificar as coisas deste mundo. Uma baseia-se na técnica de prestidigitador ou de mágico, a outra, na técnica do operário ou do cientista. Uma contenta-se com a alteração das aparências, a outra exige a transformação dos fundamentos.” — Mário Casimiro

Outra obra publicada recentemente pela editora: 
Crónicas de uma Psicoterapia - As vozes da paciente e do terapeuta

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Editora Alma dos Livros edita livros de Goethe e Schopenhauer

Goethe (1749–1832) foi um importante escritor da língua alemã. Além de poeta, dramaturgo e romancista, destacou-se também como cientista e estadista, sendo uma das personalidades mais influentes da cultura alemã. É autor de Werther, entre muitas outras obras.

Arthur Schopenhauer (1788–1860) foi um filósofo alemão e também um dos grandes pensadores do século XIX. Foi um dos principais representantes do pessimismo filosófico. Sua obra mais importante, O mundo como vontade e representação, exerceu grande influência sobre a filosofia, a literatura e a psicologia.


Sinopse
Um livro raro pela sua capacidade de cruzar ciência, arte e filosofia. 
Um clássico fundamental sobre a forma como olhamos para a natureza. 
Uma das obras fundadoras da botânica moderna, por um dos maiores génios da cultura europeia. 

Publicado originalmente em 1790, A Metamorfose das Plantas é um dos textos fundamentais de Johann Wolfgang von Goethe e uma obra singular do pensamento europeu. A partir de observações rigorosas e de uma sensibilidade profundamente artística, o autor apresenta a teoria da transformação contínua dos órgãos vegetais, demonstrando como todas as partes da planta, da folha à flor, derivam de um mesmo princípio formativo. 
Mais do que um tratado científico, esta obra propõe uma visão orgânica da natureza, em que forma, desenvolvimento e unidade se articulam num processo vivo. Situado entre ciência e poesia, o pensamento de Goethe antecipa abordagens modernas da botânica e da morfologia, afirmando uma compreensão integrada do mundo natural. 
Um contributo para a compreensão da forma como um processo vivo, antecipando abordagens modernas das ciências naturais. 
Esta edição inclui ilustrações a cores no interior, que enriquecem a leitura e reforçam a sua dimensão estética. A Metamorfose das Plantas permanece, assim, uma referência essencial para compreender a relação entre ciência, arte e natureza, bem como a amplitude do génio de Goethe.

Outro livro autor no catálogo da editora: Meditações e Aforismos.


Sinopse
Um pequeno manual de filosofia prática para quem busca o sentido da existência. 
A dor é a essência da vida. Compreendê-la é o primeiro passo para a superar. 
Schopenhauer convida-nos a olhar a dor não como falha, mas como destino.


Entre reflexões serenas e perguntas que ecoam, Schopenhauer abre espaço para percebermos que a existência é feita de ciclos, de expectativas que se desdobram e de uma busca silenciosa por significado. Neste livro, a dor ganha contornos de mestre, e a felicidade, de brisa que passa — ambas revelando, na sua dança, aquilo que a consciência tenta tocar. 
A vida não promete redenção, apenas entendimento. 
As Dores do Mundo é um convite a olhar a vida como um grande mistério pulsante, onde cada alegria e cada sombra fazem parte do mesmo desígnio. Aqui, a dor não surge como um fardo, mas como uma chave: um sinal de que existimos, sentimos e fazemos parte de algo maior do que nós próprios. 
Não sofremos por acaso. Sofremos porque existimos. 
O leitor encontra, página após página, um olhar atento sobre a alma humana. Mas, acima de tudo, encontra um caminho, uma meditação suave sobre o existir, onde a dor se ilumina, o pensamento respira e a vida, finalmente, se revela como um enigma belo e inevitável.
A dor é a única verdade que não se mascara. 

A Arte de Vencer uma Discussão Sem Precisar de ter Razão e Pequeno Manual Para Ser Feliz são outros livros do autor, já editados pela Alma dos Livros.

PROCURA POR ESTES LIVROS AQUI

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Romance vencedor do Livro do Ano Waterstones é publicado a 25 deste mês

Um dos destaque de ficção a lançar pela Alma dos Livros no final deste mês é O Artista, o primeiro romance da inglesa Lucy Steeds, vencedor do prémio Livro do Ano Waterstones. Este romance está a ser recebido com aclamação unânime da crítica e dos leitores.

