segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

«A Melhor Forma de Enterrar o Teu Marido» entre as novidades da SdE

Eis algumas das próximas publicações a sair em Fevereiro pelas chancelas do Grupo Saída de Emergência: Edições Desassossego, Chá das Cinco e Saída de Emergência.

Porque Sonhamos

Sonhar é uma das funções mais incompreendidas do cérebro. Os sonhos mudaram vidas, incitaram negócios, inspiraram arte, descobertas científicas, e até desencadearam invasões militares. Contudo, a fonte dos sonhos não é misteriosa. Eles são o produto de uma transformação extraordinária que ocorre no cérebro quando dormimos.
Neste livro pioneiro, o neurocirurgião Rahul Jandial explora o cérebro que sonha, partilhando histórias da sua prática clínica para mostrar o impacto extraordinário que os sonhos têm na nossa vida quando estamos acordados. Sonhar fortalece a capacidade de controlar emoções, processa e armazena memórias, amplifica a criatividade e promove a aprendizagem. Certos distúrbios dos sonhos podem até alertar para doenças como Parkinson, anos antes de outros sintomas.
Partilhando as últimas descobertas da neurociência, este livro contém respostas para algumas questões fundamentais: Porque sonhamos? Como sonhamos? O que significam os sonhos? E, mais importante, dormimos para sonhar?

Rahul Jandial é neurocirurgião e neurobiólogo, conhecido por realizar operações complexas em casos de cancro. O seu primeiro livro, Life Lessons from a Brain Surgeon, foi campeão de vendas do Sunday Times. Há cerca de um ano foi publicado em Portugal, pela Contraponto Editores, Neurofitness.


A Melhor Forma de Enterrar o Teu Marido

Às vezes, têm de ser as mulheres a resolver definitivamente os problemas…
Sally leva uma vida tranquila. Pelo menos até matar o marido com uma frigideira. Livrar-se do corpo caído na sua cozinha não será tarefa fácil, principalmente em pleno confinamento.
O caminho de Sally rapidamente se cruza com o de Ruth, cujo companheiro acaba de ser vítima de um acidente fatal, e com o de Samira e Leila, uma mãe e a sua filha, que também têm de se desfazer de um cadáver. As quatro vizinhas, acompanhadas por Janey, formam então um estranho clube social de confinamento para tentarem escapar juntas desta situação aparentemente impossível de resolver.
Depois de chegarem ao ponto de rutura nas suas vidas, conseguirão estas mulheres encontrar a melhor forma de enterrar os seus maridos — e escapar impunes?

Alexia Casale é consultora de guiões, com mais de uma década de experiência como editora especializada na área da violência masculina contra mulheres e jovens, tendo sido editora executiva numa publicação internacional sobre direitos humanos. Formou-se na Universidade de Cambridge e fez o seu doutoramento em Essex. A Melhor Forma de Enterrar o Teu Marido é o seu romance de estreia.


Os Bastardos de Hitler

Em 1945 terminava a Segunda Guerra Mundial e o mundo respirava de alívio. Contudo, os horrores do conflito mais sangrento da História não desapareceram com a capitulação dos nazis. Nos escombros de uma Europa destruída, vagueavam milhões de crianças perdidas ou órfãs. Crianças a quem fora roubada a infância e a família. Para sobreviverem, estas crianças entreajudavam-se, estabelecendo laços de amor e amizade mais fortes que o sangue.
Neste contexto, apareceu a UNRRA, um organismo internacional de ajuda humanitária que acolhia e repatriava as crianças que ficaram sozinhas depois da guerra. Foi neste organismo que se voluntariou Martha Jones, uma jovem que queria fazer a diferença e que acabou por encontrar nos escombros enregelados de Salzburgo o propósito para a sua vida.
Para milhões de crianças europeias, o fim da guerra não significou o fim do pesadelo. Muitas lutavam pela sobrevivência todos os dias. Outras eram raptadas para repovoar a população envelhecida das potências europeias. A maioria nunca viu a sua história ser contada. Os Bastardos de Hitler conta a história destas crianças.

Francisco Ramalheira é professor. Depois de Mãe (2024), esta é a sua nova obra.

«Amor na Grande Cidade», um romance emocionante sobre um jovem gay coreano em busca da felicidade

Com tradução assinada por Paulo M. Morais (a partir de Love in the Big City), a Dom Quixote publica a 25 de Fevereiro Amor na Grande Cidade, livro nomeado para o International Booker Prize 2022, nomeado Melhor Livro do Ano LGBT pela BuzzFeed e constou da seleção da New York Times Book Review.
Celebrado como uma das melhores estreias dos últimos anos, este livro de
Sang Young Park (n. 1988), que trabalhou durante sete anos como editor de revistas, redator e copyrighter, antes de se estrear como escritor, esteve meses entre os cinco livros mais vendidos de ficção na Coreia, teve 26 edições e foi elogiado pela crítica por revelar uma voz literária única, tendo rapidamente conquistado o mercado mundial.
Adaptado 
a uma série de televisão de grande sucesso, traduzido em mais de uma dezena de línguas, este é um romance de formação tocante e divertido sobre um jovem gay em busca da felicidade na grande e solitária cidade de Seul.

Young é um estudante cínico e sem cheta, mas simpático e divertido, que salta constantemente da cama para as aulas e das aulas para as camas dos parceiros que vai arranjando no Tinder.
Ele e Jaehee – a sua melhor amiga e companheira de casa – frequentam juntos os bares da vizinhança, onde afogam as mágoas e preocupações com o dinheiro e a família e partilham a ansiedade em relação à sua vida amorosa. Porém, com o tempo, Jaehee tem de deixar Young porque decide casar-se e este não tem outro remédio senão procurar companheirismo e amizade entre os dois homens com quem se relaciona, um dos quais é tão excessivamente bonito como frio, enquanto o outro bem pode ser o grande amor da sua vida.
A juntar a tudo isto, Young tem a dado momento de cuidar da mãe doente, mesmo que ela nunca tenha apoiado as suas orientações na vida.
Brilhantemente escrita, esta história levar-nos-á à noite fulgurante de Seul e às suas manhãs enevoadas, com humor e emoção, constituindo um retrato irónico e inteligente da solidão vivida nas grandes metrópoles.

