Hour of the Heart foi publicado em Dezembro de 2024 nos EUA. Este é o novo livro de Irvin D. Yalom, psiquiatra existencialista norte-americano e professor emérito de psiquiatria na Universidade de Stanford. Tornou-se conhecido como escritor, quando A Psicologia do Amor alcancou a lista de livros mais vendidos nos Estados Unidos no final dos anos 80. A sua obra é publicada em Portugal pelo Grupo Saída de Emergência.
Quando Nietzsche Chorou, Mentiras no Diva, A Cura de Schopenhauer, De Olhos Fixos no Sol, O Problema Espinosa, Criaturas de um Dia, Eu, Yalom - Memórias de um Psicoterapeuta, O Sentido da Vida - Histórias de Psicoterapia e Uma Questão de Morte e de Vida e Chamem a Polícia são os seus livros de ficção e não-ficção.
O Dr. Yalom completou em Junho 94 anos e já não dá consultas. A Hora do Coração, a editar pelas Edições Desassossego a 13 de Novembro, teve a participação de Benjamim Blake Yalom, o seu filho, que é psicoterapeuta. É um relato profundamente tocante sobre a importância da relação terapêutica e um desabafo sincero de quem lida com o declínio físico e mental.
Elogios da imprensa
«O sucesso de Yalom como terapeuta advém do seu intenso auto-exame e da sua apurada sintonia com as suas emoções. Passou a vida a mapear as profundezas da sua própria alma para poder compreender melhor os outros. A Hora do Coração desmistifica o psiquiatra como um telepata sobrenatural para uma pessoa que é falivelmente humana, mas que lançou um raio-x metafísico de si mesma. O livro tem um efeito interessante no leitor, induzindo um tipo de mindfulness que uma sessão de terapia na vida real pode proporcionar.» — Arts Hub
Sinopse
Enfrentando perda de memória aos 93 anos, bem como as consequências de uma pandemia global que transferiu grande parte da vida quotidiana para o mundo digital, o psicoterapeuta e autor bestseller Irvin Yalom viu-se forçado a reconsiderar a natureza das suas sessões. Em vez de desistir perante as adversidades, enfrentou as limitações impostas por esta nova realidade, e revolucionou a sua abordagem, concentrando-se num trabalho intenso, realizável numa única sessão de uma hora entre terapeuta e paciente.
Neste livro, Yalom relata algumas destas consultas intensas e transformadoras, explorando uma diversidade de dilemas humanos, e o seu próprio desenvolvimento neste fim de carreira como terapeuta. Ao recontar estas sessões, demonstra como a disposição de um terapeuta para ser genuinamente aberto ajuda o paciente a baixar a guarda, criando uma ligação mais imediata, essencial para alcançar profundas conclusões em apenas sessenta minutos.
A Hora do Coração ensina-nos a relacionarmo-nos melhor no presente, com mais honestidade e vulnerabilidade. Essa hora de conexão, que decorreu, para tantos, num período de isolamento e de luto, ajudou a suster tanto os pacientes como o terapeuta, enriquecendo a visão de Yalom sobre o que a psicoterapia pode oferecer.
Conhece aqui outras publicações a lançar por este grupo editorial em Novembro.
De Ian McEwan, vencedor do prémio Booker e autor de livros como Mel e Estranha Sedução, O Que Podemos Saber cruza diferentes géneros, repleto de segredos e surpresas; uma exploração imersiva, através do tempo e da história, do que pode ser verdadeiramente conhecido. Este novo romance é uma obra-prima, um tour de force filosófico, uma história de amor sobre pessoas e as palavras que elas deixam para trás, um enredo detectivesco que resgata a nossa actual sensação de catástrofe iminente e imagina um mundo onde nem tudo está completamente perdido.
Sinopse
2014: Num jantar para amigos e colegas próximos, o conceituado poeta Francis Blundy presta homenagem à sua mulher, no aniversário dela, lendo em voz alta um novo poema que lhe dedica: «Uma Coroa para Vivien». Mal sabem os convidados que depois daquele jantar serão várias as gerações a especular sobre a mensagem daquele poema, cujo registo original nunca foi encontrado, permanecendo um mistério.
2119: Pouco mais de cem anos depois, grande parte do mundo ocidental está submersa pela subida do nível do mar após um acidente nuclear catastrófico. Aqueles que sobrevivem são assombrados pela riqueza de um mundo que se perdeu. No sul inundado do que costumava ser a Inglaterra, Thomas Metcalfe, um solitário investigador, idealiza o início do século XXI enquanto persegue o fantasma de um poema. Thomas sente fascínio por aquelas vidas selvagens e cheias de riscos, enquanto se debruça sobre os arquivos dessa era distante, cativado pelas possibilidades da vida humana. Quando tropeça numa pista que pode levar à descoberta do poema dedicado a Vivien, encontra também uma história de amores entrelaçados e de um crime brutal, que destrói as suas suposições sobre pessoas que julgava conhecer intimamente.
Actualizado 07-12-2025
Este novo livro de Ian McEwan, que tem andado nas bocas do mundo, é um dos melhores do ano para o The New York Times, The Economist, The New Yorker e The Atlantic.
Depois de ter entrado para as exclusivíssimas listas dos melhores trabalhos literários de 2025 para o The Economist, a revista The New Yorker e o The New York Times – que o notabilizou como o melhor romance de McEwan dos últimos tempos –, acaba de integrar os «The Atlantic 10», a selecção anual de livros da prestigiada publicação The Atlantic.
Publicado pela primeira vez em Itália em 1958 e assinado sob o pseudónimo joyceano Dedalus, Filósofos em Liberdade marcou a surpreendente estreia de Umberto Eco num género que o próprio definiu como «ensaio ligeiro». O livro, que pode ser lido como uma hilariante introdução em verso à história da filosofia e também como um jogo para iniciados, teve origem nas caricaturas que Eco desenhava durante as conferências de filosofia que frequentou na sua juventude. A estas caricaturas acrescentou posteriormente os «pequenos poemas» que as acompanham nesta edição. Embora sempre os tenha considerado meros divertimentos, também insistia no seu absoluto rigor científico.
«Brincar sim, mas seriamente» é o lema do autor no prólogo escrito muitos anos depois para a publicação de um volume já assinado com o seu nome, a que se juntou uma série de textos sobre Marcel Proust, James Joyce e Thomas Mann (por quem sentia uma autêntica devoção), e ainda vários apêndices escritos ao longo de décadas que abordam outras questões, igualmente sérias, com a mesma e quase necessária leveza.Assim Nasce Uma Ideia, de Ana Carvalho e Vítor Cardoso
Tudo isto começou com um acaso, uma conversa que se metamorfoseou em ideia. Uma ideia sobre as ideias. Sobre as suas origens, as suas tribulações, os seus desfechos. Como é que umas pessoas têm ideias boas e outras não? Como é que surgem as ideias que transformam o mundo? Porque é que a aplicação prática de uma ideia é irrelevante durante a sua concepção? Onde, como, e porque é que se tem ideias? O desejo de ter respostas a estas perguntas foi o que originou o nascimento de um repositório online e, agora, deste livro. Queríamos saber como é que colegas no mundo inteiro, desde vencedores de prémios Nobel a alunos de doutoramento, encaram o processo criativo. Queríamos mostrar a quem está a começar que o processo envolve, frequentemente, o fracasso. E que exige um esforço maior, que é o de olhar para uma falha e imaginar que, mais à frente, haverá luz.