Combinando mistério e romance, O Artista é um retrato intenso de egos desmedidos, de autodescoberta e do poder da criação. Escrito numa linguagem rica e cinematográfica, Lucy Steeds tece uma narrativa plena de texturas e detalhes, oferecendo ao leitor uma experiência sensorial de rara beleza. 

Sinopse
Verão, 1920.
Uma casa isolada na Provença.
Um pintor lendário.
Uma mulher que vive nas sombras.
E um estranho que chega em busca de um artista. 

Entre pincéis e pêssegos maduros, entre o silêncio e a febre do desejo, o sol espalha-se como ouro líquido sobre os campos e o ar pulsa com o aroma da tinta fresca. Ettie move-se pela velha casa como uma sombra silenciosa, criando as condições perfeitas para que o génio do artista, seu tio e célebre pintor, Edouard Tartuffe, floresça.

Todas as manhãs, lava os pincéis, organiza as tintas, dispõe as telas, cozinha, limpa. Até que chega Joseph, um jovem britânico, aspirante a jornalista, ansioso por entrevistar o mestre recluso. À medida que o calor se adensa, segredos fermentam como fruta esquecida; o desejo, a liberdade e o perigo confundem-se no mesmo fogo. Ettie, Joseph e Tartuffe giram em torno uns dos outros como planetas em órbita, inexorável mente ligados, até colidirem num instante de revelação.

«Poderoso. Notável.» The Guardian

«Poético, apaixonado e silenciosamente poderoso.» Daily Mail

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

«Quartos Separados», de Pier Vittorio Tondelli

Editora: Clube do Autor
Data de publicação: 27-08-2025
N.º de páginas: 240

Depois de várias décadas fora de catálogo, o livro mais icónico de Pier Vittorio Tondelli (1955-1991), regressou às livrarias. Publicado originalmente em 1989, sob o título Camere separate, o romance foi editado em inglês em 1992 e publicado em Portugal em 1993 pela Dom Quixote. O relançamento internacional em 2025 veio reafirmar o estatuto da obra como referência central da literatura gay, em diálogo evidente com títulos como O Quarto de Giovanni, Deixa-te de Mentiras e Maurice
O romance abre com a deslocação de Leo, escritor italiano, a Munique, para se despedir de Thomas, jovem músico alemão e seu companheiro durante três anos. No presente narrativo, Leo tem 32 anos e vive só desde a morte de Thomas, ocorrida dois anos antes; a narrativa oscila continuamente entre este tempo de luto e as analepses que revisitam a relação, quando Leo tinha 29 anos e Thomas 25. Esta estrutura fragmentária, assente no vaivém entre passado e presente, substitui a progressão narrativa por um movimento reflexivo e memorial. 
Com um ritmo deliberadamente lento, Quartos Separados constrói-se como uma elegia do luto, onde o amor é concebido como força absoluta e incontornável — «O amor é absoluto, não é possível comandá-lo, evitá-lo, guiá-lo. O amor é totalidade e plenitude.» — e, por isso mesmo, como experiência inevitavelmente dolorosa. 
A prosa de Tondelli revela grande sensibilidade poética e lucidez emocional, mas o romance não está isento de fragilidades. A insistência introspectiva, por vezes, conduz à redundância, e há parágrafos — mesmo páginas — que poderiam ser purgados sem prejuízo do núcleo temático, enfraquecendo momentaneamente a tensão literária. 
A leitura do romance ganha um peso adicional à luz da biografia do autor, que morreria apenas dois anos após a publicação do livro, vítima de SIDA. Sem reduzir a obra a um documento autobiográfico, esse dado confere-lhe uma ressonância trágica suplementar, tornando particularmente incisivas as reflexões sobre a morte, a solidão e a precariedade do amor. 
Quartos Separados afirma-se, assim, como um romance exigente e profundamente pessoal, cuja importância reside menos na construção narrativa do que na clareza com que transforma o luto e a marginalidade numa meditação literária sobre a condição humana. Uma obra marcante, que continua a desafiar o leitor pela sua honestidade emocional e ambição reflexiva.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Os próximos lançamentos da editora Bons Ventos

A chancela Bons Ventos, do grupo editorial Divergência, publicará a 26 de Fevereiro dois novos títulos. William Shakespeare (1564-1616), o maior dramaturgo da história, e Herman Melville (1819-1891), um dos mais importantes romancistas da literatura norte-americana, são os autores das obras.