Outras novidades da editora (ver aqui) a lançar até ao final de Fevereiro
Lá em Baixo no Vale, de Paolo Cognetti
A Escolha de Karla, de Nick Harkaway
Mesa para Dois, de Amor Towles
A Praça do Diamante, de Mercè Rodoreda
Simpatia, de Rodrigo Blanco Calderón

sábado, 25 de janeiro de 2025

Novo romance de Han Kang, «Despedidas Impossíveis», já está à venda


«Receber o Nobel foi uma enorme alegria, um grande privilégio. Tocou-me muito. Mas ainda só tenho 54 anos. Se tudo correr bem, tenho muita vida e escrita pela frente. Assim o espero.» Este é um excerto de uma entrevista que Han Kang, a autora galardoada com o Prémio Nobel da Literatura 2024, deu em exclusivo à revista 'Visão' (edição de 22 de Janeiro). Conhecida por dar poucas entrevistas internacionalmente, a escritora sul-coreana escolheu Portugal para o fazer, a propósito da publicação do seu mais recente romance, editado pela Dom Quixote a 14 deste mês.

Despedidas Impossíveis (traduzido do inglês por Maria do Carmo Figueira e Ana Saragoça), que venceu na edição francesa o Prémio Médicis 2023 na categoria de romance estrangeiro, é um hino à amizade, uma elegia à imaginação e, acima de tudo, um poderoso manifesto contra o esquecimento. Como um longo sonho de inverno, estas páginas belíssimas formam muito mais do que um romance – iluminam uma memória traumática, enterrada ao longo de décadas, que ainda hoje ecoa no peito de muitas famílias.

«A prosa de Han Kang é delicada como pegadas na neve [...] Inesquecível.»
Hernán Diaz

«Han Kang é uma das autoras mais poderosas e dotadas no mundo.»
Katie Kitamura

Excerto de abertura
«Uma neve esparsa caía.
Eu estava num terreno plano que subia uma colina baixa. Ao longo do cume desta colina e descendo pela sua face visível até à junção com a planície, milhares de troncos negros emergiam da terra.»

Texto sinóptico

Numa manhã gelada de dezembro, Kyungha recebe uma mensagem da sua amiga Inseon – internada num hospital de Seul na sequência de um ferimento grave a cortar madeira – pedindo-lhe que a visite urgentemente. Quando Kyungha chega à enfermaria, Inseon conta-lhe que veio de avião da ilha de Jeju para ser tratada urgentemente e implora-lhe que vá a sua casa dar de comer e beber ao seu periquito, que de contrário morrerá.
Uma tempestade de neve fustiga a ilha à chegada de Kyungha e muitos dos autocarros foram cancelados ou sofreram atrasos. As rajadas de vento e o nevão constante não a deixam avançar e de repente a escuridão invade tudo. Kyungha não sabe se chegará a tempo de salvar a ave – nem mesmo se sobreviverá ao frio tremendo daquela noite; e não sabe também a vertigem que a aguarda em casa da amiga, onde a história há muito sepultada da família de Inseon acaba por revelar-se, em sonhos e memórias transmitidas de mãe para filha e num arquivo diligentemente organizado que documenta um terrível massacre ocorrido em Jeju.

Outras obras da autora
A Vegetariana
(2016), Atos Humanos (2017), O Livro Branco (2019) e Lições de Grego (2023).

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

«O Silêncio dos Livros» de George Steiner está de volta às livrarias

A 28 deste mês a Gradiva lança uma nova edição de O Silêncio dos Livros, da autoria de George Steiner (1929-2020), uma das grandes mentes do mundo literário contemporâneo. Leccionou nas Universidades de Cambridge e de Genebra. Além de ter publicado recensões críticas e artigos em revistas e jornais como The New Yorker e The Guardian, Steiner escreveu diversas obras, como Linguagem e Silêncio, Os Livros Que Não Escrevi, As Lições dos Mestres e A Poesia do Pensamento.
Com tradução assinada por Margarida Sérvulo Correia, esta edição é prefaciada pelo escritor, filósofo e professor universitário Onésimo Teotónio Almeida.

Sinopse
Temos tendência para esquecer que os livros, eminentemente vulneráveis, podem ser suprimidos ou destruídos. Têm a sua história, como todas as outras produções humanas, uma história cujos primórdios contêm, em gérmen, a possibilidade, a eventualidade de um fim.
George Steiner sublinha assim a permanência incessantemente ameaçada e a fragilidade da escrita, interessando-se paradoxalmente por aqueles que quiseram – ou querem – o fim do livro. A sua abordagem entusiástica da leitura une-se aqui a uma crítica radical das novas formas de ilusão, de intolerância e de barbárie produzidas no seio de uma sociedade dita esclarecida.
Esta fragilidade, responde Michel Crépu, não nos remeterá para um sentido íntimo da finitude que nos é transmitido precisamente pela experiência da leitura? Esta estranha e doce tristeza que se encontra no âmago de todos os livros como uma luz de sombra.
A nossa época está prestes a esquecer-se disto. Nunca os verdadeiros livros foram tão silenciosos.

Próximos lançamentos da editora
Vida Interrompida, de Susanna Kaysen; Sobre a Amizade, de Marco Túlio Cícero; Humano, Demasiado Humano, de Neil D. Lawrence.


Já conheces as tote bags da Gradiva?

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Livro sobre Menopausa, elogiado por Naomi Watts e Gwyneth Paltrow, chega às livrarias


Lisa Mosconi é professora de Neurologia e diretora de uma Clínica de Prevenção de Alzheimer em Nova Iorque. Em Menopausa – o seu cérebro em mudança (editado pela Ideias de Ler),  a aespecialista revela a ciência por trás das mudanças no cérebro feminino e partilha estratégias para viver esta fase com saúde e energia.
A menopausa é muito mais do que ondas de calor e mudanças de humor, é uma transformação significativa que começa no cérebro. No livro, a neurocientista apresenta uma visão científica e prática para que as mulheres possam encarar este período com confiança, saúde e vitalidade.