Romeu & Julieta 
Verona. Os Montéquio e os Capuleto. Duas famílias rivais. Dois jovens enamorados.
Romeu - da família Montéquio - e Julieta - da rival Capuleto -,conhecem-se por acaso e apaixonam-se irremediavelmente, decidindo unir-se em segredo, numa tentativa de vencer o ódio que separa as suas famílias.
No entanto, uma sucessão de conflitos, mal-entendidos e decisões precipitadas conduz os amantes a um desfecho fatal.
A peça mais conhecida da dramaturgia shakesperiana marca-nos pela intensidade das emoções e pela inevitabilidade da tragédia e faz-nos refletir sobre a força avassaladora do amor e as consequências devastadoras da intolerância e da impulsividade humanas. 

Bartleby, o Escrivão
Em Bartleby, o Escrivão, acompanhamos o relato de um advogado de Wall Street que decide contratar Bartleby, um copista aparentemente diligente e discreto, para trabalhar no seu escritório. No entanto, a rotina ordeira e previsível do local é gradualmente subvertida quando Bartleby passa a responder às mais simples solicitações com a enigmática frase: "Preferia não o fazer". À medida que a recusa passiva do escrivão se intensifica, o narrador vê-se confrontado com uma presença silenciosa e inexplicável que desafia a lógica, a autoridade e as normas sociais.
É através desta narrativa contida e inquietante que o autor reflete sobre a alienação do indivíduo na sociedade, os limites da compaixão humana e o vazio existencial que se esconde por detrás da burocracia e da vida mecanizada.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Os títulos de Literatura Traduzida que a Dom Quixote apresenta em Fevereiro

Além dos livro de Poesia Balada do Corsário dos Sete MaresOs Sete Sentidos e Outros Lugaresde Manuel Alegre e José Carlos de Vasconcelos, a Dom Quixote lançará durante este mês os seguintes títulos de Literatura, traduzidos para a nossa Língua por Cristina Rodriguez e Artur Guerra, J. Teixeira de Aguilar, Nuno Camarneiro e Ana Saragoça, respectivamente.

O romance que em 2012 assinalou a estreia da premiada escritora argentina 
Selva Almada, prossegue a publicação da sua obra, depois dos muito elogiados Raparigas Mortas e Não é Um Rio. Romance imprescindível, vencedor do First Book Award no Festival Internacional do Livro de Edimburgo de 2019, O Vento Que Arrasa converteu imediatamente Selva Almada numa voz poderosa e nova que projetou a sua singularidade em toda a literatura argentina. 


Miqui Otero
volta a deliciar-nos com a sua extraordinária capacidade de contar histórias. E a história deste Orquestra é-nos contada pela música, a música que está dentro dos seus personagens e dentro de nós também.


Quem Diz e Quem Cala
, 
o primeiro romance de Chiara Valerio publicado em Portugal, extremamente original, oscila entre o policial, a história do meio pequeno e a narrativa psicológica, em que a revelação de um passado silencioso se opõe diante de um presente estridente.


Laura Agustí
está de regresso, após o sucesso de História de Um Gato, com um livro de delicada beleza que é também uma homenagem à natureza e à linguagem das plantas.
 Laura Agustí combina em Furor Botânico, natureza, arte e design, revelando a benevolência exuberante do universo das plantas e contagiando o leitor com o seu furor botânico. 

Conhece, aqui, outros livros, de não-ficção, a publicar em breve pela LeYa.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Pediatra desmistifica mitos como o de as crianças se constiparem por andarem descalças


Da mesma autora de Pergunte à Sua Pediatra (2023), a Planeta publica As crianças não se constipam por andarem descalças, um guia prático para pais e educadores que querem fazer as escolhas certas e informadas. 
Um livro essencial para quem quer cuidar com confiança e amor.

Sinopse
«Esta miúda anda sempre descalça, daqui a pouco está constipada.» 

«Não dorme à noite? Mete papa no biberão e vai passar a dormir melhor.» 
«Estou farta de dizer à minha filha para não andar sempre com a Luísa ao colo. A miúda está viciada.» 
«Beber cerveja melhora a amamentação.» 
«Está com febre, deve ser dos dentes.»

Certamente já ouviu algumas destas frases durante a sua viagem pela maternidade. Ao longo de gerações, muitas ideias sobre mães, bebés e crianças foram passando de boca emboca – algumas inofensivas, outras capazes de gerar ansiedade e, em certos casos, até colocar a saúde da mãe e do bebé em risco. Entre tradições, conselhos bem-intencionados e crenças populares, é fácil perder-se na informação que é realmente verdadeira. 
Neste livro, a pediatra Mónica Cró Braz, com a experiência de quem acompanha famílias todos os dias há mais de 18 anos, e baseada em informação científica, reúne os mitos mais frequentes que encontra na sua prática clínica e desmonta-os com base na evidência. Passando pelas dúvidas sobre banho, desenvolvimento, sono, alimentação, vacinas e segurança, a autora explica, de forma simples e objetiva, o que a ciência sabe hoje – e por que razão muitas destas ideias persistem, apesar de já terem sido refutadas. 
Num tempo em que a informação circula depressa, mas nem sempre de forma correta, este livro oferece um guia seguro, imparcial e atualizado para pais, mães e cuidadores que desejam fazer escolhas e certas informadas. 

Já está à venda a série de romances centrados nos Stanislaski, de Nora Roberts

Além do romance A maldição de Amalfi, outra das novidades da editora HarperCollins para Fevereiro intitula-se Os Stanislaski.
'Stanislaski' é uma série de romances contemporâneos centrados na família Stanislaski, de origem ucraniana, vivendo nos Estados Unidos. São quatro romances leves e envolventes, com forte foco na família e emoções, e com personagens carismáticos, como Natasha Stanislaski, Rachel Stanislaski, Zachary Stanislaski e Mikhail Stanislaski. 
Esta compilação, com 752 páginas, dos livros Taming Natasha, Luring a Lady, Falling for Rachel e Convincing Alex - traduzidos para Português por Sandra Rodrigues Fonseca - faz jus ao estilo clássico e aconchegante de Nora Roberts.

A música do amor
A ex-bailarina Natasha Stanislaski era proprietária de uma loja de brinquedos numa pequena cidade. Era feliz com a sua vida simples e não tinha qualquer intenção de voltar a apaixonar-se. Por isso, não queria ter nenhuma relação com o professor de música Spence Kimball… ou pelo menos era o que dizia a si própria…

Negócios e prazer
A atraente mulher de negócios Sydney Hayward decidiu contratar o carpinteiro e escultor Mikhail Stanislaski para que arranjasse um edifício da sua propriedade em Nova Iorque e foi, nessa altura, que Mikhail percebeu que os negócios podiam transformar-se num prazer.

Juntos pela lei
Zachary Muldoon precisava urgentemente de um advogado que evitasse que o seu meio-irmão, um delinquente juvenil detido por roubo, fosse parar à prisão. A ambiciosa Rachel Stanislaski não era precisamente o tipo de advogada que ele tinha em mente, até que descobriu que havia mais alguma coisa por detrás da bonita aparência de frieza da jovem e apaixonou-se perdidamente por ela…

O primeiro encontro
O polícia de Nova Iorque, Alexei Stanislaski, esteve a ponto de prender a sexy guionista de televisão, Bess McNee, por exercer prostituição, quando, na realidade, ela estava a investigar para uma série. Alexei nunca teria pensado que seria tão difícil mantê-la afastada do seu trabalho e da sua vida. 
Depois de conhecer Alex, Bess decidiu que tinha de o convencer para que a deixasse acompanhá-lo ao seu trabalho, mas não contava que o irresistível detective não fosse só perfeito para a sua investigação… como também para ela. 



Já se encontra em pré-venda a grande novidade da editora para Março: A Obra-Prima, de Daniel Silva.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

«Graziella», o livro mais ambicioso do precursor do romantismo francês


A editora Minotauro publica a 19 de Fevereiro o romance Graziella, o novo volume da colecção Clássicos do Século XIX. Alphonse de Lamartine (1790–1869) foi um poeta, escritor e político francês, considerado, ao lado de Victor Hugo, um dos precursores do Romantismo em França.

Defensor de ideais republicanos e humanitários, alcançou grande notoriedade em 1820 com a publicação de Méditations poétiques, obra que inaugurou uma nova forma de poesia em França, marcada pela expressão dos sentimentos pessoais, pela melancolia, pela contemplação da natureza e pela reflexão espiritual.
Lamartine foi um dos líderes da Revolução de 1848. Morreu em 1869, em Paris, com a reputação de um dos grandes expoentes do romantismo francês, embora a sua influência tenha sido gradual e injustamente eclipsada por outros escritores e poetas.