«A Dra. Lisa Mosconi é uma das principais especialistas no cérebro da menopausa. Este novo livro excecional é de leitura obrigatória e recomendo-o com todo o coração.» Naomi Watts

«Considero-me alguém que consumiu muito conteúdo sobre hormonas. Mas nunca tinha realmente compreendido como as mudanças hormonais afetam o cérebro até ler Menopausa – o seu cérebro em mudança. [...] Fiquei impressionada com a forma linda como a Lisa apresenta a menopausa como uma oportunidade para sentir e ver o valor das mulheres, que vai muito além de qualquer janela reprodutiva.» Gwyneth Paltrow

A Transformação Hormonal (Ed. Casa das Letras, 2024) é outro livro que pode interessar.

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Porto Editora publica livro de memórias que venceu o Prémio Strega 2023


Entre as novidades deste mês da Porto Editora, destaque vai para o livro vencedor do Prémio Strega 2023, o mais importante galardão literário de Itália, que desde
1947 premeia a melhor obra de ficção em prosa escrita em língua italiana (Cesare Pavese, Primo Levi e Umberto Eco são alguns escritores que já venceram este Prémio). Relembrar que A Idade Frágil, de Donatella di Pietrantonio, é o romance mais recente a vencer este galardão.

Ada d’Adamo (1967-2023) foi uma escritora e dançarina, que a poucos dias de ver o seu romance nomeado para este egrégio prémio, faleceu em Roma, vítima de doença prolongada. Como o Ar, que teve tradução para Português a cargo de Sara Ludovico, é um romance de extraordinária força, um relato do inabalável amor entre uma mãe e uma filha (marcada à nascença por múltiplas deficiências físicas e mentais), e é também uma história de coragem em que cada momento é oferecido ao leitor como uma dádiva.

Texto sinótico
O destino de Daria, a filha, começa a escrever-se quando um diagnóstico inesperado vem ensombrar o seu nascimento. A vida de Ada, a mãe, sofre um enorme sobressalto quando, quase aos cinquenta anos, descobre que uma doença grave lhe consome o corpo e encurta os dias. Mais do que sentença de morte, o cancro que lhe vai roubando as forças torna-se uma oportunidade para se dirigir à filha e contar-lhe a sua história.
Tudo passa pelos corpos de Ada e Daria: as lutas quotidianas, a raiva, os segredos, mas também as alegrias inesperadas e os momentos de uma ternura infinita. Dilacerantes, as palavras que a mãe oferece à filha atravessam o tempo – passado e presente entrelaçam-se numa dança que parece eterna.

Excerto de abertura
«Há já algum tempo que me deixei de lembrar das coisas. Custa-me dar um nome às pessoas, a pronunciar palavras.»

Elogios da imprensa

«Há casos extremos em que a literatura ‘serve’ o escritor e o leitor. […] É um livro que irradia felicidade.» Corriere de la Sera

«Um livro mágico... uma gigantesca história de amor que opta por nunca fazer contas, somas e subtrações, quanto bem e quanta dor. Mas não se esquece.» La Stampa

«Como o Ar não é apenas a crónica de uma vida quotidiana nas trincheiras, mas é, incrivelmente, um hino à vida, pois é uma lufada de ar, uma lufada de coisas boas.» Avvenir

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

«Ala D» é o 10.º livro de Freida McFadden a ser publicado em Portugal


Além de Votos Eternos, Jejum para Mulheres e O Mundo em 2050, acaba de chegar às livrarias Ala D, o novo tríler psicológico de Freida McFadden.

Pior do que passar a noite numa ala psiquiátrica, é não conseguir sair de lá. Este é o mote do novo tríler psicológico da autora de A Criada. Este décimo livro de Freida McFadden que a Alma dos Livros edita no nosso país é tido como o seu livro de suspense mais viciante e perturbador.

«Altamente viciante e repleto de jogos mentais, o novo livro de Freida McFadden é um thriller psicológico cheio de reviravoltas, surpreendente e inesquecível!» Amazon

Texto sinóptico
Amy Brenner, estudante de medicina, prepara-se para passar a noite numa ala psiquiátrica fechada. Além dos créditos extra, pensou que seria uma ótima oportunidade para se distrair do fim do namoro com Cameron.
Amy teme a sua noite de trabalho na Ala D, a unidade de internamento de saúde mental do hospital, e tem razões muito específicas pelas quais tem vindo a adiar esta rotação noturna obrigatória. Razões que ninguém poderá descobrir.
Quando Amy faz a ronda da noite, ouve um barulho vindo do Quarto de Isolamento Um. Parece alguém a rosnar. E pior, parece que essa pessoa está a tentar arrombar a porta. Amy fica aterrorizada, mas sabe que, aconteça o que acontecer, não se irá aproximar daquele quarto.
À medida que as horas passam, Amy fica cada vez mais convencida de que algo terrível está a acontecer dentro daquela ala de alta segurança. Quando os pacientes e o pessoal começam a desaparecer sem deixar rasto, torna-se claro que todos na unidade estão em grave perigo.
O pior pesadelo de Amy era passar a noite na Ala D. Agora, pode nunca mais sair de lá.

ASA e Dom Quixote publicam livros dos escritores italianos Michela Marzano e Gianni Solla

Continuo à Espera de que me Peçam Desculpa e O Ladrão de Cadernos são dois romances de autores italianos, que chegam às livrarias a 28 de Janeiro.

Michela Marzano (n. 1970) é filósofa, escritora com vários livros editados e cronista. Os seus temas de investigação incluem o corpo e o seu estatuto ético, a ética sexual e a ética da medicina e a filosofia moral. Continuo à Espera de que me Peçam Desculpa (tradução de Sara Peres) é um romance que penetra no coração do que significa ser mulher e explora a linha fina e delicada entre consentimento e abuso. Um romance extremamente atual, candidato ao Prémio Strega, sobre como às vezes só muito tarde as mulheres percebem como sofreram abusos.