Sinopse
Graziella, aparição luminosa numa noite de tempestade...
A história de amor impossível que se desenrola é o mote de uma das mais importantes obras de ficção da tradição romântica francesa, um bildungsroman que é também um retrato melancólico do artista enquanto jovem no momento em que descobre a musa que o iria inspirar o resto da vida.
Mas nem o amor nem Graziella sobreviverão ao regresso do seu amado a França. As promessas de eternidade não apagam o peso das convenções. Muitos anos mais tarde, o poeta recorda as imagens assombrosas e cruéis do mais puro desgosto de amor: o primeiro. E poucos escritores as descreveram de forma tão pungente.

Outra
 novidade deste mês com a chancela Minotauro: Toda a Beleza do Mundo – O Museu Metropolitano de Arte e Eu, de Patrick Bringley.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Novidades de Fevereiro e Março da Livros do Brasil


Com tradução de Gilda Lopes Encarnação, chega a Portugal As Noites Frias da Infânciao primeiro livro de Tezer Özlü publicado pela Livros do Brasil. Frequentemente comparada a Sylvia Plath ou Virginia Woolf, pela sua honestidade sobre a saúde mental, o papel da mulher na sociedade e a complexidade da psique humana.  

Tezer Özlü (1943-1986) é uma figura incontornável da literatura turca do século XX. 
A narrativa acompanha uma mulher que se recusa a conformar com as estruturas rígidas da sociedade turca: a família conservadora, a educação puritana e o peso das tradições. Cada página é um grito de independência contra uma sociedade patriarcal e a opressão feminina. Com uma prosa despida de artifícios, Özlü percorre a sombria infância num bairro pobre nos arredores de Istambul, o despertar sexual e a luta contra a depressão, que a leva a sucessivos internamentos psiquiátricos. Incompreendida durante grande parte da sua curta existência, é hoje aclamada como uma figura proeminente da literatura turca, com obras traduzidas em mais de vinte línguas.
As Noites Frias da Infância encontra-se em pré-venda e chega às livrarias a 5 de Fevereiro. 

Sinopse
Estendendo-se dos anos de 1950 aos de 1970, esta é a história de crescimento de uma jovem turca através da qual se reflete a história de um país em transição. Menina numa casa nacionalista, patriarcal e tecnocrática, jovem a estudar num colégio de freiras austríaco, mulher em busca de liberdade e de um amor vivido na sua plenitude, que irá viajar das estepes turcas para Istambul e daí para Paris, Berlim e Zurique, a protagonista de As Noites Frias da Infância expõe neste texto breve toda a complexidade da sua vida interior, marcada pelo entusiasmo da exploração da sexualidade e pelo sofrimento causado por uma depressão que insiste em não a largar. 
Publicado originalmente em 1980, este romance intimista, sobre os desejos, os sonhos e a resistência de uma mulher, é hoje uma obra de culto, que ganha por fim aclamação internacional.


Em Março, inserido na mesma colecção, Dois Mundos, será editado O Som das Vagas, o primeiro livro de Yukio Mishima publicado em língua inglesa, em 1956, que estabeleceu o seu êxito internacional. É considerado um dos seus textos mais belos.
Mishima é um dos mais conhecidos escritores japoneses, várias vezes apontado como candidato ao Prémio Nobel da Literatura, e autor de obras inesquecíveis como Confissões de Uma Máscara (1949), O Templo Dourado (1956) ou O Marinheiro Que Perdeu as Graças do Mar (1963).

Sinopse
Shinji Kubo é um pescador pobre que sustenta com o seu trabalho a mãe viúva e o irmão adolescente. Hatsue Miyata, por seu lado, é a filha de um proprietário de barcos, que integra um grupo de mergulhadoras de pérolas e algas juntamente com outras mulheres da comunidade. Um dia, ao entardecer, Shinji vê Hatsue na praia e, encantado, inicia com ela uma relação baseada em bilhetes secretos e encontros fugazes. Mas quando a maledicência dos aldeões, e em particular de um outro jovem pescador considerado um melhor partido para Hatsue, põe em risco a felicidade do casal, Shinji terá de agir. 
Sobre o pano de fundo de um Japão tradicional onde a dureza do mar espelha as dificuldades da vida, O Som das Vagas é uma história de resiliência e honra, sobre o poder redentor do amor.