Sinopse
Houve alturas em que Anna acreditou na igualdade que recompensa independentemente do género, «que não quer saber se usas maquilhagem ou como são as tuas pernas».
Mas depois, como muitas raparigas e mulheres, sentia necessidade de ser vista e de se sentir especial. E, perante os olhares, as mãos e as palavras dos homens, não conseguia deixar de ceder – espaço, voz, partes de si –, embora dividida entre o desejo de se mostrar e o pavor de o fazer.
E agora, que dá aulas num mestrado em jornalismo, dá por si a discutir o legado do #MeToo com muitos jovens, enquanto pensa em todas as vezes que cedeu.
Quantas interpretações damos à palavra «consentimento»? Quando é que podemos ter a certeza de que um «sim» não esconde uma hesitação?
Anna procura culpados, mas não tem a certeza de se poder considerar uma vítima. Terá de se perdoar a si mesma, olhando‑se introspetivamente com coragem e sinceridade, para se poder aceitar e seguir em frente. Em todo o caso, continua à espera de que lhe peçam desculpa.
Com a curiosidade e a inteligência que caracterizam a sua escrita, Michela Marzano convida-nos a refletir acerca da relação ambígua que temos com os outros e com o nosso próprio corpo.


Ana Maria Pereirinha assina a tradução de O Ladrão de Cadernos, o primeiro romance do italiano Gianni Solla (n. 1974) a ser publicado em Portugal. Esta obra deste autor de contos, peças de teatro e romances conta-nos uma magnífica história de superação, de amizade e de amor em tempos de guerra.

Sinopse
Tora e Piccilli (a norte de Caserta), setembro de 1942.
Davide passa os dias, e às vezes também as noites, com os porcos que guarda: conhece-os tão bem que os chama pelo nome. Nasceu coxo e, por isso, é humilhado pelos outros rapazes e maltratado pelo pai. Só Teresa, que passa as tardes a trabalhar na cordoaria da família e aproveita todo o tempo livre para ler, tem coragem de sair em sua defesa. Davide não consegue imaginar outra vida que não a que tem em Tora.
Teresa, pelo contrário, repete constantemente que um dia irá para longe, e Davide sabe que ela está a falar a sério.
A chegada de trinta e seis judeus vindos de Nápoles, enviados para a aldeia pelas autoridades fascistas, mudará para sempre as suas vidas. Nicolas, um rapaz judeu de uma beleza inquieta, traz consigo um mundo desconhecido e convulsiona os seus dias. Davide começa a frequentar secretamente as aulas do pai de Nicolas, que monta uma escola clandestina.
E, assim, o filho analfabeto de um fascista aprende a ler e a escrever graças a um judeu. Juntos, Davide, Teresa e Nicolas exploram não só o campo em torno da aldeia, mas também o território não expresso dos sentimentos.
O fantasma de Nicolas acompanhará Davide nos anos do pós-guerra, em Nápoles.
Quando ele arranja um trabalho pesado numa fábrica, quando começa por acaso a frequentar uma companhia de teatro, quando – agora já homem, outro homem – pisa o palco como ator aclamado.
E será precisamente Nicolas, vivo mas semelhante a um fantasma, que o reconduzirá a Tora, onde tudo começou.
Conhece outras novidades da Leya, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

domingo, 12 de janeiro de 2025

Manuscrito Editora publica livros sobre como superar a procrastinação e traumas de infância

Como superar a procrastinação de uma vez por todas é o propósito do livro Vencer a Procrastinação, da autoria de Paulo Moreira, especialista em Inteligência Emocional, docente e autor de Inteligência Emocional, (relançado em Agosto último pela Manuscrito) e do livro Gerir Emoções.

De Márcia Inês Coelho, especialista em Trauma, Saúde Mental, Inteligência Emocional e Terapias de Terceira Geração, com diversas formações de aprofundamento em Psicotraumatologia, Teoria Polivagal e Neurobiologia do Vínculo, é apresentado aos leitores Quando Algo Não Está Bem, livro que visa compreender o trauma e cuidar das feridas emocionais do passado.

Estes dois livros estarão à venda a partir do dia 22 deste mês, com o selo da Manuscrito Editora. Relembrar que uma das recentes grandes apostas desta chancela do Grupo Presença foi o livro Não Complique, do Psiquiatra Diogo Guerreiro.



Sinopse

80% a 95% dos estudantes procrastinam em algum momento;
75% dos estudantes definem-se como procrastinadores, ou seja, fazem desse comportamento um hábito;
95% da população em geral procrastina;
15% a 20% dos adultos procrastinam cronicamente.

Todos procrastinamos. Somos humanos, é normal que isso aconteça. Seja porque não nos apetece mesmo nada ir às compras, ajudar os miúdos com os trabalhos de casa ou fazer aquele relatório aborrecido para o trabalho, adiar ou protelar uma tarefa é tão natural quanto respirar. O problema surge quando não conseguimos evitá-lo: quando a procrastinação é uma constante, as consequências vão muito além do nosso desempenho. Ela corrói tudo à nossa volta - até a nossa saúde mental.
Ao adiar uma tarefa, aumentamos os níveis de stresse. Quando pensamos nas inúmeras consequências negativas que daí podem advir, a nossa amiga ansiedade bate-nos à porta. E vem acompanhada da culpa e da vergonha, que não demoram muito a afetar a autoestima. Nesta onda de mal-estar, é difícil fazer o que quer que seja. Por isso, procrastinamos mais um pouco… e entramos em desespero, porque não sabemos o que fazer para romper o ciclo.
Está na altura de parar. Neste livro, Paulo Moreira, especialista em Inteligência Emocional, desafia-o a vencer o jogo da procrastinação com recurso a 36 estratégias práticas que pode introduzir ainda hoje na sua vida. Encare este desafio como uma diversão em que, no fim, vai alcançar o maior prémio de todos: tempo. Na verdade, tempo que não nos é roubado pela procrastinação é tempo que nos sobra para nos dedicarmos a algo que nos vai trazer realização, propósito e até felicidade.

Outros livros sobre a temática: STOP Procrastinação e A Arte de Adiar.



Sinopse

O tempo não cura todas as feridas. As dores da infância não desaparecem miraculosamente com os triunfos da vida adulta, as inseguranças da adolescência não se diluem assim que alcançamos uma carreira estável, e uma relação amorosa traumática não se esquece só porque encontrámos a pessoa certa.
Mesmo que tenhas tido uma infância normal, bons pais ou que o mundo esteja cheio de acontecimentos terríveis bem piores do que aqueles que viveste, muitos dos teus frequentes sentimentos de inadequação, bloqueio ou incompletude podem, afinal, ter origem num trauma.
Márcia Inês Coelho mostra-nos neste livro, que não são apenas as grandes tragédias que nos afetam profundamente, guiando-nos num exercício de reencontro com partes nossas que foram perdidas, reprimidas ou negadas ao longo da vida.
Quando Algo Não Está Bem é, acima de tudo, uma viagem aos nossos pequenos traumas, feridas e buracos emocionais. E é também uma jornada de crescimento emocional - realista e amoroso - em que aprendemos a reconciliar-nos com a nossa vulnerabilidade e a resgatar a nossa força pessoal.
Porque, acredita, o trauma faz parte da vida, mas o poder de nos refazermos, também.

Outro livro que pode interessar: O Corpo Não Esquece.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Sucesso de vendas «O Casamento Perfeito», da americana Jeneva Rose, chega a Portugal



Da mesma autora de Não Devias Ter Vindo, a Saída de Emergência publicará a 6 de Fevereiro o livro O Casamento Perfeito, edição com edges. Este romance de estreia da americana Jeneva Rose, foi, em 2020, um sucesso imediato e marcou presença na lista de bestsellers durante várias semanas.
The Perfect Marriage,
com direitos adquiridos para filme,
com mais de 850.000 ratings no Goodreads, colheu elogios de muitos escritores, como os seguintes: Colleen Hoover, Samantha Downing, Hank Phillippi Ryan, Samantha M. Bailey e J.T. Ellison.

Dos seus 9 livros (O Divórcio Perfeito está previsto ser publicado no Verão de 2025), alguns já foram traduzidos para mais de 10 línguas.

Book teaser.

Sinopse
Defenderia o seu marido se ele fosse acusado de matar a amante?
Sarah Morgan é uma poderosa e bem-sucedida advogada de defesa em Washington. Aos trinta e três anos, foi nomeada sócia na fi rma onde trabalha e a sua vida segue o rumo que ela planeou.
O mesmo não se pode dizer de Adam, o seu marido, um escritor em dificuldades que tem pouco sucesso na carreira. Para piorar, está a ficar cansado da relação com Sarah, queapenas pensa no trabalho.Numa floresta isolada, onde têm uma casa de férias, Adam envolve-se, apaixonadamente, com Kelly Summers. Até que, numa manhã, tudo muda. Adam é detido pelo homicídio de Kelly, que foi encontrada esfaqueada a casa dos Morgan.
De repente, Sarah fica numa situação impossível: abandonar ou aceitar defender o seu marido? E Adam, será culpado ou inocente?

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

O livro que inspirou o fime 'Ainda Estou Aqui', protagonizado por Fernanda Torres


A Dom Quixote publica a 14 de Janeiro
Ainda Estou Aqui, o livro que deu origem ao filme homónimo, protagonizado por Fernanda Torres, que ontem venceu o Globo de Ouro de Melhor Actriz de Drama pela sua prestação.
'Ainda Estou Aqui', realizado por Walter Salles (o mesmo que produziu 'Central do Brasil'), que venceu também o prémio de Melhor Argumento no Festival de Veneza, lançou a actriz brasileira na corrida aos Óscares.
O filme
(com participações de Selton Mello e Fernanda Montenegro) estreia nas salas portuguesas no próximo dia 16.

Neste livro de memórias, Marcelo Rubens Paiva traça a história dramática da luta da sua família pela verdade.

Sinopse
Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas. Casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964.
Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto.
No meio daquela dor, ela reinventou-se. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmaras.
Ao falar de Eunice, e da sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento obscuro da história recente do Brasil para contar – e tentar entender – o que de facto ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele mês de Janeiro de 1971.

O autor
Marcelo Rubens Paiva nasceu em 1959, em São Paulo. É escritor, dramaturgo e jornalista. O seu primeiro livro, Feliz ano velho, foi publicado em 1982 e recebeu o Prémio Jabuti de Literatura – Autor Revelação. A seguir, lançou, entre outros, os romances Blecaute (1986), Não és tu, Brasil (1996), Malu de bicicleta (2003), A segunda vez que te conheci (2008) e, mais recentemente, Do começo ao fim (2022).

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Começar a viver de forma mais serena é o objectivo de «Não Complique», livro escrito pelo Psiquiatria Diogo Guerreiro

Diogo Guerreiro
é médico especialista em Psiquiatria, doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Desde 2005, dedica-se a trabalhar com adultos e adolescentes para promover uma melhor saúde mental. Em 2021, publicou E quando não Está tudo bem?,
o seu primeiro livro. Não Complique (e outros 17 bons hábitos de saúde mental) é o título do seu novo livro, que acaba de sair pela Manuscrito Editora.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 1 em cada 4 adultos irá sofrer de uma perturbação psiquiátrica em algum momento da vida. Este livro tem como objetivo ajudá-lo a não ser uma dessas pessoas. Contudo, se já está a enfrentar uma destas situações, também poderá encontrar aqui estratégias comprovadamente eficazes para apoiar a sua recuperação.

Ansiedade. Depressão. Stresse.
Burnout. No mundo frenético em que vivemos, parece (quase) inevitável que venhamos a desenvolver um problema de saúde mental - seja ele qual for. Entre a pressão do trabalho, o excesso de estímulos, as expectativas irrealistas e a constante falta de tempo, é como se navegássemos diariamente num mar tempestuoso. O naufrágio parece, muitas vezes, inevitável, assim como o risco de «encalharmos» numa doença mental.
A boa notícia é que existem formas de inverter a direção e redirecionar o barco para águas mais calmas e serenas. Está nas suas mãos fazer parte do grupo de 3 em cada 4 pessoas que não sofrem de uma perturbação psiquiátrica, e as soluções são mais simples do que possa imaginar.
Com base na sua experiência clínica e na investigação científica, o médico psiquiatra Diogo Guerreiro reuniu um conjunto de 18 hábitos que o ajudarão a construir bases sólidas para uma mente resiliente e, consequentemente, para uma vida mais plena. São estratégias simples, mas eficazes, para fortalecer a mente e criar um quotidiano que promova o seu bem-estar emocional.

Próximos lançamentos da editora
Vencer a Procrastinação, de Paulo Moreira
Quando Algo Não Está Bem, de Márcia Inês Coelho

Os primeiros romances do ano a publicar pela Presença

A 8 de Janeiro, a Editorial Presença vai lançar novos títulos, entre os quais: um novo romance de Leonardo Sciascia, um dos mais importantes autores italianos do século XX; Reencontro, uma obra-prima sobre a amizade, elogiada por autores como John Boyle, Ian McEwan, Ali Smith; a estreia em Portugal da já considerada nova Rainha dos romances de espionagem, Ava Glass; e o primeiro e mais lido romance do autor húngaro Imre Kertész, Prémio Nobel da Literatura 2002.


Sicília, década de 1980. O telefone toca na esquadra: ao que parece, um velho diplomata quer falar com a polícia porque encontrou uma coisa estranha em sua casa. A partir daqui, tudo sucede numa espécie de ato contínuo, sem tempo para deduções ou explicações. Embora tempo pareça ser tudo o que a polícia tem a mais e não use convenientemente naquele lugar.
Ao que parece, afinal, houve um suicídio. Seria simples, a história, não fosse o jovem polícia deparar, na sua investigação, com uma enorme parede intransponível, composta pelas intrincadas argamassas que dão pelo nome de máfia, polícia, corrupção e, afinal, toda a Sicília.
Retrato de um sítio onde a verdade não conhece definição e a justiça teima em não chegar, Uma História Simples, o último livro de Sciascia, é um magnífico exercício de economia de escrita, uma pequeníssima janela que abrimos e da qual, tremendamente espantados, vemos tudo.

Alemanha, 1932. Enquanto o mundo vislumbra no horizonte as primeiras sombras do nazismo, dois adolescentes de dezasseis anos vêem nascer uma amizade intensa. Hans, filho de uma família judia, e Konradin, descendente de aristocráticos riquíssimos, conhecem-se na escola e forma-se, entre eles, um laço forte, único, inesperado. Longas conversas, caminhadas por lugares idílicos e um sentimento comum de irmandade, como só crescer juntos, lado a lado, pode criar.
Porém, um ano depois, Hitler ascende ao poder e os dois rapazes separam-se: Konradin ingressa nas fileiras inundadas por suásticas e Hans deixa tudo para trás, procurando refúgio no exílio. E só muito tempo depois, Hans reencontrará, de certo modo, o seu amigo.
Fred Uhlman (1901-1985) foi escritor, advogado e pintor antinazi.


É uma corrida contra o tempo. Emma Makepeace não é sequer o seu verdadeiro nome, mas esta agente secreta britânica quer provar o que vale e servir o seu país. A primeira missão, mal acaba a formação, não é para principiantes: nas sombras de Londres, uma das cidades mais vigiadas do mundo, Emma tem de proteger o atraente filho de dois dissidentes russos. Mas a Rússia não dorme em serviço e envia assassinos para piratear a rede de segurança londrina e exterminar o alvo. Como poderá Emma proteger o filho dos dois cientistas, sabendo que podem ser encontrados pelos russos em qualquer momento?
Certos becos, túneis e ruas estão fora de questão. Autocarro, metro, carro e comboio também não são opção. Então, seguem a pé, sem telemóvel, cartões bancários nem qualquer outra ajuda. Têm doze horas para chegar ao destino, um lugar seguro. Porém, o contacto da agente fica offline, e não há ninguém em quem ela possa confiar… Basta um movimento em falso e tudo pode acabar. 
Brevemente em série, A Agente Secreta foi elogiada pela imprensa e escritores de tríleres como James Patterson, que afirmou que a autora é a herdeira de James Bond.


Georg Koves tem quase 15 anos quando é arrancado de sua casa, em Budapeste, e posto num comboio para Auschwitz. No seu espírito e no seu coração, nada compreende sobre o que lhe está a acontecer. Sim, é judeu, mas raramente pensa em si como tal. Agora, ouve dos outros prisioneiros: «Tu não és judeu.» E ali está Georg, no campo que havíamos de conhecer por tremendos horrores, um rapaz judeu no meio de judeus, sentindo-se completamente excluído.
Porém, é esse lugar de não-pertença que permite ao rapaz que narra este livro ter um olhar diferente, agudo, sagaz sobre o que está a acontecer à sua volta. É esse isolamento que nos deixa ouvir a história que conta, procurando incessantemente dar sentido à barbárie, ver beleza no mais terrífico cenário, iluminar aquele mundo.
Sem Destino viu a luz do dia em 1975.
Imre Kertész (1929-2016), sobrevivente do Holocausto, dedicou-se também à tradução de autores como Nietzsche e Freud. Emigrado em Berlim, nos anos 1990 a sua obra começa a ganhar expressão mundial, culminando na atribuição do Prémio Nobel da Literatura.

sábado, 4 de janeiro de 2025

Novo tríler de Louise Candlish entre as novidades da editora Clube do Autor

Nas Alturas é o quinto romance da escritora inglesa Louise Candlish a ser traduzido para o nosso idioma. Com uma escrita irrepreensível, este é um tríler construído de forma inteligente, com um enredo viciante e replecto de reviravoltas a que autora já habituou os leitores. A história aborda a dor, o medo, a culpa e, sobretudo, a vingança. O Passageiro Misterioso e A Nossa Casa são títulos de outras suas obras, publicadas pela editora Clube do Autor. 

No topo de um edifício que se ergue no meio de vários armazéns, um homem assoma à varanda. Ninguém o conseguiria vislumbrar a não ser que estivesse à janela no edifício em frente. Ellen está lá, naquele preciso momento, e reconhece-o - o homem que reconheceria em qualquer lugar. Pode estar um pouco mais velho, mas é ele.
Mas não pode ser, ele está morto há mais de dois anos. Ellen sabe disso com certeza. Porque foi ela quem o matou.


«Fascinante. Este romance inteligentemente construído manterá os leitores agarrados até à última página.»
Publishers Weekly

«Uma aventura desconcertante. (…) A escrita é magistral, e o enredo é viciante, repleto de reviravoltas imprevisíveis.»
Associated Press


Ajuda-me a Recordar é o 1.º título de uma nova série-sensação da ficção contemporânea, sobre segundas oportunidades, sofrimento e esperança, da autora americana Corinne Michaels.


Não Há Sonhos Impossíveis, da autoria de Shimon Peres, ex-Presidente israelita e Prémio Nobel da Paz em 1994, é uma obra sobre Liderança, Coragem e Determinação.
Além destes livros, que saem a 8 deste mês, são também novidades da editora Clube do Autor outros dois títulos.

Dominique Loreau é uma ensaísta francesa que depois de adoptar o estilo de vida japonês, tem-se dedicado a partilhar a arte da simplicidade como estilo de vida. Originalmente publicado em França em 2005, mas rapidamente convertido num êxito de vendas internacional, o livro A Arte da Simplicidade (que teve a sua primeira edição portuguesa em 2006, pela Editorial Bizâncio) regressa aos escaparates livreiros de auto-ajuda/desenvolvimento pessoal.

Simplificar a vida é enriquecê-la.
A residir há décadas no Japão, Dominique Loreau foi profundamente influenciada pelo modo de vida do seu país de adoção. Um modo de vida que assenta no princípio de que «menos é mais», aplicado a todos os domínios da vida, do espiritual ao material. A simplicidade consiste em possuir pouco para ter a liberdade de alcançar o essencial. Um estilo de vida mais simples permite-nos viver livres de preconceitos, constrangimentos e fardos que nos dispersam e nos angustiam. A abundância de tentações, de desejos, de bens materiais não traz mais-valias nem elegância. Pode mesmo destruir-nos a alma. Quando temos pouco, quando nos contentamos com pouco, estamos mais disponíveis para captar as nossas reais necessidades e voltar ao essencial.
Inspirada na sabedoria oriental, a autora aborda os passos necessários para conquistar uma mente mais serena, um corpo pleno de energia e um estilo de vida mais simples. Purifique o seu íntimo, esvazie os armários, largue as compras compulsivas, coma melhor e despeça-se da ansiedade e dos relacionamentos tóxicos. 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Livros de Chimamanda Ngozi Adichie ganham novas edições

Além do livro de contos A Coisa à Volta do Teu Pescoço, da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, a Dom Quixote reedita este mês, com novas capas, os livros Meio Sol Amarelo (distinguido com o "Winner of Winners" do Women's Prize for Fiction e vencedor do Orange Prize 2007), Americanah (obra vencedora do National Book Critics Circle Award) e A Cor do Hibisco.
Reconhecida como um dos nomes maiores da literatura contemporânea, a obra desta autora nascida em 1977, está traduzida para mais de 55 línguas. Chimamanda Ngozi Adichi é também autora dos ensaios Todos Devemos ser Feministas, Querida Ijeawele – Como Educar para o Feminismo e Notas sobre o Luto - todos já publicados pela LeYa.
O seu próximo livro, Inventário de Sonhos (a história de quatro mulheres através dos seus amores, medos e ambições), será publicado mundialmente a 4 de Março.


Na tumultuosa Nigéria da década de 60, três vidas vão cruzar-se inesperadamente. Ugwu, de treze anos, trabalha como empregado doméstico de Odenigbo, um professor universitário movido pela causa revolucionária. Olanna, a amante do professor, abandonou uma vida de privilégio em Lagos pela pequena cidade universitária onde acredita poder viver em pleno a sua história de amor. E Richard, um inglês tímido, apaixona-se desesperadamente por Kainene, a enigmática irmã gémea de Olanna. A iminência de uma guerra civil porá à prova os seus ideais e tornará definitivas as decisões que tomarem - sobre amor e responsabilidade, nação e família, lealdade e traição.


Ainda adolescentes, Ifemelu e Obinze apaixonam-se. A Nigéria vive dias sombrios sob o jugo de uma ditadura militar e quem pode abandonar o país fá-lo rapidamente.
Ifemelu, bela e ousada, vai estudar para os Estados Unidos. Para trás, deixa o país que limita os seus sonhos; a família, que adora; e Obinze, a quem chama Teto, um nome que testemunha uma intimidade absoluta e irrepetível.
Obinze, introvertido e meigo, planeava juntar-se-lhe, mas a América do pós-11 de Setembro fecha-lhe as portas. Sem nada a perder, ele arrisca uma vida como imigrante ilegal em Londres.
Anos mais tarde, na recém-formada democracia nigeriana, Obinze é um homem rico e poderoso. Nos Estados Unidos, Ifemelu é autora de um blogue de culto, onde publica textos provocadores sobre raça e identidade que, ironicamente, são o seu passaporte para a integração.
Mas há algo que nem a América nem o tempo conseguem apagar. Ifemelu sonha regressar à Nigéria, mas se o fizer, sabe que terá de reinventar uma linguagem comum com Obinze e reencontrar o seu lugar num país muito diferente daquele que guardou na memória.

Os limites do mundo da jovem Kambili são definidos pelos muros da luxuosa propriedade da família e pelas regras de um pai repressivo. O dia-a-dia é regulado por horários: rezar, dormir, estudar e rezar ainda mais. A sua vida é privilegiada mas o ambiente familiar é tenso. O pai tem expectativas irreais para a mulher e os filhos, e pune-os severamente quando se mostram menos que perfeitos.
Quando um golpe militar ameaça fazer desmoronar a Nigéria, o pai de Kambili envia-a, juntamente com o irmão, para casa da tia. É aí, nessa casa cheia de energia e riso, que ela descobre todo um novo mundo onde os livros não são proibidos, os aromas a caril e noz-moscada impregnam o ar, e a alegria dos primos ecoa.
Esta visita vai despertá-la para a vida e para o amor e acabar de vez com o silêncio sufocante que a amordaçava. Mas a sua desobediência vai ter consequências inesperadas.
Uma obra sobre liberdade, amor e ódio, e a linha ténue que separa a infância da idade adulta, que marcou a estreia de uma escritora extraordinária. 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Phil Stutz explica-nos em «Lições para a Vida» o que a adversidade nos pode ensinar

Um ano após a publicação de O Método, a Lua de Papel lança (a 28 de Janeiro) Lições para a Vida, obra da autoria de um dos mais procurados psiquiatras de Hollywood. O que podemos aprender com a adversidade é o que o leitor poderá esperar deste novo livro de Phil Stutz.

Texto sinóptico
A terapia sem fé em forças superiores pode deixá-lo a sentir-se pior do que já se sentia. Trabalhar-se a si próprio não significa que é egoísta. Se o fizer, terá mais energia, não menos. Essa energia transformará o mundo. Este livro mostra-lhe como e porquê.
Depois de acabar o curso de Medicina e se ter especializado em Psiquiatria, Phil Stutz teve de enfrentar a dura realidade; pouco podia fazer pelos seus pacientes. Mais de cinco anos passados a dar consultas, numa prisão e num consultório particular, levaram-no a procurar outros caminhos - que culminariam no desenvolvimento de O Método, com Barry Michaels. Finalmente, tinha nas mãos uma terapia que funcionava. E ao longo das décadas seguintes pô-la à prova com milhares de pacientes, muitos dos quais famosos, o que lhe granjeou o rótulo de "O Psiquiatra das Estrelas".
O autor apercebeu-se de uma evidência; nós temos a tendência para ver a vida como uma bela foto de um momento mágico - ou pelo menos é essa a imagem que nos vendem os media e as redes sociais.
Na verdade, porém, a vida é uma sequência de acontecimentos nem sempre agradáveis. Se aceitarmos plenamente essa verdade, que a vida é um processo em constante mudança, teremos dado o primeiro passo para acolher tudo o que de bom e de mau nos acontece.
Lições Para a Vida é o método de Stutz para enfrentar a adversidade, para abraçar igualmente o amor e a perda, o sucesso e o fracasso, a esperança e o arrependimento, a vida e a morte. Sempre ancorados numa fé, numa força transcendente, chamemos-lhe Deus ou o Universo, que nos ampara as quedas e nos levanta (sempre) de novo.

O autor
Phil Stutz formou-se em Medicina na New York University, trabalhou como psiquiatra na prisão de Rikers Island e, mais tarde, teve um consultório em Nova Iorque. Mudou-se daí para Los Angeles, onde exerce desde 1982.
Juntamente com Barry Michels, escreveu o bestseller O Método e foi ainda protagonista do documentário Stutz, um êxito da Netflix, realizado por um dos seus pacientes, o ator Jonah Hill.

As primeiras publicações de não-ficção do Grupo LeYa para 2025

Biografia do actor norte-americano Michael Richards (vencedor de três prémios Emmy) e da romancista britânica Lesley Pearse (uma das escritoras preferidas do público português, que escreveu obras como Nunca Digas Adeus, Senhora do Meu Destino e Em Nome do Amor), estão entre as novidades da LeYa para o primeiro mês deste ano.

Entradas e Saídas, de Michael Richards
O livro de memórias do homem que deu corpo e alma a uma das mais notáveis e adoradas personagens televisivas alguma vez inventadas: o Kramer de 'Seinfeld'. Com prefácio de Jerry Seinfeld e Jay Leno, o actor recua até à infância com a mãe solteira, ao tempo que passou no Exército e à fama que Seinfeld lhe trouxe, revelando que lhe foi diagnosticado um cancro da próstata em 2018.

O Meu Caminho, de Lesley Pearse
Lesley Pearse nasceu em Inglaterra em plena Segunda Guerra Mundial. Com apenas 3 anos, foi encontrada sem casaco a brincar na neve. A mãe, que ela não conseguia acordar porque "estava a dormir há muito tempo", foi descoberta por uma vizinha - morrera no seu quarto há dias. Lesley foi então enviada para um orfanato, onde rapidamente percebeu que estava sozinha no mundo e só podia contar consigo mesma.
Na adolescência, decidiu ir para Londres. Decorriam os vibrantes anos sessenta e Londres era o centro de tudo, o ambiente era de festa permanente e Lesley participou avidamente em tudo o que a cidade tinha para oferecer. Mas seria aqui que ocorreria a segunda grande tragédia da sua vida. Grávida e só, foi enviada para uma casa de acolhimento para mães e bebés, e viu, impotente, o seu recém-nascido ser levado.
Mas, como tantos da sua geração, Lesley teve de seguir em frente. Era, afinal, uma sobrevivente. O casamento e os filhos vieram a seguir. Ao longo desse tempo, ela nunca desistiu do seu sonho: ser escritora. Aos 48 anos, as suas histórias - sobre mulheres a lutar num mundo difícil - encontraram por fim um editor. Não tardaram a encantar milhares de leitores por todo o mundo. Lesley começava de novo.
Tão comovente quanto inspiradora, a história de Lesley Pearse revela-nos um percurso pleno de surpresas e de esperança...


A Família Hitler, de David Gardner
A intrigante história dos familiares que sobreviveram a Adolf Hitler. O que aconteceu aos irmãos e sobrinhos do ditador nazi? Após uma longa investivagação, o jornalista demostra que alguns dos irmãos conseguiram sobreviver e fugir para os EUA. E que outros fizeram um pacto para não terem filhos e não perpertuarem os genes de Adolf Hitler.

O Guia para Não Fazer Nada, de Jenny Odell
Um dos "livros favoritos" de Barack Obama, parece, no início, um manual de autoajuda, mas depois transforma-se num manifesto político. Mais do que nunca, fazer “nada” tornou-se um ato difícil e desafiador. Porque, em tempos em que o nosso valor parece ser medido pela produtividade, resistir a essa pressão pode ser uma forma de subversão. 

Conhece, aqui, outras novidades não-ficcionais da Leya, com a chancela Casa das Letras.